Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quinta-feira, 29 de março de 2012

XX CONCURSO DE POESIA E PROSA ACADEMIA DE LETRAS DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA

(para maiores informações clique aqui)

PATRONO: JOÃO BATISTA SCANNAPIECCO 2012
Poesia - Prêmio Emílio Lansac Toha
Prosa - Prêmio Fábio de Carvalho Noronha
Prêmio Especial – 3ª Idade – Prêmio Otávio Pereira Leite
Podem se inscrever todos os interessados, em ambas as categorias, COM APENAS UM TRABALHO EM CADA CATEGORIA.
ATÉ 12 ANOS.
DE 13 A 18 ANOS.
DE 19 ANOS EM DIANTE
MAIORES DE 60 ANOS

O prazo para a entrega dos trabalhos será de 02 de abril a 15 de junho de 2012.
Os trabalhos deverão ser enviados para: Academia de Letras de São João da Boa Vista, Rua Bruno Balestrin, 79- Perpétuo Socorro- CEP: 13870-549 – São João da Boa Vista – SP, aos cuidados de Ana Lucia Finazzi. Ou via Internet, pelo e-mail – academiadeletras@alsjbv.com.br
As obras classificadas serão publicadas numa ANTOLOGIA.
Leia o EDITAL em anexo.

ACADEMIA DE LETRAS
de São João da Boa Vista/SP
Rua Cap. José Alexandre, 355 - São Benedito
13871-000 - São João da Boa Vista/SP - Brasil
Fone: (19) 3623 4155 - (19) 3633-5101

terça-feira, 27 de março de 2012

PROJETO DE TROVAS PARA UMA VIDA MELHOR premia acadêmicos piracicabanos

Resultado das avaliações do 5o concurso - tema Justiça da 3a etapa do projeto de TROVAS PARA UMA VIDA MELHOR
Foram premiados dois poetas integrantes da Academia Piracicabana de Letras
Site Falando de Trovas
Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

3º Lugar (grupo 1) Nacional
LEDA COLETTI

A Justiça quando humana,
às vezes se banaliza,
só ficando soberana
no Senhor, que a diviniza.
André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs

MENÇÃO HONROSA (grupo 2) Nacional -
ANDRÉ BUENO OLIVEIRA

Virtude audaz, lenta e cega.
Sempre neutra. Nunca omissa.
Se engana às vezes...Quem nega?
Mas se restaura: é Justiça.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Revolucionários paulistas


Cezário de Campos Ferrari
Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o maior movimento armado da história do Pais. Envolvendo algumas dezenas de milhares de homens, que durante três meses lutaram nas fronteiras do Estado de São Paulo, ela significa um marco importante na evolução política nacional e é com certeza um dos alicerces que consolidaram a atual democracia brasileira.
A simples narrativa da guerra, que teve mais de mil mortos, ou seja, na qual morreram mais brasileiros do que na campanha da Itália durante a 2ª. Guerra Mundial, seria suficiente para justificar este artigo.
De um lado, São Paulo e parte do Mato Grosso, e do outro, os demais Estados do Brasil. De um lado, tropas mal-armadas, sem munição e sem treinamento militar, de do outro, a elite do exército e das policias estaduais, equipada com material superior e com maior numero de soldados, engajados num combate desigual, que desde a segunda hora deixou evidente que as tropas constitucionais não tinham chance de vitória.
Mesmo assim, suportadas pela população do Estado e pela criatividade da sua indústria, as tropas paulistas lutaram por três meses, sob os rigores do inverno, num terreno que nem de longe lembra o interior de São Paulo hoje. Há 79 anos as estradas, quando existiam, eram de terra, sendo que, na maioria das vezes, eram construídas para serem utilizadas pelas carroças e carros de boi que transportavam o café dos terreiros das fazendas até as estações das estradas de ferro.
E é sob este prisma que o Movimento Constitucionalista de 32 precisa ser visto. Ele não foi um movimento paulista, terminou sendo uma guerra paulista – o são duas coisas completamente diversas. Em verdade, logo depois da vitória da Revolução de 30 e da tomada de poder por Getúlio Vargas, a ditadura por ele implantada começou a ser contestada, especialmente pelos Estados mais desenvolvidos, que viam sua autonomia ameaçada pela nova ordem, que dava ao ditador o direito de nomear discricionariamente os interventores estaduais.
Consequência desta insatisfação foi a criação de uma frente composta pelos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, engajada na redemocratização do País.
Mas não eram só eles que encampavam este ideal. Boa parte da população do Rio de Janeiro e mesmo algumas das mais importantes unidades militares aquarteladas na então capital federal.
Por um desses erros estratégicos fáceis de serem julgados depois, as tropas paulistas foram detidas em sua marcha em direção à Capital Federal, recebendo ordem de ficarem paradas, por cinco dias, no Vale do Paraíba. Aí foi jogada fora a única chance concreta de vitória de movimento.
Ao pararem, as forças paulistas fizeram com que as tropas quarteladas no Rio também não sublevassem, permitindo a Vargas as medidas necessárias para manter a ordem na capital e angariar o apoio dos outros Estados, que enviaram suas tropas em defesa da ordem estabelecida.
O grande argumento de propaganda utilizado pela ditadura na mobilização contra São Paulo foi o de que, dominado por estrangeiros e comunistas, o Estado mais rico da nação pretendia se emancipar, criando um novo Pais.
No entanto, nada estava mais longe dos ideais revolucionários paulistas do que uma cisão. A luta que mobilizou o Estado, do cidadão mais pobre ao mais rico, de todas as idades, raças, origens e sexo, engajando milhares de pessoas no esforço de guerra, pretendia, ao contrário, que a ordem democrática fosse restabelecida, por meio da outorga de uma constituição que balizasse o futuro da nação.
Dentro da história de uma nação, 79 anos não é nada. E é este o tempo transcorrido entre o inicio da revolução, a 9 de julho de 32, e hoje. Com a isenção que só o passar do tempo dá, 32 será revisto e, com certeza, se firrnará como uma das mais importantes manifestações democráticas da história do Brasil.

sábado, 24 de março de 2012

Intercâmbio entre Academias


Saiu nos Estados Unidos, edição da Universidade da California, a tradução para o português moderno (feita diretamente do original catalão do século XV), da novela de cavalaria “Curial e Guelfa”, 100 anos anterior ao Dom Quixote e inteiramente desconhecida no Brasil. Mesmo na Europa é pouquíssimo divulgada. O tradutor foi o Prof. Ricardo da Costa, da Universidade Federal do Espírito Santo.
O acadêmico Armando Alexandre dos Santos fez a revisão do português e escreveu uma das três introduções da obra.

Esta semana a Academia Piracicabana de Letras entrou contato com duas outras Academias, a de Santos e a de Bauru. A de Bauru vai organizar um encontro de Academias na segunda quinzena de agosto.
Armando Alexandre dos Santos, vice presidente da APL estará lá em maio, para uma reunião prévia, preparatória.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Citar ou não citar, eis a questão!

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Nota-se, em alguns orientadores universitários, uma tendência para julgar as citações textuais como manifestações de preguiça, por parte dos alunos. Entende-se essa posição dos professores, pois, como os alunos, ano a ano, vão cada vez menos sabendo escrever, o recurso às citações entre aspas, costuradas por palavrinhas ou pequenas frases de ligação pode se revelar um recurso fácil para alunos pouco aplicados produzirem sem esforço textos volumosos. Existem trabalhos universitários tão "costurados" que, no final, o aluno não escreveu mais do que 10 ou 15 por cento do total...
Parece-me, entretanto, que alguns professores exageram nessa ojeriza por citações textuais. Não compreendem que um redator honesto se sinta meio "ladrão" de pensamento alheio quando reproduz, com palavras suas, longos textos alheios, limitando-se a pôr, no fim, uma referência à fonte. Quem lê, fica sem saber em que medida o pensamento exposto é original do estudante, em que medida ele apenas parafraseou pensamento alheio.
Julgo ser esse um problema que precisa ser considerado caso a caso. O professor ou orientador deve ter critério para permitir que um bom redator cite, entre aspas, o que julgue adequado, ou, pelo contrário, para exigir que um redator preguiçoso se esforce para evitar citações textuais e se empenhe em redigir textos de sua própria lavra.
Vou tentar expor, a seguir, quais as normas gerais que me parecem deverem ser seguidas, em matéria de citações:
1) Em princípio, não se deve citar aquilo que podemos convenientemente expor com nossas próprias palavras. A citação só deve ser feita quando enriquece nosso texto, ou pela autoridade do respectivo autor, ou pelo modo particularmente feliz com que ele exprimiu seu pensamento.
2) Em princípio, ainda, deve-se creditar a cada autor o que é seu, sem apropriar-se de pensamento ou formulação alheio. Assim, quando uma ideia original ou uma expressão particularmente feliz é colhida numa fonte, não é justo que a incorporemos a nosso texto sem referência, como se fôssemos os seus autores. É preciso dar a cada qual o que é seu (“suum cuique tribuere”, lia-se nas Instituta de Justiniano). Até mesmo na conversação oral, manda a boa educação que lembremos, quando usamos uma formulação ou uma ideia de outra pessoa, o respectivo autor.
3) Há, porém, casos de transliterações tão evidentes que se torna ocioso e até pedante fazer uma referência ao autor. Por exemplo, quando no título deste artigo escrevi “citar ou não citar, eis a questão”, é óbvio que estou usando a formulação clássica do famoso monólogo de Hamlet. Não será necessário, portanto, acrescentar “parafraseando Shakespeare”, menos ainda será necessário seguir as famigeradas regras da ABNT, colocando entre parênteses o nome do poeta em maiúsculas, seguido do ano da edição recente e barata que está sendo usada. Também certas informações correntes, de conhecimento geral por pessoas de cultura mediana, não precisam ser amparadas em fontes. Ninguém precisa citar uma enciclopédia para provar que Paris é a capital da França, ou que o nome civil do atual Papa é Joseph Ratzinger.
4) A citação direta, entre aspas, deve ser feita sempre que, parifraseando-a ou reescrevendo-a com nossas próprias palavras, algo de sua força se perde. E a citação indireta, perifrástica, deve ser adotada preferencialmente quando se trata de uma citação muito grande, ou quando no nosso texto são por demais abundantes as citações. Produz sempre, com efeito, péssima impressão um texto quase todo composto de citações alheias costuradas. Parece feito por um preguiçoso que não quer ter trabalho de escrever por si mesmo e prefere usar tesoura e cola (ou, mais modernamente, Control-C Control-V).
5) Quando se têm algum texto de extrema importância, para o tema que estamos desenvolvendo, pode ser conveniente destacá-lo de modo especial, colocando-o como epígrafe, no início do livro ou do capítulo. É esse um modo muito adequado de se destacar um autor que nos ajudou de modo assinalado na elaboração do trabalho, e que desejamos que seja tomado em consideração também de modo especial, pelos leitores.
6) Evidentemente, devem ser evitadas a todo custo as citações desnecessárias, feitas só para mostrar erudição ou engrossar bibliografia. Esse é um recurso de maus escritores, desprezado pelos leitores críticos que sabem distinguir joias verdadeiras de bijuterias e obras de arte autênticas de imitações grosseiras.
Parece-me que, em linhas gerais, essas são as normas que o bom senso e a prática corrente do jornalismo, nos ensinaram, em matéria de citações.

segunda-feira, 19 de março de 2012

ADOCICADO (Resposta a “Sem Açúcar”, de Chico Buarque de Hollanda)

André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs
Mentira que sou diferente.
Da rua estou vindo pra casa.
Aceita este belo presente:
- a minha paixão que me abrasa.

Eu sonho de dia contigo,
e sonho contigo de noite.
Por ser teu amante e amigo,
jamais quero ser teu açoite!

Adoro amassar teus vestidos
rolando contigo na esteira.
Me agrada perder os sentidos,
sentindo do amor a fogueira.

Em meio a lascivos desvelos,
até que te sintas impura,
eu vou desmanchar teus cabelos,
depois te levar à loucura.

Desejo matar teus desejos,
tatear o teu peito que arqueja...
Depois, consumados os beijos,
beber a sagrada cerveja.

Teu riso é poesia...Me abraça.
Tu és minha flor, meu regalo.
Tu és minha fêmea de raça,
eu sou teu fogoso cavalo!

sábado, 17 de março de 2012

TEMPO QUARESMAL

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

Evocando o calvário, muita dor
Quaresma é tempo santo de oração
lembra Deus, que se fez homem no Amor,
tendo morte na cruz e por paixão.

Sempre humilde, obediente ao Pai Senhor
amou o irmão, lutou contra a opressão,
reconheceu em todos o valor
da bondade, justiça, paz, perdão.

Isento de pecado demonstrou
a nós homens, o quanto nos amou
salvando almas tidas por perdidas.

Comprometeu-se ao plano divinal
só priorizando o Bem, jamais o Mal,
transformou por completo nossas vidas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Manias & idiossincrasias de escritores

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
O trabalhador intelectual e o artista, especialmente quando precisam exercer atividades criativas, sentem muitas vezes necessidade de seguir seus ritmos individuais, de observar seus rituais particulares. Ao cabo de algum tempo, por vezes manifestam-se verdadeiras “manias”.
Nunca se zombe da mania de um escritor ou de um verdadeiro artista. Trata-se de algo inocente e, ademais, muito sério, que exige respeito!
Alguns trabalham melhor de manhã, outros de madrugada. Alguns preferem trabalhar em equipe, outros só conseguem produzir sozinhos. Há pessoas que criam mais facilmente em conversas com amigos, por exemplo em redor de uma mesa em que todos tomam chope. Sem dificuldades nem constrangimentos, a conversa vai fluindo naturalmente e as ideias brotam com uma abundância que nunca seria alcançada diante de um computador ou assentado à mesa de trabalho. O famoso "Trem das Onze", sucesso clássico de Adoniran Barbosa, foi composto precisamente assim, num bar paulistano ─ o tradicional Moraes, da Praça Júlio Mesquita, ainda hoje famoso pelos seus filés ─ entre amigos. Adoniran teve a ideia e foi escrevendo numa toalha de papel.
Outras pessoas preferem criar falando sozinhas, em voz alta, e só assim seu pensamento flui com facilidade. Eça de Queiroz era desses. Fechado no quarto, ia em voz alta delineando palavra por palavra a trama do texto que devia redigir. Só começava a escrever depois de ter pensado em cada uma das palavras do texto que deveria escrever naquele dia. O método do autor de “A ilustre casa de Ramires” tinha um inconveniente. É que muitas vezes seus amigos se queixavam de não terem recebido resposta a alguma carta. E ele jurava lhes ter escrito, e às vezes até dizia, com total segurança, como começara a carta, como desenvolvera sua exposição, como a terminara etc. etc., tudo até nos pormenores mais insignificantes: é que pensara inteiramente a carta mas se esquecera de a escrever...
Há certas pessoas que têm a peculiaridade de somente conseguirem soltar inteiramente a sua criatividade quando em situações de confronto. Ou seja, precisam estar em briga, ou em discussão, ou em situação de stress, para se sentirem estimuladas a criar. É somente assim que conseguem produzir intelectualmente.
Winston Churchill, um dos maiores mestres da língua inglesa no século XX, somente conseguia escrever pressionado pelo relógio. Se tinha que redigir, por exemplo, um artigo ou um discurso, não conseguia escrever nada até que sua secretária lhe avisasse que faltavam somente 30 minutos para o último prazo vencer, ou que o deputado adversário já dera início a sua fala e cabia a ele, Mr. Churchill, rebatê-lo imediatamente, tão logo se calasse. Somente aí, pressionado pelo tempo, a formidável usina cerebral de Churchill se punha em movimento acelerado. E produzia, com uma rapidez incrível, peças verdadeiramente maravilhosas. Produzia também, como é compreensível, um terrível desgaste nervoso nos seus pobres auxiliares... O livro “Eu fui secretária particular de Winston Churchill”, de Miss Phyllis Moir, lançado em 1941 e imediatamente traduzido para o português e publicado no Brasil pela Editora Globo, é bem esclarecedor quanto aos tormentos que sofriam os auxiliares do genial homem de estado inglês.
Há também pessoas que só conseguem criar em situações muito excepcionais. São as famosas manias de escritor: um que só consegue escrever com os pés dentro de uma bacia de água, outro que só produz se sentir aroma de rosas, outro que só redige com determinada roupa ou tomando whisky de determinada marca, com um número certo de pedras de gelo.
João Teodoro Xavier, que governou a província de São Paulo de 1872 a 1875 e deixou fama de excelente administrador, tinha uma peculiaridade: só conseguia escrever durante a noite.
Quando acontecia de precisar redigir algo com dia claro, fechava-se no quarto, vestia camisolão e touca (naquele tempo não se usavam pijamas), mandava os criados fazerem silêncio em toda a casa e, à luz de velas, escrevia o que tinha que escrever...
Esquisitice? Mania? Sem dúvida... mas o fato é que coisas dessas são facilmente perdoáveis, em personalidades muito ricas, muito criativas, muito fora de série.
Gilberto Freyre costumava escrever em folhas de papel ofício, sobre uma prancheta, molemente reclinado numa poltrona, de lado. Apoiava as costas sobre um dos braços da poltrona, afundava o corpo na almofada e dobrava uma das pernas sobre o outro braço. Ia preenchendo as folhas e as deixava indolentemente cair no chão. Não tinha hábito de consultar livros, ou fichários, ou outros apontamentos; servia-se unicamente de sua memória invejável e de sua extraordinária criatividade. A seu lado, uma secretária ia, silenciosamente, recolhendo e numerando as folhas que caíam, para depois copiá-las à máquina. E o texto das obras-primas de Mestre Gilberto eram publicados quase sem revisão, já saíam prontinhos da sua cabeça. Se ele fosse forçado a escrever sentado convencionalmente a uma mesa, ou dedilhando um teclado, é bem possível que nada conseguisse produzir.
Evidentemente, não estou sugerindo que o leitor ou a leitora que deseje tornar-se profissional das letras arrume uma "mania" esquisita dessas para também ter sucesso... É claro que não! Mas se notar, pela observação de seus ritmos pessoais, de seu modo de ser, que alguma coisinha dessas lhe facilita a vida, não tenha escrúpulo: adote-a decididamente. Perigo maior não há.

quarta-feira, 14 de março de 2012

ADEUS, POESIA!

Lino Vitti Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz



Sim, caríssima, bela, apreciada e feliz Poesia, adeus! Já não terei a possibilidade de ver-te e ler-te num cantinho destas importantíssimas páginas do nobre e querido Jornal de Piracicaba, que Losso Netto, em conluio com este inveterado amante das rimas e dos sonetos, reservou para a sua divulgação e para alegria e encanto daqueles que te compõem e te lêem levados pela tua beleza, pela tua fantasia, pelos teus sonhos,
pela demonstração sempre inequívoca, da arte e da cultura universais.
Como Príncipe dos Poetas Piracicabanos estou triste como vocês, mas ao invés de esgrimar o que os valores mais altos fundamentalmente assim decidem, agradeçamos os longos anos em que burilamos versos, estrofes, poemas e sonetos, graças à Maria Cecília Bonachella que da nobre página cuidou tanto tempo e a Ivana Maria, que lhe deu feliz continuidade até os dias de hoje e muito , muito mesmo, aos diretores do tradicional matutino, pela oportunidade concedida à Poesia piracicabana.
Afinal, deve perguntar alguém, que vem a ser essa tal de Poesia para merecer tantas atenções e merecer tanta divulgação ? Não sei. Só posso dizer que poetas foram Dante Alighieri, Shakespeare, Victor Hugo, Camões,Olavo Bilac, Francisco Lagreca, Mello Aires, Castro Alves, Marina Tricânico, Newton de Mello, Gustavo Teixeira, milhares espalhados pelo mundo inteiro, e não menos que centenas nesta terra dos canaviais, que se incumbiram ou ora se comprazem em deixar aos semelhantes a beleza e a alegria dos mais belos poemas brotados da inteligência humana. É ler o que escreveram para a posteridade e saber então o que é essa tal de Poesia.
Vou contar algo inédito de minha vida. Quando adolescente, morando na roça, meu pai José Vitti, funcionário do Grupo Escolar, era o único que recebia o Jornal de Piracicaba, levado pelo diretor da escola, prof. Euclides de Oliveira Orsi. Guardava-o sob a cama onde eu dormia o que me propiciava ensejo para correr os olhos por aquelas páginas curiosas e sempre encontrava uma poesia para ler, daí talvez os meus primeiros arranques pelo prazer de ser poeta. Fui interno de um seminário religioso, onde era proibido fazer versos, mas eu desobedecia e traçava às escondidas meus sonetos. E um dia, por felicidade, fui parar nas oficinas redacionais daquele jornal paterno. E aí criei raízes, e aí minha poesia veio a lume, e tanta e tão importante foi que a Academia Piracicabana de Letras me “nomeou” Príncipe dos Poetas Piracicabanos.
25 anos de Jornal de Piracicaba, aposentadoria e saudade.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Radioamadorismo de gloriosa tradição

Elias Salum
Cadeira n° 5 - Patrono: Leandro Guerrini
O Radioamadorismo, no passado, teve uma brilhante e significativa atuação na vida do ser humano, numa época em que a comunicação era pobre e limitada. Hoje, podemos afirmar que nas áreas social, cultural, comunitária e humanitária, muito contribuiu para os primeiros passos da técnica da comunicação. Do isolamento resultam costumes rígidos. O contato, por outro lado, traz mudança cultural, libertando o espírito das restrições dos costumes, criando uma situação em que é possível o florescimento da inteligência e da invenção.
Duas forças fundamentais da vida social são o isolamento e o contato. É distinto o papel que essas duas forças exercem na experiência de todos os povos. Cada força leva ao desenvolvimento de um tipo de cultura, que contrasta marcadamente com o tipo desenvolvido pela outra. Assim, o isolamento tende a produzir o que certos sociólogos e antropólogos denominam "cultura de folk" ao passo que o contato produz o que chamamos, em linguagem técnica, "civilização".
O desenvolvimento das ciências naturais vem exercendo profundas consequências sobre a nossa vida cotidiana. Desde que Galileu, Brahe, Copérnico e seus contemporâneos começaram a lançar as bases da ciência moderna, gradualmente se foi constituindo um acervo de conhecimentos físicos, químicos e biológicos, cuja aplicação aos problemas práticos enriqueceu imensamente a existência humana. Assim, muitas coisas outrora consideradas milagrosas são hoje comuns: a eletricidade, o telefone celular, o raio-X, a fotografia, a televisão, o computador com seus recursos. Sobressaindo, de forma espantosa, o rádio, pelos inestimáveis e relevantes serviços que presta à coletividade, como é o caso do radioamadorismo, hoje, praticamente substituído pelo e-mail e pelos celulares.

Conheça um pouco do radioamadorismo

O radioamadorismo foi e é um hobby científico, uma maneira de ganhar habilidade e penetrar no fascinante campo da eletrônica, bem como o ensejo de comunicar-se, através das ondas curtas, com qualquer dos radioamadores espalhados por todos os recantos do globo.
São Paulo e Rio de Janeiro foram os primeiros Estados do Brasil a possuírem radioamadores, seguidos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Pará. Pela pesquisa feita, o primeiro radioamador brasileiro foi Lívio Moreira, em l909.
As leis internacionais definem o radioamador como um cidadão que, sem interesse pecuniário, como verdadeiro amador, procura treinar-se em comunicações e técnica de rádio, investigando, trocando idéias, aprendendo, observando e cooperando para o desenvolvimento dessa maravilha que é a eletrônica.
Com as transmissões nos seus primórdios, há mais de 100 anos, já havia centenas de radioamadores. Já ao fim da Primeira Guerra Mundial muitos milhares se agruparam, formando ligas, estabelecendo princípios e criando o verdadeiro radioamadorismo. Conseguiram assim, em 1921, o primeiro contato através do Atlântico. Os resultados foram as comunicações ao redor do mundo, alcançadas pela primeira vez em 1924. O número de radioamadores subia, as descobertas continuavam e eram entregues ao uso público.
Dispondo dessa imensa cadeia de estações espalhadas pelo mundo, é incontável o número de serviços que o radioamadorismo prestou no campo humanitário. Veja-se, por exemplo, o serviço que ele prestava à nação em caso de guerra, principalmente como rádio-escuta, em países que se estendiam por milhões de quilômetros quadrados, o que dificultava qualquer outro meio de comunicação. Decorria daí o aproveitamento do radioamador pela sua rapidez e extraordinária penetração. Assim também nas cidades atingidas por enchentes, ou castigadas por tufões, lá estava o radioamador como um timoneiro, sendo o último a abandonar o seu posto, numa demonstração eloquente de sua extraordinária utilidade.
Socialmente falando, é de se destacar a coesão existente entre os radioamadores nacionais ou internacionais, que, quando identificados, em cidades estranhas, pelos colegas é-lhes prestada toda a cortesia, atenção e apoio que se faz necessário. É, enfim, um visitante oficial e por isso é cumulado de toda gentileza possível, numa demonstração evidente do seu alto cunho social na aproximação dos homens no incompreendido mundo de hoje.
Na década de 60, criou-se em Piracicaba "A RÁDIO ESCUTA PERMANENTE", velho anseio da classe dos radioamadores, que viu concretizada a ideia, graças à iniciativa arrojada do "macanudo" PY2-CCN, Com. Arnaldo Ricciari, que ostentou um dos galardões pela criação desta nova e prestante utilidade pública
Em 1835, o pintor norte-americano Samuel Finley Morse inventou um código de sinais que hoje é conhecido como "Código Morse". É o CW, sigla do inglês “continuous” (ondas curtas), que significa "telegrafia". Modalidade e conhecimento aplicáveis aos radioamadores graduados na classe "A" .

CÓDIGO MORSE - USADO INTERNACIONALMENTE

A ..- F ..-. K.-. P.- -. U..-
B -... G - -. L.-.. Q- -.- V...-
C -.-. H .... M - - R -.- W .- -
D -.. I .. N -. S ... X -..- E . J .- - - O - - - T - Y -.- Z - -..

sábado, 10 de março de 2012

Absolutização da Ciência?

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
A Ciência não pode ser absolutizada como se fosse religião. Durante décadas, os médicos recomendaram margarina e proibiram manteiga, mas parece que agora descobriram que margarina é que faz mal. Proibiram comer ovo, por causa do famoso colesterol, mas agora os cardiologistas descobriram que a gema de ovo faz bem para o coração e para a circulação sanguínea.
Por outro lado, certas coisas populares, que nossas avós aprenderam com as avós delas, e que os cientistas reputavam crendices populares de gente inculta, às vezes a própria ciência descobre serem verdadeiras. O exemplo mais característico é o da famosa canja de galinha, que desde o século XVI, quando os portugueses se estabeleceram em Goa, na Índia, tem fama de ser boa para doentes com gripes e resfriados. Isso todos nós ouvimos das nossas avós. Agora, descobriram que a combinação de gordura de galinha com amido de arroz produz uma substância que abaixa a febre, aumenta a resistência orgânica, alimenta sem sobrecarregar demais o sistema digestivo etc. Em resumo, é ótima para gripados e resfriados. Exatamente como nossas avós já sabiam...
A fitoterapia foi, durante muitas décadas, zombada, ridicularizada por médicos de inspiração positivista. Agora, é revalorizada. Ouvi uma conferência interessantíssima, de um pesquisador da Embrapa, Prof. Evaristo Eduardo de Miranda, sobre o potencial fitoterápico da Amazônia. Ele contou um caso muito curioso, de uma índia que apareceu num posto médico, com a filha, menina de dois anos, com o rostinho inteiramente queimado. A cabana incendiara e a menina ficara com o rosto todo queimado. O médico tratou a menina como foi possível, aliviou a sua dor, medicou-a. Ao cabo de 10 dias, a menina estava fora de perigo mas, segundo o médico, ficaria com o rosto deformado para sempre, porque a Medicina não tem a capacidade de restaurar a pele e os tecidos nervosos subcutâneos destruídos pelo fogo. Mas recomendou que, apenas como medida de acompanhamento, um ano depois a menina fosse levada de volta ao posto médico.
Um ano depois, a índia retornou com a menina, já maiorzinha, e com o rostinho liso e inteiramente normal. O médico não queria inicialmente acreditar que fosse a mesma menina, disse que era impossível. Mas a índia explicou que a menina tinha sido tratada pela avó, com um emplastro de umas folhas que ela conhecia e que a pele tinha sido restaurada. O médico perguntou que folhas eram.
- Isso não sei, respondeu a índia, minha mãe é que conhecia, e ela morreu há 6 meses.
O médico fez um relatório completo do caso e numerosos laboratórios internacionais se puseram a pesquisar sistematicamente toda a vegetação num raio de 10 km em torno da aldeia indígena. Estão gastando milhões de dólares na pesquisa, analisando e tentando sintetizar milhares de vegetais diferentes. Quando um dos laboratórios, afinal, descobrir, patenteará um medicamento e ganhará bilhões. É assim que as coisas funcionam...
No meu modo de entender, o que falta ao gênero humano é humildade. A ciência é importantíssima, sem a menor dúvida, mas não pode "brincar de Deus", mexendo imprudentemente com certas forças da natureza que estão acima de nossa capacidade de controle e até mesmo de nossa compreensão. Por exemplo, a energia atômica. Por mais que possa ser utilmente aplicada, considero altamente imprudente sua utilização. Posso ser tachado de obscurantista, mas, sinceramente, preferiria viver num mundo em que os físicos não conhecessem a estrutura do átomo, mas no qual também não houvesse bombas atômicas, vazamentos de usinas nucleares, manipulações genéticas perigosíssimas etc. etc.
Esse é o meu modo de pensar. Respeito, claro, quem pense de outra forma.

quarta-feira, 7 de março de 2012

MULHER

Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges

Você me pediu: _escreva

Para mulher um poema.

É difícil que me atreva,

Poetar sobre esse tema.

Quem é este ser “mistério”?

Que deva ser revelado,

Mas não é levado a sério

Até por quem é amado.

Ser mulher é ser capaz

De poder gerar o amor,

Sendo mulher é audaz,

E luta com muito ardor.

É tão forte quanto terna,

Equilibra sempre a vida.

Amante, mãe ou fraterna

Põe-se inteira na lida.

Ela sempre se compraz

Na luta por bom valor,

Torna-se sempre capaz,

Defendendo a vida e o amor.

Mui sensível é a mulher,

Seja com ela, amável,

Pois um detalhe qualquer

A faz muito vulnerável.

Falar da mulher o quê ?

Se ela vive a poesia ...

E até sei bem o porquê

Meu poema se esvazia.

Sendo mulher vivo a senda

Do sonho do mundo bom,

Com a vida teço a renda

Da esperança num só tom.

Quisera como Maria,

A você mulher amiga,

Desejar com alegria

Que a bênção de Deus a siga.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O que é ser Mulher

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Homem!
Você germinou e criou vida
No recôndito de um corpo de mulher.
Ao gerar, essa mulher
O acarinhou em seu regaço
Deu-lhe calma e
Saciou sua fome
Em seu seio generoso.
Norteou seus primeiros passos
Orientou-o a seguir adiante e a
Balbuciar a palavra Mamãe.

Depois, deixando o lar materno,
Encontrou outra Mulher
Para cessar sua solidão
E despertar o sentido
Da palavra amor e para,
Através de uma outra mulher,
Saber o significado da palavra Papai.


domingo, 4 de março de 2012

NO VAI E VEM, SAPUCAIA TAMBÉM

Felisbino de Almeida Leme
Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Neto


Majestosa rainha,
Alegria popular.
O povo caminha,
Feliz a cantar.


Descendo e subindo,
A canseira desaparece.
Multidão segue rindo,
A euforia permanece.


Tristeza não existe,
Todos desejam união.
O amor persiste...
Elevando o coração.


Sapucaia no vai e vem,
Vivemos esta magia.
Nesta eu vou também,
Na veste da fantasia.
Foto Chico - Sapucaia Piracicaba

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz