As noites são frias.
E as lembranças esquentam o coração.
Os caminhos sem volta,
Voltam, se a gente quiser,
Pois o tempo parece querer voltar
Para cobrar o que não teve.
E assim ficam sozinhos,
O tempo e os amores sem destino.
Para mim importa, porém, que no frio das noites
E dos amores perdidos
Eu possa mergulhar dentro do mar
Dos teus olhos verdes.

Ainda é dia, mas tudo parece anoitecer.
A flecha que entra no coração tem sangue,
e já não se sabe mais se arranhou apenas,
ou partiu ao meio o que já não tinha mais tempo...
Negar duas vezes numa mesma vida
é perder a própria vida sem saber mais para onde ir.
Vem a noite escurecendo o dia das almas perdidas,
e, frios, os mortais não sabem como agir...
Amar a mais tem que ser demais, e dar o perdão
é arriscar na contramão, mas, quem sabe,
talvez lhe diga um dia, que a noite descobriu
o rumo certo, no encontro de nossas mãos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário