Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O OLHAR

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

Tem o olhar da mãe andarilha, a qual, estendendo as mãos suplica uma esmola. É sem luz, tal qual um toco de vela apagado.
Tem o olhar do menino de rua, luzindo intensamente ao ver aquela bicicleta no stand da agência de carros, motos e bicicletas.
 Tem o olhar de medo, da mulher espancada pelo marido, que lembra ventanias a açoitar telhados na noite escura.
 Tem o olhar do velhinho carente, implorando em silêncio, palavras ou pequenos carinhos, que o reconfortem na solidão.
Tem o olhar avermelhado e turvo, com pupilas dilatadas do adolescente, que assalta transeuntes nas ruas e lojas, por causa dos malditos papelotes de drogas.
Tem o olhar da menina, precoce-mãezinha que reflete imaturidade, medo do futuro incerto.
   Felizmente, entre esse olhares tristes e desalentadores, há o daquela senhora abnegada, a espargir mansidão e ternura aos que encontra pelo caminho,  pessoas, plantas, animais.. Assemelha-se ao olhar do jovem nazareno que viveu há mais de dois mil anos, com seu amor para com todos os homens, a paz a transbordar do seu jovem coração.
E o que dizer do olhar dos jovens eternamente enamorados? Existirá olhar mais lindo? Lembra o sol que surge após vários dias chuvosos. São olhares límpidos e podem até se espelhar neles. Mesmo na ausência de palavras, eles bastam, para fazer os corações vibrarem em uníssono. Essa linguagem muda é mais eloquente, pois faz o universo inteiro fluir na mais perfeita sintonia.  

domingo, 26 de maio de 2013

Durma Bem

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

     Meu amigo, minha amiga, caro leitor, durma bem. Não há nada que você possa fazer para mudar o estado de coisas que se desenrola diante dos seus, dos meus, dos nossos olhos. Talvez até mesmo a inflação seja algo que tenhamos de enfrentar. Já notou o preço das coisas?
     Durma bem. Pegue seu amado travesseiro, aquele precioso, que você comprou Deus sabe onde, em que loja. Tem anos, já venceu, e você se recusa a trocá-lo, pois antevê as noites sofridas, se não encontrar outro do mesmo modelo e mesma marca.
     Durma bem. Os líderes mundiais estão preocupados com o aquecimento global, o possível derretimento das geleiras e o conseqüente aumento do nível dos oceanos, com o avanço das águas para as áreas costeiras, densamente povoadas.
     Há um mapa circulando por aí, de como ficará o mundo após a invasão dos mares. Continentes inteiros ficarão submersos; novas terras surgirão. E, olhe compadre, a nossa região aqui não aparece no tal mapa. Afunda também. Pode não ser verdade e não deve tirar o nosso abençoado sono.
     Durma bem. Deixe que os meteorologistas e sismólogos estudem com cuidado a chegada de chuvas torrenciais, furacões, tornados tropicais, tsunamis e demais catástrofes anunciadas. Agora, o real perigo são as explosões solares. Consta que há tempestades no sol e que podem se desprender dele grandes massas ardentes que viajarão pelo espaço. Se chegarem até a Terra, estamos fritos, literalmente.
     Há vídeos destas explosões na internet e podemos acompanhar o movimento dos humores do astro, temendo, é claro, a possibilidade de que venham a interferir nos sistemas de comunicações terrestres. E causar maiores danos. A NASA irá nos avisar?
     Portanto, durma bem. O Senhor te cure, te guarde, e te ilumine! O mais importante, para dormir bem, é ter um coração bom, honesto, ético, puro, cheio de virtudes. E um coração destes é algo que se constrói por vontade própria, esforço, e muita luta. Faz parte do caráter.
     Durma bem, você que tem praticado a bondade em grau máximo. Quem tem a consciência em paz dorme profundamente, um sono reparador e que repõe as perdas do corpo.
     Durma bem, papa Francisco. E acorde disposto todos os dias para trabalhar por nossa Igreja, que anda precisando de muitos cuidados. É preciso tratá-la com rigoroso carinho e fazer o que deve ser feito. Coragem! Deus o abençoe!
     Durma bem, minha amiga que dança e vai ao baile para fazer dançar a vida. Eu a admiro e a invejo nos seus rodopios. Um dia, ainda aceitarei seu convite e verei de perto os pares apaixonados ao som de um bolero.
     Durma bem, gente linda. Vem chegando o frio. Que abençoada é a nossa cama, o nosso quarto, as nossas cobertas. Ah, o edredom amado! A meia de lã costurada, e que não trocamos pela nova.
     Durmam bem, vocês todos que trabalham, pegam o ônibus cedinho, amam sua profissão e fazem tudo com zelo. Almoçam na cidade e só retornam para casa à noite. Ó, quanto amor vos tenho! 
     Durma bem. Durma o sono dos justos. Deixe que o Senhor esteja no comando. Ele sabe o que faz.


sábado, 25 de maio de 2013

O QUE FALTA É A ALEGRIA NO CORAÇÃO

                          Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira no3 - Patrono: Luiz de Queiroz

            Particularmente, não gosto de escrever sobre situações que preocupam prefiro as otimistas, mas, nos dias atuais, não adianta “esconder o sol com a peneira”. Tudo incerto, insano. Muita coisa errada. Muita maldade! Mundo conturbado. Dificuldade de tudo quanto é jeito. Relacionamentos deformados, principalmente os familiares, e consequentemente, os sociais de todos os tipos e tamanhos, que nem adianta mencionar. É isso aí o que anda acontecendo, infelizmente. Sociedade aos “trancos e barrancos”. Competição, concorrência e traições, e a Família “sem eira nem beira”, aos “sopapos e solavancos”, tentando sobreviver com suas emoções destruídas (uma verdadeira “gozação”!), sem rumo e sem disciplina nem autoridade, sem sinalização em seu trajeto ou limites trombando e se arrebentando em acidentes físicos ou mentais (sem contar os “espirituais”, imprescindíveis, mas tão esquecidos...), em cada segundo dos caminhos, os mais diversos.
 A palavra de ordem, porém, precisa ser: “Reação”. Dar uma “benéfica marcha à ré”, a fim de recordar, quando existiam atitudes que eram (ou foram) mais justas, sérias e sensatas que, com certeza havia, antes desse desequilíbrio mórbido, desrespeitoso, cruel e imoral, que conseguiu desarrumar e tirar tudo do lugar deixando a vida assim, exatamente descontrolada e inconsequente como está.
Tudo estaria muito bem, não fossem tanta discórdia, desmoralização, confusão e desarmonia, contrastes que colocam à prova qualquer paciência, lucidez e sossego, para se conseguir ir ao encontro de algo mágico e tão fácil de aprender e “apreender dentro de si”, que é “um pouco mais de alegria”, antes de tudo ser colocado num lugar muito precioso e seguro que é, “dentro do coração de cada ser”.
            Então, o medo de errar, de não querer se envolver a começar com tipos de sentimentos amorosos (só para dar um exemplo já que este “artigo” tem um espaço limitado), com filhos (sobretudo os adolescentes), temendo constrangê-los com cuidados dos quais nessa idade, eles tanto se esquivam, mas, necessitam. Sua natureza precisa disso! Nada de temores ao dar-lhes conselhos ou a máxima atenção, dialogar com eles sem críticas ou ofensas, ouvir suas angústias e tensões, abraçá-los uma montanha de vezes... Eles gostam disso! Aparentam ao contrário, mas no fundo torcem para serem acarinhados. Sentem-se gente, pessoas que tem quem cuidem deles e se orgulham muito, e a própria sociedade carece disso, daí estar assim tão desarvorada. O mito de não se poder demonstrar amor é o que está enfeando o mundo fazendo-o deslocado como está e acabando com os “valores” dessa mesma sociedade que se desmancha e se deteriora dia a dia pela carência de criaturas que, afastadas do amor da família, não saberão mesmo se comportar a não ser mentirosa e sacanamente como estão fazendo. Assim, a fraternidade, a solidariedade e o amor entre os homens só irão cada vez mais por água abaixo.
            Falta coragem de cada qual “cumprir sua missão”, e jamais desistir de amar enfrentando problemas que parecem não ter mais remédio ou solução. Falta força para continuar na busca da “alegria de viver” no nosso coração, neste mundo tão sofrido! Falta uma fé inabalável “Naquele” que tudo pode fazer pelos homens!
Quem sabe, porém com dedicação, conhecimento e vontade férrea, não conseguiremos um dia chegar lá?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Contemplando...

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade


     Se existem claros sinais dos tempos, eles nos levam à contemplação. A alma percorre os caminhos insondáveis,  buscando por profundezas, profecias, segredos e mistérios.
     O dia é feito de luz, de uma textura homogênea, desde a manhã até o último raio de sol no horizonte. A alma se extasia nesta luz, por isso se casa tão bem com o dia e anima-se ao primeiro anúncio do alvorecer.
Alma e dia: ambos se entendem intimamente e ao menor ruído se recolhem. Desejam a paz suspirante das brisas, a quietude para se ouvir sons celestiais, vozes de anjos sussurando pressurosas. O céu se abre no pensamento e revela seus esplendores, a corte celeste, as moradas dos justos,  as almas dos santos, seu amor e sua paixão para com Aquele que é o verdadeiro Amor. Escolha dos que abraçaram a cruz e o sofrimento como graça, no caminho espinhoso e íngreme, sofrendo a “noite escura do espírito”.
     Oh, a longa noite da subida! A noite se contrapõe ao dia e se basta em si mesma, certa de que a humanidade a aproveita no sono reparador. Mas há o contigente que vive suas ilusões, excitado pelas luzes do noctívago transe. De dia, as duas partes se encontram, ambas exaustas dos sonhos e lutas.
     Todos lutamos, mal rompe a manhã. O dia traz o rumor das expectativas; a noite se fecha em sua própria vastidão. A noite nem sempre apaga a luz. Acendem-se, então, as estrelas no céu de cada coração. Supomos que muitos corações vivam o céu dentro de si, porque semearam amor e caridade, podendo colher os frutos da paz.
     O dia revela realidades visíveis, delícia dos olhos e dos sentidos; a noite nos aproxima de nós mesmos, num relacionamento natural. Para a “noite escura do espírito”, apresenta-se o “dia claro da alma”, força para o bom combate, ímpeto para pés que reiniciam a marcha primitiva e sobem, em silêncio, a santa montanha. Há uma multidão a caminho.
     Nos gestos das pessoas, nas vozes e nos olhares, há um frêmito constante, nervoso, necessário. No passo de quem vai cantando uma canção, de quem assobia, de quem anda como que indo ao encontro de algo especial. No entanto, por mais ansiosos, inquietos  ou sonhadores pareçam os que caminham, cada um sabe para onde deve ir, o que fazer, como se comportar diante dos problemas. Cada um sabe o que é melhor para si, numa sabedoria congênita. É o que mostra, quase sempre, a humana face.
     O dia é feito de luz, repito. E a noite a guarda para a manhã seguinte. Neste entreato contínuo, recomendo minhas intenções. Entre elas, digo assim: descansa, corpo meu, e recupera-te. Descansa, corpo, porque não sabes nada acerca do próximo ato. Mas combate de dia, como filho da luz.
     Descansa, corpo, que a alma está mergulhada no asssombro da espera e do desconhecido aviso. Uma multidão espera e tu estás ali, no meio, qual cabeça perdida na aglomeração dos pescoços levantados, olhando para o céu. Olha também nesta direção, como fazem tantos. Ergue tua cabeça, acalma teu coração e olha em direção do Altíssimo, que habita as santas alturas.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Convite


LANÇAMENTO DO LIVRO DE POEMAS “SILÊNCIOS”

            No próximo dia 28 de maio ocorrerá o lançamento do livro de poemas “Silêncios” na Biblioteca Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”. É o terceiro livro de autoria do prof. Newman Ribeiro Simões (anteriormente publicou “A Morte Canta no Canto de um Conto” e poemas no “ilogic@mente”). “Silêncios” – (ensaios brevíssimos para odes mínimas) traz sessenta poemas curtos, todos envolvendo o tema do título. Arte eletrônica abstrata, do próprio autor, ilustra cada poema, reforçando a intenção de despertar imagens que permitem ao leitor a criar sua própria metáfora para sentimentos intraduzíveis por palavras.
Assim, o poema se complementaria no próprio ato de sua leitura.
Nas palavras do autor:
            “Eu nunca pensei que o silêncio pudesse me dizer tanto!..... Afogado em   meio a tantos estímulos sensoriais, como imaginar um silêncio sem luz, sem dor, sem solidão, sem nada?.... silêncio, em si, é cio pronto para se             engravidar de palavras. Sinto que esse silêncio, feito de tempo e luz e        que me habita, crepita feito grito a explodir.”

            Newman Ribeiro Simões, nascido em Pindorama-SP e cidadão piracicabano de coração, é professor de matemática no CLQ - Curso e Colégio, é engenheiro Agrônomo e mestre em Estatística pela ESALQ-USP. Publicou os livros citados, incluindo contos e poemas premiados em concursos literários.
            O lançamento será no dia 28 de maio (terça-feira), às 20h, na Biblioteca Pública Municipal. Os convidados serão recebidos no auditório, onde uma idéia do conteúdo do livro será apresentada numa breve performance teatral com roteiro escrito com base em alguns poemas e com elaboração conjunta por Carlos ABC e Romualdo Sarcedo, além do próprio autor. Para tanto, participação especial dos atores Romualdo Sarcedo, Luciana Felipe; dos músicos Renata e Paulo Bandel; iluminação de Jorge dos Santos e direção de Carlos ABC.

Local: Biblioteca Municipal (R. Saldanha Marinho,333 – centro)
Dia 28 de maio – terça-feira
Horário: 20:00h (no auditório)

Editor: Newman ribeiro Simões
Editoração eletrônica: ELIANE ZAIDAN
Capa: JULIANA MESQUITA
Revisão: CIMARA PEREIRA PRADA
Projeto Gráfico e Arte Eletrônica: Newman

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Balanços


André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs


Linda mangueira de infância!
Nascida em zona rural,
– na colônia da Fazenda –
compartilhava comigo
um saudoso caipirismo
de uma vida campesina.

Além de mangas maduras,
me dava um rude balanço
feito em cordas de sisal.
Com a aragem moderada,
seu perfume, na florada,
atraía beija-flores,
bem como orquestra de abelhas
e o matiz das borboletas.

A mangueira envelheceu...
Quando morta, foi cortada!
A colônia demolida,
deu lugar aos canaviais!

Hoje vivo na cidade,
numa casa pequenina,
com quintal menor ainda,
onde tenho um pé de fruta
de sabor bem agridoce...
Se assemelha, sim, à manga, (?)
tão somente pela rima.

Minha linda pitangueira
 que sombreia meu quintal,
oferta rubras pitangas
aos sabiás, bem-te-vis,
aos sanhaços, aos puvis,
e traz de volta as abelhas,
as mesmas de minha infância,
que orquestravam sinfonias,
com o aval das borboletas,
sob o olhar dos colibris.

Só não traz o meu balanço,
aquele em corda-sisal
que ainda embala saudades.

Mas...o destino sapeca
que sutilmente ironiza,
se não resolve, contorna.
Ganhei no “bingo da Igreja”
uma prenda benfazeja,
que estimula meu astral:
um balanço de madeira,
muito chique, por sinal,
feito em cedro e cerejeira.
Uma pomposa cadeira:
a Cadeira de Balanço!

Debaixo da pitangueira,
balançando na cadeira
com pensamento na infância,
mentalizo outro Balanço:
checando Ativo e Passivo,
ceifando Lucros e Perdas,
tenho um Saldo Positivo.

Olhos fechados, eu vejo,
que apesar do velho corpo
já cansado e sem pujança,
meu espírito é criança.



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Convite



LETRASELVAGEM & CASA DAS ROSAS convidam para o lançamento da obra “ESCRITORES BRASILEIROS DO SÉCULO XX – Um Testamento Crítico”, de Nelly Novaes Coelho


Data: 29 de maio de 2013 (quarta-feira), às 19 horas.
Local: Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura). Av. Paulista, 37 (Metrô Brigadeiro) - São Paulo/SP - Brasil. Entrada franca.

HOMENAGEM:

Na ocasião, IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO e CYRO DE MATTOS (representando os escritores brasileiros) e FÁBIO LUCAS e BENJAMIN ABDALA JR (pelo setor acadêmico) proferirão homenagem à professora NELLY NOVAES COELHO, pela passagem de seus 91 anos de idade e 50 de docência universitária e exercício da crítica literária. (V. Convite anexo)


O LIVRO

Escritores brasileiros do século XX, de Nelly Novaes Coelho (Professora Titular da USP – Universidade de São Paulo), é a suma de 50 anos de pesquisas, leituras e releituras de obras apresentadas em cursos universitários, no Brasil, Portugal e Estados Unidos da América.
Segundo a Autora, foi a “Sorte ou o Acaso” que puseram em seu caminho os 81 escritores reunidos e analisados neste livro. Ao lado dos mais conhecidos (Amado, Graciliano, Rosa, Mário, Oswald, Veríssimo, Ubaldo, Loyola...) aparecem nomes que a insensibilidade crítica e o desinteresse do “mercado” colocaram numa espécie de “limbo” (Cornélio Pena, Adonias Filho, Deonísio da Silva, Murilo Rubião, Victor Giudice, Campos de Carvalho, Gustavo Corção, Alcides Pinto...) e outros que o desinformado (ou defraudado?) “público” precisa conhecer (Vicente Cecim, Olavo Pereira, Agrippino de Paula, Fausto Antonio, Guilherme Dicke, Mora Fuentes, Samuel Rawet, Augusto Ferraz, Rui Mourão, Nicodemos Sena, Cyro de Mattos, Alaor Barbosa...).
No testemunho desses escritores manifesta-se a crise de paradigmas que afeta uma sociedade cansada de si, de Deus, das ideologias... e de todas as velhas e arraigadas crenças – mas que, entretanto, não parece ter ficado mais livre e feliz no caos liberticida e materialista em que o “mundo novo” (moderno ou “pós-moderno”) a engolfou.
Escritores brasileiros do século XX é, como diz o subtítulo, o Testamento Crítico de uma intelectual que sempre pugnou em defesa da língua e da literatura brasílicas, e por meio do qual a autora entrega um legado de conhecimento e sensibilidade crítica à atual e às novas gerações de leitores deste nosso imenso – mas ainda inculto – país.

TATIANA BELINK: “Livro fascinante, fruto de amplas e profundas pesquisas, estudos, leituras e, claro, ideias, conclusões, hipóteses e mesmo perguntas da sua ilustre autora – esta incrível Nelly Novaes Coelho. Ela, a querida e sempre admirada mestra Nelly, com as suas posturas ético-filosóficas, ‘antigas’, contemporâneas, modernas e até ‘pós-modernas’, bem fundamentadas e eruditas, sem deixarem de ser otimistas”


A AUTORA

Nelly Novaes Coelho nasceu na capital de São Paulo, em 17 de maio de 1922, pouco depois da Semana de Arte Moderna. Pertence ao tronco dos Novaes, um dos mais antigos do Vale do Paraíba. Paixões desde a infância: música e literatura. Faz os primeiros estudos no Externato São José e estudos de piano com professor particular. Adolescente, completa o curso de pianista no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde foi aluna de Mário de Andrade, em História da Música, pouco antes de ele se desligar do cargo de Professor Catedrático. Dedica-se intensamente aos estudos de piano; vence o Concurso “Maestro Cantú” (para aperfeiçoamento pianístico na Itália), mas a sonhada carreira de pianista frustrou-se, por circunstâncias adversas (o início da II Guerra Mundial/1939 impede os fundamentais estágios de estudo na Europa e, terminada a guerra, em 1945, os caminhos já eram outros).
“Nel mezzo del camin”, já casada e mãe, outro projeto surge: o de tornar-se Professora. Volta aos estudos: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Rua Maria Antônia/SP), área de Letras Neo-Latinas (Licenciatura, 1959). Concluído seus estudos, colaborou com o Prof. Luiz Amador Sanchez, titular do Deptº de Literatura Espanhola e Hispano-Americana.
Em 1960, inicia a carreira de docente universitária, como professora-assistente do Prof. Antônio Soares Amora, área de Literatura Portuguesa.
Em 1961, acumula esse cargo com o de professora titular de Teoria da Literatura, na Faculdade de Letras de Marília (onde lecionava nos fi ns de semana). Segue a carreira universitária: doutora em Letras (USP, 1967), livre docência (USP, 1977). Professora-adjunta (USP, 1981) e professora titular de Literatura Portuguesa (USP, 1985).
Nesse período, inicia-se como crítica e ensaísta literária, colaborando no Suplemento Literário de “O Estado de São Paulo”. Especializa-se em Literatura Contemporânea (portuguesa e brasileira). No decorrer da carreira acadêmica, entrega-se à docência e à crítica, publicando em jornais e revistas do Brasil e do exterior.
Como intelectual atuante, desde 1961 participa de congressos e seminários nacionais e internacionais, apresentando comunicações, posteriormente publicadas nos Anais. Em decorrência dessa atividade, torna-se membro de várias instituições culturais: APCA-Associação Paulista de Críticos de Arte (presidente em 1990); UBE-União Brasileira de Escritores de São Paulo; IHGSP-Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; Instituto Internacional de Literatura Ibero-Americano (Pennsylvania/USA); APC-Association pour La Pensée Complexe (convidada por Edgar Morin); Fulbright Alumini Association (Washington-USA); AEILIJ-Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil e membro-correspondente de várias Academias de Letras nacionais.
Em 1964, como bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian/Lisboa, faz seu primeiro estágio de estudos em Portugal, em pesquisas para embasamento de sua futura tese de doutorado sobre Aquilino Ribeiro.
Em 1966, inicia a carreira de escritora, com a publicação de O ensino da literatura, obra destinada à formação de professores, na área da Literatura, e que propunha princípios teóricos e respectivas práticas analíticas, visando a introdução dos estudos literários, desde as primeiras séries escolares, conforme exigência da nova Lei de Diretrizes e Bases nº 4.024/1961.
A esse livro de estreia seguem-se novos títulos, conforme foram sendo exigidos pelo desdobrar da carreira universitária e intensa participação em congressos, colóquios e estágios de estudos ou docência, realizados no Brasil e no exterior.
Como docente e pesquisadora, em 1970 ministrou curso de Cultura e Literatura Brasileira, na Faculdade de Letras/Lisboa e, em 1979, na UCLA-California University/Los Angeles (bolsista da Fulbright Foundantion/USA). Em 1980, em face do novo boom de Literatura Infantil em expansão, criou na USP-Universidade de São Paulo/Área de Letras o curso Estudos Comparados de Literatura Infantil/Juvenil (diurno/noturno, graduação/pós-graduação). Foi uma das pioneiras como docente a trabalhar com a interdisciplinaridade. Ministrou vários cursos de especialização na USP a professores de Ensino Médio a partir da literatura.
Ao longo da carreira, exerceu vários cargos administrativos ou acadêmicos: chefe-suplente do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH/USP; vice-diretora do CEP-Centro de Estudos Portugueses/USP; membro fundador e presidente do CELIJU-Centro de Estudos de Literatura Infantil e Juvenil; diretora do CELAB-Centro de Estudos Luso-Afro-Brasileiros de LIJ; diretora da APCA-Associação Paulista de Críticos de Arte (setor Literatura) e outros. Sua obra publicada abrange dezenas de livros sobre Literatura Contemporânea, Teoria Literária, Estratégias de Ensino e Educação. Destacam-se O ensino da literatura, 1966; Mário de Andrade para a nova geração, 1970; Escritores portugueses, 1973; Escritores portugueses do século XX/Lisboa, 2007; Literatura e linguagem, 1974; Guimarães Rosa, 1975; Literatura: arte, conhecimento e vida, 2000; A literatura infantil, 1980; Panorama histórico da literatura infantil/juvenil brasileira, 1982 e 2006; Dicionário crítico de escritoras brasileiras, 2002; O conto de fadas (Símbolos/Mitos/Arquétipos), 2003;Primeiro dicionário escolar, 2005, e outros. Dentre as antologias: Ética, solidariedade e complexidade (Edgar de Assis Carvalho, Maria da Conceição de Almeida, Nelly Novaes Coelho, Nelson Fiedler Ferrara, Edgar Morin. 1998); Edgar Morin religando fronteiras (Edgar Morin, André Baggio, Nelly Novaes Coelho, Humberto Mariotti, Mauro Maldonato. Org: Tania M. K Rosing e Nurimar Maria Falci. 2004). Sua produção abrange ainda várias centenas de artigos e ensaios sobre literatura contemporânea do Brasil e Portugal, publicados em jornais e revistas nacionais e do exterior.
Entre os prêmios e distinções recebidos, destacam-se: Prêmio Internacional
Bocage (Ministério da Educação e Cultura de Lisboa/1966); Prêmio Especial/Ensaio-APCA, 1983; Prêmio Jabuti-Ensaio/Câmara Brasileira do Livro, 1975; Medalha Clara Ramos/UBE-RJ, 1993; Troféu Jaburú-Personalidade do Ano 1998/Conselho Estadual de Cultura, Goiânia; Título de Comendadora/UMATI-Universidade do Minho/Portugal, 1997; Troféu Vasco Prado/10ª Jornada Nacional de Literatura. Passo Fundo/RS, 2003; Medalha Imperatriz Leopoldina/HIGSP, março de 2001, e Comenda D. Pedro I/HIGSP, setembro de 2011.
Aposentada pela USP, em 1992, prossegue em atividade, dedicada à pesquisa e análise da Literatura Contemporânea Brasileira e Portuguesa em produção.

Algumas opiniões sobre a obra e a personalidade da Profª Nelly Novaes Coelho:
 
“Dedicada à pesquisa e aos estudos literários, Nelly Novaes Coelho transforma a palavra literária em caminhos de orientação para o encontro eu-outro e a compreensão do ser humano. Do universo poético e ficcional em que atua com uma profícua análise literária, ingressa no plano da formação de alunos, pesquisadores e educadores de todos os níveis. Efetivamente, coloca em prática a sua convicção de que a literatura é instrumento de conhecimento do mundo, do eu e do outro”. (Cleide da Costa e Silva Papes, doutora em Letras pela USP-Universidade de São Paulo)
 
“Publicada em 1966, O ensino da literatura: sugestões metodológicas para o ensino secundário e normal, de Nelly Novaes Coelho, é obra integrada a um conjunto referencial obrigatório para qualquer estudioso da área de Literatura Infantil e Juvenil Brasileira, bem como para aqueles que se dedicam a questões metodológicas sobre o ensino da Literatura”. (Thiago Alves Valente, doutor em Literatura e Vida Social pela UNESP-Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho)
 
“Nelly Novaes Coelho tem sido ainda a persistente pesquisadora, sempre atenta aos problemas da educação. Seguindo as trilhas do pensador francês Edgar Morim, ela tem consciência da necessidade de uma reforma do pensamento através da educação para responder às questões complexas do mundo contemporâneo”. (Nurimar Maria Falci, mestra em Literatura Portuguesa pela USP)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Piracicaba, Terra da Viola

Violeiro - tela de Almeida Júnior 
Ivana Maria França de Negri

 É preciso difundir pelo Brasil e também para o resto do mundo a tradição da viola caipira, pois nossa cidade é uma das pioneiras nessa arte popular. Não se pode deixar que morra uma manifestação cultural tão rica e que traduz a maneira simples do homem do campo, que tem por esse instrumento muito carinho, nele encontrando o companheiro certo para as horas de descanso. Nos momentos em que está em sintonia com sua viola é quando encontra paz e alegria.
            Piracicaba é famosa pelo linguajar caipira, fama essa que extrapola os limites regionais. Também conhecida pelas célebres “pamonhas de Piracicaba” - o puro creme do milho verde, e pela pinga, a popular cachaça. Sem falar no rio, cujo nome é propagado   internacionalmente, e o famoso véu da Noiva da Colina, em razão das brumas que envolvem a cachoeira, parecendo um véu de tule como o de uma noiva no altar.
Bastará um pouco de esforço conjunto para que se alastre também a fama de Terra da Viola. Antes que outras cidades interioranas o façam, é preciso reivindicar esse título que tem tudo a ver com o nosso jeito caipira de ser.
            Os antigos violeiros vão morrendo e teme-se que essa modalidade seja enterrada com os últimos remanescentes dessa arte. Para isso é preciso dar uma injeção de sangue novo, fazer com que as novas gerações descubram  e sintam a beleza extraída do planger das cordas nas mãos de um violeiro apaixonado. É preciso descobrir maneiras de fazer com que as novas gerações tomem gosto pela moda de viola e levem adiante a tradição.
            Piracicaba produziu uma infinidade de violeiros famosos, repentistas e cururueiros. E ainda restam vários deles, atuantes nesse ofício, e vira e mexe estão nas paradas de sucesso, verdadeiros patrimônios culturais vivos, a quem reverenciamos.
Se cada segmento da sociedade der sua cota de contribuição, essa cultura não vai morrer e se tornará patrimônio da cidade. A cultura popular agradece.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Convite


LANÇAMENTO DO LIVRO DE POEMAS “SILÊNCIOS”

            No próximo dia 28 de maio ocorrerá o lançamento do livro de poemas “Silêncios” na Biblioteca Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”. É o terceiro livro de autoria do prof. Newman Ribeiro Simões (anteriormente publicou “A Morte Canta no Canto de um Conto” e poemas no “ilogic@mente”). “Silêncios” – (ensaios brevíssimos para odes mínimas) traz sessenta poemas curtos, todos envolvendo o tema do título. Arte eletrônica abstrata, do próprio autor, ilustra cada poema, reforçando a intenção de despertar imagens que permitem ao leitor a criar sua própria metáfora para sentimentos intraduzíveis por palavras.
Assim, o poema se complementaria no próprio ato de sua leitura.
Nas palavras do autor:
            “Eu nunca pensei que o silêncio pudesse me dizer tanto!..... Afogado em   meio a tantos estímulos sensoriais, como imaginar um silêncio sem luz, sem dor, sem solidão, sem nada?.... silêncio, em si, é cio pronto para se             engravidar de palavras. Sinto que esse silêncio, feito de tempo e luz e        que me habita, crepita feito grito a explodir.”

            Newman Ribeiro Simões, nascido em Pindorama-SP e cidadão piracicabano de coração, é professor de matemática no CLQ - Curso e Colégio, é engenheiro Agrônomo e mestre em Estatística pela ESALQ-USP. Publicou os livros citados, incluindo contos e poemas premiados em concursos literários.
            O lançamento será no dia 28 de maio (terça-feira), às 20h, na Biblioteca Pública Municipal. Os convidados serão recebidos no auditório, onde uma idéia do conteúdo do livro será apresentada numa breve performance teatral com roteiro escrito com base em alguns poemas e com elaboração conjunta por Carlos ABC e Romualdo Sarcedo, além do próprio autor. Para tanto, participação especial dos atores Romualdo Sarcedo, Luciana Felipe; dos músicos Renata e Paulo Bandel; iluminação de Jorge dos Santos e direção de Carlos ABC.

Local: Biblioteca Municipal (R. Saldanha Marinho,333 – centro)
Dia 28 de maio – terça-feira
Horário: 20:00h (no auditório)

Editor: Newman ribeiro Simões
Editoração eletrônica: ELIANE ZAIDAN
Capa: JULIANA MESQUITA
Revisão: CIMARA PEREIRA PRADA
Projeto Gráfico e Arte Eletrônica: Newman

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Entrega das Medalhas MMDC/32 em comemoração ao Dia da Juventude Constitucionalista

Composição da mesa com várias autoridades presentes
Ivana Negri recebendo a medalha (representando a classe dos escritores piracicabanos)  das mãos do presidente do Núcleo MMDCde São Pedro, junto com Anna Thereza Prado de Almeida, vice- presidente do Núcleo de Piracicaba


Major Adriana e Anna Thereza
Edson Rontani Júnior, presidente do MMDC/32 de Piracicaba

Com a palavra o presidente da Sociedade dos Veteranos de 32-MMDC Coronel Mario Fonseca Ventura
Major e deputado Sergio Olimpio Gomes
Escritoras e membros da Academia Piracicabana de Letras Leda Coletti, Carmen Pilotto e Ivana Negri
Historiador e membro da Academia Piracicabana de Letras Cezario de Campos Ferrari recebendo a láurea do presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, João Manoel dos Santos
Auditório do Armazém da Cultura, na estação da Paulista

A presidente do Museu Histórico Prudente de Moraes, Maria Antonieta Sachs Mendes também laureada
Capitão Silas Romualdo recebendo a medalha de Tarcísio Mascarin

Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba Vitor Pires Vencovsky recebendo  a medalha
Conselheiro Egydio João Tisiani, vice presidente Maria Thereza Prado Almeida e presidente Edson Rontani Júnior
Vereador Pedro Cruz já com sua  medalha e presenteando Edson Rontani Junior com a estatueta do Nhô Quim, personagem criado pelo seu pai, Edson Rontani

Poestisa Ivana Negri lendo o poema de Paulo Bomfim "Os Jovens de 32"



BLOG Voluntários de Piracicaba




domingo, 12 de maio de 2013

MÃE

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco
                                    

    Mãe de Jesus e Mãe nossa
    Nome bendito: Maria,
    O seu Sim ao Deus da vida
    Só trouxe ao mundo alegria.


    Mulher de muita ternura
    Amou Jesus até à Cruz,
    Na humildade foi exemplo
    E para nós cristãos, LUZ!


    Como a Mãezinha do céu
    A mãe da Terra partilha
    Esse amor que é total,
    Lhe dá força e a transforma.
                           

Feliz do filho que a ama
Se enternece e reconhece
Sua centelha divina
E jubiloso agradece.


Amor de mãe           
É doação plena          Torna a vida mais amena.


MAMÃE


André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs


Falar sobre mamãe, por mais que eu tente,
meu longo discursar, será vazio!
Jamais adentrarei a sua mente
pra ver o Amor-Nascente de seu rio!

A VOCÊ MINHA MÃEZINHA

Felisbino de Almeida Leme
Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Neto

            Sente-se aqui, mãezinha... Assim... Ao pé de mim, cerra seus olhos e deixe me acariciar a neve do seu cabelo... Quantos anos!... O tempo corre, voa, fustiga, assusta e foge... O tempo é o fantasma de todas as vidas, o medo de todos os seres... Mas hoje que é seu dia, o tempo é apenas uma abstração... Uma ausência... Uma sombra... Hoje o que é você, mãezinha... É o cansaço que está impresso nas veias de teu corpo, é o alquebramento que lhe dói nas pernas, é a vacilação de seus passos cansados, de suas palavras sempre iguais e sempre divinas... Hoje o que importa é você... A sua imagem desenhada em luz diante de todos os horizontes o seu nome pronunciado em ternura, acima de todas as coisas terrenas... O abatimento dos seus olhos tristes e conformado... Não sei como Deus lhe fez assim, um misto de anjo e de criatura, de sacrifício e de alegria de sofrimento e de ternura, de amor e de bondade... Não sei... Hoje é seu dia... Hoje desceu uma pausa sobre o mundo e as coisas do mundo... Ascendeu-se a lanterna da gratidão... Inundou-se de flores o prado... A casa... O altar... Hoje é festa num dia sem ontem e sem amanhã... Um dia que é único no tempo. Único no espaço. Único no amor... E é seu mãezinha. Todo seu. Quisera dizer-lhe mais, mãezinha, mas não posso... Não sei dizer... Minhas palavras fugiram, as frases que eu havia ensaiado estão lá dormindo no papel... Os versos que lhe fiz são paupérrimos diante de sua grandeza... Nós, diante de sua bondade... Descalços diante de suas provocações...
         Mas mesmo sem dizer-lhe mais, creio que me compreenderá, se eu lhe disser apenas as duas mais comoventes palavras que aprendi para você: É mãe!...

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz