Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Rio Doce (in memoriam)

(arte Paulo Coimbra)

Ivana Maria França de Negri

Era uma vez um rio... Doce, piscoso, de águas límpidas. E um povo que o amava e dele retirava seu sustento: água, peixes, e o utilizava como meio de transporte através de barcos e balsas.
Rodeado de vegetação abundante e rica fauna silvestre, era o orgulho dos povos ribeirinhos.
Mas um dia, uma tragédia de proporções gigantescas se abateu sobre eles. Rompe-se uma das barragens de dejetos de uma mineradora. E a sopa de lama e resíduos poluentes invade casas, igrejas, lojas, rios, nascentes, destruindo o que encontra. Como uma grande boca vomitando lodo e detritos, com sua língua pegajosa grudando em tudo e deixando rastros de destruição. O caldo grosso se locomove por quilômetros. Ninguém consegue deter a massa de lodo. Luta vã tentar contê-la. Animais marinhos, domésticos e silvestres sucumbiram aos milhares. A fauna das matas ciliares foi dizimada.
O pasto virou lama e o gado não pode beber a água barrenta e contaminada.
 Ambientalistas contabilizam que cerca de um trilhão de organismos vivos, incluindo vidas humanas, morreram no desastre.
A água potável passa a ser o bem mais precioso, todos implorando por uma garrafa do líquido cristalino para beber.
O vale colorido torna-se monocromático: tudo marrom, um rio de barro. Barqueiros olham o rio lamacento e lamentam. Lágrimas rolam em seus rostos marcados. O velho rio Doce vai ficar apenas na memória deles. Seus netos só saberão da beleza do Vale através de fotos, imagens e filmes.
Será que um dia esses lugares renascerão das cinzas como a lendária Fênix? Não dá para prever... Mas podemos esperar mais tragédias a longo prazo. Síndromes e doenças diversas, oriundas do contato com metais que estão se infiltrando no solo e poluindo as águas. Ninguém sabe o que podem causar essas substâncias tóxicas, os metais pesados. Só o tempo dirá!
A catástrofe vai caminhando, como uma centopeia, contaminando tudo. E o rio de lodo chega ao mar. O impacto ambiental é incalculável. Mais de 120 nascentes soterradas.
Vale do Rio Doce agora é o Vale da Morte. O cheiro de podridão que emana dos cadáveres insepultos é insuportável. Cidades inteiras foram dizimadas. Viraram  cemitérios de lama.
O que fizestes, Homo Sapiens???
Quem vai recuperar as águas doces? Quem vai trazer de volta à vida os mortos? Quem ressuscitará a rica fauna que abundava nesses locais?
Esse crime não tem perdão!
Que o Criador de todas as coisas tenha piedade de vós no dia do acerto de contas final.
E que o Rio Doce e suas cidades fantasmas “Requiescant in pace”.


(Texto publicado na GAZETA de Piracicaba em 25/11/2015)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Esquinas improváveis

 Carla Ceres Oliveira Capeleti
Cadeira n° 17 - Patrona: Virgínia Prata Gregolin 

Todas as cidades têm seus cantos secretos: ruas que se cruzam em momentos estranhos, lugares que surgem dependendo do estado de consciência de quem os encontra. Em Piracicaba, um desses espaços mágicos fica no cruzamento da Rosário com a Tiradentes. É uma pequena loja sem nome, com uma placa anunciando “Manuais, guias e tutorias sobre qualquer assunto imaginável”. Meu amigo Luís esteve lá.
Tinha que ser o Luís para descobrir uma esquina onde duas ruas paralelas se encontram! Acontece que ele bebe um pouquinho demais, gosta de escrever poesia, sonha acordado com frequência e, além disso, tem um punhado de parafusos soltos mesmo. Sua maluquice contagiosa afeta a cidade, que é louca por ele. A seu pedido, Piracicaba entrelaça suas ruas a seu redor, criando esquinas improváveis, como rede de proteção.
Quando a loja de manuais apareceu, Luís vinha de uma desilusão amorosa, a terceira do mês. Bebia e uivava pela rua, amaldiçoando essa “droga de vida, que vem sem manual de instruções”, essas “mulheres inexplicáveis do meu coração”. O jeito era morrer porque “Eu me recuso a viver num mundo sem manual!”, ele gritava. “Quero as regras do jogo agora! Agora! Ou desisto de brincar e pulo do tabuleiro da vida. Pulo direto pra frente de um carro.”
No cruzamento das paralelas, acenderam-se as luzes da loja. Um vendedor chamou: “Por aqui, poeta! Temos guias, manuais, mapas, tutorias, impressos ou digitais, sobre o mundo e muito mais. Tudo isso a seu dispor. Entre e leia, por favor!” Luís entrou e desapareceu da cidade por um mês. Ninguém sabia dele.
Bombeiros procuravam seu corpo no rio, enquanto Luís, sempre na loja, fartava-se de ler e descobria que os manuais, por melhores que fossem, jamais dariam todas as respostas a tempo. Os guias simplificados eram fáceis de ler, mas desconsideravam as inúmeras variações possíveis na vida. Coisas simples podiam ter regras simples, como “As Normas da Corda Bamba – Primeiros Passos”, livreto que ele, desafiadoramente, pediu para ver, quando ainda duvidava que o vendedor pudesse apresentar-lhe manuais sobre qualquer matéria.
Assuntos complexos exigiam manuais igualmente complexos, que levariam a vida toda para ler e outra vida para entender. Luís era inteligente demais para dedicar-se a um tema só. Leu sobre a vida, o amor, o possível, o impossível. Misturou tudo na cabeça. Leu sobre organização de ideais. Lembrou-se de perguntar ao vendedor quanto pagaria pelo acesso a tantas informações. “Quase nada, poeta”, respondeu o vendedor, “você paga com seu tempo. O tempo que você passa aqui lendo sobre a vida é descontado do tempo que lhe resta a viver. É bem barato para quem pensava em saltar na frente de um carro, não acha?”
Cheio de dúvidas, Luís preferiu sair da loja. Mal pisou na calçada, mudou de ideia. Tentou voltar para dentro. Não conseguiu. O estabelecimento desaparecera. Em seu lugar, estava um posto de gasolina abandonado.
Luís só conta essa história quando bebe. Apresenta, como prova, anotações incompreensíveis sobre um suposto manual chamado “A Física e a Metafísica da Corda Bamba”.




quarta-feira, 18 de novembro de 2015

UNDE MALUM

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
                
 UNDE MALUM
“(de onde vem o mal?: Sto Agostinho)”
Antonio Carlos Fusatto


Dor, assombro, indignação!...
Cabisbaixas, rostos sofridos,
contra palmas das mãos.


Qual rútilos diamantes,
                                               lágrimas passeiam pelas faces,
                                               e, maculam-se ao chão.

Soluçando baixinho e orando,
cada uma à sua crença individual...
Paris, cidade Luz! Vários eventos:
sicários extremistas provocam;
um triste final!...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Para onde?

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

               Recentemente, um amigo escreveu num desabafo: “Vou-me embora pro Butão”. E aí não sossego enquanto não busco informações a respeito. Bem, o Butão é considerado o país da felicidade. Diz o Google que “o Butão é um pequenino reino encravado aos pés do Himalaia e bastante fechado ao turismo. Ao norte, a gigantesca China e ao sul a superpopulosa Índia. É distante do Brasil. Poucas pessoas conhecem. Exótico. Feliz. País de tradições peculiares e muito isolado”.
               Não sei se eu gostaria de ir para o Butão. Desde menina, intriga-me uma música que até hoje gosto de cantar. Foi composta pelo baiano Dorival Caymmi e se chama “Maracangalha”. A letra é bem simples e diz assim: “Eu vou pra Maracangalha, eu vou / Eu vou de uniforme branco, eu vou / Eu vou de chapéu de palha, eu vou / Eu vou convidar Anália, eu vou”. E ele diz que se Anália não quiser ir, ele vai só.
               Vemos que, quando alguém mete uma ideia na cabeça de ir a algum lugar, se não houver quem o acompanhe, vai só mesmo. Contudo, é melhor ter companhia, a viagem fica mais segura a dois. Até biblicamente, devemos ir sempre aos pares.
               Mas e aí, Maracangalha existe de verdade? Afinal, para onde Caymmi iria? A música foi composta em 1957. Quanta gente a cantou! O lugar é um distrito do município de São Sebastião do Passé, na Bahia. O que haveria de tão especial em Maracangalha? E Anália? O chapéu de palha? Meros recursos da rima ou tudo isso faria parte de uma planejada viagem de amor?
               Houve um tempo em que a moda era dizer “Vou-me embora pra Pasárgada”, do poeta Manuel Bandeira. Onde ele foi buscar inspiração? Pasárgada era uma cidade da antiga Pérsia, atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no IrãMas o poema ficou famoso e tem uns versos assim: “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei”.
               Quando comecei a aprender violão, adorava cantar uma cantiga gaúcha: “Vou-me embora, vou-me embora, prenda minha / Tenho muito que fazer / Tenho de ir para o rodeio, prenda minha/ No campo do bem-querer”. Ah, o desejo de ir para algum recanto que nos faça sonhar!... Versos como “vou-me embora” povoam o imaginário de todos os poetas. Eu gostaria de dizer: “Vou-me embora pra Israel”, pois tenho um sonho de conhecer a Terra Santa. Gostaria de ficar por lá, ajudando os frades franciscanos a cuidar dos templos e locais sagrados.
               Contudo, sei que não irei para o Butão, Maracangalha, Pasárgada e tampouco para Israel. Há alguns anos, eu dizia: “Vou-me embora pro Campestre”, mas agora moro na cidade e o campo faz parte de um passado lindo.
               E Marte? Será moderno dizer “vou-me embora para Marte”? O que haverá por lá? O Google diz que Marte possui uma formação rochosa e parece haver água no planeta. O dia dura 24 horas e 36 minutos e o ano tem 687 dias terrenos. Em 1960, Sergio Murilo gravou “Marcianita”. Alguém se lembra? Na letra da música, em 10 anos estaríamos lá. Ainda estamos na corrida. Para onde

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Reminiscências de Piracicaba

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
                                                                                 
De repente... abri a janela de minha vida e deparei-me com o entardecer de uma existência sexagenária.
No horizonte, nuvens doiradas pelo sol do dia que finda, uma brisa leve passeia pelas folhas das árvores embalando-as suavemente, a fragrância das flores no ar, incansáveis colibris em harmoniosa coreografia bailam de flor em flor, sobre a relva, intensa revoada de insetos e, tendo como fundo deste cenário, céu azul anil.
Nesse devaneio, o pensamento vagueia pelo tempo e direciona a atenção ora para o passado ora para o presente, a alma estremece, vibra diante das recordações, a sensibilidade é mais forte que palavras e sons; traz-me à lembrança a piracema do caudaloso Piracicaba, cardumes de peixes tentando transpor o Salto, como brocados enfeitando o Véu da Noiva; a velha ponte do Mirante com passarela de madeira; a guarita do guarda da Sorocabana cheia de cestos e jacás de bambus, construídos entre uma passagem e outra da “Maria Fumaça”, como forma de passatempo e reforço de salário; o jardim da ponte com suas frondosas árvores quase engolindo o coreto; as pescarias noturnas no Salto do Piracicamirim dentro da ESALQ; as chaminés do Engenho Central, soltando fumaças negras voluteando no ar; as cerâmicas da Rua do Porto, contrastando com a densa mata ciliar e harmonizando-se com a Vila dos Pescadores. Ouço o inconfundível sino do bonde, tocado pelo cobrador a cada passagem recebida, o berrante ao longe anunciando a chegada de mais uma boiada com destino ao matadouro, as melodias das orquestras tocando no Clube Coronel Barbosa, o som ensurdecedor dos teares da Fábrica de Seda, na Vila Rezende, e da Fábrica Boyes, o apito do trem chegando às 22:00 horas na Estação da Paulista, a alegria da garotada ora brincando nas águas do cristalino Itapeva, ora jogando futebol com bola de borracha, bolinhas de gude, rodando pião, corrida de pega-pega; entre tantas outras brincadeiras.
As meninas brincando de roda e cantando canções folclóricas hoje quase totalmente esquecidas, pulando corda, amarelinha, entre outras.
De repente... volto ao presente: o velho Piracicaba, qual esqueleto leuquêmico, curvado sob o peso da poluição, carregando toneladas de resíduos.
O jardim da Ponte não mais existe, o negrume do asfalto contrastante com a alvura das edificações, todo o verde foi engolido... E a velha “Maria Fumaça”? O bonde? O troar das boiadas na ponte? O cheiro gostoso de garapa do Engenho Central? O bosque da Casa do Povoador, com seu murmurante regato? Os saraus dançantes com famosas orquestras? O encontro da boemia nas madrugadas, no Bar Bola Sete?
Das cerâmicas da Rua do Porto, somente altivas chaminés persistem no tempo, como dedos da natureza em riste, denunciando o homem por suas agressões nefastas.
Ah! Que nostalgia, que poder de juventude carrega meu coração; pulsa entusiasmo.
O tempo, na minha memória, vibra a emoção misteriosa das noites de luar, a estender résteas de pratas pelas árvores, telhados e o rio, os acordes de violões seresteiros nas madrugadas frias, bailes juninos nos terreiros, muitas vezes à luz de lampiões, as brincadeiras com busca-pés e os bate-papos até altas horas da noite.
Essas emoções ou ansiedades povoam o meu espírito, dando-me a sensação de que vivo perenidades.
Empolgado, o arrebatamento leva-me a cantarolar meio desafinado alguns boleros; enquanto irradima ainda mais minhas emoções.
O passado deixou saudade, nostalgia, há canções que machucam o coração, pela poesia e ritmo das notas musicais.
Como é interessante o subjetivismo humano!
Em meu peito permanece a nostalgia de ontem, o que será amanhã?
Recomponho na mente todo o itinerário percorrido nas asas do tempo, e sinto que, no âmago do meu ser, ainda palpita forte a juventude, ainda há um garimpo de energias vitais.
Minh’alma é um relicário guardando inúmeros papéis, sou mais um protagonista no belo espetáculo da vida, cujo palco é o mundo e o tempo interminável.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Saudade

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

            É uma caminhada que machuca. A morada dos mortos, aquele silêncio, apenas entrecortado pelo canto dos pássaros e o farfalhar do vento por entre os arbustos, leva-nos   à  única certeza, a da  transitoriedade, pequena para uns, mais longa para outros, porém sempre dentro  de limites que não nos pertencem.
            “Omnes símiles sumus”:  uma igualdade que deveríamos considerar, caminhando por essas ruas estreitas , ladeadas por túmulos suntuosos e humildes em que os mortos, de todas as idades, crianças, jovens, idosos, de todas as condições sociais, todos eles reduzidos ao pó, todos eles igualados em mesmíssima  situação.  Talvez se pudessem, teriam a nos dizer  muitas coisas, inclusive alertando sobre a melhor forma de nos conduzirmos entre os viventes.  Porque não  buscar o melhor que possuímos dentro de nós mesmos, e não trazer  essa igualdade, através do amor que expulsa  o ódio,  o apego exagerado  aos bens materiais, a avareza, a cobiça, a inveja, a mentira , a traição, a ingratidão, a perfídia, o conflito que leva à divisão, ao preconceito, ao crime , ao assassinato e às guerras, ao sofrimento e à pior de todas as mortes, a morte da própria alma? Se não sabemos nada, absolutamente nada, sobre o  que nos espera no próximo momento , qual o motivo de tanta sofreguidão, de tantos planos para o futuro incerto, de tantos esforços inúteis? Porque o Senhor  da vida não avisa quando vem  e pode surpreender , antecipando-se ou postergando a sua vinda.  E é muito bom que assim seja, e seria intolerável  se soubessemos.
            É claro que não podemos viver em função da morte, pois que a vida é bela e digna de ser vivida, mas é preciso ter presente a noção de que nada nos pertence por inteiro e que, como os pássaros e as flores, temos o dever de criar a harmonia  que une, que congrega, embeleza e ameniza.  Uma utopia ?  pode ser. 
            À sombra de um pé de murta ( e elas são numerosas nos cemitérios), ao lado do túmulo de meu filho , eu orei  e chorei..  Nem sei quanto tempo meditei e me detive sobre sua história tão entrelaçada com as histórias dos que ali vieram ter, antes dele.  Seus avós, seus tios, seu pai  que ele tanto amou, pois esse amor foi sua maior e mais bela lição .  Com todos seus rompantes que escondiam um coração doce e compassivo, meu filho foi surpreendido num momento inesperado, depois de vencer uma batalha  que a todos parecia quase  insuperável.   Batalha que vencemos juntos, através de uma ajuda recíproca que teve, certamente, a mão de Deus. Ele foi estoico, forte, corajoso e digno, uma presença marcante.  Humano e sensível , inteligente, espirituoso, dotado de uma arte que hoje escasseia- a da conversação entreverada de “causos “, principalmente da família e do avô paterno que venerava, sem deixar de enxergar as limitações, ele sabia narrar como ninguém, através da memória , da imitação e do jeito de acentuar o lado  jocoso.
            Hoje, longe de sua presença física, restou-me a recordação desses bons momentos , porque  os transes dolorosos, eu faço tudo para esquecer, inclusive a brutalidade  de um desfecho que jamais imaginei  pudesse atingir -me. Uma resposta que teremos a seu tempo.

Nesta manhã de céu muito azul, perfumada pela murta florida , ornada pelo canto dos pássaros que ali fizeram seus ninhos , uma saudade intensa  me une a tantos que também choram  seus entes queridos  e agora experimentam a paz dos justos. E para nós, pais e mães, surpreendidos numa situação inversa, a de sepultar seus próprios filhos, a certeza do reencontro prometido por Jesus Cristo! 

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz