Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ano novo, velhas profecias

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade
 Logo mais, estaremos iniciando um novo ano com as mesmas boas expectativas de praxe. Mas, neste ano que se finda, pudemos constatar que as mudanças climáticas e os inquietantes fenômenos da natureza estão ocorrendo a olhos vistos. O aquecimento global já se tornou um tema dominado pela maioria das pessoas, tão forte tem sido o apelo dos meios de comunicação.

    À medida que tais fenômenos se manifestam de forma assustadora, as chamadas “mensagens proféticas” relacionadas ao fim dos tempos intensificam o seu tom de urgência final, alertando para os acontecimentos dos próximos anos. É preciso muita prudência para com este tipo de matéria, uma vez que está relacionada também à espiritualidade.

    Assim, enquanto a Igreja se debruça cuidadosamente sobre alguns casos de “revelações particulares” para estudá-las, o povo de Deus sente-se cada vez mais atraído por muitas destas manifestações. Consta que há um bom número dos chamados “mensageiros” no mundo de hoje, recebendo, por meio do poder e da luz do Espírito Santo, palavras de aviso e de ordem quanto ao futuro da humanidade.

    Assim como o Senhor interferiu diversas vezes na história humana conforme relatos bíblicos, crê-se que estaria havendo, no atual momento, este mesmo tipo de fenômeno espiritual: as forças do Céu se abaixam para vir falar aos da Terra e comunicar-lhes alguns mistérios e segredos que estariam para se cumprir, dentro do nosso tempo. Tratar-se-ia de um grande derramamento da misericórdia divina, sobretudo visando à conversão da humanidade. Uma advertência, um aviso, designado como “correção da consciência”.

    É conhecido o fato de que, há três décadas, a Virgem Santíssima vem aparecendo em Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina, transmitindo ao mundo suas mensagens de amor e de paz. Nos anos 80, início das aparições, ela teria revelado 10 segredos a seis confidentes. Os estudiosos afirmam que as aparições da Virgem acenam para um “novo tempo”, procurando despertar em nós “um sentido de espera dos acontecimentos apocalípticos, para a humanidade e para toda a criação”.

    Em boa parte dos textos proféticos aparece uma pergunta crucial: “Vós estais preparados?”. A muitos confidentes é revelado o momento da “iluminação da consciência”, quando tudo parará e cada um verá a condição, o estado de sua alma. A Virgem diz: “É uma ‘antecipação’ do calor de Deus, para permitir que saibais quão preciosos sois, quão real Deus é, e como e por que fostes criados. Esta Luz é a Luz do Amor de Deus”.

    Tais promessas enchem nossos corações de fé e esperança, sobretudo neste vislumbre de um novo tempo em que povos e nações, abrasados pelo amor divino, superem as barreiras do ódio e da beligerância.

    Possam estes fenômenos místicos nos consolar, descortinando para nós o reino de justiça, amor e paz. E que neste novo ano possamos refletir com seriedade e espírito crítico sobre o nosso futuro na Terra.   

    Caro leitor, desejo um ano novo de muito amor, prosperidade, saúde e paz!

sábado, 26 de dezembro de 2015

Prece do ano novo

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

              Obrigada, JESUS!
            Na próxima 5ª feira, o ano velho se despede, para dar entrada ao novo... Mas o Novo já está aqui, o Novo é JESUS, o Novo é Deus! Obrigada Senhor da Vida, mil vezes obrigada pela tua vinda, pelo teu nascimento, pelo imenso e incomensurável valor dessa presença que nos trouxe o sentido do verdadeiro amor!
Obrigada, Jesus pela tua simplicidade! que me ensina a todo momento o despojamento, o desapego... a pobreza interior que abre espaços para acolher-te e fazer do meu coração a tua manjedoura... Tu, o Filho de Deus, quiseste nascer pobre e humilde, numa cidadezinha esquecida, a menor da Galiléia, para que aprendêssemos  que não sois um ídolo, desses que se apresentam revestidos do poder e das glórias do mundo. Sois Deus! Um Deus de carne: sua grandeza é a de uma frágil criança, de um bebê enfaixado que tem fome, que sente o frio e necessita do colo e do seio de sua Mãe... Dependente, sem riquezas, sem orgulhos... Sua casa é o presépio, aberto para todos que desejam acolhê-lo; seu berço é de palha... O Natal é todo dia... Toda vez que enxergamos aqueles, como tu, que vivem nos barracos, nos morros, nas áreas de risco, debaixo das pontes e dos viadutos, andarilhos pelas ruas das cidades, nas filas dos desempregados e nas mais diversas formas de exclusão. Contigo aprendemos a misericórdia... Mais tarde tu dirias aquela Palavra de grande sabedoria: “O Filho do homem não tem onde repousar a cabeça...
            Obrigada Jesus, pela tua luz! A todo momento eu te peço, não me prives dessa luz abençoada, dessa fé que  vislumbra o invisível, dessa fé  que fortalece, dessa luz que ilumina as trevas e a escuridão do mundo, dessa luz que conduziu humildes pastorinhos,  e anunciou alegrias, e brilhou tão intensa para os Magos do oriente  ao seu encontro. Encontro profético a selar para todos, uma revelação, a inteira manifestação, tanto para os escolhidos de seu povo, como também aos pagãos. Indistintamente, Ele é a luz dos povos. Quanta sabedoria nos presentes ofertados pelos Magos: no ouro, o que cada um possui; no incenso o que desejamos; na mirra o que realmente somos, com toda nossas misérias... Damos-lhe o pouco, para recebermos um tesouro. O Filho amado, que nos deu a própria vida... “Senhor que eu veja”, disse-lhe o cego, E Jesus lhe restituiu a visão, não sem antes arrancar-lhe a cegueira do coração...   
            Obrigada, Jesus pelo teu amor! quero acolhê-lo, meu Senhor e meu Deus! quero ser tua filha, quero merecer um pequenino lugar junto de ti, e aprofundar a tua Palavra, e vivê-la... a tua Verdade, a tua Justiça, e perseverar, para merecer o meu lugar...quero possuir essa capacidade, proclamada pelo Apóstolo João de me tornar sua filha, e contemplar a sua glória, plena de graça e de verdade. Aprendi, como Agostinho que fomos feitos para ti... Meu coração vive inquieto e andará inquieto, enquanto não te encontrar para repousar em ti e descansar  no teu amor. Neste amor, aprendi aqui na terra, a ser feliz, vendo-te em tudo: na tua criação admirável, nas árvores e nos arbustos que murmuram com o vento, com a chuva e fazem coro aos cantos dos pássaros que neles buscam seu pouso e seu abrigo;nas crianças, imagens  de tua inocência e simplicidade... Com elas aprendo  o valor da vida, o positivo, e todas as coisas maravilhosas e novas que elas ensinam a todo momento: na dança das folhas e das nuvens do céu, na magia do sol nascendo e se pondo, da noite chegando, no vôo dos pássaros em bandos, na música dos rios e dos mares, na forma de agradecer sempre, “brigado vovó, eu te amo, eu te adoro”, a cabecinha encostada no meu regaço, ou oferecendo-se para ajudar, “vovó, vamos trabalhar, fazer massinha?”  Com meus jovens aprendo ainda mais, toda a riqueza, todo o enorme potencial que possuem, apesar das roupas extravagantes, das unhas pintadas  de cores estranhas e das atitudes  muitas vezes  em desacordo com nossos padrões... aprendi a ver a beleza de suas manifestações de carinho com os mais velhos, a graça de suas tiradas inteligentes, a forma de participação nos cantos e nas leituras durante as festas do Natal...  muitas vezes eu pensei  ou disse o quanto eu os amo e vejo neles o presente desabrochando para um belo futuro! Muitas vezes eu tive vontade de dizer o quanto os acho belos, incríveis, sensacionais!
            A família de hoje, tal como deve ser, um grupo humano, onde há sinceridade e diálogo, com inteira possibilidade de superação dos desentendimentos, quando inspirada na Família de Nazaré. As transformações e as crises pelas quais possa passar,é na família que adquirimos os principais valores humanos e cristãos. Em Jesus, Maria e José temos o exemplo inspirador. É naquele Menino da manjedoura que adquirimos a exata noção de nosso compromisso e de nossa vocação verdadeira aqui na terra.
            Obrigada, Jesus por tudo isso que, constantemente, me leva a procurar-te e confiar em tua imensa misericórdia!...  
  

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Um Rei vem vindo

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade


   
    Um Menino nascerá de uma Virgem. “Como assim?”, perguntaria uma apresentadora de tevê. “Isso não tem lógica”. Mas na lógica de Deus tudo é possível. Até mesmo o nascimento virginal do Menino que vem ao mundo na realeza da manjedoura.

    Um Rei na manjedoura, como assim? Não somente a apresentadora faria a pergunta com perplexidade e ceticismo. Sim, as contradições, os disparates e os paradoxos de Deus deixam a todos constrangidos. Ele faz um Rei nascer longe dos palácios e das riquezas. Um pequenino que, na vida adulta, proferirá palavras de vida eterna.

    Um Rei vem vindo. Ah, os sábios adivinham que é o Menino da noite de Natal, quando os homens de boa vontade vão à igreja para celebrar Seu nascimento na missa mais bela. Bate o sino pequenino, sino de Belém. Canta toda a Criação, na espera deste acontecimento inefável.

    Um Rei vem vindo. Uma multidão deseja interpretar a outra vinda, aquela que começa com as taças flamejantes dos Anjos do Senhor e a justa punição para povos e nações. A vinda gloriosa do Rei da glória. Sobre esta deixo que pensem os corações.

    Quem já tem o Natal dentro de si sabe do significado do amor em toda a sua plenitude. Este Menino causa uma grande revolução. Sua chegada é sempre uma festa nas casas, nas ruas, nas celebrações com cânticos de alegria. Um Rei vem vindo. Para este Rei armamos o eterno presépio, a árvore, o pinheirinho lindo, e nossa alma se aperta ao infinito.

    Por que a chegada deste Rei é tão importante e celebrada? Ele mexe com o comércio e a indústria, com o governo e com as prefeituras, com o turismo, com o emprego temporário e a esperança das pessoas. Nenhum outro Rei tem o poder de manter lojas abertas até as 22 horas. Nenhum outro inspira tanto amor e tantos abraços, mensagens e presentes. Nenhum outro faz tantos amigos secretos. Nenhum outro move novenas nos lares e confraternizações.

    Há que se admirar a Sua realeza, o Seu poder e glória. Não há outro mais poderoso e mais nobre. Pequenino, no bercinho de palha, envolto em panos humildes, é visitado por reis que vêm de longe para conhecê-Lo. Quem é Ele, afinal? E por que queremos todos ser felizes no Seu natalício?

    A Ele dedicamos a nossa ternura, em clima de pura magia e encanto. Vive dentro de nós um eterno sonho de uma noite de Natal. Que esta noite magnífica, do mais profundo significado espiritual, vença as trevas dos tempos, o horror das barragens rompidas, a agonia dos pequeninos famintos, a fúria dos foragidos, a ganância das roubalheiras vergonhosas e as tragédias cotidianas em série.

    Que o feliz Natal esteja conosco para sempre. A data mais bela da cristandade nos reúna no abraço fraternal e sincero. Apesar de tudo, apesar da situação em que se encontra o nosso país, no mais grave dos impasses, vivendo uma crise política, econômica e moral.

    Um Rei vem vindo e é para Ele que eu canto em mais um santo Natal. A Ele louvo e dou graças. Ao Rei que vai chegar toda a honra e toda glória, agora e para sempre. Amém.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

NATAL

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
      

Na praça, festa de luzes,
mãos carregadas de pacotes e ilusão.
Crianças ricas ganham presentes,
crianças pobres, fome e decepção.!

                                   Dos pinheiros garbosos nas salas,
                                   descem festões multicores, em curvas graciosas.
                                    Aguardavam Menino Deus, com festas tão caras,...
                                   ao longe na capela, coral de vozes maviosas.

Lá fora, chuva fina persistente,
vento mensageiro, cansado de correr mundo.
Penetra pela fresta, som estridente,
sussurra ao pinheiro todo segredo oriundo...

                                   De repente, num repente tão gostoso,
                                   lampadinhas começam a piscar.
                                   Sininhos tocam festivos e garbosos,
                                   meia noite! Menino Deus vai chegar!

Noite maravilhosa, abraços, mãos que acariciam,
festões, bolas, presentes, risos crianças.
Anônimos meninos de rua, só presenciam!

É!... meninos de rua: só Menino Deus traz esperanças!...


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Aquele Menino..

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

Aquele Menino atravessa uma História de dois mil anos, conhecida pelo mundo inteiro...  E por ser a história mais bela, incomparável e real, gostamos de lembrá-la e repeti-la, especialmente nesse tempo em que os corações parecem revestir-se de mais suavidade, aquela que caracterizou a mais doce e luminosa das noites...
Aquele menino nasceu em Belém, pequena cidade da Judéia, ao tempo de um recenseamento obrigatório  em Jerusalém ...  Maria e José ali estavam, afim de cumprir a lei, porém  chegara o momento do parto e era preciso encontrar um lugar que os acolhesse...  Baldados todos os esforços, pois as hospedarias lotadas obrigaram-nos a buscar o abrigo numa estrebaria.  “Veio para o que era seu e os seus não O acolheram”...  Seu primeiro leito, um cocho, uma manjedoura onde comiam os animais...  Na noite fria, a respiração de um boi e de um jumento aqueceu-os na pobreza, no despojamento completo em que deveria vir ao mundo um Rei!...  Mas por quê tal opção?  Ele poderia ter escolhido um palácio, um berço de ouro, um séqüito a esperá-Lo, todas as glórias e as honrarias do mundo, indispensáveis aos poderosos...  Não! tudo devia acontecer assim, na simplicidade, como  resposta plena e indistinta para todos.  Pobres e ricos  deveriam acolher essa História, arquitetada por um Deus que enviava Seu Filho único ao mundo como um presente, o maior e o mais precioso! um presente do Amor que não tem invólucros e deve ser descoberto, inocente, incontaminado, reluzente!
            Quanta grandeza nesse despojamento! Um sinal de transformação!... Por toda a Galiléia, nas doces e luminosas margens do Tiberíades, pelos campos e  aldeias onde moravam os pequeninos... pelas cidades mais ricas e fortificadas, das muralhas, das torres e dos aquedutos; entre os bálsamos, os sicômoros, as anêmonas, os tamarindos e as amendoeiras em flor, os olivais e  os vinhedos a beira das fontes e dos vergéis , onde vinham cantar os pássaros...  em tudo havia um ar de esperança e de alegria, delicioso como o orvalho nos meses em que também cantam as cigarras anunciadoras!
            Nos corações dos simples pulsava um ardor inexplicável e o trabalho lhes parecia mais leve e mais fácil, a vida adquiria contornos tão belos que os pastorinhos, avisados do grande acontecimento pelos anjos, dançavam tocando suas flautas que ecoavam pelas quebradas dos montes, e apressados, repicavam o andar compassado de seus rebanhos...  Os velhos, sentados nos bancos de pedra às portas das choupanas, olhavam muito longe espreitando os caminhos, porque o coração, fiel e intuitivo, anunciava o novo...
              Então chegou a noite, maravilhosa e silente, da mais doce e terna reflexão...  O céu  recamado de estrelas brilhantes e incomparáveis era um luzeiro resplandecente! Nos caminhos, nos prados e nas montanhas, nas florestas dos aloendros e dos palmares a estrela maior, de brilho intenso, indicava o  caminho de uma gruta onde se abrigava toda a riqueza do céu e da terra unidos numa santa aliança...
              Aquele Menino trazia uma promessa que deveria desencadear toda uma revolução!...  Portador da Vida, Ele trazia a consolação e a salvação, anunciada pelo profeta milhares de anos antes; Ele trazia um novo envolvimento com Deus –Pai Criador que ensinava uma filiação mais terna, uma  fraternidade, antes desconhecida.  Éramos seus irmãos, e irmãos de nossos semelhantes. Deus feito carne estabelecia novos vínculos. Ele devia crescer e viver entre os homens, e operar maravilhas e milagres, e curar os doentes e ressuscitar os mortos, e trazer a esperança aos tristes...e restituir a muitos o verdadeiro sentido da vida...
            Quanto tempo levam os homens para enxergar, para descobrir toda essa imensa beleza!  E muitos nem chegam a descobri- la, envolvidos pelas confusões do mundo!
             Aquele Menino do presépio é o príncipe da paz e da doçura, da força e do amor, é aquele que vai dizer mais tarde:  “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis a paz que vosso coração tanto procura”(Mt 11, 29).
            Na estrada escura e sem saída do sofrimento, ao experimentarmos a mais lancinante de todas as dores, semelhante àquela experimentada por Maria ao receber nos braços Seu filho descido da Cruz... ante o peso enorme  que  parece o maior e  o mais insuportável  de carregar,  Ele se aproxima devagar... a princípio,  quando já experimentamos a frouxidão e o completo desalento...  Quase O sentimos, a mão apoiada em nossos ombros caídos, enxugando as lágrimas copiosas, e transformando-as em pérolas de oferendas...  Então, o vemos muito perto... Maravilhosa e doce presença, falando suavemente, ensinando a milenar lição contida no seu eterno e incandescente Verbo.   A Sua palavra de esperança e de amor, atravessando os tempos, a cada dia, a cada momento, mais renovadora,  mais atual e mais real!
"JESUS!  Permanece conosco!  São tantos os que Te  buscam e Te procuram! E necessitam de Tua misericórdia!  A noite dos tempos não tarda e o dia já declina...  Mas é  belo o alvorecer, coroado da mais enternecedora de todas as presenças!... "    




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

ESTRELA DE NATAL

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

                                                                                  Leda Coletti

No céu os anjos cantavam aleluia, para uma criança linda que nasceu nas terras de Belém.
Aproveitando a concentração dos anjos- grandes, o pequeno Rafael  saiu silenciosamente e pôs-se a voar na noite iluminada  por estrelas. Não contou a ninguém sua intenção. Queria fazer uma surpresa àquele menino que nasceu num berço improvisado numa manjedoura, rodeado de animais e humildes pastores.
Encontrando uma grande estrela no firmamento, acariciou-a tocando levemente suas pontas. Espantou-se ao vê-la tornar-se inteiramente luz. Resolveu que a daria de presente ao Menino- Deus. Com muito cuidado desceu até à Terra, até encontrar a entrada do presépio.
Sentindo suave claridade sobre o ambiente, Jesus abriu os olhos admirado. Ao ver o anjo-criança sorriu, estendendo-lhe os bracinhos para pegar a estrela que piscava em suas mãos.
Após adorar o Menino-Jesus, e oferecer-lhe a sua prenda, Rafael tratou de voltar para o alto, junto aos seus. Estava receoso de não achar o caminho de volta, pois só agora percebera o quanto se distanciara dos anjos grandes.
Surpreendeu-se quando viu à sua frente uma estrada luminosa, reflexo da cauda da estrela trazida por ele, que o conduziu até sua morada celestial. Sua alegria foi completa ao se reunir às legiões de anjos, para cantar hosanas ao Menino-Deus.
Até hoje a estrela de Natal continua a brilhar, toda vez que os homens deixam Jesus renascer em seus corações.



domingo, 6 de dezembro de 2015

Desrespeito à Flora e à Fauna

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco
                                                     
Em Gênesis (cap.1, versículos 11,25,27,31), vemos referências à criação do mundo. Primeiro, as plantas... “árvores que deem frutos sobre a terra, frutos que contenham semente, cada uma segundo sua espécie...” Após, alusão aos seres vivos, sobretudo os animais domésticos. Finalmente, Deus disse: “ Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”...e conclui que tudo que foi criado “ era muito bom”.
A natureza e tudo que nela foi criado, é presente maravilhoso que recebemos gratuitamente das mãos divinas. Para nós, homens, foi o dado o poder de por ela zelar, mantê-la em equilíbrio. O benefício dessa atenção, se demonstrada, só nos traria alegria e bem-estar. Digo traria, porque a nossa realidade é bem outra. Seja perto de nós, na própria cidade em que se reside, seja em outros pontos do país e até do universo, essa ordem divina não é obedecida. É só abrir as manchetes e constatamos o mal que é feito à flora e à fauna. Pessoas despidas de sentimentos nobres estão exterminando nossas florestas, permitindo que exploradores estrangeiros e até brasileiros se apossem delas. Os animais estão sendo banidos das matas e as espécies estão sendo exterminadas. Nas cidades e até no meio rural significativa parte dos moradores está abandonando seus animais domésticos em locais públicos, expondo-os aos mais sérios riscos, tornando-os candidatos a precoces e estúpidas mortes. Se não desejavam que seus animais procriassem, por que não tomaram as devidas providências? Gastam muitas vezes com o supérfluo e se esquecem (?) dos principais deveres de donos responsáveis: castrar, vacinar, alimentá-los e cuidar da saúde dos mesmos. Afinal, eles se alojam nas suas residências, daí serem chamados de domésticos, permanecendo a maior parte de seus dias nesses recintos, até mais que os proprietários. Muitos cães são os guardiões das famílias. E a fidelidade “canina”, o “chamego” de um gato amoroso não contam na convivência familiar? É tão gratificante sentir-se amado “de verdade” por animais tão especiais! Por que repudiá-los e permitir que se tornem animais abandonados? Quanta ingratidão para com esses seres que não têm voz para se defenderem! Deixo para reflexão uma mensagem de livro de minha autoria: “366 Reflexões do dia-a-dia”: Se os animaizinhos procuram oferecer-nos momentos de alegria e prazer, por que não retribuirmos esse toque de amor com outro toque de amor?

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz