Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

terça-feira, 29 de maio de 2012

INSTANTÂNEOS DA NATUREZA

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco
A orquestra dos trovões e faíscas elétricas, ora atingia sons graves e lentos, ora agudos e rápidos. As artistas nuvens se preparavam para entrar em cena. Ansiosas, davam os últimos retoques, fazendo alongamento e já ensaiando passos mais impetuosos, movimentando seus trajes cinzentos, os quais em alguns momentos ficavam azuis escuros, quase negros. E o esperado momento aconteceu. A cortina do céu se abriu e elas exibiram a mais bela dança, a chuva, que refrescou toda terra.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Linguagem oral e linguagem escrita

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado

Tanto o texto oral quando o escrito são produções verbais e, pelo menos em princípio, devem ser organizados de modo coerente, fazendo sentido e exprimindo determinada ideia, transmitindo determinada mensagem.
Na linguagem oral, o emitente dispõe de maior liberdade, ajudado que é, na transmissão da sua mensagem, por numerosos fatores coadjuvantes: o timbre da voz, a maior ou menor ênfase com que fala, a línguagem corporal, a mímica, a entoação, o jogo dos olhares, tudo isso acrescenta, ao que está sendo dito, elementos significativos. Admitem-se, na linguagem oral, anacolutos, quebras sintáticas, aporias, hesitações, expletivos, interjeições, repetições etc. - recursos esses que, na linguagem escrita só podem figurar, quando podem, com parcimônia e “sense de mesure”.
Já na linguagem escrita, em que habitualmente se requer uma formalidade maior e uma correção gramatical e estilística mais estrita, não intervêm esses fatores coadjuvantes, cabendo unicamente a quem escreve, se for talentoso, suprir a falta deles. Como pode fazê-lo? Numerosos são os recursos estilísticos à disposição do bom redator para, de acordo com os gostos e costumes de sua época e da cultura em que se insere, conseguir atrair e prender a atenção de quem o lê.
Pessoalmente, gosto muito do estilo de linguagem escrita que vai se desenvolvendo dialogicamente, numa como que interlocução com um imaginário leitor. Esse estilo, largamente utilizado por eminentes escritores do passado, como por exemplo Machado de Assis e Eça de Queiroz (não em todas, mas em algumas de suas obras principais), e também, de modo maravilhoso, por Guimarães Rosa, é sempre atual e, pela experiência que possuo de 36 anos de prática jornalística, costuma ser bem sucedido.
Nesse estilo, quem escreve vai acompanhando passo a passo o leitor, como quem está junto dele e vai, também passo a passo, observando suas reações, suas dúvidas, suas objeções, seu maior ou menor interesse, suas distrações. Importantes, nesse estilo, são as prolepses, por meio das quais o emitente prevê e responde a imaginárias objeções ou dificuldades do hipotético leitor/interlocutor. Importante também é que, nos trechos mais difíceis ou mais áridos, o emitente saiba temperar o texto com alguma nota particularmente atraente, com algo de novidade, de inesperado, até mesmo, se necessário, de chocante, ou acrescente uma nota de ironia ou humor. Tudo para manter continuamente a empatia, a ligação quase umbilical que o bom escritor deve manter com quem o lê. Entremear as exposições mais teóricas e esquemáticas com a apresentação de exemplos concretos em linguagem narrativa é, também, um recurso muito útil.
Curiosamente, à medida que um bom escritor desenvolve um estilo desses, até mesmo no modo de falar ele conserva essas características. Ele saberá, ao expor oralmente uma tese, prender a atenção dos ouvintes de modo análogo à forma como prende a atenção dos leitores que leem seus textos. O resultado, que pode parecer paradoxal, é que, ao fim e ao cabo, tanto a linguagem oral quando a escrita se aproximam bastante, sendo o modus loquendi bem próximo do modus scribendi.
Nada mais natural. Afinal, tudo é comunicação humana, tudo é texto, tudo é linguagem...

sábado, 26 de maio de 2012

CASTELO


Lino Vitti 
Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz


Nos cumes de meu Sonho edifiquei
– todo de ouro a fulgir imenso e belo -
elegendo-me seu vassalo e rei,
deslumbrante e magnífico castelo.

Nele – feliz – vivi, sofri e sonhei...
mas um dia, raivoso, me rebelo
e o que com tanto amor edifiquei
quebro e derrubo a golpes de martelo.

E qual teria sido a razão toda
daquela destruição bárbara e douda
que o castelo pusera-me aos montões?

Pudera! Nos seus paços obumbrantes
já ambulavam estranhas habitantes
        era um covil repleto de ilusões!”

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A imagem que fazemos de nós mesmos

Cássio Camilo Almeida de Negri
Cadeira n° 20 - Patrono: Benedicto Evangelista da Costa
Dias atrás, revendo fotografias antigas, em preto e branco, deparei-me com um retrato meu, ainda bebê no colo de minha mãe. Se ela não me tivesse dito que era eu, nunca teria imaginado. Depois encontrei outra, já com mais ou menos três anos, outra com cinco e mais outras um pouco mais velho. Em seguida encontro todas as fotos das cadernetas escolares, do ginásio, científico e faculdade. Coloco-as em uma sequência cronológica, e ao observar aquela metamorfose vejo-me como um ser dinâmico na aparência física.
Vejo também as fotos de casamento e a dos filhos ainda bebês. Nesse instante paro o tempo para que possa observar quadro-a-quadro o decorrer da vida.
Lembro-me de já ter lido que é comum na hora da morte, a visão da vida inteira passando pela mente do moribundo. Acho que deve ser mais ou menos isso que acontece, como esses instantâneos que a máquina fotográfica capta e congela.
Cada foto, como uma palito de fósforo aceso, desencadeia um incêndio mental e todas as lembranças daquele instante afloram para a superfície da consciência e penetro na época retratada.
Quantas lembranças boas, outras más, estas poucas.
Procuro deixá-las irem passando, sem me apegar a nenhuma delas, sem sentir saudades, simplesmente vem e se vão.
Tempo das calças curtas, do andar descalço queimando a sola dos pés no asfalto quente dos dias de verão. Tempo das dores de barriga antes da notas escolares, tempo de namoro, dos filhos chegando, das tristezas, alegrias, e cheguei até o aqui, agora. Já maduro, estável, feliz. Num exercício mental, corro ao espelho para ver meu retrato hoje. E me imagino no amanhã, cabelos bem branquinhos, rugas, e vou envelhecendo mais e mais, ultrapassando os limites da imaginação. Como essa face mudou em todos esses anos, não pareço mais aquele que era e sou outro em relação ao que serei.
Por sobre meus ombros, o sol da tarde atinge o espelho que alimenta meus pensamentos e minha visão se ofusca com tal luminosidade.
A imagem do espelho se desvanece com o clarão. Fecho os olhos, mas continuo a ver aquela claridade refletida. Dou-me conta, então, de que não sou essas imagens fotográficas ou a reproduzida no espelho. Tal como o reflexo do sol no espelho, percebo que sou o reflexo divino na vida.

terça-feira, 22 de maio de 2012

SAUDADE


Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ele era o mais famoso, o mais genial de todos os artistas plásticos que conheci. Não poderia ser somente meu amigo, porque estes encontros costumam ser marcados com antecedência, por quem já se conheceu há muitas gerações passadas. Essa gente religiosa diz que as cores, em certos dias de chuva, irisam como num passe de mágica e passeiam por longos minutos acima do seu túmulo. Pode ser que esse fenômeno seja uma reverberação das atividades que ele continua exercendo no além. Talvez, na sua sabedoria infinita, Deus o tenha contratado para melhorar o aspecto das nuvens, para colorir algumas regiões do espaço, ou até para realçar as cores do arco-íris!
Ele era o mais amigo, o mais sincero amigo de todos os que já tive. Tomávamos muita caipirinha juntos, nos botecos sem nome da vida. E batíamos longos papos, filosofando sobre a miséria, sobre o mundo e os rumos da arte, tão desprestigiada em nossos tempos. Se ele estivesse vivo, com certeza, seria um dos escolhidos para decorar o muro do cemitério, com sua arte colorida, ressaltada de sentimentos e de grande solidão. A solidão que juntos repartíamos. A solidão de sermos duas pessoas diferentes num só corpo. Uma pessoa fadada a ser genial e a ter o seu dom marcado para sempre nas telas do universo, e a outra fadada a sofrer os revezes da vida, a miséria e o preconceito, a indiferença e o desprezo dos artistas mais afamados.
Mas ele, na sua finitude pessoal, no seu desespero cotidiano, era na sua pobreza, na miséria que o rondava, maior que os de renome, majestoso frente à majestade dos poderosos. Grande, imenso na sua humildade negra.
E foi por isso que convivi com ele até a sua morte precoce, sentida, sofrida e inútil.
Pela sua cor escura sempre foi execrado do convívio social, da elite de que fazem parte muitas vezes os que pouco têm para dar, mas lutam para se sobressair pisando naqueles que verdadeiramente têm seus próprios méritos e talentos.
Certo dia, estando juntos num enterro e andando pelas ruas do cemitério, com passadas contidas pelo féretro, ele foi destilando sua amargura:
– Tempos atrás nem aqui eu poderia ser enterrado, se fosse no tempo da escravatura. Perceba como as pessoas se afastam de mim, mesmo sendo do mesmo nível intelectual e talento artístico. Não é só a cor, mas também a pobreza. Elas são divisoras de águas numa sociedade.
E lágrimas rolaram pelo seu rosto destacando-se na pele escura, era um misto de sofrimento pela perda de um amigo e pela sua desdita, pela sua incapacidade de ser aceito por uma sociedade elitista.
Todos podem dizer que a morte é oportuna, digna e necessária, mas eu digo que ela é uma passagem sofrida, absurda e amarga. E quando entro num cemitério e vejo tanta ostentação, tanta ânsia de engrandecer os mortos, num culto mórbido e doentio, fico pensando se vale mesmo a pena cultuar alguém depois que morre elevando-o com honrarias e homenagens, se ele foi tão vilipendiado, humilhado e ofendido quando vivo.
Mas esse amigo não sabe, ou melhor pode até estar vendo, que nesse cemitério mandei colocar sobre seu túmulo a escultura que ele havia esculpido, onde um anjo negro carrega uma criança branca.
Bem, mas como a vida é cheia de mistérios, aquela escultura beirando a guia da calçada, começou a atrair todos que passavam. O olhar daquele anjo negro direcionado para aquela criança em seus braços, diferia dos demais anjos da necrópole, traduzia um infinito amor, despojado de preconceitos onde o pleno amor altruísta se manifestava naquele velar constante pela criança desfalecida em seus braços.
Grandes mestres das artes sentiram toda a força do talento extravasar daquele mármore frio mas esculpido com tanto carinho, parecendo até que foi aquecido por mãos hábeis.
Seu nome agora reconhecido foi catalogado como um gênio do cinzel e das telas. Ficaram sabendo que durante dias e noites o escultor se esfalfou com grande sacrifício, numa ânsia sempre crescente, para vê-lo terminado. Parecia que tinha urgência, e tinha mesmo, pois logo após vê-lo pronto, esgotado pelo cansaço deu por terminados também seus dias.
Na ocasião de sua morte, não houve choro nem vela, somente eu e alguns vizinhos fizemos seu enterro. Sempre o achei um homem solitário, mas ali, sozinho no caixão com as mão calejadas cruzadas no peito, dentro de uma sala vazia, tive noção do que é a solidão, a indiferença, o ostracismo angustiante de se sentir desprezado, um pária na vida. O anjo negro de olhar pungente continua a atrair o povo do lugar, que nunca deixou de sentir a empatia daquele olhar e não se cansa de pedir graças para a saúde das crianças adoentadas. Deus em sua grande misericórdia deu-lhe notoriedade após a morte.

sábado, 19 de maio de 2012

Inapetências

 Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
             Como expectador observo os transeuntes. Apavorados. Desarvorados. E me questiono diariamente o motivo de me incluir na multidão e caminhar com o mesmo desatino. Força do condicionamento imposto desde a infância. – Vai, filha, é necessário seguir o fluxo. E fui. E vou. E irei. Entretanto, algumas vezes minha alma inquieta se desvincula do corpo e sarcasticamente ri da tolice definida como rotina. Tomo a palavra, que é minha arma de fuga, e devaneio no virtual de minha única e exclusiva escolha. E me torno indivíduo, longe da decisão das massas, longe dos olhares lascivos e dos horários cativos. Em segundos exploro universos equidistantes de êxtase e angústia, vibro na intensidade de meu próprio arbítrio, que não define limites para liberdade. Adentro cada vez mais fundo ao meu diferencial...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

APRENDENDO A VIVER


Aracy Duarte Ferrari
Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Fazia algum tempo que aquela senhora deixara para trás o casarão estilo neoclássico, no qual se encontrava uma valiosa biblioteca. Numa tarde, porém, voltou para ler alguns livros de autores consagrados. Saborear a leitura, analisar o mundo através do contexto, às vezes mágico, é como divagar a mil por hora, adentrando novos espaços para compreender a diferença entre si mesmo e o outro e, assim, talvez compreender o limite da individualidade, o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e de crença. Saborear a leitura é como sentir a brisa bater no rosto na orla da praia, sentir o impressionante reflexo das luzes acesas a enfocar cristais. É lindíssimo...
A literatura floresce... São as palavras que fluem, brotam livres e soltas, despertam emoções adormecidas. Tudo acontece livremente, sem que os ventos contrários perturbem a pureza das sensações humanas. O importante é saber que o ontem é passado e já não existe, o hoje também se findou e o futuro será o amanhã que quisermos que exista: calmo, tranquilo ou turbulento, cinzento ou azul anil, mesclado com fatos pitorescos ou carregado de situações traumatizantes!
Não é necessário anexar ao viver limites e lapidações com qualquer tipo de instrumento para que o indivíduo tenha uma adequada formação e seja livre para escolher, como os pássaros que voam alegremente, soltos, livres, adentrando e explorando o espaço; ou como todos os animais, que vivem uma relação harmoniosa com a natureza, e fazem tudo instintivamente, sem que ninguém os ensine ou os obrigue a nada.
O rio também corre livremente e assume as nuances e os desenhos do seu leito, umedece as terras que o margeiam, abriga os peixes, mata a sede dos animais, segue sua trajetória e continua sua caminhada, abrindo seus afluentes, obedecendo com rigor somente às leis da gravidade.
Tanto o pássaro como o rio e o ser humano têm cada qual sua finalidade e sabem como exercê-la. A finalidade do pássaro é voar e embevecer o mundo com seu cantar maravilhoso. A finalidade do rio e desbravar todos os dias terras desconhecidas, porque na verdade não é o mesmo rio que corre eternamente. Ele renasce como um rio novo a cada dia. Para assumir sua finalidade o homem defronta-se com os acontecimentos mais divergentes, porém, porque é um ser pensante, está sempre preparado para vencer todos os obstáculos e construir sólidos caminhos. Além disso, sempre está pronto para aceitar derrotas e saborear vitórias!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Abertas as inscrições para o XII Prêmio Escriba de Poesias



Estão abertas as inscrições para o 12º Prêmio Escriba de Poesias,
O regulamento está disponível no site: www.biblioteca.piracicaba.sp.gov.br/premioescriba
Os autores do primeiro, do segundo e do terceiro trabalhos classificados, receberão troféu, diploma e respectivamente, os valores de R$ 4.000.00 (quatro mil reais), R$ 3.000.00 (três mil reais) e R$ 2.000.00 (dois mil reais)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Avaliando redações

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado


Cinco são os critérios recomendados a um professor para bem avaliar redações feitas pelos alunos: a) adequação ao tema solicitado; b) adequação ao tipo de composição; c) adequação ao nível de linguagem; d) coesão;  e) coerência.
Esses cinco pontos, realmente, são fundamentais. O primeiro deles é óbvio; se o aluno produz uma obra prima de literatura, mas fora do tema que lhe foi solicitado, não pode obter boa nota. Faz lembrar o dito célebre de Santo Agostinho: “bene cucurristi sed extra viam” (correste bem, mas fora da tua pista).
Também é importante que haja adequação ao tipo de composição. Se é pedido um texto dissertativo, não se pode fazê-lo em forma epistolar, ou em poesia, ou à guisa de discurso. Se é pedida uma carta, é uma carta, e não um discurso ou uma crônica que deve ser feita. Se é uma narração, ou uma reportagem, ou um requerimento que foi pedido, não se vá fazer coisa diferente.
O nível de linguagem é também algo a não ser negligenciado. Em princípio, quanto mais simples, direto e objetivo for o texto, melhor. Evite-se linguagem rebuscada e cheia de artificialismos. Evitem-se também gírias e expressões coloquiais, que não cabem num texto a ser avaliado por um professor, num ambiente escolar. Ainda há poucos meses presenciei um fato muito engraçado. Estava na Unicamp, num congresso de História Antiga, e apresentou sua comunicação uma menina muito jovem, de Minas Gerais, ainda estudante de graduação. Com bastante coragem, foi a um congresso em que quase todos os oradores já estavam pelo menos no Mestrado e alguns já no Doutorado. Ela expôs o seu trabalho, naturalmente com imprecisões, com erros, com falhas. Mas todos os presentes, de modo muito elegante e - quase diria - caridoso, sem humilhá-la com jeito a ajudaram, corrigiram as suas falhas, recomendaram que pesquisasse melhor um ponto ou outro. Ela agradeceu e saiu contentíssima. Realmente foi bonito ver o jeito com que todos, sem exceção, contribuíram para que a menina, que estava dando o melhor de si, saísse de lá melhorada e engrandecida. Ela, aliás, percebeu isso e agradeceu a todos, de modo muito tocante, com muito charme.
O que me chamou a atenção, no caso, foi a observação que fez um dos professores mais graduados que estavam na sala. Com muito jeito, com ar meio bondoso, disse à menina: - Minha filha, vou dar a você um conselho: quando falar de um personagem histórico, não fica bem colocar o artigo na frente do nome, insinuando uma intimidade que você não pode ter com ele. Nunca diga: o Aristótoles, o Platão, o Sócrates. Nenhum dos três foi seu colega ou seu amigo de infância... Esse artigo dá uma nota excessivamente coloquial que não fica bem num trabalho acadêmico.
A menina entendeu a crítica, sorriu e agradeceu.
Por fim, coesão e coerência são indispensáveis. Conjunções e preposições devem ser colocadas nos lugares certos, do modo correto. Não são palavrinhas que se distribuem aleatoriamente pelo texto, só para enfeite. Os conectivos têm significado que não pode ser ignorado. É com eles que se “costuram” as várias partes do texto, de modo a adquirirem unidade e coesão interna.
O pensamento do texto, seu conteúdo, é importantíssimo. Em que medida o aluno conseguiu exprimir um pensamento lógico, pessoal, maduro e refletido no que escreveu? Em que medida se limitou a repetir frases feitas, lugares comuns e banalidades, numa espécie de psitacismo cultural? Em que medida o texto produzido pelo aluno permite entrever um espírito lúcido, capaz de ver com clareza o problema e, com igual clareza, expô-lo por escrito?
Se em todos esses pontos o aluno foi bem sucedido, somente se for muito “malvado” o professor não lhe dará nota 10...
A todos esses critérios eu acrescentaria um último, que nem sempre é lembrado mas considero digno de consideração. Acredito que o professor, além da análise tanto quanto possível objetiva e imparcial que faça de uma redação, também deve tomar em linha de conta, subjetivamente, o aluno em si. Um aluno menos dotado que se esforçou extraordinariamente merece, em justiça, que o professor lhe faça sentir, na nota mais alta, que compreendeu e deseja estimular aquela conduta mais esforçada. E um aluno mais dotado que produza uma ótima redação, mas que evidentemente poderia tê-la feito muito melhor, também é justo que sinta, na avaliação, que o professor percebeu e lamentou o desleixo.
A justiça de uma avaliação é, pois, uma composição de objetividade e subjetividade, de censura e estímulo, de justiça comutativa e distributiva. É mais equitativa do que igualitária já que, como dizia Rui Barbosa, a verdadeira igualdade consiste em tratar desigualmente os desiguais.

sábado, 12 de maio de 2012

MAMÃE

Myria Machado Botelho - cadeira no 24

Que mistérios serão os desse mundo?
Que incompreensíveis trocas serão essas?
Eu, que um dia sentei no teu regaço
Balbuciando ao te ouvir...
E na segurança de teus braços
Ensaiei meus primeiros pobres passos
E em ti me resguardei de tantas quedas!...
Eu que no teu exemplo fui crescendo
Sem notar os pesares que causava
Sem conceber as dores que sentias!...
Tu que tão grande e forte te fazias
Recebendo mesquinhas recompensas
Mascarando tristezas desenganos
Mudando sacrifícios em prazeres
Amor distribuindo e semeando...

Agora mamãe já estás velhinha!...
Agora eu te protejo...
E te ajudo a escutar a entender a falar...
E te apoio em meus braços nos passos vacilantes
E te ensino de novo e te conduzo
E procuro entender teu mundo enevoado
De lembranças de visões fugazes!
Debruçada no além e aqui fixada
No limiar da última aventura!...
Mamãe! Mamãe! Que sinas serão essas?
Que sentido haverá no teu sorriso
Sorriso que despede que transcende
E sereno te envolve iluminando o rosto?
É certo vais partir? E sempre me deixar
Para um dia também eu te encontrar?
Então mãezinha é isso a vida?
Esse eterno doar e pouco receber...
Essa roda incessante infinita incessante
Sempre a reluzir sempre a repetir:
“Amor! Amor! Amor!” eis tudo que deixaste!...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mamãe

André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs

Falar sobre mamãe, por mais que eu tente,
meu longo discursar, será vazio!
Jamais adentrarei a sua mente
Pra ver o Amor-Nascente de seu rio!
Pintura de Emile Munier

quinta-feira, 10 de maio de 2012

MÃE QUERIDA

Felisbino de Almeida Leme
Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Neto

Mãe querida, mãe querida,
Nossa eterna gratidão .
Louvaremos sua vida,
Com fé, amor e oração.

Três belas letras distintas,
Escrevemos com amor.
Amáveis santas benditas,
Guiadas pelo Senhor.

Parabéns,por suas vidas,
Cantam os anjos amém!
Orem pelas falecidas,
 E por minha mãe também



terça-feira, 8 de maio de 2012

2o Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba


Participe do

2o Concurso de Microcontos de Humor


Premiação:
1º lugar R$ 800,00 (oitocentos reais); 2º lugar R$ 500,00 (quinhentos reais) e 3º lugar  R$300,00 (trezentos reais).
As inscrições estarão abertas até dia 21 de Maio de 2012

Informações no site da Biblioteca Municipal:  http://biblioteca.piracicaba.sp.gov.br

domingo, 6 de maio de 2012

Louvor à vitória régia

André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs

Vivo em meus sonhos tua vida de amores,
Inda que sejas rainha, eu escravo.
Tanto melhor fosses rosa, eu um cravo,
Ou se deixasses teu mundo de flores.
Régia! Se fosses mulher, a mais bela,
Inda que eu fosse plebeu, fosse pobre,
Ah! Te daria um amor puro e nobre!

Rei de teu corpo eu seria, ó donzela,
E te daria, ao luar, meus carinhos...
Gráceis chamegos faria aos milhares...
Ilhas floridas seriam teus lares,
Águas tranquilas dos rios, teus ninhos!

sábado, 5 de maio de 2012

NINHOS E LARES

Lino Vitti Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz
                                                             
                        O quintal de  minha casa é fonte de inspiração. Muitas vezes me tem proporcionado assunto para estas inumeráveis crônicas que há mais de 60 anos, são aceitas pelos matutinos ou semanários da cidade das escolas, e, acredito, generosamente lidas por quem gosta de literatura, poesia, e de todo o tipo da arte escrita.
                        Graças  ao capricho da professora Dorayrtes que há mais de 60 anos também suporta minhas elucubrações poéticas e minha mania de escrever, o quintal tem de tudo, e sempre está enfeitado por um tipo de flor, constituindo-se em atrativo de passarinhos que não pensam duas vezes em construirem seus ninhos por entre as frondes das trepadeiras e do frondoso  caramanchão.
                        Especial menção merecem os bicos-de-lacre porque a construção de seu ninho é uma obra de arte da engenharia avícola. É uma espécie de palaciozinho dotado de entrada e corredorzinho, com o que os danadinhos vedam possíveis assaltos de outros semelhantes,  como bente-vis e pardais que são os carrascos das avesitas e soem destruir-lhes os  ninhos  e papar-lhes os ovitos ou os filhotinhos  recém-nascidos .
                        A construção da moradia dos bicos-de-lacre não é facil, ao que pude constatar durante horas de espionagem do trabalho das pequenas aves, indo e vindo, não sei para onde, em busca de material especial pois não é qualquer fio de capim ou graveto que pode servir para aquele lar caprichado e diferente dos demais, como por exemplo, do das rolinhas, nada mais do que umas palhas catadas ao léu e colocadas em forma de pratinho, sem muita engenharia ou trabalho.
                        Aprendi dessas lições de avezinhas que entre os homens há também muitas diferenças na construção e na ocupação do lar. Uns, ou melhor, muitos, no topo dos arranha-céus quase alcançam as nuvens; outros, mostram toda arte e engenharia humanas, enquanto a maioria se satisfaz com uma casa normal, de construção sem muitas indagações da arte construtiva, sem muito luxo, assim como acontece entre o ninho do  bicos-de-lacre e a rolinhas de meu quintal…
                        Embora toda a diferença entre um lar e outro, posso dizer que a felicidade tanto costuma morar no arranha-céus em riste para o infinito, quanto  na casinha da favela, fabricada com toda a humildade e sem muitos luxos. È que as famílias, em sua variedade social, ou são ricas ou são pobres, e a casa de cada qual mostra o que é. Não quero com isso dizendo, diminuir o status social do bico-de-lacre ou criticar a falta de iniciativa das rolas preguiçosas, mas apenas mostrar que tanto entre homens quanto entre outros viventes, aves ou animais, exitem  acentuadas diferenças.
                        Estamos diante de dois mundos, cujas diferenças se notam no universo humano quanto no universo avícola, embora se deva levar em consideração a diversidade de inteligência de um e de outro mundo, mas não o amor e a dedicação de cada qual deles na construção de um lar onde se passa vida e se constitui a família, seja a do homem, seja a das avesitas.
                        O que nada impede ao poeta e escrevinhador bisonho deitar filosofia sobre este ou aquele, flagrar os  momentos felizes, tanto para o homem  quanto para o pássaro, empenhados e dedicados em construir uma casa(ou um ninho),para abrigar a felicidade de uma família, quer humana, quer avícola.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Curial e Guelfa: obra em português lançada na Califórnia

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado


A Editora eHumanista, da Universidade da California, nos Estados Unidos (www.ehumanista.ucsb.edu), acaba de lançar a primeira tradução feita para a língua portuguesa de “Curial e Guelfa”, romance de cavalaria escrito por um autor anônimo, em idioma catalão, na segunda metade do século XV.
Dessa obra existe apenas um único manuscrito, encontrado em um arquivo espanhol e que está sendo revalorizado nos últimos anos, com cuidadosas traduções, para os principais idiomas modernos, realizadas por especialistas de vários países europeus. No Brasil, ela ainda é praticamente desconhecida nos meios universitários, podendo abrir campos novos de pesquisa e aprofundamento para estudiosos de História e de Literatura.
A tradução, do catalão medieval para o português atual era tarefa que apresentava inúmeras dificuldades linguísticas e metodológicas. Foi levada a bom termo pelo meu mestre e amigo Prof. Ricardo da Costa (www.ricardocosta.com), medievalista da Universidade Federal do Espírito Santo, acadêmico correspondente no exterior da Real Academia de Belas Letras de Barcelona e membro do IVITRA (Instituto Virtual Internacional de Tradução – Universidade de Alicante). O tradutor enriqueceu o trabalho com centenas de notas explicativas, indispensáveis para o leitor moderno poder compreender e saborear devidamente o texto, que manteve rigorosa fidelidade em relação ao original catalão.
A tradução de Ricardo da Costa foi lançada nos Estados Unidos em um volume com 512 páginas. Os leitores interessados podem solicitá-la à IVITRA, responsável por sua distribuição. E-mail para os pedidos: ivitra@ua.es

                                                       * * *
Foi num contexto singular que tomei contato com Curial e sua amada Guelfa. Desconhecia completamente a existência de ambos, quando o Prof. Ricardo me contou que estava traduzindo uma novela de cavalaria escrita cem anos antes do Dom Quixote e pediu-me que o ajudasse, na revisão do português.
Passei então a conviver com os dois amantes da literatura catalã durante meses que foram, para mim, muito prazerosos e instrutivos. A obra apresenta, por trás do romance de amor entre os dois personagens do título, uma rica descrição da sociedade cavalheiresca de sua época, mostrando bem a passagem da Idade Média para o Renascimento. Ela explora um tema recorrente desde a Antiguidade até às novelas de TV que o público feminino brasileiro acompanha com tanto interesse em nossos dias: o amor entre pessoas separadas por diferenças de classe ou por inimizades familiares.
Esse tema é constante, na literatura de todos os tempos e povos. Basta lembrar os amores de Píramo e Tisbe, na Babilônia, durante o reinado da formosa e legendária Semíramis; e, mais recentemente, Romeu e Julieta, os dois amantes de Verona, tão celebrizados que até acabaram dando seu nome à deliciosa e brasileiríssima combinação de queijo-mineiro e goiabada-cascão... Isso sem falar no lendário romance dos ingleses Robert Machin e Ana de Arfet, que em plena Idade Média teriam ido aportar à linda Iha que mais tarde se denominou da Madeira.
Guelfa pertencia à alta nobreza, era irmã de um marquês soberano do Império e, sendo viúva, só poderia recasar-se com um fidalgo do seu nível, mas apaixonou-se por Curial, um jovem escudeiro de origem modesta, favorecendo-o e transformando-o no primeiro cavaleiro da Cristandade. Mesmo assim, ainda foram enormes as dificuldades enfrentadas até o happy end, lá pela 500ª. página do livro, quando afinal se casaram. Em torno do romance, inúmeras aventuras, duelos, batalhas, minuciosas descrições de banquetes, cortes e intrigas políticas, com uma participação surpreendentemente preponderante do elemento feminino na trama do romance, um retrato fascinante da Catalunha, da Itália e da França daquela época, sonhos, naufrágios, um longo cativeiro no Norte da África - tudo isso entremeando elementos cristãos com forte influência mitológica grega.
Fiquei realmente fascinado pela história dos dois personagens e sobretudo pela descrição do ambiente e da época em que figuram. É de uma riqueza impressionante. Acredito que, no Brasil, numerosos estudos e aprofundamentos ainda serão feitos nos meios acadêmicos a partir de “Curial e Guelfa”. Amostra significativa desse potencial tive em Vitória, no ano passado, quando participei de um Encontro Internacional de Filosofia Medieval no qual cinco jovens orientandos do Prof. Ricardo, ainda cursando a graduação regular em História, na UFES, apresentaram a um público altamente especializado seus trabalhos de iniciação científica, todos baseados na análise de aspectos diversos de “Curial e Guelfa”.
Quanto à qualidade excepcional da tradução de Ricardo da Costa, nem tenho palavras para exaltá-la. Só me resta recomendar a obra aos leitores. Encomendem-na à Editora. O preço é muito acessível. Custa apenas 22 dólares o exemplar. Garanto que vale muito a pena.

(Anônimo do século XV. Curial e Guelfa. Primeira tradução para o português e notas: Ricardo da Costa. Revisão: Armando Alexandre dos Santos. Estudo introdutório e edição de base: Antoni Ferrando. Foreword: Antonio Cortijo Ocaña. Textos introdutórios de Ricardo da Costa e Armando Alexandre dos Santos. Santa Bárbara: Publications of eHumanista, 2011.)

Texto publicado na

terça-feira, 1 de maio de 2012

O que são trovas?

Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Delegada da UBT (União Brasileira dos Trovadores)em Piracicaba
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges


TROVAS E NÃO TROVAS
O que é trova ?
Trova é uma composição poética de quatro versos com sete sílabas poéticas
( redondilha maior ou simplesmente redondilha) cada verso, rimando, pelo menos, o segundo com o quarto, hoje se
pede rima dupla não apenas a rima simples,(primeiro com o terceiro e segundo com o quarto.) e tendo sentido
completo.
A contagem da sílaba poética é igual para todas as formas de poemas.
Peço licença para transcrever essa preciosidade.

TROVAS DEMONSTRATIVAS DA APLICAÇÃO DAS DEZ REGRAS DA METRIFICAÇÃO

Estas trovas foram feitas para demonstrar os diferentes casos de aplicações das dez regras da metrificação.
Têm, pois, finalidade didática. Devemos observar em cada uma, pela numeração, aplicação correspondente. O
conteúdo não tem relação com as regras, mas tão somente com as formas das trovas.
O fundo está relacionado com as mensagens generalizadas sobre os estudos de Metrificação. Portanto, julguem-nas
como utilidade didática e como curiosidade, e não corno valor artístico.
(Luiz Otávio - Santos - SP., 26/03/1974).

1ª regra - última tônica
Poderá a força elétrica
de um sábio computador
ensinar contagem métrica
mas não faz um trovador...

2ª regra - pontuação
Pensa em calma! Evita errar,
Injusto é se nos reprovas,
Pois não queremos mudar
o modo de fazer trovas

3ª regra - encontros consonantal
Você pode acreditar
ter a pura convicção
que a ninguém vou obrigar
a ter a minha opinião...

4ª regra - vogal fraca + fraca
Podes crer és muito injusto
e estás longe da verdade:
pois na trova a todo custo
defendo a espontaneidade...

5ª regra - vogal forte + fraca
É uma história bem correta
em tudo o ensino é preciso,
no entanto, só poeta
quer ser gênio de improviso...

6ª regra - junção de três vogais
Esta é uma regra indiscreta,
convenções, mal amparadas,
induzem muito poeta
a convicções enraizadas.

7ª regra - ditongos
Para medir nossos versos,
se o ouvido fosse o juiz,
em nossos metros diversos
ninguém poria o nariz...

8ª regra - encontros vocálicos ascendentes
Na trova, soneto ou poema,
em toda parte do mundo
se a Forma é o seu dilema
sua alma é sempre o fundo!

9ª regra - encontros vocálicos descendentes
As dúvidas são pequenas
não sejas tão pessimista,
dá-me a tua ajuda, apenas,
e será bela a conquista

10ª regra - licenças: aféreses, síncopes, apócopes, ectlipses.
É mui// feio criticar(apócope)
/inda que seja um direito (aférese)
pra ser justo, aulas vem dar (síncope)
com o teu plano sem defeito... (eclipse

Frase mnemônica para decorar as dez regras de metrificação:
"Tendo paciência e Estudo você versejará tecnicamente direito encontrando estética e lirismo." (T = tônica; p =
pontuação; e = encontros consonantais; v = vogal fraca; v = vogal forte; t = três vogais; d = ditongos; e =
encontros vocálicos ascendentes; e = encontros vocálicos descendentes; l = licenças poéticas).
Luiz Otávio
A- Trovas Líricas: Falando dos sentimentos; amor, saudade, etc. 
Saudade palavra doce
que traduz tanto amargor;
saudade é como se fosse
espinho cheirando a flor...
BASTOS TIGRE 
B- Trovas Filosóficas: Contendo ensinamentos, máximas, pensamentos, etc. 
Duas vidas todos temos,
muitas vezes sem saber:
-- a vida que nós vivemos,
e a que sonhamos viver...
LUIZ OTÁVIO 

C- Trovas Humorísticas: Como o próprio nome diz, são trovas que se propõem a fazer rir. 
Eu, trabalhar desse jeito,
com força que Deus me deu,
pra sustentar um sujeito
vagabundo que nem eu ???...
ORLANDO BRITO 

De Rosaly
Trova 

Como alguns compatriotas,
Queria ser repentista,
Ter a rapidez nas notas,
Com mui grande alma de artista.

Quadra - Não Trova 

Ciência é importante,
Criar é alucinante,
Mas sentir, minha gente,
É indispensável, igualmente.

Rosaly Ap.Curiacos de Almeida Leme - Delegada da UBT em Piracicaba


Galeria Acadêmica

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