Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ceia de Ano-Novo

Cássio Camilo Almeida de Negri
Cadeira n° 20 - Patrono: Benedicto Evangelista da Costa
O menino nunca estivera em uma ceia de ano novo.
Naquele ano, porém, o décimo terceiro de sua vida, fora convidado para participar de uma ceia.
Era ainda inicio do mês de dezembro e não via a hora da chegada do último dia do ano. Nessa idade da adolescência, os anos passam tão lentamente, que ele não sabia o que fazer para os dias se apressarem, a não ser contá-los, riscando-os um a um na folhinha,o que parecia fazê-los ainda mais demorados.
Já engraxara os sapatos e colocara em cima da cômoda a roupa do domingo, a espera do grande dia.
Perguntava a si mesmo o porque de comer à meia-noite, pois nunca na vida fizera isso. Também nunca comera nozes e talvez fosse a oportunidade de fazê-lo, pois somente as vira no mercado municipal.
Uma vez, quando tinha nove anos, encontrara uma no chão.Considerando-a perdida, colocou-a rapidamente no bolso com a consciência pesada, como se tivesse roubado. Ao chegar em casa abriu-a e teve uma decepção ao encontrar dentro apenas um carocinho preto. Mesmo assim, experimentou-o, sentindo um gosto ruim e amargo da fruta estragada.
Agora, teria a oportunidade de provar nozes fresquinhas e na quantidade que quisesse.
No grande dia da passagem do ano, sentado à beira da mesa, observou como todos comiam a fruta seca após uma martelada certeira .
Foi o que fez. Colocou-a só sobre a tábua da mesa e ao dar a martelada , a fruta dura voou para longe caindo dentro do prato das lentilhas. Nova tentativa, após desculpas e esmagou-a com casca e tudo, tendo que separar as migalhas amassadas da casca indigesta e assim provar pela primeira vez da semente. Tentou outra e mais outra vez, até que pegou o jeito da martelada, que soltava as duas porções certinhas da casca expondo aquele miolo gostoso que achou parecido com um cérebro em miniatura.
Saboreou-o sentindo seu gosto real, sem pedaços de casca, nem aquele gosto amargo das membranas duras que ficam entre as suas reentrâncias.
A velha vizinha que o convidara para a ceia, vendo o menino se deliciar comenta:
-È tão gostoso porque tirada a casca, a semente contém toda a árvore em sua essência e irá produzir nova árvore.
O pequeno nunca mais esqueceu a experiência da noz de ano novo.
Hoje, já velho e com a face toda sulcada de rugas, como uma casca de noz, espera sem medo, o dia em que perderá a casca, liberando sua verdadeira essência.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ano Novo - Asas Novas

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Não se trata de utilizar armações de arame, cola e penas. As asas as quais me refiro, são indestrutíveis e feitas de material etéreo e surreal, invisível aos olhos comuns.
Diz a lenda, que a cada boa ação que fazemos aqui na terra, um pedacinho de asa de anjo é acrescentado lá no céu, no par que nos aguarda.
Quanto mais boas ações fizermos, mais bonito fica o nosso par de asas. Elas podem se tornar cintilantes, nacaradas, transparentes, coloridas, perfumadas, prateadas, douradas, acobreadas, furta-cores, do jeito que imaginarmos, pois são feitas de sonho e pensamentos.
Um dia, quando formos promovidos de estágio (o que as pessoas geralmente chamam de morte), elas estarão nos aguardando. Se os bons atos forem poucos, as asas serão pequenas e nos permitirão voos mais breves, mas se tivermos construído asas enormes e potentes, poderemos voar muito mais longe.
Ajudar quem precisa, dizer boas palavras, amparar as crianças, acolher um animalzinho abandonado, dar alimento a quem tem fome, dar atenção ao idoso, ajudar, colaborar, trabalhar, sem esperar nada em troca. Dinheiro não é tudo e não edifica asas para ninguém. Ao contrario, pode atrasar sua confecção e adiá-la por tempo indeterminado. Ninguém chega ao céu sem um anjo que lhe indique o caminho. Eles nos reconduzem ao paraíso, nosso lugar de origem.
Chegará o dia em que todos seremos anjos. Cada pessoa terá seu par de asas. Alforriados da carne, todos seremos seres-borboleta, prontos a polinizar as flores da existência das pessoas ainda sem asas, ajudando-as a construírem as suas. Uma legião de entes alados pairando sobre a terra, dissipando nuvens negras e afastando auras negativas para longe.
Asas da doçura, da piedade, da compaixão, do amor, da fraternidade, da bondade, da solidariedade, enfim, asas são uma encantadora metáfora para designar o que é a alma. Livre dos grilhões do corpo, o espírito pode voar, planar, flutuar ao sabor dos pensamentos.
Ainda somos lagartas humanas, arrastando-nos com dificuldade. Um dia chegará a nossa vez de transmudarmos em entidades angelicais aladas. E alçaremos voos inimagináveis na amplidão infinita do universo com nossas diáfanas asas.
O ano de 2012 está começando. Página em branco, pura e alva. Está na hora de pensarmos em incrementar nossas asas, deixá-las maiores e mais possantes. Feliz asas novas, quer dizer, ano novo!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Circular aos Acadêmicos da APL


ACADEMIA PIRACICABANA DE LETRAS
Rua do Rosário, 781 – Centro – Piracicaba-SP


Piracicaba, 28 de dezembro de 2011

Exmos. Srs. e Sras. Acadêmicos(as),

Esta circular tem por objetivo solicitar colaborações para o número 5 da Revista da Academia Piracicabana de Letras, a sair no mês de maio de 2012.
Graças a Deus, nossa publicação já está bem consolidada quanto à regularidade semestral, de modo que podemos avançar agora mais um passo, rumo ao próximo objetivo a ser alcançado: elevar ainda mais o nível do conteúdo. Essa meta nos foi muito encarecida pela Presidente Maria Helena Corazza, pois somente uma revista de alto nível poderá, como é nosso desejo, circular entre Academias de Letras do Brasil inteiro e tornar-se uma referência no seu gênero.
O próximo número não será temático, podendo os colaboradores dispor do espaço equivalente a 3 páginas impressas da Revista (trabalhos mais extensos só poderão ser publicados se houver disponibilidade de espaço). Ficam ao critério de cada um o tema e a forma de sua colaboração. Poderão figurar poesias, crônicas, contos, pequenos ensaios ou matérias de outros gêneros. Aceitaremos textos já publicados anteriormente em outros locais, mas pedimos que mandem de preferência textos inéditos. Pedimos ainda que selecionem bem a qualidade dos envios, para assegurarmos um excelente nível editorial.
No caso de poesias, por exemplo, é sem dúvida inteiramente livre a opção por versos modernos, sem metrificação ou sistematização; mas, se o colaborador optar por uma forma poética tradicional, deverá respeitar as regras do gênero, no que diz respeito à rima, à metrificação e ao ritmo. Um outro exemplo: algumas colaborações requerem, por sua própria natureza, um estilo coloquial que pode ser usado, sem o menor problema; mas se uma expressão coloquial aparecer solta no meio de um texto formal, destoará desagradavelmente, dando a impressão de uma escrita improvisada e descuidada. Pedimos a atenção de todos para esses aspectos.
Os textos devem ser mandados até o dia 20 de fevereiro p.f., já digitados em Word, diretamente ao e-mail aasantos@uol.com.br, ou, gravados em CD, para a Rua Alferes José Caetano, 855 ap. 192-A, CEP 13400-120, Piracicaba. Ficamos à disposição, pelo telefone 3433-3303, para esclarecer eventuais dúvidas.
Esta mensagem está sendo mandada a todos os acadêmicos que têm e-mail de nosso conhecimento. Aos demais − Acads. Antonio Carlos Fusatto, Antonio Carlos Neder, Elias Jorge, Elias Salum, Francisco de Assis Ferraz de Mello, Gregório Marchiori Netto, Homero Anefalos e Waldemar Romano − será enviada cópia por correio. Se algum destes últimos já possui e-mail, é favor avisar, para facilitar futuras comunicações.
Agradecendo de antemão a cooperação dos prezados confrades, e a todos desejando boa passagem de ano e um feliz 2012, com estima e apreço nos despedimos,

cordialmente,


Armando Alexandre dos Santos
Vice-presidente da APL e editor da Revista

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DIA DE MUDANÇA

 Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Limpou o banco da praça com as mãos trôpegas. A sujeira insistia em infiltrar-se pelas frestas. Destacou do caderno quatro novas páginas sem piedade. Folha por folha, como num ritual, deixou-se envolver por longos momentos na minuciosa tarefa de imunizar o assento. Missão cumprida, respirou profundamente e após endireitar o corpo alquebrado, aconchegou-se sobre o espesso maciço de plantas. Observava os passantes com critério. Não emitia a menor expressão facial. Era necessário disfarçar, afinal poderia causar constrangimentos. Os defeitos de seus pares sobressaiam-se assustadoramente. Jamais havia se apercebido de como a humanidade andava estranha, nas faces tencionadas, nos andrajos pestilentos, nas gorduras exacerbadas ou mesmo nas magrezas ansiolíticas. Era um circo de horrores, alguns afoitos, outros desalentados e de almas esmaecidas. Como não notara que seus pares e mesmo ele pertenciam a uma aluvião de perplexidade e desatino?
Todos traziam em suas faces trejeitos vazios de alma e de vida... Uma lágrima furtiva rolou pelo vinco de seu rosto e quando chegou aos seus lábios já encontrou um respaldado sorriso. Sua vida se abria neste exato momento como um mirante à fantasia. Afinal, era o primeiro dia de sua merecida aposentadoria.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

QUE LA NAVE VÁ

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18 - Patrona: Madalena Salatti de Almeida
A arte poética não é uma coisa estática, engessada, dentro de regras cheias de teias de aranha e de papel amarelecido pelos séculos. A arte poética é uma coisa cíclica, fervilhante, que espouca seus versos em qualquer mídia. Quanta poesia a gente encontra e sente por ai em fora através dessa ferramenta incrível que é a Internet, quanta coisa maravilhosa a gente vê, que existe, nessa miscelânea de milhões de poetas jovens, criativos e absolutamente maravilhosos. E quanto de tudo isso ninguém sabe entender, porque é difícil captar o que um y está dizendo, porque ele não se perde em palavras e idéias inúteis, pelo contrário: é conciso, direto e pronto. Precisa de mais alguma coisa para se fazer uma poesia de qualidade? Muitas pessoas implicam com a forma que se escreve na Internet. Os versos são grandes, porque não existem os limites da folha de papel. Quem escreve no ciberespaço não precisa ficar preocupado com medidas. E por causa de um saudosismo tolo e anacrônico, entendem pelo avesso, ou simplesmente ignoram tudo o que tantos jovens têm para contar; ainda por cima, condenam sem mais nem menos. Como se fosse licito condenar, sem conhecimento de causa, uma obra de arte. Mas talvez, não tenham o necessário preparo para admirar uma arte avançada no espaço e no tempo. Por isso a rejeição!
Todo mundo esquece também que a arte é por si só. Não tem cor, nem forma fixa e nem nacionalidade. Ela existe, se manifesta, se impõe e transmite calada uma mensagem que procura diretamente aquele que a recebe. É o sentimento que passa de uma pessoa para outra, sem que seja preciso regras para isso. Passar sentimento é somente isso. Quem consegue tudo bem, quem não consegue, jamais vai aprender como se faz.
Quem passa o sentimento faz isso por necessidade, por desespero, angustia, porque tem que tirar aquela coisa que arrebenta que nem um foguetório dentro do peito, mas é preciso, pois, saber decodificar essa mensagem para entender o que é que o artista tenta transmitir, e reinterpretar isso para o seu universo. E ao invés de haver essa interpretação, o mais corrente por aí é o que dizem sempre: “estão bagunçando com a arte de escrever poesia”. Essa juventude comete um pecado mortal profanando o tradicionalismo artístico? Por quê? Porque não faz poesia rimada que tem quatorze versos? E daí? Depois da Semana de Arte Moderna de 1922 o modernismo se instalou e depois disso, várias outras formas de transmitir o sentimento, pois o século é outro e quem viveu aquele movimento de 1922 deve estar com mais de oitenta anos!
Tenha paciência! No ano que vem o Modernismo, nos moldes em que foi concebido, completa 90 anos! O modernismo como nós, os mais velhos conhecemos, já era, já se tornou bisavô. E não adianta ficar martelando na mesma tecla! Não se pode fazer arte hoje nos moldes do passado e ponto final!. Se existe uma evolução em todos os setores da cultura, porque também não deve existir uma evolução na arte poética? E é de suma importância que haja essa evolução. Então, dada essa importância, por que taxar de inaproveitável, de ininteligível, de abusiva a arte de nossa juventude? Por que rejeitar e não aceitar algo tão belo e tão puro como isso que temos visto em forma de poesia nos últimos vinte anos?
E, comumente, não se aceita o novo porque ele põe por terra a mesmice, o marasmo que imperou até agora e admitir isso não é dizer que o tradicional. perdeu o seu valor. Aos conservadores, que acham a nova poesia imoral, esdrúxula, inaceitável, com o tempo, vão ter que engolir tudo o que disseram de qualquer jeito. Então, meus amigos. “Que la nave vá”.

domingo, 25 de dezembro de 2011

PROFECIA

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade


Uma noite destas
será Natal

Uma noite destas
será fatal

Para mim, para você
para os que sonham

Para os construtores
da aurora
para os autores
da luz

Uma noite destas
pode ser a hora
pode ser agora
me dê a sua mão

Numa noite destas
haverá festas
sem fim

Faço parte da cena
a mais bela que já vi

Eu estive nela
e nunca mais saí


Feliz Natal!


Algumas décadas passadas, no dia 24 de dezembro, a partir das sete horas da noite, a casa dos meus pais estava em alvoroço.
Os preparativos, travessas, panelas, tigelas, parecia que a casa tinha se transformado em um restaurante. A geladeira estava abarrotada. Não cabia mais nada.
A minha atenção estava dirigida aos pacotes que ficavam em cima de um armário entalhado, à altura dos olhos. Dali a pouco eu deveria tomar um banho, colocar roupas chamadas de passeio e ir à missa de Natal.
O entra e sai de parentes, uns da própria cidade, outros de terras distantes. Parentes hospedados em casa recebiam a visita de outros parentes.
Os pacotes caprichosamente arrumados já estavam com o nome dos seus ganhadores. De forma discreta procurava meu nome, tentava imaginar o seu conteúdo.
Talvez porque naquele tempo a televisão fosse apenas um acessório a mais em casa, não se falava muito em Papai Noel.
Era a noite do nascimento de Jesus Menino em uma manjedoura.
Com isso desde criança eu já sabia que Papai Noel era uma lenda, jamais imaginei encontrar cara a cara com o “Bom Velhinho”. Eu sabia que a origem dos presentes que eu ganharia era do bolso de alguém.
Nunca, jamais, dê para uma criança, roupas. Criança só considera presente se for brinquedo!
Em minha contabilidade imaginária, ganhar roupa era como perder um porta-aviões em um jogo de Batalha Naval: frustrante. Teria que esperar mais um ano para quem sabe ganhar daquela determinada pessoa um brinquedo!
Hoje, já quase na terceira idade, vou arriscar acreditar em Papai Noel, e pedir a ele que você ganhe na Mega Sena da Virada, que aquela viagem dos seus sonhos se realize, se casado for, que a sua esposa o ache idêntico ao Tom Cruise, se for casada, que seu marido comece a perguntar se aquela famosa e linda estrela da televisão não é sua prima em segundo grau, são tão parecidas!
A Deus, no dia em que se comemora o nascimento do seu filho Jesus Cristo, com a convicção de Sua existência e poder, peço que lhe dê muita saúde, paz e que a sua Mão Divina o proteja e a seus entes queridos.

Feliz Natal!
São os votos de João Umberto Nassif
João Umberto Nassif
Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Aos colegas da Academia

Aos colegas da Academia Piracicabana de Letras,
desejo um santo e feliz Natal e que 2012
seja, para todos vocês, repleto de alegrias,
de realizações e de vitórias.
Valete omnes!
Armando Alexandre dos Santos

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Indulto de Natal

André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs
Natal de minha infância... que saudade!
Por que não ressuscitas do passado,
e voltas ser o sonho iluminado
do meu alvorecer na tenra idade?

Presente?... eu pediria um restaurado
que outrora já me deu felicidade:
- a cândida Inocência... divindade
que o mundo me obrigou deixar de lado.

Quisera-te de fato mais divino,
o mesmo que eu tivera de menino
ainda sem noção do que era a Vida!

Pudesse, eu pediria o teu indulto:
liberta-me os grilhões de ser adulto,
devolve-me a criança em mim perdida!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mensagem de NATAL

Isadora, neta da Lurdinha, Talita, Ana Clara e Mariana, netas do Cassio e da Ivana



Rosaly Curiacos de Almeida Leme


Deus se faz criança. E no mundo, renasce a esperança...
Na nossa família literária, também acontecem momentos felizes em que as crianças se fazem presentes..
Há 30 anos, nós, Bino e eu, levávamos Alexandre em cestinho de bebê para as nossas reuniões literárias.
Hoje, esporadicamente, Lurdinha traz a neta, mas Ivana e Cássio trazem uma ou mais netas, felizmente.
Ana Clara já é modelo oficial da Academia.
Não há festa natalina que seja alegre e que retrate a esperança sem a presença real de crianças.
E, se algum dia não houver presença real de crianças, que os literatos tragam no coração as alegrias encontradas nas coisas simples, a renovação constante das esperanças que as crianças carregam.
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mensagem Natalina

Leda Coletti- Cadeira no 36
Mais do que nunca precisamos de NATAIS:
Natal da ESTRELA-GUIA a nos indicar os caminhos na escuridão.
Natal de aconchego para sobreviver à frieza do mundo egoísta.
Natal, sobretudo de AMOR, para de coração aberto aceitarmos os nossos irmãos - diferentes na raça, cultura e religião.
Natal que será FESTA de verdade, se nos deixarmos tornar crianças e nos sentirmos felizes não só em receber, mas, sobretudo em dar presentes, principalmente se estes forem do jardim de nossos dons e talentos pessoais.
Natal pleno de JESUS que rima com LUZ e que nos dá o exemplo e coragem para amar e perdoar.
É esse NATAL que almejo para você e seus familiares.

( Meu) Menino Jesus
Leda Coletti

Tão bom falar do Menino Jesus
                                    imaginá-lo vestindo túnica comprida,
                                   bastos cabelos cheios de cachos,
                                   olhos vivos, tez colorida.
                                                             
                                   Imagino Jesus Menino
                                   à frente da casa de Nazaré,
brincando com outras crianças
                                   velados com carinho por Maria e José.

Do que ele brincaria?
pular corda, jogar bola,
 pega-pega, esconde-esconde
ou o que lhe vinha na cachola?

                                   Como teria sido gostoso
                                   ter Jesus como companheiro
                                   na minha infância, na roça
tornando-se meu fiel parceiro.

                                   Ele usaria calças curtas, 
                                   correria na campina, pantanal,
                                   iria procurar ninhos de galinhas
                                   no meio do verde canavial.

                                   Será que disputaria meus livros,
                                   ajudaria na tarefa semanal?
                                   com certeza ele seria meu par
                                   na dança de quadrilha do arraial.

Saudade da imagem na capela,
onde Jesuzinho dizia sim
quando a moeda no cofrinho
estalava e fazia dim...dim...

Outra imagem sua tocou-me.
De joelhos, bumbum erguido
trouxe-a de Fátima, Portugal
meu enfeite tão querido.
   
Fique sempre ao meu lado
meu querido Jesus Menino,
vamos brincar, espalhar alegria.
extrair da vida o mais belo hino.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Confraternização de final de ano da APL, lançamento do livro de Aracy Duarte Ferrari, da revista no 4 da Academia Piracicabana de Letras e outorga de medalhas

(fotos de Ivana Negri)
Ana Clara mostra  medalha da APL e a revista no 4 recém lançada

A presidente Maria Helena Corazza e a nova escritora Isadora César Pacello que lançou seu primeiro livro
Composição da mesa: escritora Aracy Duarte Ferrari, diretora da Biblioteca Municipal Lucila Silvestre, presidente Maria Helena Corazza e o vice Armando Alexandre dos Santos.

Aracy Duarte Ferrari autografando seu mais novo livro "Mergulho Interior"
Participações literárias da escritora Aracy
Rosaly e Felisbino de Almeida Leme
Premiadíssima escritora Carla Ceres e Leroy Capeletti

Fátima e Elias Jorge
Luzia Stocco, Leda Coletti, Carmen Pilotto, Myria Botelho e Aracy Ferrari

Acadêmicos André Bueno Oliveira e Carmen Pilotto

Acadêmicos Ivana e Cassio Negri e a netinha Ana Clara

Acadêmico e presidente do Centro Literário João Baptista Athayde e Vera

Acadêmica Marisa Bueloni, Leda e a presidente Maria Helena Corazza

Neta da Aracy, Leda Coletti e Gisele Silva

Aracy discursando


Aracy autografando

Maria Lucia Aguiar Paccini e esposo e a acadêmica Myria Botelho

Acadêmicos Evaldo Vicente, Armando dos Santos, Gilberto Marchiori e amigos
Aracy, genro e filha

Vista parcial do anfitetaro

Acadêmico Geraldo Victorino de França ( Voinho), a filha Ivana Negri e a bisneta

Acadêmicos Waldemar Romano e Armando Alexandre

Myria Botelho e Ivana Negri
Carmen Pilotto recebendo a medalha da presidente Maria Helena
Maria Helena e Homero Anefalos
Maria Helena e Myria Botelho
Marisa Bueloni, Ivana Negri, Carmen Pilotto e Ana Clara

João Baptista Athayde discursando
Maria Helena e Olivio Alleoni
Cassio Negri e Geraldo França
A elegante e famosa gravata do Armando

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz