Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O NOME QUE O POVO DÁ


Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
 

                    

 Rosaly Ap. Curiacos A . Leme

Veja que interessante,
Nome de rua e de via,
Nome de gente importante,
Perde sua dinastia.

Governador Pedro de Toledo,
Nome próprio perdeu a cor,
Não é pra ninguém segredo
Só Rua Governador.

Alferes José Caetano,
É Rua Alferes somente.
Fica o cargo, não me engano
O nome, se guarda na mente.

Nossa Senhora da Boa Morte
Nome belo, grande e forte.
Teve também igual sorte
Ficando só Boa Morte.

E a Marechal Deodoro,
Mesmo sendo da Fonseca,
Já ouvi: - onde moro?
- Na Marechal,(fala seca).

 O nome, quem dá é o povo,
Talvez porque o use mais.
Admira o velho e o novo,

Pronuncia o que é capaz.

domingo, 26 de janeiro de 2014

MICROCONTO

Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges


Dormiu.
No sonho resolveu todos os problemas, acordou sem desafios.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Reinventar

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

Reinventar coisas,
ideias quase mortas,
é um emergir súbito
de emoções abrindo portas.

É um refazer de almas
dando novo sentido à existência,
mesclando o velho e o novo
fazendo renascer o que era ausência.

Feliz o homem criativo
que procura fazer do invento,
fonte de abertura e acolhimento
às pessoas que reconhecem seu intento.

Quando a criação é boa
benefícios trazendo à humanidade,
o mundo inteiro agradece

por mais um gesto de fraternidade.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

VIDA SEM SENTIDO.

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior  

Empunhando sonhos,
Empurrando anelos,
Viver mais um dia representam elos
Que vão se esgarçando como tramas frágeis,
Como grandes farpas desgastando sonos.
Insones noites de fantasmas ágeis,
Que vão sugando anseios e desesperanças
Serão tormentos de outras priscas eras
Que já vivi sem rumo e sem alento
Para prosseguir nessa empreitada
Que me parece sem fim...
Inacabada... e  permanece  assim,
Estendendo-se demais pela madrugada.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Comemoração dos 10 anos do Centro Cultural Martha Watts

Foto na Gazeta de Piracicaba: Cecília Bellato, Maria Helena Corazza, Maria de Lourdes Sodero Martins, Carmen Pilotto, Ivana Maria França de Negri, Gracia Nepomuceno, Joseli Cerqueira Lazier, Rodrigo Bombach e Danielle Moura

domingo, 12 de janeiro de 2014

ANO VELHO, ANO NOVO

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade


     Já é ano novo, por incrível que pareça. Já estamos na segunda semana de 2014. Ano novo, ano novo, o que traz para o meu povo? Traz a esperança perdida e uma nova fé na vida?
     Traz a graça de outros tempos, quando havia encanto, música e poesia? E a gente era tão simples como tudo que havia?
     Ano novo, ano novo, pé no chão, um chinelinho, uma boneca, um bichinho, lembranças do Natal tão recente e tão próximo, presente.
     Ano novo, ano novo, traz a paz para esse mundo, pois nem se chamando Raimundo se encontra a solução. Sim, ano novo, ano novo, mais vasto é o meu coração.
     Mais vasta é a fé desta nossa gente brasileira, trabalhadora e que sonha com um futuro melhor para os filhos, com mais qualidade de vida. Quantos municípios sem água neste calor de meu Deus! Até mesmo nos condomínios luxuosos as torneiras estão secas.
     E assim, vamos de semana em semana, de mês em mês até que o ano se finde de novo. Sem contar que este é um ano de Copa do Mundo e que, por bem ou por mal, ela será realizada aqui em nosso amado país.
     Uns veem isso como uma completa tragédia, antevendo-se o caos nos aeroportos, no trânsito das capitais, e na falta de estrutura para receber turistas num evento desta magnitude. Outros, mais otimistas, apostam no sucesso deste mundial, até mesmo com a seleção brasileira erguendo a taça.
     Não sabemos como será. Aprendemos que, neste país, mesmo com algum planejamento, nem sempre as coisas saem como se espera. Na visita do papa, construíram altares em meio ao que poderia virar lama. E virou. A realização da Copa, até agora, é uma incógnita para todos nós, brasileiros.
     Este será também um ano eleitoral e o horário político deverá ser disputadíssimo, com enorme audiência, porque o povo está muito politizado e totalmente preocupado com o próximo governante da nação. Verdade?
     Esse é o nosso ano novo, onde as enchentes nas grandes cidades se repetirão, pela intensa impermeabilização do solo, muito cimento no chão e pouca terra, poucas áreas verdes para absorver a água da chuva.
     Ninguém duvide que as prováveis tragédias deste ano sejam as mesmas desgraças velhas e batidas que os governantes e políticos conhecem tão bem, e que poderiam ter parte delas solucionadas com o correto emprego do dinheiro público para as obras necessárias. Quanto córrego sem canalização; quanta criança atravessando pinguelas perigosas para ir à escola; quanta comunidade ainda sem luz e sem água...
     Por isso, não nos animamos muito quando se fala em Copa do Mundo e nas eleições. Porque o povo conhece os problemas que temos pela frente. É ele quem vive o dia-a-dia das enchentes, das estradas sem asfalto, das rodovias esburacadas, dos transportes públicos abarrotados, da falta de saneamento básico. É o povo que sofre e enfrenta o mau atendimento nos hospitais públicos e desmaia nas filas de espera.
     Por tudo isso, nós desejaríamos, sim, um ano novo. Novo de verdade. Que o Estado desse de presente este ano novo ao povo. Melhores condições de vida, mais fé e mais esperança para o futuro desta nação.

     E se o Brasil não ganhar esta Copa, que diferença faz?

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Impressões ( 1 )

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

            Em dezembro, um tempo que termina para dar lugar a um novo ano, as expectativas, os sonhos e as esperanças parecem aflorar mais insistentes,estimulados com certeza pela doçura das festas do Natal. Embora o comércio, a Mídia, os atropelos e as inversões ofusquem, em parte, a beleza dessa simplicidade contida num Nascimento de tanto significado para o mundo, algo maior se impõe e prevalece, e sabemos bem que esta força não será derrotada.
            Para um grande número de viventes, a sensibilidade é maior, ao lado do desejo ou da intenção de sermos melhores, de marcar com algum gesto e de alguma forma o bem de transmitir ao outro o nosso amor, a nossa ternura.
            Já foram muitos e incontáveis os dezembros de minha vida, os natais, seguidos dos “réveillons”, desde quando, ainda pequenina, eu não entendia bem o significado daquelas reuniões festivas em que a família se reunia em torno de nossos pais, quando nem se imaginava o transitório e as perdas. Nestas reuniões simples, aprendi a valorizar os laços familiares que, mais tarde, eu repetiria junto de uma nova geração, a minha geração que se iniciava em outro lugar e outras circunstâncias, com o nascimento de meus quatro filhos. No princípio, um arbusto que se desenvolveu até se transformar numa árvore frondosa e forte, enraizada em terra firme, e de cujos galhos já pendem os frutos de mais duas gerações, a dos netos e dos bisnetos. Quanto esforço foi necessário nessa transformação de tantas décadas, pontilhadas de certezas e de incertezas, de fracassos e de vitórias, de decepções e de alegrias, de sofrimentos, de conquistas e de perdas! Perdas dolorosas e quase insuportáveis, que só a esperança legada por Aquele que venceu a morte e venceu o mundo logrou amparar e fortalecer.
            Com o passar dos anos, as impressões se vão transformando em algo doce e suave, acentuando-se nas coisas mais simples e naturais. Os olhares, os ouvidos, a percepção se voltam para uma essencialidade mais pura, talvez uma compensação dispensada pelo Criador àqueles que O amam e sabem distinguir os prodígios e as belezas incomparáveis e inimitáveis de Sua criação portentosa. Como a criança descobrindo o mundo e as coisas que a cercam, nossos sentidos se voltam para este mundo que tantos sentidos embaçados não conseguem admirar.
Vemos com novos olhos e o coração cantando o céu e as nuvens em suas mutações de formatos e de coloridos, emoldurando montanhas sinuosas; as aves em bandos em busca deste céu e do infinito; a vegetação e suas nuances de verde em ondulações caprichosas, tocadas pela aragem e o vento farfalhante, ora silenciosa e recolhida como numa prece,ora vibrante como um canto de glória; as flores, pequeninas e escondidas,ou perfumadas e abertas, ofertando seu néctar às borboletas e aos pássaros em revoadas, gorjeando e entoando hinos  de alegria, levando o alimento para seus filhotes de biquinhos abertos nos ninhos feitos sob os arbustos e as jardineiras em flor..  
            Mas a impressão mais forte, terna e marcante deste último dezembro me foi dada pelas crianças, os meus pequeninos desabrochando para a vida, ensinando-me neste eterno caminhar a surpreendente aventura de viver. Para mim, é sempre a criança, a grande mestra da simplicidade, da alegria e da esperança.

.Em meio ao cenário, descrito imperfeitamente acima,meu bisneto Antonio é o rei deste paraíso, ao lado de um cãozinho especial. .Meigo e amigo de todas as crianças, inteligente, educado, gracioso, sapeca e imprevisível nos brinquedos, porém super obediente ao dono e comportado quando necessário, Jack tornou-se  o guarda voluntário de Antonio. Do seu lado, sob o berço ou o carrinho, ele acompanha toda a movimentação em torno do bebê e reage com desagrado ao choro de seu companheirinho, erguendo a cabeça e as orelhas num gesto de alerta, como a pedir uma providência.E a cena mais bela que me foi dada  assistir aconteceu á beira da piscina, quando, pela primeira vez, Antonio  foi colocado ao lado  de seu super amigo. Estabeleceu-se, de pronto, uma empatia digna de registro, em que Jack submeteu-se a uma verdadeira prova. A expressão feliz da criança e a docilidade do cão ante as investidas dos pés e das mãozinhas gorduchas do nenê, introduzidas até na boca do cão que as lambia como um afago, gravou-se em minhas retinas. O cão e o menino- a imagem perfeita do amor incondicional!...


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PRESENTE

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco
       
              Praia fluvial
          de branca areia,
       rio de águas cantantes
     emitindo  mantras relaxantes
       sugerem lembranças,
        muita história pra contar.

Cenário paradisíaco
leva à gostosa calmaria,
impede recordações saudosas
de sonhos concretizados ou não,
 de alegrias e tristezas
que nos fizeram rir ou chorar.

A imaginação vai fluindo
energizada pela aura  do ambiente
e, como as águas que passam suavemente
saudando a paisagem ribeirinha
pela primeira e derradeira vez,
sentimos este momento mágico nos  contagiar.

O agora se fez  presente,
e o usufruímos intensamente.
Existirá  porventura  melhor presente?
Como as águas do riacho  a deslizar vagarosamente,
deixemos  o milagre acontecer
vivamos  este momento sem pressa de avançar.


sábado, 4 de janeiro de 2014

É a vida...

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

     É a vida, e é bonita e é bonita. Assim, diz uma canção popular cheia de esperança, onde se canta também que “ninguém quer a morte; só saúde e sorte”.
     Pois é. Contudo, nos deparamos com os imprevistos, os infortúnios, as vicissitudes, as perdas e dores. Assim é a vida. O que importa, em toda situação dolorosa, é nosso espírito bravio, nossa disposição de seguir adiante, passando por cada obstáculo, buscando forças onde forças não havia.
     A vida terá nos reservado uma bela e indescritível fatia, aquela que ainda não vislumbramos, porque é cedo demais. Ou porque teremos de merecê-la.
     Vejo que nossa caminhada neste mundo nos confere algo de muito oportuno e enriquecedor, se soubermos aproveitar cada nova lição. O sofrimento e a dor existem para todos. Para jovens e velhos, ricos e pobres. O imponderável e o inesperado nos aguardam a todos, democraticamente.
     Um dia, embarcamos nesta nave chamada “vida”, construímos algumas certezas hoje, que serão derrubadas amanhã, porque mudamos de pensamento e isso é natural. Conceitos e dogmas que são a base de nossa fé e de nossa crença podem ser imutáveis, mas há pensamentos universais que abraçamos depois de alguma longa e profunda reflexão.
     Penso sempre na infinitude das coisas que duram. E que permanecem conosco por longos anos. Uma xícara predileta para ao chá, um cobertor amado, um casaco de lã, um anel, uma alicate de unha. Mas existem outras espécies de coisas que são infinitas porque nosso coração assim o deseja.
     Há objetos que nos pertencem a tanto tempo, que não sabemos mais viver sem eles. Há verdadeiras preciosidades a nossa volta e, distraídos que somos, perdemos o pôr de sol mais lindo do mundo, a música que toca em algum lugar da nossa alma, a inaudível beleza do silêncio.
     É a vida, em toda a sua rica textura. Sons, gestos, rumor de gente chegando e partindo, tristeza e alegria misturadas à exaustão.
     É a vida, apresentando uma coleção completa de ofertas. Cada um tem suas preferências e junto com estas, algumas certezas. Aquelas, que, mais tarde, acabaremos por questionar.
     Penso que viver ainda é o mais belo exercício. Diz um ditado chinês que “uma caminhada de mil passos começa com o primeiro”. É justamente este primeiro passo o mais difícil, o mais crucial, o que mais exige de nós. Trata-se de uma decisão a tomar e que terá suas consequências.
     Este exercício de decisões inclui algumas derrapadas pelo caminho, porque a vida não é em linha reta. Há curvas perigosas e nem sempre há placas de aviso. Somos pegos de surpresa num declive súbito e não há como frear. Mais à frente, uma montanha a transpor, subida íngreme, dura, penosa.
     Mas é bonita, a danada da vida. Ela nos bate quando quer. Temos de nos defender com as armas que conhecemos. E uma de minhas preferidas é a oração. Quando pressinto a aflição pela frente, começo a rezar. Ou seja, a rezar mais, porque venho rezando sempre.
     Orar faz um bem imenso para o espírito! Ter um pensamento amoroso para o mundo e para todas as pessoas faz da vida algo com mais sentido.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Retrospectiva 2013 – Literatura em Piracicaba

(fotos do acervo de Ivana Negri)
Dia da Poesia
Março
14 de março - Dia da Poesia – aconteceu a tradicional distribuição de poesias em vários locais da cidade
15 de março - Lançamento do livro de poesias para crianças “Brinca, brinca e faz poesia”  das escritoras Ana Marly Jacobino, Raquel Delvaje, Leda Coletti, Lidia Sendin, Luzia Stocco e Madalena Tricânico
30 de março - em reunião do Clip Ivana Negri falou sobre a vida e obra de Lygia Fagundes Telles

Lançamento do livro em Braille para crianças
Abril
Lidia Sendin ganhou 1º lugar no Concurso de Poesias de Capivari
12 de abril - Ivana Negri, Carmen Pilotto, Leda Coletti e Maria Emília Redi ( in memoriam) lançaram o livro infantil em Braille “4 contos em 4 cantos” no Museu da ESALQ. O livro, patrocinado pela FEALQ foi doado a instituições que trabalham com deficientes visuais
27 de abril - a escritora Maria Cecília Figueiredo falou sobre a vida e obra de Monteiro Lobato na reunião mensal do CLIP
Medalha MMDC
Medalha MMDC
Maio
17 de maio - Henrique Borlina autografou seu livro “Com as borboletas, à noite”, na Biblioteca Municipal
Armando Alexandre dos Santos falou sobre a vida e obra de Brasílio Machado no POESIA AO VENTO
25 de maio – a escritora Carmen Pilotto falou sobre Cora Coralina no CLIP
23 de maio - Ivana Negri e Cesário de Campos Ferrari foram agraciados com a Medalha de Mérito Cultural pelo Núcleo MMDC/Piracicaba
Lançamento da  7a revista da APL
Junho
21 de junho – Irineu Volpato falou sobre vida e obra de Nhô Serra
29 de junho - João Athayde falou sobre Castro Alves no Clip
28 de junho – Lançamento da 7ª Revista da Academia Piracicabana de Letras

Dia do Escritor 2013
Julho
Foram selecionados para o Mapa Cultural Paulista: Carmen Pilotto, Leda Coletti, Ivana Negri, Newman Ribeiro Simões, Raquel Delvaje, Caio Carmacho, Camilo Quartarollo e Luzia Stocco.
25 de julho Dia do Escritor – foi comemorado na Rua do Porto com a presença de diversos escritores piracicabanos com distribuição de livros autografados e outras atrações
Adolpho Queiroz autografando junto com Letícia Ciasi o livro "Balas não matam ideias"
Edson Rontani Jr e Evaldo Vicente - Nhô Quim
Irineu Volpato e Silvia Oliveira
Agosto
20 de  agosto - Lino Vitti recebeu a medalha de mérito cultural da SEMAC
24 de agosto - Lançamento dos livros "Nhô Quim" de Edson Rontani Jr e "Balas não matam ideias" de Adolpho Queiroz e Leticia Hernandez Ciasi
26 de agosto - Irineu Volpato e Silvia Oliveira lançaram respectivamente os livros “Derradeira Plumagem” e “Tessituras”
Leda Coletti lançou o livreto de poemas “Louvar e agradecer” com prefácio do Monsenhor Jamil Abib
lançamento do livro Paulistenses de João Umberto Nassif
Setembro
2 de setembro - Raquel Delvaje falou sobre vida e obra de Florbela Espanca
11 de setembro - Elias Jorge Autografou seu livro “Sempre haverá um novo dia”
13 de setembro -  Lia Helena Gianechini lançou seu livro “Doido, eu?”
27 de setembro - João Humberto Nassif lançou o livro  PAULISTENSES em dois volumes
Escritores piracicabanos participaram pela primeira vez do evento nacional “Um poema em cada árvore”, simultaneamente em diversas cidades brasileiras
Um poema em cada árvore
Outubro
Elda Nympha Cobra Silveira recebeu Menção Honrosa no Prêmio Escriba de Contos
Cassio Negri premiado no Concurso de Contos da Associação Médica Brasileira
Elda Nympha Cobra Silveira foi finalista no concurso de  Poesias sem Fronteiras. José Airton Mellega foi selecionado no mesmo concurso
Cassio  Negri foi classificado em terceiro lugar no Concurso de Contos da Associação Médica Brasileira (AMB)
Lançamento da revista no 8 da APL
Novembro
Elda Nympha Cobra Silveira ganhou menção honrosa no Escriba de Contos
29 de novembro foi lançada a 8ª Revista da Academia Piracicabana de Letras
Lançamento do livro de Samuel Pfromm Netto “Dicionário de Piracicabanos”

Luzia Stocco - lançamento do livro de poesias "Atemporal"
Dezembro
13 de dezembro- Luzia Stocco autografou seu livro “Atemporal” no Ponto de Cultura Garapa
14 de dezembro - Confraternização de final de ano dos grupos literários
Confraternização de final de ano

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A BUSCA DA CIDADANIA PERDIDA

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18
Patrona: Madalena Salatti de Almeida

Devíamos avermelhar a cara quando nos lembramos que os períodos de seca representam, para os brasileiros, uma vergonha inquestionável. O Nordeste completou tempos atrás duzentos anos de martírio! O pior é que neste tempo,  pouco ou quase nada se fez pelo sertanejo, que é o maior prejudicado, a maior vítima da estiagem. Os políticos prometem açudes, poços e irrigação, mas os anos passam e o sertanejo continua comprando água dos poderosos, que investiram e criaram a indústria da seca. Por causa desse estado de coisas não se vislumbra nenhuma melhoria para o agricultor que morre e pena nas sítios do interior, que não tem nada mais a fazer do que alimentar sua família com cardo, calango e água suja, que divide com o gado.
Ao contrário do sertanejo, na contramão do problema, os apaniguados  dos coronéis e dos políticos têm em suas fazendas água farta e irrigação, e a mais alta tecnologia, e como se pode imaginar, nem sentem as agruras da seca, pois é para estes que é reservado o dinheiro que se aplica em seca no Nordeste. Haja vista a prosperidade sem par dos grandes produtores de frutas, como a uva e o figo, ou outras mais delicadas, como o pêssego e o morango. Estes aparecem semanalmente nos programas da Globo, exportam para o mundo inteiro e são os verdadeiros representantes da agricultura, desde o Vale do São Francisco, até os confins do Maranhão! O resto é o resto! Mula! Mão-de-obra escrava! Estes são estes, o resto é brasileiro no duro! Ah! Como diria o genial e injustiçado Euclides da Cunha:  “O sertanejo é antes de tudo um forte”!
Ou, como diria o Boris Casoy,  “isto é uma vergonha”! Mas, apesar de ser uma vergonha, o sofrimento do sertanejo é motivo de glória para os governantes e políticos, que usam a seca como plataforma e sempre se elegem! E nós, cidadãos, que não podemos nos envolver diretamente, quedamo-nos a olhar diariamente, até vomitar as tripas, a vergonha que grassa nesse país, em forma de corrupção, maracutaias e marajaladas de toda sorte a esperar alguma solução. Mas acho que já está na hora do povo parar com esse negócio de ficar esperando tudo cair do céu!. É hora da sociedade se organizar, não para procurar chifre na cabeça de cavalo, em protestos de alguma greve tonta, ou de alguma passeata de cunho político para ser massa de manobra de espertalhões; mas, para buscar a cidadania que está faltando neste país.
Vamos nos organizar e ajudar aqueles que estão em desespero, vamos nos organizar e proporcionar ao próximo um pouco de conforto e de alegria. Não deve ser somente nos momentos de anomia e de convulsão social, de catástrofes e de calamidade pública, que o povo tem que mostrar a sua solidariedade e ver que existe aquele que precisa de ajuda; mas sim, no dia a dia, no nosso trabalho, na vizinhança, na fábrica.

Se o povo se organizar diminui a violência, melhora a escola, a saúde volta ao rumo certo, porque, organizado, o povo terá forças para lutar pelos seus direitos e para cobrar dos governantes uma solução. A Internet e as redes sociais estão aí, à disposição, não para promover bate-papo aleatório, mas para solidificar cidadania. E os jovens que transitam pela rede devem olhar para essa utilidade que está ao alcance de seus dedos. Basta colocar a cabeça para funcionar e ter um pouco de boa vontade. Afinal, é preciso resgatar a cidadania perdida, e ir à luta, sem esperar que soluções mágicas apareçam do nada para nos deslumbrar. Afinal, os governantes somente irão trazer melhorias para o seu bairro, ou para a sua rua, se eles souberem que o seu bairro e a sua rua existem!

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz