Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

I FLIPIRA - Festa Literária de Piracicaba

FLIPIRA
30 de outubro – Domingo
Programação:

10h às 17h  Tenda Recanto dos Livros
Feira do livro do  Recanto dos Livros
Renda destinada ao Lar dos Velhinhos de Piracicaba
 Livros em boas condições serão vendidos ao preço de R$3,00, R$5,00 e R$8,00

10h às 17 h  Biblioteca do Casarão do Turismo
Exposição com acervo literário do escritor Carlos Drummond de Andrade.

10h às 17h   Tenda infantil FLIPIRINHA
Interatividade da criança com o universo literário
Espaço lúdico desenvolvido pelo espaço de eventos LEQMOLEQ

10h às 17 h  Tenda Infantil FLIPIRINHA

Projeto Livro com Pezinhos – com as escritoras  Ivana Negri e Carmen Pilotto
Troca de livros infantis e gibis.

10h  Espaço Contação de Histórias
Com as contadoras  de Histórias Graziela Angelocci e Maria de Lourdes  Sodero Martins

11h Palco  - Sarau Literário Piracicabano
Tributo a Carlos Drummond de Andrade
Declamação de poemas de poetas de Piracicaba
Música com Patrícia Aguiar e violão - Um tributo a Vinícius de Moraes

13h Espaço Contação de Histórias

Contadores de Histórias Madalena Tricanico e Evair Sousa

13h Biblioteca do Casarão do Turismo
Roda de conversas de pais com Fellipe Cimeni Mendes

14h 15 Biblioteca do Casarão do Turismo
Bate papo sobre publicidade e alimentação infantil com  a cientista de alimentos Alessandra Defavari

14h30  Tenda Infantil FLIPIRINHA
Xadrez infantil com Fellipe Cimeni Mendes

14h30 Palco
Apresentação com  Elson de Belem - "Do cênico à reflexão”

15h Apresentação Musical
Com Marcos Moraes e Thereza Alves

15h30  Palco
Sarau -  Tributo a Carlos Drummond de Andrade.
Música: Patrícia Aguiar e violão
Espaço aberto para declamação

16h30  Palco
Dança e Performance da Casa do Hip Hop

17 h  Encerramento





Livros infantis na FLIPIRINHA
 Apresentação do Projeto Livro com Pezinhos
Dê um nome para a Centopeia mascote do Projeto e a melhor sugestão vai ganhar um brinde!

sábado, 22 de outubro de 2016

Convite da SEMAC para inauguração do Quiosque Literário

A inauguração será dia 29 de Outubro às 9h30 na área de lazer do Parque da Rua do Porto onde se localiza o Quiosque Literário, com homenagens à escritora dos colegas do CLIP, do GOLP e da APL

PROJETO DE LEI Nº  083/16
Dispõe sobre denominação do Quiosque de Leituras no interior da Área de Lazer do Parque da Rua do Porto, localizado na Rua Alidor Pecorari, neste Município.


Art. 1o Fica denominado de MARIA EMILIA LEITÃO MEDEIROS REDI - Cidadã Prestante, o Quiosque de Leituras no interior da Área de Lazer do Parque da Rua do Porto, localizado na Rua Alidor Pecorari, neste Município.
                                                                                        

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala das Reuniões, 21 de março de 2016.

  
(a)Pedro Kawai

Justificativa


A presente propositura tem por objetivo homenagear a memória da Sra. Maria Emília Leitão Medeiros Redi, cidadã prestante.

Portanto, propomos a presente propositura com vista a manter o nome de “Maria Emília Leitão Medeiros Redi” na história de Piracicaba e na lembrança junto aos familiares e amigos. Nesse sentido, contamos com os Nobres Pares para a aprovação unânime deste projeto de lei.


Currículo de Maria Emília Leitão Medeiros Redi


Professora de história, Maria Emília Leitão Medeiros Redi nasceu em Piracicaba (SP), em 25 de maio de 1951. Foi casada com o agrônomo Darcy Camargo Redi, com quem teve duas filhas: Maria Fernanda e Maria Carolina.

Começou a se dedicar à cena literária após sua aposentadoria, em 1998. Publicou o primeiro livro, voltado ao público infantil, em 2005, intitulado Memórias de Susy – Uma Cachorrinha Corajosa.

Depois vieram Quando o Jardim da Minha Alma Floresceu por Inteiro, livro de poemas, e Quatro Contos em Quatro Cantos, em parceria com Leda Coletti, Ivana Negri e Carmen Pilotto. Maria Emília fez parte de vários grupos literários, como o Golp (Grupo Oficina Literária de Piracicaba), Clip (Centro Literário de Piracicaba) e Clube dos Escritores de Piracicaba, além do Sarau Literário Piracicabano.

Na Academia Piracicabana de Letras, ocupou a cadeira de número 38, que pertenceu ao professor Elias de Mello Ayres. A escritora e poetisa faleceu no dia 29 de abril de 2011.

Sendo assim, a presente propositura visa homenagear os familiares e amigos, contando com a aprovação unânime da presente Lei pelos Nobres Pares.



                                                         

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O velho doutor


Cássio Camilo Almeida de Negri

O médico aposentado estava sentado na cadeira da cozinha, braços apoiados na mesa, e a sua frente, uma caneca de café com leite, que bebericava vagarosamente e na qual amolecia as torradas que comia.
Enquanto mastigava sem pressa, os pensamentos borboleteavam na mente do velho doutor.
Lembrou-se que no início da carreira ainda dava toda atenção ao paciente, conversando bastante, colhendo informações valiosas para o tratamento, palpando, tocando com as mãos, toque este que parecia fazer parte da cura, como as mãos divinas do Cristo a curar o lázaro.
O tempo foi passando, a tecnologia crescendo, veio a ultrassonografia, a tomografia computadorizada, a era digital e o paciente foi transformado em um numero:
- É o paciente do leito trinta da pediatria do pavilhão dois, diziam no hospital, não era mais o Joãozinho.
Não que a tecnologia tenha sido má, pois descobriu muitas doenças quando ainda tratáveis. O problema é que a tecnologia é mal usada, devassou os meandros do corpo e encobriu as belezas da alma.
Lembrou-se também da pressa. Quanta pressa tivera na correria do dia-a-dia indo do consultório ao hospital, aos plantões e aos vários empregos. Nem tivera tempo para si e para sua família.
Tinha tanta pressa que o tempo também acelerara. Os filhos cresceram tão rápido, nem pôde levá-los no primeiro dia de aulas, nem na primeira comunhão, quantas vezes prometera ensinar a andar de bicicleta...tantas que acabaram aprendendo sozinhos. E a casa de bonecas no quintal, que nunca construiu?
Vieram os netos e tudo se repetiu.Cresceram e ele nem percebeu.
Até o gato, quando vinha se aconchegar ronronando ao seu lado, era espantado,pois o doutor não queria pegar toxoplasmose e muito menos ser atrapalhado em seus estudos quando estava de “folga” em casa.
Agora em seus noventa anos, estava ali sozinho, pois a esposa já falecera, os filhos e netos há muito haviam voado para fora do ninho e assim como ele nunca sentira suas faltas, também não sentiam a falta de um velho esculápio tomando café com leite e torradas. Por sua mente vieram versos mal lembrados de Drummond:
- E agora, doutor
A festa acabou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora, doutor
Pra onde?
Comeu mais um pedaço de torrada e café com leite.
Agora, sem pressa, tinha todo o tempo do mundo, mas não tinha mais o mundo para preencher o seu tempo.
Pensou que tudo o que aprendera em medicina, também não significava mais nada, tudo estava ultrapassado, o novo conhecimento substituíra o antigo.
Empurrou a caneca de café com leite para o lado, colocou a testa sobre os braços cruzados em cima da mesa e assim ficou até que duas lágrimas rolaram pela sua face.
A vida fora em vão...
Sob a forma de uma borboleta azul, um pensamento aos poucos veio se aproximando, titubeante, mas foi crescendo, até iluminar sua mente como um clarão multicolorido. A borboleta se transformou naquela pacientezinha de quatro anos que há mais de sessenta anos não pudera salvar, e que em seus últimos momentos beijara-lhe a face e derramara algumas lágrimas, tocado que fora pela compaixão.
Sorriu, montou nas asas da borboleta, deixou seu casulo e voou, voou até desaparecer no horizonte da vida.

domingo, 16 de outubro de 2016

Proposta para inscrição na Academia Piracicabana de Letras

A Academia Piracicabana de Letras abriu inscrições para novas vagas.
Os interessados devem preencher a ficha e entregar para membros da diretoria


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CACOS DE VIDRO

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior  

Elda Nympha Cobra Silveira

Onde está essa minha alma tão apregoada?
Dizem que ela existe,
 Mas eu não sei mais nada...
Uma lâmpada apagou e
 Percebi quão efêmera é a minha vida
Se apagar o tônus que a conserva
Nada tenho de reserva
Apenas a vontade de ficar iluminada e
Serei um dia como lâmpada apagada.

Então por quê?
Digam-me por que sentir
Orgulho apego e ego exacerbado?
Se tudo que deixar aqui,
 Não será mais meu?
Parto com mãos limpas e vazias
Mas espero levar a alma
Cheia de alegria
.Esperando retornar e ...
Encontrá-lo, você e eu.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O PORTÂO

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior  

Um portão foi colocado como se fosse um vigia na entrada de uma mansão, num bairro residencial paulistano bem no centro da cidade. Era todo de ferro fundido com arabescos, onde se destacava em dourado o monograma do proprietário. O portão tinha muito orgulho do seu trabalho. Através dele podia-se ver um lindo jardim cheio de primaveras, prímulas, agapantos, alamandas, derramadas nos caramanchões e passeios circundados de amores-perfeitos.
Quando os donos, Carlota e Adriano se casaram, o portão se escancarou totalmente para dar passagem ao carro dos noivos apaixonados. Aquela mansão transbordava de felicidade, ainda mais quando nasceram os filhos Mauro e Gaby. Os pássaros no jardim cantavam mancomunados com aquele idílio, os arbustos e flores se abriam alegremente quando alguém passava, porque naquele lugar havia uma aura de felicidade.
O portão não tinha sossego, pois era um tal de abrir e fechar constante para os dois  jovens e seus amigos, que chegavam para nadar na linda piscina, jogar xadrez ou festejar seus  aniversários. Mas eis que num dia funesto o portão teve que se abrir para dar passagem a um carro fúnebre, pois Adriano, acometido por um infarto fulminante, apareceu morto na beira da piscina. Ninguém mais naquela mansão entrou ou saiu sorrindo como tantas vezes ele chegou a ver. Passavam taciturnos e Carlota quase nem saía mais, só ficava sentada num balanço, perdida em suas recordações do amor constante do casal. De como viviam um para o outro, se compreendiam apenas pelo olhar, prescindindo de palavras.
 Mas a tristeza dominou a tudo e a todos, pairando no ar e empanando a paisagem. As heras começaram a dominar as paredes externas da casa, entravam por todas as frestas,  como que procurando a família dentro da casa, pois elas não eram mais cuidadas. Até o portão já rangia, como num lamento e não havia mais possibilidade de ter empregados pela crise financeira que se abateu sobre aquela família. Os filhos foram estudar na Europa e por lá ficaram deixando sua mãe triste e solitária.
Os anos se passaram e Carlota se despede da vida e um outro carro fúnebre passa pelo portão levando sua patroa para sempre. Dos muitos amigos que tinham, poucos vieram se despedir dela. A mansão foi vendida pelos filhos, antes que ela se depreciasse ainda mais. O portão agora era obrigado a se abrir para pessoas que só entravam para negociar, pensando apenas em dinheiro,  a mansão se transformou num Banco Europeu.
O portão foi pintado, reformado e mudado o monograma com o nome do Banco e lá dentro tudo se transformou, tudo moderno e bonito, mas frio, impessoal, sem espiritualidade, sem flores, sem gritos de crianças, sem animais latindo, gatinhos subindo em árvore e amigos rindo e festejando. Só útil, sim... apenas útil. Assim o portão deve ter pensado: Vou continuar me abrindo e me fechando, mas até quando?
Vários anos se passaram e o Banco Europeu começou a passar por problemas que não se esperava, a guerra embora fosse fora do Brasil abalou as estruturas econômicas e comerciais e não havia lastro para honrar compromissos com os clientes do Banco. Antes que precisasse fechar, Mauro, filho de Adriano e Carlota, gerente do Banco na Europa é designado como Presidente do Banco Europeu no Brasil.

Mauro, ao chegar, se lembrou de todo seu passado naquela mansão e agarrando com mãos fortes o portão falou:- “O bom filho à casa torna.”

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz