Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

domingo, 28 de setembro de 2014

VISÃO

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade




O Senhor é meu Pastor
e eu sou uma mulher viúva
Vou ao poço
buscar água
Meu véu tremula ao vento
Na descrição de Clarice
estou ornada como as mulheres bíblicas
Brincos, pulseiras e anéis
adornam o meu corpo
Ainda sou forte
e aguento o peso da jarra cheia
Eis que o Senhor vem vindo
beber água do poço
Dou passagem a Ele
Seus olhos encontram os meus
Ó, meu Deus
que visão
Ó, meu Deus

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Mudanças

João Baptista de Souza Negreiros Athayde 
Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira

        Sobre o tema, pode-se fazer referência aos movimentos populares de junho de 2013, que deixaram atônitos os mandatários do poder, confrontados  com sua própria incompetência e desfaçatez, daí apressando-se às inevitáveis promessas de mudanças; mas pode-se discorrer simplesmente sobre o que deve ser entendido por mudança, suas raízes, seus objetivos e as dimensões que busca alcançar.
         A palavra mudança soa-nos como ironia, posto sempre ser dita sem nenhuma seriedade ou compromisso, ou apenas para dar resposta à pressão popular como ocorrido nas ditas jornadas de junho.
        O que temos visto ao longo da História e acompanhado desde as últimas gerações, é que a atividade política em nosso País é exercida quase sempre de forma distorcida, sinuosa, não para atender à ética da consciência, mas para homenagear a ética da conveniência.
         A distinção entre essas duas posturas políticas é clara, e mostra bem a diferença entre o político com envergadura de estadista e o político meramente eleiçoeiro e oportunista.
         Por serem extremamente raros entre nós os exemplares de estadistas, proliferou sempre a outra espécie, ajudada por sistemas eleitorais gestados com essa finalidade, trazendo-nos esse desencanto cívico de ver que a atividade política tem sido a arte dos expedientes tortuosos para satisfação de interesses próprios e de grupos e para o monopólio do poder, e não um ideal que possa ser o fio condutor de ações e posturas voltadas ao interesse público, essência de uma República. 
         A proliferação dessa espécie daninha ocorre justamente para que seja mantido esse sistema perverso, que faz a banalização das próprias torpezas e a dissimulação do estado de violação contínua dos princípios da ética, do bom senso, da legalidade e da cidadania, numa afronta selvagem e perene aos cidadãos de bem.
         Assim é, infelizmente, e por isso vamos votando em Fulanos  para eleger  Sicranos, e votando em Sicranos para eleger  Beltranos, tudo graças ao sinuoso caminho (ou descaminho?) do atual sistema eleitoral.
         Um parêntese : consta no sítio eletrônico da Câmara Federal (www2.câmara.leg.br/camaranoticias/noticias/150807) que apenas 07% dos 513 Deputados Federais atuais foram eleitos por voto direto em seu nome; ou seja, os demais, ou 93% desses representantes, foram eleitos  graças aos votos vindos dos famigerados puxadores de votos, que servem bem a esse  engodo eleitoral.
        Num sistema eleitoral assim, onde a qualidade do voto, se a vontade e a intenção do eleitor ficam descaracterizadas? E onde a legitimidade da própria representação?
          E não é só.  A legitimidade da representação também fica questionada e fragilizada quando os nossos representantes, mandatários de um poder delegado, praticam toda sorte de desvios e malfeitos de forma sistemática e descarada, dando origem ao  inesgotáveis mares de lama que solapam a credibilidade e moralidade das Instituições, minando  os alicerces do Estado de Direito.
           Ora, se se disser que a legitimidade da representação subsiste mesmo quando os representantes praticam esses desvios, então temos que concluir  que  somos  mandantes e avalistas de todos os mares de lama  em que vêm se transformando as nossas Instituições.
          Conclusão surreal?  Pode ser.  Mas decorre do sistema eleitoral e do panorama político vigente, os quais parecem haver atingido o grau mais sofisticado do próprio surrealismo, superando os anseios de Breton e Dali.
           Mas, antes que esse desencanto cívico nos leve ao cinismo e à indiferença, parece imperativo chamarmos para nós, como sociedade que tem o dever de se organizar, a responsabilidade de pensar em mudar esse estado de coisas, de descobrir quais mudanças devem ser realizadas, quais suas finalidades e quais suas dimensões.
        Vemos, atualmente, que os discursos dos políticos, mais uma vez, têm-se centrado na necessidade de várias reformas, como a reforma tributária, reforma política, administrativa, previdenciária, do pacto federativo, etc., etc.
        Entretanto, diante do quadro político-eleitoral que temos hoje, qualquer dessas alardeadas reformas perde a razão de ser se, antes, não for realizada uma reforma eleitoral profunda, que permita à sociedade manter na atividade política, apenas cidadãos que sejam exemplos de espírito público; que sejam capazes de lutar por transformações  positivas para toda a sociedade  e não para si próprios ou para alguns; que possuam visão muito nítida entre o interesse público e o privado; que reconheçam a sacralidade da res publica;   e que,  sobretudo, sejam  afeitos à altivez do cedro e não à complacência do junco, que se curva sempre ao sabor dos ventos.
          É sonhar demais? Talvez! Mas, podemos chegar lá, desde que demos o primeiro passo, reconhecendo a urgência de promovermos a mudança desse sistema eleitoral tão sinuoso, que não responde legitimamente aos interesses da cidadania brasileira.
        Entendemos que uma mudança substancial pode ser trazida pelo sistema eleitoral do Voto Distrital, único  que permite à sociedade conhecer melhor os candidatos aos cargos legislativos federal, estadual e municipal, através de dois turnos  realizados em cada distrito; permite maior aproximação entre o eleitorado e os candidatos, inclusive pela oportunidade de debates diretos de ideias e programas;  além disso, dá aos cidadãos poderes para fiscalizar o exercício da representação, obstando os  desvios da atuação política do eleito, visto  ser um sistema que permite a chamada revogação de mandato (recall), através de eleições convocadas para esse fim pelo próprio distrito que o elegeu.
          Cremos estar na hora de utilizarmos a internet para entendermos mais amplamente em que consiste o Voto Distrital, inclusive conhecendo o avançado projeto elaborado pela Comissão de Reforma Política da OAB/SP (www.oabsp.org.br/comissões/reformapolítica).
        Cremos estar na hora de envidarmos esforços (quem sabe até através de Lei de Iniciativa Popular), para trazer mudanças verdadeiramente substanciais ao atual sistema político-eleitoral, mudanças que sejam capazes de dar o mínimo de qualidade ao nosso voto e o máximo de  credibilidade   às sagradas Instituições Republicanas, que são as bases e a sustentação do Estado de Direito e constituem os fundamentos de uma verdadeira Nação.


Publicado na “Gazeta de Piracicaba”  em 23 e 24/09/14

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A VIDA TERMINA?

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior  

É muito agradável ter amigos... Nascemos sós e morreremos sozinhos, porque na última viagem não irão acompanhantes, mas pelo que sei, porque pesquisei, muitos amigos nos aguardam, nos acolhem e indicam caminhos quando chegamos ao lado de lá. Sobre esse assunto há muita controvérsia: uns acreditam, outros não. Prefiro crer, porque é saudável, confortável e é bom pensar que nossa vida continua, tem valor espiritual e  que a morte é conclusiva apenas para o corpo. É bom imaginar que teremos uma nova vida, e ela terá continuidade numa nova dimensão.
Há muitos relatos de pessoas que entraram numa espécie de túnel luminoso e encontraram familiares ou amigos para recebê-los, mas tiveram que voltar, pois ainda era cedo para entrar na eternidade, pois não tinham completado sua missão na terra. Muitas pessoas contam que estavam flutuando pelo quarto e se viram deitados, como dublê de si mesmas.  Uns se lembram disso, outros não. Muitos médicos pesquisaram esse assunto porque passaram a acreditar  nos relatos dos seus pacientes.
Podemos temer as dores decorrentes dum estado terminal, mas não essa passagem para o outro lado, aliás, para quê essa preocupação? Quem vive uma vida digna, sabe que não tem nada a temer: basta fazer um exame de consciência, e caso necessite, nunca é tarde para se melhorar. Deus é amor! Tanto que perdoou até um ladrão arrependido, que estava em outra cruz ao seu lado!
Cuide para não temer tudo em demasia senão pode virar neurose. Devemos, sim, manter uma vida sadia e não nos preocuparmos com a morte, porque ela é inevitável e nos levará em qualquer idade, mesmo que os mais velhos sejam os mais propensos. Mas pela incúria sempre estamos lendo nos jornais e televisão, notas de falecimento de jovens, que não deveriam estar mortos.
Parece que estamos vivendo sem noção da eternidade, e ao invés de nos prepararmos espiritualmente, prescindimos dessa informação de grande relevância e só nos  interessamos por informações banais, que a mídia põe  em destaque tipo“Big Brother”.
Vivemos num alheamento, nos abstraindo de assuntos espirituais necessários para uma verdadeira vida eterna noutra dimensão. Poucos se interessam pelas palavras escritas na Bíblia que nos desvendam  para onde irá o espírito após a falência do corpo físico.
Muitos não chamam um padre para dar a unção aos doentes, para não assustar o enfermo e assim negam essa última assistência espiritual, que é imprescindível. Isso é de uma ignorância sem tamanho, mas muitos não enxergam desse jeito. Percebemos como a parte espiritual está num plano desastrosamente secundário.
Na maioria das vezes, os herdeiros estão preocupados com a herança, com o enterro bonito, com as flores, o túmulo de mármore, o melhor caixão e coisas desse gênero, preocupações só do lado material.

Poucas famílias preparam seus parentes para a outra vida, porque desconhecem o assunto. Absorvemos tanta informação terrena, menos a espiritual, que nessa hora é condizente com nosso estado terminal.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A DOIS

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

Temos uma
diferença:

És todo
ateu
sou toda
crença

E quando
digo uva
entendes
chuva

Nossa
convivência
é fé

e paciência

sábado, 13 de setembro de 2014

SETEMBRO

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda

Aqui, ali, acolá,

explosões de cores balouçantes
inebriam a alma
do observador!
Suave brisa,
resvalando as folhas,
parece carregar
ânforas de perfumes
sobre a campina.
É primavera!
gargalhando flores,
transformando a natureza
numa tela multicor;
cujo matiz somente o
Grande Arquiteto do Universo
sabe pintar!...

domingo, 7 de setembro de 2014

BRASIL NO TEMPO

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

Brasil do passado,
Índios transpirando o verde das matas,
bandeirantes  buscando prata, ouro
europeus,  africanos, orientais
sonhando um lar em solo duradouro.
Torrão de nossos pais, de nossa  infância
transcorrida no campo e na cidade,
tempos difíceis de  pouco conforto,
mas  vividos com muita intensidade.

Brasil do presente,
A miscigenação o fez crescer
em culturas, diferenças sociais.
As indústrias o fizeram mais rico
despontou  no  cenário  mundial.
Porém nem sempre seu povo  é feliz.
pois muitas vezes alguns brasileiros
 só dão testemunho de desamor,
roubando, destruindo patrimônios
e até  o  homem que chamou de irmão.

Brasil do futuro
Na folha em branco podem ser escritos
nossos  anelos mais acalentados,
sonhos de sentimentos, os mais puros:
os cidadãos querem ser respeitados,
valorizados por dignas leis,
ver governantes mostrarem exemplos
de honestidade e priorização
aos interesses do bem comum.
Quando haverá “ o sol da liberdade”
a brilhar mais no céu da Pátria amada?
Se ocorrer a  transformação  total
o Brasil, nosso berço tão amado

será fértil celeiro do mundo e da Nação.

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz