Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

terça-feira, 29 de março de 2016

No Parque da ESALQ

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
                

Monólogo escrito por ocasião dos 100 anos da ESALQ
                                              Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”

Rebuscando meus alfarrábios, encontrei anotações, de um tempo não muito distante, uma das últimas caminhadas que o “destino” me permitiu fazer, pelo parque da ESALQ em busca de, vigor físico e harmonia espiritual.
Cenário deslumbrante!
Aqui, ali, acolá, estouros de cores balouçantes ao vento ameno. É primavera, gargalhando flores em toda parte, tornando a natureza um poema de bucólica beleza, um painel multicor que somente o Grande Arquiteto do Universo sabe pintar.
Sol em ouro escaldante, incendeia a terra, embora a manhã apenas começando.
Grande quantidade de pessoas divididas em pequenos grupos ou casais, caminham tagarelando pelo parque, indiferentes à misteriosa magia que as cerca, jovens estudantes, alegres e brincalhões, caminham para as aulas “num ritual cotidiano”, afinal estão vivendo a “primavera” de suas existências.
Inconstantes ventos tépidos, parecem carregar ânforas de perfumes sobre os vergeis, inundando tudo com a fragrância da estação. Céu azul, com nuvens gigantescas emolduram a paisagem multicor, onde flores jovens por toda campina, tremulam ao suave toque de audaciosos insetos.
Caminho mais um pouco; paro, observo, sinto a inconstância do vento, batendo em meu rosto como a segredar alguma coisa, tento entrar em sintonia com esta Egrégora Cósmica... Mais adiante, o velho e saudoso bonde, ainda bem conservado em seu “pedestal” no meio de um jardim.
O pensamento vagueia pelo tempo, e direciona a atenção para o passado: ouço seu ruído inconfundível sobre os trilhos da R. São João, sinto seu balanço, carregado de irrequietos e até irreverentes agricolões, revejo as normalistas do Normal Rural, em seus uniformes impecáveis, os calouros (bichos) caras pintadas, saltando dos estribos para fugir dos veteranos, e, ouço o sino tocado pelo cobrador a cada passagem recebida.
Estas recordações fazem vibrar a sensibilidade de minh’alma, tocam-na até o âmago. Recomponho a mente, e observo que não estou mais sozinho neste local pictórico; jovem nubente posa feliz para as câmaras de prestigioso fotógrafo.
Enquanto filhotes de pássaros chilreiam num ninho que balouça em baixo ramo, expondo a doçura da penugem que guarnece suas gargantas, do alto das árvores, trinado dos sabiás e arrulhos  das rolas, completam a sinfonia da vida aumentando a magia do parque.
Mais acolá, a antiga casa do diretor; hoje o bem cuidado museu da ESALQ, onde relíquias históricas da velha escola são conservadas com carinho e devoção quase religiosa. No lago à frente, a nostalgia profunda de uma solitária garça pousada à beira.
O tempo passa lento, continuo minha caminhada, a maioria dos habituais caminheiros do parque foram embora.
A grandeza majestosa das enormes árvores plantadas durante décadas por turmas de formandos, erguem-se para o céu em constante e silenciosa oração; lembrança viva daqueles que, aqui passaram...
A orquestra da natureza não pára; emite acordes sonoros, provocando neste uma emoção misteriosa, sou expectador e protagonista deste belo espetáculo de vida. Não muito longe, sob melodia inconfundível da cascata do Piracicamirim, bando de pássaros bailam pelas nuvens, formando desenhos no ar.
O bem cuidado parque da ESALQ Piracicaba é um santuário ecológico no coração da cidade.
Antonio Carlos Fusatto é membro da Academia Piracicabana de Letras, Centro Literário de Piracicaba e Clube dos Escritores.


terça-feira, 22 de março de 2016

MEU ANIVERSÁRIO

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior  


Nem sei quantos
Anos se passaram...
Só sei que vim
Caminhando feliz,
Aprendendo tudo o que quis,
Namorando entre plumas,
Perpetuando sempre o amor,
Acariciando os meus,
E me orgulhando deles,
Que são a minha prole!

Chorei pelas perdas,
Agradeci a Deus
Pelos ganhos,
Esperando, curiosa,
Pela renovação
Das minhas personas,
No palco eterno do infinito,
Tempo do qual
Só sabe Deus!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Lançamento da 12a Revista da Academia Piracicabana de Letras

 Palavras do vice presidente Cassio Negri abrindo a sessão
 Acadêmica Carmen Pilotto, primeira secretária da APL

Acadêmica Maria Helena Corazza falando sobre seu patrono Luiz de Queiroz
 Acadêmico Monsenhor Jamil contando sobre vida e obra do seu patrono e fundador da APL João Chiarini
Jornalista João Nassif, responsável pela edição da revista
Presidente da APL Gustavo Alvim
Joceli Cerqueira Lazier, coordenadora do Centro Cultural Martha Watts
 Acadêmicos presentes












terça-feira, 15 de março de 2016

Dia da Poesia, minha indignação!

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda

Há quase 40 anos o Brasil festeja em 14 de Março o Dia Nacional da Poesia, data essa, do nascimento de um dos maiores poetas brasileiros, senão o maior, Castro Alves.
Era um idealista que lutou ferrenhamente pela libertação dos escravos através de seus versos perfeitos.
Qual não foi a minha surpresa ao constatar que a presidente Dilma sancionou uma lei instituindo o dia 31 de outubro como “Dia Nacional da Poesia”, por ser aniversário de outro poeta, Carlos Drummond de Andrade, sendo que já tem oficializado o Dia do Poeta em 20 de outubro.
A celebração no dia 14 de março costumava ser celebrada em caráter não-oficial desde 1977, e havia até um projeto para que fosse oficializada, mas foi simplesmente arquivado e descartado.
Mas a presidente acatou o projeto sugerido pelo senador Álvaro Dias e sancionou a lei com outra data, ignorando a anterior que era comemorada no Brasil inteiro!
Péssima escolha, pois nesse dia já estão consagrados os festejos de Halloween, além de ser o Dia do Saci e também da dona de casa, da reforma Protestante, da Poupança, entre outros.
Fica aqui o meu protesto.
Para mim, 14 de março será sempre o Dia da Poesia!

domingo, 6 de março de 2016

Novo livro de poesias do acadêmico João Athayde


João Athayde autografando para os colegas durante reunião do Centro Literário de Piracicaba (CLIP)

 “Variações Poéticas sobre a Banalidade do Mal” é uma excelente obra para reflexão sobre valores éticos da atualidade.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A Paz e a Música

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

            A paz,direito inalienável das pessoas, não a temos. As guerras absurdas, inclusive de irmãos matando irmãos; atentados cegos e seus rastros de sofrimentos contra civis e pequeninos; atos insanos de jovens portando armas de guerra e metralhando crianças dentro das escolas; o desprezo e o total desrespeito á dignidade humana como o que vivenciamos em nosso país, onde se mata por uma conta de 7 reais, onde se mata no trânsito irresponsável, onde se mata pela opressão  e a corrupção! Em todos os setores de atividades em que o desrespeito, o egoísmo, a cobiça e a imoralidade, a exploração do mais forte contra o mais fraco prevalecem, há também uma outra morte. As relações humanas estão abaladas nas mais variadas dimensões, pois onde Deus não está, falta a justiça, a solidariedade, o respeito pela vida da pessoa e seus direitos. Direitos que abrangem também a vida em geral, os cuidados com a natureza, a criação e o mundo, nossa casa maior, a casa de toda a família humana e seu bem comum. O mundo está precisando de um choque de transformações, de formação, de espiritualidade, de culto á beleza e à sensibilidade.
            Somos nós, os ocupantes da terra, obreiros responsáveis pela sua construção  em todos os níveis do convívio social e humano, em todas as relações, sejam elas políticas, econômicas, educacionais, em todas as áreas religiosas, culturais, artísticas, no mundo da escola e da comunicação, onde proliferam as más notícias, os maus exemplos, os estímulos perniciosos ao consumo desbragado,os falsos ídolos,as relações  pessoais tumultuadas e sem objetivos, em que a sexualidade exacerbada ignora  os sentimentos e os princípios que fundamentam valores essenciais como a família,célula principal de uma sociedade bem constituída.No Brasil,salvo honrosas exceções, esta comunicação vai de mau a pior;  basta citar apenas o exemplo do confinamento vergonhoso, nos aspectos mais execráveis de uma invasão de  privacidade fora dos padrões normais, oferecida em horário nobre pela rede Globo, no reality show malfadado BBB.
Minha intenção era o de aprofundar o tema, e comentar outros aspectos de nossa realidade tão violenta, inclusive a da educação. E o leitor deve estar confuso quanto ao título e se perguntando: o que tem a ver a música com a paz?
A música é, sem dúvida, um dos mais poderosos veículos de encantamento;   ouvindo-a, em silêncio de oração,sentimo-nos dulcificados e os sentidos, aos poucos, alienam-se dos problemas, identificando-se com a beleza.
  Lang Lang, o artista chinês, considerado, aos 30 anos, um dos maiores pianistas da atualidade,foi menino precoce.  Aos 3 anos, assistindo a um desenho infantil que executava uma peça clássica, encantou-se e, a partir dai, não parou, estudando  5 horas por dia e vencendo todos os concursos em que se apresentou.
            Enquanto ouvia e via aquelas mãos mágicas deslizando sobre o piano ( piano que mais parece um prolongamento de seu próprio ser), para uma platéia numerosa e totalmente  siderada  na comovente beleza das sonatas de Beethoven( as de no 3 e a Appassionata), veio-me um pensamento insistente, o da beleza,de que só ela pode salvar o mundo e trazer a paz, como bem afirmou o grande escritor russo, Dostoievski.
        Creio que é o momento de nos interrogarmos se nossas buscas não estão em direções erradas; se não precisamos reconquistar os espaços da sensibilidade que trazemos desde os mais tenros anos, na capacidade de olhar, ver, ouvir e sentir como a criança para quem tudo é novo, e se sustenta numa incrível lógica de paz, de amor e de convívio, que nós, a medida que passam os anos, vamos deixando para trás e substituindo pelos artifícios mundanos?
     Na segunda parte de sua apresentação, Lang Lang  executou  uma outra jóia  de I. Albeniz, Ibéria, Livro 3 (Evocação, Porto e Festa de Deus em Sevilha). Nesses momentos de uma abstração que leva ao infinito, julguei desnecessário e grosseiro qualquer alusão contrária ao meu encantamento. Um extra de Chopin, o famoso Estudo no 1, sedimentou minha decisão de não falar  em violência, chacinas, atentados e guerras, em face da  verdade  absoluta  da arte e da beleza, verdade que devemos buscar com mais intensa e denodada razão e urgência!

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz