Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

domingo, 28 de junho de 2015

Protesto em nome da família brasileira

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella


            Meio indecisa  quanto ao que vou dizer nestas” maltraçadas” , olho para o painel de fotos, bem à frente  de meus olhos, acima do computador.  Minha família ali está,  sorridente e serena, unida em dias festivos de comemorações, nas datas mais significativas de suas vidas. Aniversários, casamentos, nascimentos, as festas natalinas e os  “réveillons”, as apresentações dos pequenos nos eventos escolares e suas brincadeiras inocentes, enfim , um registro marcante de uma evolução familiar, apontando três gerações:  os papais, os jovens,   as crianças e os amigos .
Com  tristeza e preocupação maior, pergunto-me se  essa aparente segurança não está sendo estupidamente roubada pelos tsunamis de nossos tempos sombrios e avassaladores, e penso no futuro dessa geração. Os tempos  apocalípticos parecem reafirmar as profecias da “Grande Tribulação”.  Estaremos próximos do julgamento definitivo?  O Deus da Justiça e da  Verdade não dorme;  as ofensas, os desrespeitos, as profanações frontais ao Seu nome, aos símbolos sagrados que O representam, os crimes  e as aberrações  praticados  contra  Suas leis e Seus mandamentos, em violações que  agora atingem  crianças inocentes, induzindo-as a práticas e violações escabrosas ,como o que vimos na última  parada gay realizada em S. Paulo,  não ficarão sem resposta.  Será isto o princípio do fim?  Até onde querem chegar esses infelizes, com suas imposições e exposições grotescas e inadequadas, cujas opções sexuais não constituem a regra ? Para onde vamo, nesse festival de asneiras, distorções e inversões?
 Não me cabe o julgamento de ninguém, porém  me pertence o direito e o  dever de protestar contra o erro, em nome da família brasileira, e condenar o que me parece um atentado afrontoso e intolerável à dignidade humana em seus aspectos fundamentais, aquilo mesmo que diz respeito à genética e à antropologia, desde que o mundo é mundo, sem falar  no aspecto elementar da estruturação da família como núcleo de formação dos cidadãos no convívio social.
  O que se evidenciou nessa Parada foi a prostituição, em manifestações realizadas à sombra de uma luta por direitos que promovem a promiscuidade, a distorção, o desvio  comportamental, o mau exemplo, a exibição sexual indecente e clamorosa, onde o que é certo passou a ser  errado, onde a baderna quer substituir a ordem , a segurança, a serenidade, e sobretudo como agravo maior, onde as ideologias nefastas querem desmontar os princípios básicos e fundamentais que norteiam as sociedades. Não admira que, em meio a tanto descalabro e banalização da sexualidade, o índice de violência atinja os limites do insuportável e a criminalidade sexual já tenha derivado para os estupros coletivos e recentes, como  no Piauí, onde quatro jovens, entre 15  e 17 anos foram atacadas e amarradas brutalmente, estupradas e  atiradas de um penhasco de 8 metros de altura, sendo que uma das vítimas morreu.  Essas ocorrências estão a exigir um repúdio coletivo clamoroso de toda a população brasileira, de todos os pais de família.  É urgente um cuidado maior em relação aos filhos, àquilo que se propaga nos meios de comunicação, através de programas e novelas irresponsáveis, e  redes eletrônicas a serviço  de uma contracultura nefasta e perniciosa .E isto que os defensores do “vale tudo” chamam de caretice seria apenas uma reação muito válida e necessária a uma realidade  insuportável e destrutiva.

E o que dizer da chamada ideologia de gênero que se pretende introduzir nos planos municipais de educação? Sabe o leitor do que se trata? Em poucas palavras e,  resumidamente, tentarei  explicar. O nome pomposo, criado pelo Forum Nacional de Educação, pressupõe o esvaziamento do conceito de homem e de mulher, masculino e feminino, menino e menina.  É tudo neutro e comum. A identidade sexual e de gênero, segundo os “luminares autores”, deve ser fruto de uma opção, de uma vontade subjetiva de cada pessoa. Ela é quem deve escolher o sexo a que deseja pertencer. E esta escolha, é preciso frisar,   deverá ser fruto de uma experiência sexual precoce e promiscua em vista da formação do próprio gênero. Os fundamentos antropológicos objetivos da sexualidade humana, a corporeidade em todas suas dimensões, a natureza  biológica do ser, nada disso  conta, e a autoridade dos pais se esfacela nos quesitos de moral e de sexualidade, já que todas as crianças estarão submetidas à influência dessa ideologia. Bonito, totalitário e acaciano conceito, não é mesmo?  E viva a confusão, a desordem, o dedo perverso  do autor da mentira - o diabo, “ o Hermógenes, o dronho desumano- nos cabelões da barba”( do genial Guimarães Rosa), cujo intento maior  é  bestializar  homens e mulheres, no propósito final de dinamitar o mundo!!!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Recanto dos Livros

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda


A famosa frase de Margaret Mead: “Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas engajadas possa mudar o mundo, afinal, foi sempre assim que o mundo mudou”, define exatamente a transformação que ocorreu no antigo “sebão” do Lar dos Velhinhos pelo empenho de um casal com muita garra e vontade de ajudar o próximo.
João e Vera Nassif assumiram uma missão quase impossível. Acompanhei desde o início, quando começaram a revitalização do espaço para iniciar a venda dos livros e ajudar monetariamente o Lar, entidade tão carente de recursos. Um trabalho hercúleo, livros armazenados em caixas de papelão à espera de estantes, amontoados em pilhas imensas, num local inadequado, muito pequeno, mal iluminado e úmido. E todos sabemos que a umidade é inimiga dos livros.
Numa primeira fase, começaram a organizar os livros por títulos, assunto ou autor. Não era tarefa fácil. Os primeiros compradores vieram com seus filhos e vários deles se tornaram voluntários, vindo todo sábado ajudar. Tanto empenho foi reconhecido e um espaço maior e arejado foi cedido para o sebão, que depois de um consenso entre os colaboradores recebeu o nome de “Recanto dos Livros”.
O trabalho foi tomando corpo, recebendo muitas doações e a mudança levou alguns meses para ser efetuada com a ajuda desses voluntários, muitos estudantes. Depois da limpeza e todo acervo transportado, a difícil missão de catalogar, separar e arrumar nas estantes. E mais uma vez, a união faz a força e mais amigos foram chegando, muitos escritores dos grupos literários vestiram a camisa, inclusive, a escritora Leda Coletti doou uma biblioteca inteira que ela manteve por vários anos em Ipeúna. Rifas foram vendidas para adquirir mais estantes e finalmente, neste dia 13 de junho, João e Vera viram seu sonho se concretizar.
O Recanto dos Livros, um local aconchegante, tem mesas, cadeiras, e é cercado de frondosas árvores e pode-se ouvir o canto dos pássaros ao longe.
Agora é preciso manter e prosseguir com a empreitada. Livros vão sendo vendidos e é necessário renovar os estoques. Também estão à venda CDs, revistas, gibis e artigos de bazar com preços mínimos.
Convocamos a população de Piracicaba, sempre receptiva e disposta a ajudar, que compre e faça suas doações também, num saudável intercâmbio cultural.
Eu e a escritora Carmen Pilotto bolamos o projeto “Livro com Pezinhos” numa página da internet. Um livro é como uma pessoa, se não caminhar, pode adoecer. Parado numa estante embolora, pega poeira, ácaros, fungos, umidade, traças, e acaba “adoecendo” e seu destino final será a lata de lixo. Já o livro caminhante, que é lido, manipulado, arejado, fica saudável por muito mais tempo.
Todo mundo tem em casa livros que não usa mais. Crianças crescem e não querem mais saber das historinhas infantis. Adolescentes viram adultos, saem de casa para construir suas vidas e deixam exemplares que não tem mais utilidade, como os clássicos que acabam lendo apenas na fase de vestibular. Mas para outras crianças, outros adolescentes, seriam muito úteis. E há também o caso de pessoas que falecem e deixam imensas bibliotecas que nem sempre são utilizadas pelos herdeiros que querem se desfazer delas.
Doem livros, comprem livros, sejam voluntários. O Recanto dos Livros abre todos os sábados das 8h às 13h no Lar dos Velhinhos de Piracicaba.




quinta-feira, 18 de junho de 2015

Bendito Enfermeiro

Felisbino de Almeida Leme
Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Neto


Bendito enfermeiro,
Cuidando do doente.
Sempre fiel escudeiro,
Na dor, sempre presente.



Dedica toda a vida.
Com carinho e devoção.
Valente como chama ardida,
Lutando com o coração.



Sua presença é luz,
Divino companheiro.
Imagem plena de Jesus,
Bendito enfermeiro.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Aos namorados de todos os tempos

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella


 Não me acusem de pessimismo  quando, com sinceridade, proclamo que a energia extraordinária do amor , do amor que dá sentido à vida, já não vibra com a mesma intensidade, em razão de um crescente desencanto nos relacionamentos.
A febre consumista criada pela propaganda, gerou uma concepção de valores que teve grande influência nas últimas gerações.  A conquista da felicidade estaria em possuir quanto mais, e a mulher, de maneira inconsciente aderiu a este esquema, tornando-se , ela própria,  um objeto de consumo.
Nossos meios de comunicação, muito falhos, com raras exceções, não estimulam a boa leitura, a boa música, o lazer saudável, enfim, as necessidades fundamentais do ser humano no terreno espiritual, no sentido de  ajuda-lo e fortalece-lo contra o ritmo frenético e desgastante do mundo.
Quase tudo é feito  na base da alienação, da estridência.  Em qualquer festa familiar, nos bares e nas balada noturnas, o diálogo é quase impossível e a comunicação é gestual, porque o som ultrapassa os limites dos decibéis permitidos. A vodka, a cerveja e similares , para não mencionar as drogas mais pesadas, constituem elementos indispensáveis e naturais.  Os jovens que, desde cedo, não conheceram outras opções, consideram “caretice”, o contrário de tudo isso.  O gosto desvirtuou-se e a qualidade é ruim.
Não vai muito longe o tempo em que se aprendia, a mulher em especial, o comportamento social.  As boas maneiras vinham do berço, por meio do exemplo e da correção dos mais velhos ou até de professores especializados.  A postura, a elegância, o modo de falar, de andar, de dançar e de se conduzir à mesa, a arte de se escolher assuntos apropriados e o tratamento adequado eram exigências que, hoje, deram lugar à deseducação, ao desrespeito, à maneira relaxada.  E note-se que, não somente os jovens, mas também os “coroas” entraram na onda e apostam para ganhar.
Com tudo isso ocorreu um enorme desgaste.  Igualando-se ao homem nas atitudes, a mulher tornou-se desinteressante, abdicou da surpresa, do mistério, das sutilezas,  do encanto da feminilidade que a distinguia.  Sua conduta andrógina e sem qualquer recato inflacionou;  é ela  quem  procura , é ela quem  assume e toma as iniciativas.  Talvez seja esta uma das causas do crescente homossexualismo - o desinteresse estabelecido.
Será possível uma regressão?  A resposta, deixo-a para os que me acompanharam até aqui.  Gostaria de, num tempo bem próximo, desdizer tudo, e proclamar bem alto que jovens  na idade e no espírito, imbuíram-se da convicção de que a felicidade é muito mais do que um sonho;  é uma conquista feita de aperfeiçoamento e decisão.
Deus nos dá a cada um apenas a matéria prima.  Compete-nos, através  do esforço incessante, de um paciente trabalho sobre nós mesmos, trabalhar essa matéria, polindo, lavrando, retocando, embelezando, até que ela se torne uma obra-prima, não exterior, mas principalmente interior. Essa obra se chama uma nobre alma, um espírito versátil, passível de experimentar e merecer a verdadeira felicidade!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Convite - Inauguração do RECANTO DOS LIVROS


Inauguração neste sábado, 13 de junho, às 9h, das novas instalações do RECANTO DOS LIVROS, o maior acervo de livros de literatura, técnicos, religiosos, jurídicos, juvenis, infantis, enciclopédias, além de CDs e revistas, seminovos a preços vantajosos.
Toda a renda obtida na venda será revertida ao Lar dos Velhinhos.
O Recanto abre para venda e recebimento de doações de livros todos os sábados das 8h às13h.
O jornalista, radialista e escritor, João Umberto Nassif,  membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e da Academia Piracicabana de Letras e sua esposa Vera, estão à frente dessa empreitada com a ajuda de voluntários.
O Lar cedeu o espaço que foi revitalizado com a colaboração dos voluntários, recebeu a doação da escritora Leda Coletti, de uma biblioteca inteira de mais de mil livros. Mas ainda faltam muitas coisas e toda ajuda será bem-vinda.

Endereço: av Torquato da Silva Leitão, 615

(fotos Ivana Negri)

Vera e João Nassif


 Voluntários planejando ações


 Vista do espaço com os livros expostos em estantes doadas por colaboradores


Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz