Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Quem nunca?...*

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

     Quem nunca tomou uma atitude da qual veio a se arrepender amargamente, depois?
     Mais tarde, com os ânimos serenados, olhamos para trás e não sentimos nenhum orgulho do que fizemos, por mais justificável seja o tipo de impulso que nos tenha movido.
     Ainda que nos policiemos 24 horas por dia, pautando-nos pelas linhas sempre recomendáveis da ética, do decoro, da prudência, da modéstia, dos princípios, às vezes derrapamos feio e cometemos algum gesto impensado, fruto de alguma situação que nos pareceu difícil de enfrentar.
     Acontece com todos nós, pelo menos uma vez na vida. E o que fazer, diante de um fato desta natureza? Pedir desculpas, em primeiro lugar. Não ter vergonha de pedir perdão, ao perceber que se foi além do que seria considerada a conduta correta.
     Às vezes, nos deparamos com a aflição. Em seu grau máximo. Algo próximo do desespero. E nos desequilibramos. O solo que nos pareceu sempre tão seguro e confiável começa a tremer sob nossos pés e já não somos mais aquela fortaleza esperada.
     Fraquejamos. E a queda é fatal. Contudo, passada o que seria a “vergonha” de um momento que tentamos esquecer a todo custo, resta-nos a certeza de mais um aprendizado, a bela lição da humildade, da pequenez e da nossa eterna vulnerabilidade.
     E, de certo modo, agradeçamos por isso. Por sermos vulneráveis. Louvemos essa vulnerabilidade que faz de nós seres humanos sensíveis, de carne e osso, com capacidade para enxergar nossos defeitos e falhas, nossa grandeza e nossa miséria.
     Devemos ser gratos por reconhecer e identificar nossa fraqueza, nossa necessidade constante de redenção, de salvação. Aí reside a luta interior de cada um, a definição determinada da vontade, da inteligência, do amor-próprio a serviço de si mesmo.
     Quantas vezes procuramos pela nossa auto-estima e ela não está para conversa. Difícil. Insustentável. Olhamos à nossa volta e nos vemos sozinhos. Não se trata de uma solidão premeditada, mas de contarmos tão somente conosco mesmo, numa corrida insana à paz de espírito.
     Calma. Mas se chorar faz bem, chore-se. Talvez seja verdade que “chorar libera a tensão”. E lágrimas foram feitas para serem derramadas, em alguns momentos de nossa vida. Choramos de alegria com o nascimento de uma criança; choramos de emoção, de encantamento; choramos de amargura e de tristeza; choramos no final de um filme; choramos a dolorosa partida de um ente querido.
     Então, volto ao ponto alto deste tema. Quem nunca cometeu algo que, depois, o fez chorar? E são estas as lágrimas abençoadas e redentoras. O pranto consolador da nossa alma. O lenço bendito que nos enxuga ensopado de dor, mas também de alívio, por reconhecermos que somos capazes de nos arrepender, de admitir nossa vulnerabilidade.
     Não digamos: é tarde!... Não. Nunca é tarde para um pedido de perdão. Nunca será tardio olhar nos olhos de alguém e pedir desculpas. Nunca será errado portar-se com dignidade e corrigir-se.
     Ainda que o outro nos vire as costas ou não aceite o nosso pedido de desculpas, nossa consciência estará em paz.
E quando somos nós a conceder o perdão, que seja dado ampla e generosamente.
     Somos sujeitos e objetos ao mesmo tempo, de toda situação, de todos os momentos, nos mais diferentes ambientes por onde circulamos. Daí a nossa facilidade para fraquejar. Uns mais, outros menos. Não se exija de ninguém o rigor da perfeição, da postura plástica e estudada, ou das palavras que parecem poemas.
     Palavras têm de possuir essência, conteúdo; gestos têm de fazer sentido. Gente tem de ter alma. Gente erra e acerta. E uma atitude de perdão é a mais nobre de todas. Quem nunca teve um pedido de perdão a fazer? Quem nunca esteve na posição de perdoar?
     Proponho esta reflexão para uma semana cheia de bons pensamentos, de boas ideias, de atitudes benfazejas que iluminem e salvem. De escuridão, o mundo está cheio. Alguns a chamam de “treva”.
     Saiamos em busca deste espetáculo maior, que é a vida em si mesma e sua solicitude. Sua nascente e sua finitude. Suas originalidades e seus plágios. Tenhamos em mente a possibilidade da partida repentina e nos amemos uns aos outros, num abraço universal que, por ora, parece-nos tão inviável e impossível. Contudo, lutemos. É digno lutar.

       *Texto publicado no Jornal de Piracicaba

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Lembranças de casamento

Ludovico da Silva

Não são poucos os casais que guardam nos tempos de convívio objetos recebidos como lembranças de seu matrimônio. Trata-se de uma data que fica marcada pelos restos dos anos, aqueles que têm a felicidade de uma convivência sadia, de compreensão mútua, superando os percalços naturais de uma vida em comum que pode superar décadas.
Que casal não tem um álbum de fotografias que registra aqueles momentos de rara emoção! Sobretudo a noiva, sempre a mais bonita de todas, nos passos lentos, distribuindo sorrisos para os olhares que se multiplicam tantos são os convidados à sua espera, enquanto o noivo nas escadarias do altar transpira um sentimento de felicidade. Que noiva esquece os sons da marcha nupcial que soa suave pelos quatro cantos da igreja e fogem pelas brechas das portas e janelas e se perdem nos ares levada pelos ventos de bons augúrios? É bem verdade que as fotos, sempre bem guardadas, acabam por provocar uma saudade que não evita algumas lágrimas escorregarem silenciosas pelo rosto, às vezes, coroado pelos efeitos dos tempos. São registros saudosos, freqüentemente lembrados na presença dos filhos que completam a felicidade dos pais ao longo dos anos.
As fotos do casamento marcam um momento muito particular que também fica perpetuado na memória do casal. Mas há outros motivos e fatos para serem relembrados num tempo futuro.
No retorno às atividades normais, o casal tem que dar um jeito nos presentes recebidos por ocasião das bodas. É preciso colocar tudo em ordem. Cada um no seu lugar, separando os chamados “trens” de cozinha que serão usados diariamente. Pratos, panelas, jogos de xícaras, talheres e outros. Naturalmente, somados aos recebidos pela noiva no chá de cozinha, como guardanapos, toalhas, materiais e objetos de limpeza. São os chamados materiais de consumo, pois o estoque terá que ser reposto na medida das necessidades.
Por outro lado, há que se dar um tratamento especial aos presentes duráveis. Jogos de cristal, chá e café que se destacam com fios de ouro em suas bordas terão um lugar em móvel apropriado. Objetos de arte, como quadros e pratos pintados com toda delicadeza por um parente próximo, terão uma atenção particular e, em razão do seu valor sentimental, colocados em local bem seguro.
É uma pena, mas, embora todo o cuidado seja dado a esses objetos, é bem provável que durante a limpeza, necessária de tempo em tempo, alguns deles sofram uma queda e se despedacem no chão, principalmente com maridos descuidados, que normalmente dão uma mãozinha à consorte nessas oportunidades. Mesmo com compreensão mútua do casal, é um momento de tristeza.
Mas o tempo passa tão depressa e quando o casal se assusta já comemorou bodas de prata, de ouro e até diamante. A família, grande ou pequena, está criada. Cada filho tomou rumo na vida e daí não resta mais nada ao velho casal, senão passar um filme de todo esse tempo decorrido. Aí é que vêm as lembranças de casamento. Fotos e presentes trazem recordações que nunca se esquecem. O casal troca olhares e sempre algumas lágrimas quentes teimam em escorrer pelo rosto. Nessa hora, só mesmo um abraço bem apertado que a emoção provoca por uma vida de convivência feliz.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Não teça conjecturas antes do diálogo, pois o resultado pode ser desastroso


Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
 

Vou aqui reescrever uma história ou estória que ouvi há muitos anos,desconheço o autor mas sei que é de domínio público pois me passada oralmente deste a minha longínqua infância.                     

Um motorista levou seu carro para lavar, por algum problema qualquer o lavador do carro não voltou ao porta-malas o macaco.

Sem se dar conta deste fato o motorista viaja por uma estrada rural.

Já tarde da noite, fura um pneu. Quando o motorista vai trocar o pneu não encontra o macaco. Nervoso, preocupado, sem saber o que fazer olha e vê ao longe uma casa com as luzes acessas e um caminhão na porta, então pensa:

_ Bom, se a luz está acessa, provavelmente os moradores ainda estão acordados, se há caminhão, há macaco.  Vou até lá e peço emprestado o macaco.

Assim pensando pôs-se a caminhar até chegar a casa, mas durante o trajeto foi fazendo as conjecturas e dialogando mentalmente com o morador:

_ Por favor, meu senhor, pode me emprestar um macaco?

_ Como? O senhor sabe que horas são? Vem nos acordar para pedir um macaco emprestado?

_ Desculpe-me senhor, é que estou sem macaco na estrada com um pneu furado e eu vi a luz acessa achei que o senhor estava acordado, e vi também o caminhão na porta e tive certeza que teria um macaco para me emprestar.

_ Que irresponsável é o senhor, sai na estrada à noite sem macaco, precisa planejar melhor sua vida...

_ Não é, sabe, é que levei o carro para lavar e não voltaram o meu macaco para o porta-malas.

A essa altura dos acontecimentos ele havia chegado à porta da residência e batendo na porta foi atendido por um senhor simples que lhe disse:

_ Boa noite, quem é, o que deseja?

Com a cabeça fervendo com conjecturas desastrosas, o motorista responde:

_ Enfie o seu macaco onde você quiser...”

Às vezes fazemos isso com as pessoas em geral e especialmente com os educandos.

Aprender a ouvir, ouvir as pessoas, especialmente ouvir os educandos é o caminho mais curto para compreensão, para o diálogo e para o entendimento,  percorrendo mais rapidamente o longo caminho entre a teoria e a prática.

Riquezas contidas na mente de um educador responsável como:entusiasmo, amor, alegria, paz, compromisso, união, ação, respeito precisam ser trabalhadas...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A RENÚNCIA DO GRANDE DEFENSOR DA FÉ

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella


            Coragem, humildade, defesa intransigente de princípios morais inegociáveis, sobretudo maturidade de fé, escudada em grande sabedoria teológica e conhecimento da doutrina cristã, eis o legado do papa Bento XVI que anunciou sua renúncia no último dia 11 de fevereiro, num gesto grave e histórico.
            Vários são os motivos alegados e explorados pela mídia sensacionalista, embora se saiba que o feitio deste papa não seja o dos impactos e das exposições espetaculares. Simples, modesto e discreto, o verdadeiro servo de Deus na acepção da palavra, seu gesto, pensado e refletido é sim o da decisão lúcida e coerente de um homem vergastado pelo peso de uma responsabilidade maior do que sua capacidade humana pôde suportar.
          Não somente a saúde fragilizada, mas principalmente o reconhecimento de que as rápidas mudanças e agitações de grande relevância para a vida da fé, numa conjuntura de graves divisões e crises movidas por interesses políticos, pessoais e ideológicos, incompatíveis com a doutrina cristã, estão desfigurando os pilares eclesiásticos. Sabe-se que, nas diversas tentativas e reações extremas contra o governo paralelo que teria se formado à sua sombra sob o comando de um cardeal italiano, o papa sentiu a exaustão e o isolamento político, consciente de que já não mandava sozinho na Santa Sé. Com os poucos anos que lhe restam, convenceu-se de que não conseguiria fazer o que havia planejado em face da resistência de seus ex-aliados; achou por bem abandonar o confronto num momento de relativa calmaria.
            Na Quarta – feira de Cinzas, em sua última Missa realizada na Basílica de São Pedro, o papa deixou entrever em sua homilia, esta problemática, apoiado no Evangelho
que condena a hipocrisia dos fariseus.
            A Igreja, fundada por Jesus Cristo, é santa; porém ela é formada por santos e pecadores.A dor e a emoção que sacudiram milhões de cristãos nesses momentos incertos, vêm acompanhadas porém, de uma certeza:A “Barca de Pedro” não soçobra; permanecerá firme, apesar dos ventos e das tempestades! As portas do inferno não prevalecerão sobre ela, sustentada por Jesus, o Supremo Pastor, cuja Palavra de salvação permanece para sempre, no mundo de ontem, de hoje e de amanhã. Firme porque para conduzi-la, temos a força e a santidade de grandes condutores, zeladores e defensores da fé, a legar para a posteridade o testemunho de sua edificação.
            Sucessor de João Paulo II, o papa carismático, de quem foi grande amigo e conselheiro por mais de 15 anos, Bento XVI não possui seu carisma, embora tenha sido, provavelmente, o intelectual mais preparado para a cátedra de Pedro. Autor de escritos  e encíclicas notáveis,  de enorme profundidade, como Caritas in Veritate ( A caridade na Verdade), Deus Caritas Est ( Deus é Caridade), suas páginas repletas de reflexão estruturadas num imenso amor ao Deus da Verdade, de quem tudo provém, conduzem-nos para uma espiritualidade construída e amadurecida pela razão. Uma luminosa sabedoria, apoiada na vasta formação teológica e clássica, desdobrando-se no raciocínio lúcido  sobre os aspectos da verdade e da caridade de Deus, ambas em estreita ligação.
Na encíclica Spe Salvi (Salvos na esperança), em refinada abordagem, a mensagem de Cristo é desvinculada da política; citando Kant, Platão, Dostoievski, Nietzsche e Marx, o grande teólogo discute os limites da modernidade e da construção de um mundo sem Deus e sem a esperança que encoraja a razão e dá-lhe a força para orientar a vontade.
          Toda essa herança, nesses oito anos de pontificado, será lembrada por milhares de cristãos que desfrutaram de seus escritos, de suas aulas catequéticas e de seus sábios pronunciamentos. Bento XVI nos deixa um precioso legado e um forte testemunho de autenticidade. Este papa será lembrado sempre como um grande defensor da fé num mundo dividido por tantas e alarmantes problemáticas. Como Cristo, crucificado pela incompreensão e a injustiça, seu testemunho da Verdade, única e intransigente, é o sinal característico da contradição, a marca do verdadeiro cristão, proclamada e vivenciada por Cristo, há mais de dois mil anos. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Brechó Literário no CVV (Centro de Valorização da Vida)




Próximo Brechó Literário no CVV será no sábado, dia 23 Fevereiro das 9h às 17.
Imperdível, com excelentes opções de livros.

No Brecho é possível encontrar livros de todos os tipos a preços acessíveis (R$2 a R$5,00)
Rua Ipiranga, 806 - Centro
Informações - 3422-4111 das 15h às 23h

Ajudem a divulgar

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PRENÚNCIO DE CHUVA



Shirley Brunelli Crestana

Nesse domingo
o céu amanheceu escuro
bisbilhotando os meus sentimentos
e deixando apreensivo o verde do abacateiro.
Um quadro indiscreto e cinzento
instalou-se na janela
embaçando o meu olhar.
Quisera voar nesse vento
com essas asas sem cor
como um pequeno pássaro
com toda inocência e calma...
Sim
hoje vai chover 
fora e dentro de minha alma.

Asfalto das Horas

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Academia de Letras de São João da Boa Vista promove concurso



XXI CONCURSO LITERÁRIO DE POESIA E PROSA

EDITAL

2013

Patrono: Antônio “Nino” Barbin



OBJETIVOS
Revelar poesias e trabalhos em prosa, inéditos; aprimorar o gosto pela arte literária; e incentivar novos talentos.
Tornar enaltecidos imortais da Academia de Letras de São João da Boa Vista, que dão nome aos prêmios do primeiro colocado, em cada categoria literária do concurso, bem como o patrono de cada edição.

Poesia -     Prêmio Emílio Lansac Toha
Prosa -     Prêmio Fábio de Carvalho Noronha
PRÊMIO ESPECIAL – 3ª Idade – Prêmio Otávio Pereira Leite


                                               CONCORRENTES

Podem se inscrever todos os interessados, em ambas as categorias, COM APENAS UM TRABALHO EM CADA CATEGORIA.
Cada trabalho deverá ser digitado ou datilografado EM TRÊS VIAS, espaço um e meio, de um só lado do papel (A4), contendo, NO MÁXIMO, TRÊS FOLHAS, fonte Arial 12.
O tema é livre, sendo exigido texto inédito.
O concurso, vedado aos Membros da Academia de Letras de São João da Boa Vista, envolverá QUATRO FAIXAS ETÁRIAS:

- ATÉ 12 ANOS.
- DE 13 A 18 ANOS.   
- DE 19 ANOS EM DIANTE
- MAIORES DE 60 ANOS

INSCRIÇÕES

Os trabalhos deverão ser enviados para:
Academia de Letras de São João da Boa Vista, Rua Romeu Nhola, 155 - Colinas da Mantiqueira - CEP: 13874-377 – São João da Boa Vista – SP, aos cuidados de Silvia Ferrante. Ou via Internet, pelo e-mail – secretariaalsjbv@gmail.com

         Os textos enviados pelo correio deverão ser remetidos em dois envelopes. O primeiro, maior, deve ter, por fora, no alto, a identificação da categoria literária a que se está concorrendo (poesia ou prosa), além do endereço da Academia. Dentro desse envelope, o trabalho do autor, não identificado, (apenas com pseudônimo) e outro envelope menor, fechado, onde constem, na face externa: a idade, o pseudônimo do autor e o nome da obra; dentro desse envelope menor, a ficha de inscrição devidamente preenchida. (vide modelo no final do edital). Não será necessário enviar currículo ou cópias de documentos.

            O prazo para a entrega dos trabalhos será de 15 de fevereiro a 05 de maio de 2013. Em caso de remessa pelo correio, a data do carimbo postal deverá respeitar o prazo supracitado.


JULGAMENTO

            Será realizado entre os dias 25 de maio a 30 de junho de 2013, pelas Comissões Julgadoras.

PREMIAÇÃO

Os prêmios serão remetidos pelo correio, sendo que os premiados serão convidados a comparecer em Reunião Ordinária da Academia de Letras, que será realizada em data e local a serem definidos, quando serão homenageados. Os trabalhos de cada gênero serão classificados até o terceiro lugar, sendo que os primeiros classificados de cada categoria receberão Placas com seus nomes e o nome do Patrono. Receberão, também, Diploma com suas classificações.
            Os segundos classificados de cada gênero receberão Placas com seus nomes e Diplomas com suas classificações.
            Os terceiros classificados receberão Diplomas de Classificação.
            Os três primeiros classificados, de cada categoria, terão seus trabalhos publicados numa Antologia a ser patrocinada pela Academia de Letras e no site da Academia, facultada a esta a publicação de outros classificados.
Não serão expedidos certificados de participação aos demais concorrentes. Aos premiados de cada categoria, será solicitado o envio das obras em versão digitada, via e-mail.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

            A simples remessa de trabalhos significa aceitação completa deste regulamento. Os casos omissos serão julgados pela Comissão Organizadora, a quem cabe decisões definitivas e irrecorríveis. Os trabalhos remetidos, premiados ou não, passarão a pertencer à Academia de Letras e estarão arquivados por 1 (um) ano. Recomenda-se ao autor manter uma cópia em seu poder. Dados incompletos na ficha de inscrição implicarão na desclassificação do concorrente.
Mais informações no site www.alsjbv.com.br ou pelos e-mails:

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Retalhos...*

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

 Dizem que não mostro a idade. Mas se mostrasse, que mal haveria? Temos a idade que temos, não importa se parece ou não. Enfim. Lá pelos 18 anos, olhei à frente e pensei: vou tirar de letra, vai ser canja. Não foi. Deus sabe os acidentes de percurso que enfrentei, as 11 intervenções cirúrgicas a que me submeti, sendo nove com anestesia geral. Valei-me, meu anjo da guarda!
     O medo me impediu de fazer algumas coisas. Não saltei de paraquedas, não fiz mergulho, tirolesa, alpinismo, jumping, rapel, nada. Vivo no chão. Minha vidinha é térrea como minha casa. Contudo, amo a beira-mar. E amo a solidão do boi no campo. Quando é que a vida começa a se completar? Quando é que saímos do nosso casulo ancestral?
             Ah, eu era menina, e no galho mais alto da mangueira eu governava o mundo. Ninguém elaborava leis mais belas e mais justas dos que as minhas. Comendo manga verde com sal, eu tinha um reino lá embaixo e meus vassalos eram as pombas do viveiro do meu irmão, os besourinhos e as borboletas. Parece que, antigamente, havia mais borboletas do que agora. Era fácil e simples reinar do alto da mangueira. As verdades eram absolutas, Deus fizera o mundo perfeito. Se ameaçava chuva, dava tempo de descer correndo da árvore.  Só que a vida lá no chão era em preto e branco.
O mundo está de cabeça para baixo ou é impressão minha? A superficialidade tem lugar garantido nos melhores lugares. Vivemos a pior crise de valores de todos os tempos. A mediocridade rasa está em alta. Reputam-se criativas e espirituosas coisas absurdas. Julga-se inteligente o que não tem nexo. Um paradoxo.
Sob este céu pré-outonal, vejo uma energia pairando no ar, uma força vibrando em ondulações,  uma luz pulsando etérea. Não sei o que é. Penso nos elétrons, prótons e nêutrons. Quero pegar na molécula, no átomo, na célula viva e invisível que compõe o cenário em movimento. “Uma árvore respira”, afirmou Giordano Bruno no ano de 1600. E não escapou da fogueira.
            Lembra do Paulo Francis? Se você for muito jovem, talvez não se recorde. Era uma figura. Não apareceu ninguém para ocupar o seu lugar na imprensa ou destilar igual veneno. Paulo Francis na televisão enchia a tela. Caio Blinder, Nelson Motta, Lucas Mendes e Paulo Francis, quatro jornalistas de primeiro time, discutiam e celebravam os 25 anos da chegada do homem à Lua. Lucas tentava explicar a Francis o avanço tecnológico que a conquista espacial proporcionou ao mundo. “O velcro, o relógio digital, essa caneta que se escreve em qualquer ângulo”. Francis e sua acidez: “E é preciso gastar bilhões de dólares para inventar uma caneta?”. Então, Lucas Mendes não suportou e quis rebater. Mas Francis o interrompeu, e finalizou, com sua retórica polêmica: “A corrida espacial é uma bobagem. Não há vida em outro lugar a não ser na Terra. Quer saber de uma coisa? O Universo é uma bosta”. Esse era Paulo Francis.       
Ah, eu queria ser inteligente, daquela inteligência matemática, de saber quanto é 22 vezes 29 sem pegar na calculadora. Acho lindo quem sabe fazer conta de cabeça. Eu perguntava ao meu marido: quanto é 219.758 menos 16.389? E ele respondia sem piscar. Queria ter esta inteligência das pessoas que dizem: eu fiz toda a parte elétrica da minha casa. Ou: eu instalei e montei tudo isso, só com a ajuda do manual. E que raça é essa dos invasores, esse pessoal que consegue entrar nos computadores da Casa Branca, do Vaticano? Como é saber elaborar e modificar software e hardware de computadores? Eu fico aqui, no tecladinho prosaico da vida, e acho tudo o máximo. Caramba, quanta coisa que eu não sei. 
Estou encantada. Folha de graviola cura câncer. A papaya é altamente desintoxicante. A banana tem propriedades milagrosas. E a linhaça? Também já andei consumindo. O magnésio, tomado em jejum de manhã, amargo que nem fel é o elixir da longa vida. Levanta defunto. Que tal um xarope caseiro de mel com canela? Cura de asma a insônia. E o abacaxi? Ele quebra a proteína da carne, melhora a digestão. O chá da casca de nozes pecan é outra maravilha. A lista dos benefícios não tem fim.  Experimente um dente de alho amassadinho no prato. Cura de tudo. E as propriedades da azeitona? Você sabe o que uma azeitona é capaz de fazer no seu organismo? O limão é tudo de bom! Comer berinjela regularmente ajuda a baixar o colesterol. A cura pela comida é legal. Mas desenvolvi uma teoria alimentar que é batata: como quando tenho fome. Pronto.       
Não há nada de novo debaixo do sol. A não ser uma febre adquirida na contínua infecção da vida. A não ser um corpo menos ágil e um olhar mais frágil. A não ser um canto menor e um dó maior. A não ser um acaso que não vem ao caso. A não ser uma divisória no quarto da memória. A não ser uma particularidade a esta altura da idade. Fim de poema? Até terça que vem!

* Texto publicado no Jornal de Piracicaba

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nota de falecimento - Antonio Curiacos



Srs. Membros da Academia Piracicabana de Letras

Uma notícia muito triste: faleceu na última semana o Prof. Antonio Curiacos, irmão da Acadêmica Rosaly Curiacos de Almeida Leme. A Missa de 7º. Dia deverá ser celebrada na Igreja do Bom Jesus, amanhã, 4ª. feira, ou depois de amanhã, 5ª. feira. O dia exato e o horário serão divulgados pela imprensa local.
Pedimos a todos orações por alma do falecido e para consolo de seus familiares – em especial de sua irmã e nossa colega Rosaly.

Obrigado

Armando Alexandre dos Santos

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

LILICA: UM EXEMPLO PARA TODOS




                                                                                 Humberto Pinho da Silva -   Porto, Portugal

Lilica é cachorrinha vira lata. Não tem dono, nem casa, nem casota, para se abrigar. Vive desamparada, em imunda lixeira.
 Cansados da cadelinha, abandonaram-na em local onde abunda ferro velho e velhos utensílios imprestáveis.
 Ficou só, triste, perdida entre asquerosos desperdícios, entre animais muito magrinhos, muito enlameados, muito raquíticos., que vegetavam, ruminando comida suja e deteriorada.
 Para aumentar a desdita, teve oito encantadores cachorrinhos, que eram seu enlevo. Mas, se o alimento escasseava para ela, como iria saciar a fome dos filhinhos queridos?
 Como mãe, e mãe carinhosa, sabia que competia-lhe a obrigação de cuidar dos filhotes.
 Desesperada, de coração contrito, abala, em busca do sustento, por ruas e becos da cidade.
 Depois, mais afoita, caminha, cautelosamente, por movimentada estrada. Conhece a indiferença, a maldade, os sentimentos cruéis dos humanos.
 Se nada fizer, seus filhos morrerão. Mergulhada nesse aflitivo pensamento, procura, busca, pede, suplica. É mãe, e como mãe extremosa, ama os filhotinhos.
 Quis Deus; sim quis Deus, porque, como dizia o Santo de Assis, os animais também são criaturas do Onipotente, que deparasse com quem a compreendesse.
 Terminada a farta e saborosa refeição, Lilica lembrou-se dos filhinhos, que lá longe, esfomeados, aguardavam seu regresso. Tenta, sem êxito, arrastar a sacolinha, que continha a apetitosa comida. Depois, desanimada, volvendo o focinho, atira  olhar suplicante para a benfeitora.
 Entenderam-na, e caridosamente, ataram a sacolinha plástica.
 Por curiosidade ou amor, vão no encalço, no propósito de descobrirem onde morava.
 Galga dois quilometros, pela borda da estrada, sempre com a sacolinha bem presa nos dentes, e vai depositá-la junto dos filhos, que ansiosamente a esperavam.
 Os cachorrinhos cresceram. Foram adotados; mas Lilica, recorda que no ferro-velho há animais indefesos, que precisam dela.
 E assim, diariamente, pela quietude da noite, quando o movimento acalma, embuçada na negridão da noite, trilha a estrada, evitando assim a crueldade da molecagem, para tomar a refeição, que benfeitora prepara com ternura e amor.
 Abarca depois a saca, e percorre dois perigosos quilometros, para chegar ao local onde os esfomeados animais a esperam.
 O gesto altruísta, já é admirado e divulgado, por todos que se sensibilizam com a atitude, de extrema caridade, da humilde Lilica. A meiga cachorrinha bem merecia – a exemplo do que se passa noutros países, por gestos menos nobres – que a população e o Município de São Carlos, erguesse, como exemplo para a juventude, monumento, em praça pública da cidade, para que não se esqueça o extraordinário gesto de bondade, da pobre cachorrinha.
 Bem queria que todas as mães fossem tão carinhosas e tão altruístas, como a vira lata de São Carlos.

(Transcrito do blog luso-brasileiro "PAZ" http://solpaz.blogs.sapo.pt/)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CARNAVAL

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior

Na ânsia de ser feliz
ferve o samba dentro de mim!
Sacode e balança
numa constância
que mexe no meu corpo
e no meu coração.
Meu amor!
Samba comigo, meu ébano...
Venha se enredar
na serpentina,
venha colorir
com o confete
este seu corpo suado,
que eu estou a fim...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

COMER DE MARMITA

Toshio Icizuca
Patrono: Elias de Melo Ayres
Cadeira no 38
Outro dia, ao ver uma pessoa comer de marmita, em vasilhas feitas de alumínio em formato retangular, os leitores não imaginam o que é que fui lembrar: fatos da minha infância em Londrina, na década de quarenta, quando morava no sítio e ajudava os meus pais no trabalho de campo.
Naquela época meus pais eram agricultores em pequena propriedade, a primeira  adquirida por eles depois de cumprir o contrato como colonos na região de Penápolis, no Estado de São Paulo. Na verdade, quando eles compraram era uma mata virgem, pois Londrina nem existia, no local havia um povoado que seria a futura cidade.
Ao ver aquela marmita, lembrei que todos os trabalhadores do campo, que seriam os boias-frias de hoje, levavam os almoços nas marmitas iguais a que vi, e ao chegar a hora da refeição, sentavam-se em qualquer canto, no troco de uma arvore caída, no monte de terra resultante de arruação, ou em sacos de algum produto colhido, como café, arroz, feijão etc..
A nossa família também almoçava no campo, ou na roça como era chamada. Mas, o almoço não vinha em marmitas separadas, a minha mãe trazia todas as tralhas necessárias e a comida dentro de panelas e travessas. Como ela conseguia trazer tudo aquilo nas mãos não tenho a menor ideia, pois quando ela nos chamava para o almoço, todos os pratos, talheres, canecas, e as comidas estavam  sobre enorme lençol estendida no solo. Olha, carregar o almoço para cinco pessoas e caminhar cerca de quatrocentos metros não é brincadeira, precisava ser uma supermulher! Ela foi uma heroína. Aliás, todas as imigrantes foram, visto esse tipo de trabalho recaia sobre os ombros das donas de casa. Ah..., preciso falar que almoçar sentado no chão em volta da toalha era gostoso, familiar e bucólico.  
O fato estranho é que, tudo que eu falei sobre o trabalho da minha mãe fui lembrar justo na hora que vi a pessoa comendo de marmita... Talvez naquela época de imenso sacrifício para todos, achasse que tudo que a minha mãe fazia era normal. Somente agora, depois de passados mais de sessenta anos, e sem a presença dela e nem do meu pai, pude reconhecer e agradecer o que eles fizeram para os seus filhos.
Toda vez que lembro fatos dessa natureza meus olhos não resistem, enchem-se de lágrimas de agradecimento aos meus pais.

* com esta crônica, Toshio Icizuca estreia na Folha de Londrina, na página 2, que tem 50,000 tiragens.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eu gosto de você*


 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade
    Bom dia! Caro leitor, estarei aqui às terças-feiras e meu esforço supremo será sempre encantar o seu coração. Portanto, quero perguntar o que é que você prefere encontrar aqui? Barack Obama, as enchentes pelo mundo, a crise do euro, o mensalão, as propriedades curativas da saliva do carrapato, ou uma crônica onde declaro meu amor por você?

     Eu gosto de você. Porque você existe, está aí do outro lado e me lê. Ma-ra-vi-lha!  E ainda manda uma mensagem para mim. Quando escrevo, penso em você, leitor. Não fique triste, leitora: convencionou-se usar o gênero masculino, para designar ambos os sexos. Você dirá que é um machismo jornalístico-literário? Concordo. E vamos pra briga.

Eu gosto das pessoas e não tenho medo de declarar meu amor por elas. De falar do meu amor para elas. Tipo assim: “Eu tenho tanto pra lhe falar/ mas com palavras não sei dizer/ como é grande o meu amor por você...”.  Todo mundo sabe a música de cor, todo brasileiro conhece esta canção maravilhosa. Sou apaixonada pelo rei Roberto e se um dia estiver frente a frente com ele, digo sem hesitar: “Eu gosto de você, bicho”.

     Quase não dizemos ao outro “eu gosto de você”, reparou? Vamos declarar nosso amor quando? À beira do caixão? Uma vez, num velório, vi uma cena tocante. O sogro passava a mão nos cabelos do genro morto e conversava com ele. Não parava de falar. “Eu  deixei de fazer alguma coisa  por você, hein?”. E o morto, ali, mortinho, sem poder responder.

     Alguém ia lá, tirava o sogro de perto do caixão, mas logo ele voltava. “Diga, o que foi que aconteceu? Eu posso fazer alguma coisa?”. E passava suavemente a mão na testa do morto. Era de cortar o coração. Presenciei isso e jamais me esqueci. Nunca soube o que possa ter havido entre os dois, mas, provavelmente, faltou um pedido de perdão, talvez alguma pendência bem dura, destas que, às vezes, nos mata de dor e arrependimento...

     Num dia dos pais, um amigo querido me escreveu este e-mail: “Quando meu pai morreu chorei uma semana. Com certeza, foi por arrependimento por não ter ficado mais tempo com ele, conversado mais com ele, abraçado-o mais, por não não ter tido a sensibilidade de lhe dar uma furadeira elétrica que tanto iria gostar. Vivia consertando coisas, e usava aquele velho arco de pua, com broca ruim, encostado no peito para fazer força. Por que não lhe dei uma serra elétrica manual, em vez daquele serrote enorme, que ele vivia afiando. Que m...! Um abraço".

     Eu gosto de você, meu amigo, por este e-mail tardio para o seu pai. Eu gosto de você. Diga para alguém, mesmo que o outro fique com cara de “sinhá Mariquinha, cadê o padre?”. Sim, porque isso assusta. Além de dizermos pouco que gostamos, quase não abraçamos as pessoas. Reparou? Tem pai que não consegue abraçar o filho e vice-versa. Membros da mesma família que jamais trocaram um único abraço. Irmão passa longe de irmão. Tem gente engessada,  paralisada, não sabe abraçar. Não pode, tem de abraçar. Tem de tocar.

O toque é mágico, é maravilhoso. O toque é divino. Tocar alguém com amor cria faíscas de luz num campo invisível e tudo pode acontecer ali. Tocar o outro abala os desertos, move os oceanos, muda o curso da história. Impor as mãos com fé sobre um doente pode curá-lo. Há pessoas ungidas que fazem isso e têm o poder de curar.

     Eu sei dizer “eu gosto de você”. Ah, sim, eu digo. Derreto-me pelos meus amados e pelas pessoas que estimo. Não tenho vergonha. Eu digo: Você é uma pessoa admirável. Digo às minhas duas filhas: Vocês são muito inteligentes, me dão orgulho. Escrevo para alguém especial: Você é um doce de coco, cara. Ou então: Você é uma flor de maracujá, linda. E também: Você é um pote de mel, fofa. Nós todos precisamos expressar nossos sentimentos. A vida precisa deste carinho, desta gentileza. Precisa de atitudes amorosas e delicadas, para amenizar a dor geral, a aspereza das coisas, a aridez destes dias trágicos, as decepções do nosso coração...

     Eu gosto de você. Diga isso a quem merece ouvir. Vá treinando. Mãe, sua comida é uma delícia! Você é uma filha muito talentosa e está se saindo muito bem no lugar do seu pai. Gosto de você, minha irmã querida, obrigada pela chave da sua casa, para eu ficar lá quando precisar. Eu gosto de você, cunhado, você é uma grande alma. Diga também para os seus amados, olhando nos olhos. Abrace-os, oh, abrace-os muito forte e apertado. Não espere pelo Natal. Ou pelo aniversário. Abrace em qualquer época do ano.

     Eu gosto de você: veja, é tão simples. Não arranca pedaço. Nem de você, nem do outro. É uma doçura ouvir. É uma bênção dizer. É uma carícia de que nossas almas necessitam o tempo todo. Uma vez, vi na tevê uma cena no fundo do mar. Um mergulhador fazia carinho num tubarão e o bicho como que se mostrava dengoso para ele.  Dava uma volta e retornava, parava a cabeça perto do homem, esperando ser acariciado. Ora, se um tubarão gosta de carinho, imagine um ser humano.

     Eu já vou terminar esta crônica, meu caro leitor. Mas não sem antes dizer que eu gosto muito, muito, muito de você. Até a próxima terça! 

*Marisa Filetti Bueloni escreve às terças-feiras no Jornal de Piracicaba

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

AGENDA DOS GRUPOS LITERÁRIOS PARA 2013



AGENDA DOS GRUPOS LITERÁRIOS PARA 2013
Reuniões do GOLP  – Grupo Oficina Literária de Piracicaba
Sempre na primeira quarta-feira do mês às 19h30 na Biblioteca Municipal

Fevereiro – dia 6
Março – dia 6
Abril – dia 3
Maio – dia 8 (porque dia 1o é feriado)
Junho – dia 5
Julho – dia 3
Agosto – dia 7
Setembro – dia 4
Outubro – dia 2
Novembro – dia 6
Dezembro – Confraternização – dia 14 às 15h na Biblioteca

Reuniões do CLIP- Centro Literário de Piracicaba
Sempre no último sábado do mês às 15h na Biblioteca Municipal

Janeiro – dia 26  Leda Coletti fala sobre vida e obra de Cecília Meirelles
Fevereiro – dia 23 –Ruth Assunção fala sobre vida e obra de Hilda Hilst
Março – dia 30  Ivana Negri fala sobre vida e obra de Lygia Fagundes Telles
Abril – dia 27 –Maria Cecília Figueiredo fala sobre vida e obra de Adélia Prado
Maio – dia 25 Carmen Pilotto fala sobre vida e obra de Cora Coralina
Junho – dia 29 João Baptista  Athayde fala sobre vida e obra de Castro Alves
Julho – dia 27 Lidia Sendin fala sobre vida e obra de Lia Luft
Agosto – dia 31 Raquel Delvaje fala sobre vida e obra de Florbela Espanca
Setembro – dia 28  Elda Nympha Cobra Silveira fala sobre vida e obra de Clarice Lispector
Outubro – dia 26 Madalena Tricânico fala sobre vida e obra de Marina Tricânico
Novembro – dia 30 Aracy Duarte Ferrari fala sobre vida e obra de Monteiro Lobato
Dezembro - Confraternização dia 14 às15h na Biblioteca

Reuniões intermediárias do CLIP
Sempre na primeira quarta feira após o dia 15
Rua Voluntários de Piracicaba, 994 às14h30

                  20 de fevereiro
                  20 de março
                  17 de abril
                  15 de maio
                  19 de junho
                  17 de julho
                  21 de agosto
                  18 de setembro
                  16 de outubro
                  20 de novembro
                 Dezembro - Confraternização dia 14 às15h na Biblioteca

Reuniões do POESIA AO VENTO ( em novo formato - Bate Papo no SESC)
Sempre na terceira sexta-feira do mês às18h30 no SESC

Março: Poeta Newton de Mello apresentado pelo poeta Ésio Antonio Pezzato
Abril: Poeta Francisco Lagreca apresentado pelo poeta Irineu Volpato
Maio: Poeta Cornélio Procópio apresentado pela escritora e poetisa Carmen Pilotto
Junho: Nhô Serra apresentado pelo poeta Irineu Volpato
Julho: Poeta Fernando Ferraz de Arruda apresentado pela escritora e poetisa Ivana Maria França de Negri
Agosto: Poeta Erotides de Campos apresentado pela poetisa Silvia Regina Oliveira
Setembro: Poeta Zalina Rolim apresentado pela poetisa Marina Rolim
Outubro: Poeta Eli de Campos Melges apresentado pelo poeta João Baptista de Souza Negreiros Athayde
Novembro: Poetisa Marina Tricânico apresentada pela poetisa Madalena Tricânico
Dezembro - Confraternização dia 14 às15h na Biblioteca


Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz