Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Antonio Carlos Fusatto
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto



Seguidores

domingo, 26 de maio de 2019

Banalização fotográfica



Edson Rontani Junior 
Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida

Recentemente, numa sala de espera, uma pessoa manuseava seu smartphone fotografando algumas cenas que por nossa frente ocorriam. Na piscina de um clube, duas jovens abusaram dos selfies, de forma frenética, como se a câmara fosse um brinquedo de outrora.
O mercado lançou smartphones de uma forma tão absurda que acabou criando o efeito da banalização fotográfica. Não que isso seja errado. Ter acesso aos avanços tecnológicos é uma situação inevitável e a popularização da fotografia nos  remete  à instantaneidade  tão  almejada pelo homem.
Desde  que  lançada,  a  fotografia  exigia  habilidade, conhecimento, dinheiro e utilização de máquinas grandes e pesadas. Vale lembrar dos lambe-lambes e das máquinas fotográficas tipo “caixão” com lente reflexiva.
A máquina fotográfica virou opção de “bolso” já nos anos 60, mas se popularizou nos anos 70 e 80 com as nostálgicas Instamatic da Kodak com flashes descartáveis que conseguiram iluminar quatro “poses”. Ainda nos anos 70, a instantaneidade veio com a máquina Polaroid. Fotografar e revelar na própria máquina era algo fantástico. Cabe lembrar que a fotografia antiga, ainda revelada em papel, demorava dias para que nos fosse entregue, uma vez que o negativo era levado à loja, passava por processos químicos,  ampliado e depois devolvido. Até tempos atrás era possível assistir este processo das vitrines de uma loja do Shopping !
A  fotografia,  desde  sua  criação,   pelo  longínquo ano de 1826, sempre foi um artigo de luxo. Era acessível a poucos. Sua popularização no Brasil veio pela família real através de Dom Pedro II. Materiais para fotografar e revelar viajavam de navio, da Inglaterra ou da Alemanha. Foi Dom Pedro quem importou as primeiras máquinas e financiou a vinda de profissionais europeus como Marc Ferrez ou Louis Compte.
A princípio, a ideia de preservar aquele instante para o futuro era algo mágico. Houve até quem dissesse que a fotografia roubaria a alma do fotografado. Sim. Falou-se até que aquilo era bruxaria.Antigamente, a foto era feita ao ar livre, para aproveitar a luz natural. Não era permitido mexer, pois qualquer movimento borraria o retratado. Daí a questão de aparecermos sérios nos documentos de identificação. Não há lei que nos proíba de ter uma foto sorrindo no RG, o que existe é um tabu criado pelo “olha o passarinho e não se mexa!”.
Fato curioso são as “mães fantasmas”, encobertas por mantos escuros segurando fi lhos para não borrar a fotografia, já que eram necessários incansáveis segundos – ou até minutos – sem respirar.  Fotógrafos chegaram a ser coadjuvantes de luxo ao lado das debutantes e de jovens noivos. Os álbuns demoravam para serem ampliados e revelados, angustiando as famílias. Porém, um álbum sempre foi motivo para reunião familiar. Quanta gente não se reuniu ao redor de um deles para juntos ver as fotos, após a macarronada de domingo ? Este, aliás, é outro hábito que caiu em desuso.
Piracicaba teve inúmeros profissionais que defenderam e defendem esta arte, entre os mais contemporâneos que   partiram  Isolino  Nascimento,  Henrique  Spavieri, Diógenes  Banzatto,  Lacorte,  Cícero  Correa  dos  Santos... Quantas  lojas  também  nos  ajudaram  a  manter  a  magia, com  suas  revelações?  Bischof,  Budasom,  Cantarelli,  Iris Jetcolor, Outsubo...Se pegarmos fotos do século 19, notamos que um dos principais adereços dos “retratos” estava um livro, símbolo da sabedoria, ícone de que o retratado era de uma casta privilegiada, pois o ensino ainda não era obrigatório no país, ou seja, acessível a uma pequena minoria. Hoje a máxima  empregada no Facebok: “um dos primeiros astronautas ao pisar na Lua tirou com muito custo sete fotos; adolescente foi ao banheiro do shopping e diante do espelho ... tirou 47 fotos fazendo biquinho !”.
Não há bastão de selfie que nos salve !


sábado, 18 de maio de 2019

O PRÓXIMO SUSPIRO



Luciano Verdade
(À Denise Dedini)

Não te amo pela paisagem da Toscana
ou por Paris
que estarão sempre lá esperando por nós
como num filme.
Não te amo tampouco pela sinfonia do amor
de algum compositor
tão clássico ou romântico quanto possa ser o amor
– ainda que Paris ou Piazolla tornem meu amor mais claro.
Não te amo pelas crianças
que gritam ou choram
quando sobrevivem
ou pelas que se aquietam
realistas, modernas, mas mortas
nos noticiários de um mundo
que ainda teima em ser apenas clássico ou romântico.
Não te amo pela terra,
o vento, a água e o fogo
ainda que eles sejam parte de mim
e eu deles.
Te amo pelo oxigênio que vou respirar
no próximo minuto
pelo suor dos meus poros
pela próxima batida do meu coração.
Não pelo que fui ou sou
mas pelo futuro próximo
do que serei, já sendo
assim que o pensamento termine.
Te amo pela próxima refeição
pelo próximo nascer do sol
pelo único sentido da vida
pelo átimo de segundo
em que a vida ainda não é nem passado nem futuro
pelo futuro real quase presente
pelo presente efêmero quase passado
pelo passado eterno e vazio
quase sem passado.
Pelo vir a ser imediato,
quase sendo.
Mas que só é, de fato, se você estiver presente.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Pincéis e tintas




Lídia Sendin

Você é tela branca em que se pinta,
A sua arte é você quem faz,
Em suas mãos estão pincéis e tinta,
Misture as cores como for capaz.

Retoque e mude tudo até que sinta
Que em cada cor a forma é veraz,
Porque não é preciso que se minta
Quando na obra o ser se mostra audaz.

A arte é sua, esqueça preconceitos,
Se a tela for redonda pinte o mundo
E entre nele num mergulho em cor.

O que importa sempre é o seu jeito:
Na cor amena ou no tom profundo,
O quadro mostrará seu esplendor.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Mães e outros tais quais...

(Arte Luzia Trabold)


Lídia Sendin

A vida de quem cuida tem raiz
Tem a seiva que nutre suas folhas.
Quem cuida dá abrigo e é a nutriz,
Tem sol, vive na luz da boa escolha.

Pode ser mãe, avós, tia ou babá,
Pode ser tio, papai ou um irmão...
Precisa ter amor, encaminhar,
Precisa ter paciência e coração.

Quem cuida tem um dom, uma centelha,
E um dia deverá soltar ao vento
Sua cria, que em seu amor se espelha,
Carregando o maior dos sentimentos.

E no adeus seus cuidados serão flores,
Suas mãos guardarão doces carinhos,
E olhando para seus novos amores,
Saberá que estarão no bom caminho.


segunda-feira, 6 de maio de 2019

Oração pelas Mães



                                                                       Leda Coletti

Gosto das orações espontâneas.  Hoje vou orar pelas mãezinhas do mundo inteiro.  O dia das mães se aproxima e, embora em todos os dias devam ser lembradas com carinho, nesse dia oficial do calendário (na realidade mais comercial), nós oramos por todas.
-Pai, que está no céu e em toda parte, protegei as mães bem amadas, mas, sobretudo as esquecidas pelos filhos.
Protegei as que têm condições materiais para oferecer uma vida física e social digna aos seus filhos, como também as que não possuem sequer recursos para o pão de cada dia.
Protegei as de diferentes raças e nações, para serem aceitas nos grupos em que convivem e mostrem que o amor de mãe é voltado para o bem-estar da família, seja em que parte do mundo estiver.
Protegei as mães que não geraram filhos, mas são mães do coração, sejam recompensadas através do carinho, respeito pelos filhos adotados.
Protegei as mães que por limitações pessoais (doença, trabalho, separação de cônjuge) não conseguem se dedicar com zelo e amor aos filhos, sejam compreendidas e não criticadas.
Protegei as mães das diferentes etnias, crenças, jovens, adultas, idosas e anciãs, que não são tratadas c com igualdade e justiça social, para que os governantes cumpram as leis das quais são merecedoras.
Protegei as mães passageiras que contribuem com a família na instrução e formação das crianças e adolescentes nas diferentes instituições sociais e religiosas, para que continuem a semear o Bem, possibilitando torná-los conscientes e responsáveis  cidadãos do futuro.
Protegei as nossas mães presentes e ausentes. Muitos de nós não a temos presente fisicamente, porque já fazem parte da morada dos céus, mas elas continuam nos nossos corações. As mães não morrem nunca para um filho reconhecido. Para elas nosso eterno afeto e gratidão.
. Queridas mães, seres benditos, quase divinos, sinônimas do amor maior, verdadeiro. O mundo não existiria e nem teria sentido sem vocês.
Ao Senhor o nosso agradecimento  por ter criado a mulher e a ter dotado desse amor do tamanho do mundo. Que todas se sintam amadas e abençoadas pela Nossa Mãe do Céu.



terça-feira, 30 de abril de 2019

Academia de Letras empossou novos membros

Luciano, Lídia, Carmelina e Elisabete

A Academia Piracicabana de Letras empossou quatro novos membros. Carmelina de Toledo Piza, Elisabete Jurema Bortolin, Lídia Varela Sendin e Luciano Martins Verdade ocuparão, respectivamente, as cadeiras cujos patronos são Laudelina Cotrim de Castro, Helly de Campos Melges, Fortunato Losso Netto e Ricardo Ferraz de Arruda Pinto. A posse ocorre em decorrência ao falecimento e transferência domiciliar dos associados anteriores.
Segundo o presidente da Academia, Vitor Pires Vencovsky, são 40 disponíveis na entidade, ocupadas por escritores, professores, estudiosos em literatura, historiadores e outros profissionais que se dediquem à história e à escrita com ênfase em Piracicaba. Com essa posse, todas as cadeiras literárias ficam ocupadas. Estavam vagas as cadeiras do ex-presidente Gustavo Jacques Dias Alvim e do empresário Cezário de Campos Ferrari, ambos falecidos ano passado, além de dois outros membros que mudaram de endereço domiciliar de Piracicaba.
A entidade tem por finalidade promover a Cultura da Língua Portuguesa, descobrir novos talentos literários, realizar trabalhos em escolas, ministrar palestras e principalmente motivar as pessoas à prática da leitura. A Academia Piracicabana de Letras conta com 40 acadêmicos e 40 patronos, todos piracicabanos. Foi fundada em março de 1972 por João Chiarini.
A solenidade ocorrerá às 19h30 deste sábado na Biblioteca Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto (Rua do Vergueiro esquina com a Rua Saldanha Marinho). O evento é aberto a todos os interessados, com entrada gratuita.

Novos membros

Carmelina de Toledo Piza é natural de Tietê. Veio para Piracicaba com seis anos de idade. É contadora de histórias, professora, formada pelo Instituto Educacional Piracicabano. Cursou a Faculdade de Ciência e Letras na Unimep. Fez psicopedagogia e mestrado em Educação Comunitária na UNISAL/Americana. Integrou o GOLP, participando de diversas antologias. Ministra aulas de contação de histórias na pós-graduação da UNIP. Ocupará a cadeira 29 da patrono Laudelina Cotrim de Castro.
Elisabete Jurema Bortolin nasceu em Piracicaba. Formou-se em Letras pela Unimep. Publicou seus primeiros poemas na Página Literária do jornal “O Diário de Piracicaba”. Seu primeiro livro individual, “Eu Sou poesia”, são cânticos em forma de poesia que foi publicado e lançado em Santos 2009. Participou de 10 coletâneas. Faz parte dos grupos literários CLIP e GOLP. Tem no prelo um novo livro, a ser lançado em junho, na FLISP, Feira Literária de São Paulo. Ocupará a cadeira 7 cujo patrono é Helly de Campos Melges.
Lídia Varela Sendin é licenciada em filosofia. Começou na poesia participando da “Noite da Seresta e da Poesia” no SENAC Piracicaba. Tem poesias e textos em diversas coletâneas como Prêmio de Edição, além de ter participado do Centro Literário de Piracicaba (CLIP). É colaboradora da página literária Prosa & Verso da Tribuna Piracicabana. Publicou o livro “Trivialidades e Relevâncias: As escolhas poéticas no murmurar de um dia”. Tem cerca de 25 premiações em concursos diversos de prosa e de poesia. Ocupará a cadeira 8 cujo patrono é Fortunato Losso Netto.
Luciano Martins Verdade nasceu em São Paulo e aos 17 anos mudou-se para Piracicaba para cursar agronomia na ESALQ, onde atuou como professor entre 1998 e 2011. É Ph.D. em Ecologia e Conservação de Vida Silvestre pela Universidade da Florida (EUA) e desde 2011 é professor associado do CENA/USP. É autor de mais de 150 artigos científicos e de sete livros técnicos sobre a relação entre a biodiversidade e os seres humanos. Entre 1989 e 2018 publicou cinco livros de poemas. Ocupará a cadeira 12 que tem como patrono Ricardo Ferraz de Arruda Pinto.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Novos acadêmicos




Biografia de Luciano Martins Verdade  - Cadeira no 12  - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto

Luciano Martins Verdade nasceu em São Paulo em 24 de abril de 1963. Aos 17 anos mudou-se para Piracicaba para cursar agronomia na ESALQ, onde atuou como técnico entre 1987 e 1997 e como docente entre 1998 e 2011. Luciano é Ph.D. em Ecologia e Conservação de Vida Silvestre pela Universidade da Florida (EUA) e desde 2011 é Professor Associado do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. Pesquisador reconhecido internacionalmente e autor de mais de 150 artigos científicos e de sete livros técnicos sobre a relação entre a biodiversidade e os seres humanos, tem também grande interesse em literatura, música e fotografia. Entre 1989 e 2018 publicou cinco livros de poemas. O primeiro, “A Cidade e o Rio”, publicado pela Editora Massao Ohno, de São Paulo, foi inspirado na relação entre a cidade de Piracicaba e seu rio. “Pedaços de Tempo”, publicado pela Editora RiMa, de São Carlos em 2013, traz o tempo e sua percepção pelo ser humano como temática central, que nunca o abandonou. “Você não Verá” foi lançado em 2014 pela Editora Multifoco, do Rio de Janeiro, trazendo a relação humana e sua complexidade como temas centrais. “Poemas da Vida Acadêmica”, um balanço de sua carreira acadêmica, foi publicado em 2016 pelo Ateliê 63, de Piracicaba. Seu último livro, “Lobos na Porteira”, publicado em 2018 pela RV Content, de São Paulo, traz reflexões poéticas sobre o tema de sua pesquisa científica: a relação entre o selvagem e o doméstico. Seus próximos projetos literários incluem um livro de crônicas e contos de viagens (com o título provisório de “Navegar é impreciso”) e um romance (com título provisório de “A excursão imaginária”) sobre a relação entre o real e o imaginário.



Biografia de Lídia Varela Sendin  - Cadeira no 8 - Patrono :Fortunato Losso Netto

Licenciada em Filosofia, começou na poesia participando da Noite da Seresta e da Poesia no SENAC de Piracicaba. Convidada pela poetisa piracicabana Maria Cecilia Bonachella participou da Oficina da Poesia da Biblioteca Municipal de Piracicaba em 2000. Tem  poesias e textos em diversas coletâneas como Prêmio de Edição,  participou das coletâneas do Centro Literário de Piracicaba (CLIP)  e é colaboradora da página literária Prosa&Verso da Tribuna Piracicabana.
Em Dezembro de 2017 publicou o Livro: Trivialidades e Relevâncias: As escolhas poéticas no murmurar de um dia pela editora Gráfica Riopedrense. É membro do Centro Literário de Piracicaba. Tem cerca de 25 premiações em concursos diversos de prosa e de poesia.
2000 – 1º Prêmio de Poesia do Corredor Intermunicipal de Cultura (Coletânea)
2001 – 1º Lugar no X Concurso de Rio Claro
2003 e 2005 – Prêmio de Edição Clube Amigos das Letras (Coletânea)
2005 e Prêmio de Edição Taba Cultural
2005, 2006 e 2008 – Prêmio de Edição Edições Hoje
2006, 2008, 2010, 2012 e 2015 – Prêmio de Edição Litteris Editora.
2008 – Menção Honrosa no Prêmio Escriba de Poesia.
2012 –  1º Lugar - Prêmio Buriti
2012 e 2013 – 1º Lugar em Capivari - CNEC
2013 – 1º Lugar Academia Letras de São José da Boa Vista.
2013 – 1º Lugar em Contos - Prêmio Buriti
2014 – 3º Lugar em Contos Prêmio Buriti
2014 – Menção Honrosa em Poesia – Prêmio Buriti
2016 – Prêmio de Edição Editora Alternativa (Coletânea)
2017 – Livro Publicado pela Gráfica Riopedrense “Trivialidades e Relevâncias”.

Biografia de Carmelina de Toledo Piza - Cadeira no 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro)

Carmelina de Toledo Piza, nasceu em Tietê, em 20 de janeiro de 1952. Veio para Piracicaba com seis anos de idade. Passou infância até a idade adulta no bairro Pauliceia, de gente simples, contadores de histórias e cantadores de cururu. É contadora de histórias, professora, formada pelo Instituto Educacional Piracicabano. Cursou a Faculdade de Ciência e Letras na UNIMEP em Piracicaba. Fez Psicopedagogia e Mestrado em Educação Comunitária na UNISAL de Americana. Terminou os cursos de Pós Graduação em Arteterapia Aplicada e Mitologia, Contos de Fada e Psicologia Analítica na UNIP, SP. Em 1991, componente do grupo de literatura, GOLP de Piracicaba, participou da antologia "Mistérios do Engenho". em 1992 iniciou a Arte de Contar Histórias nas escolas. Em 1995 participou de mais uma antologia, "Contos Guardados, junto ao grupo de literatura GOLP. Em 1999 abriu o "Espaço para a Arte de Contar Histórias". Em 2003 escreveu o livro "Entrou por uma porta, saiu por outra, quem quiser que conte outra, edição própria. Em 2004 lançou os livros: "Caju uma História de Amor", edição própria e o livro "7 Encontros Histórias e Desenhos" edição própria. Em 2005 participou da antologia "Histórias que Amigos Contam", em 2006 "Amor Sempre... Sempre Amor". em 2008 "Caju uma História de Amor", edição especial pela Editora Adonis. Em 2010 "Passa Balaio Trançado De Sonhos" e conta uma história. em 2011 "Várias Histórias Carmelina" edição própria. Em 2016 os livros "Digui, Digui, Digui, Passa o Ponto" infantil e "Homens e Deusas no Erótico da Mulher". Em 2017 começou o programa de Rádio "Balaio Trançado de Histórias", pela Rádio Educativa FM de Piracicaba. Ministra aulas de contação de históriasna pós-graduação de Arteterapia Aplicada, na Mitologia, Consto de fada e Psicologia Analítica, UNIP, na faculdade Campos Elíseos, polo Americana.

Biografia de Elisabete Jurema Bortolin  - Cadeira no 7 - Patrono : Helly de Campos Melges

Nascida no dia 9 de setembro de 1954, em Piracicaba, filha de Antonio e Maria Pereira Bortolin. Formou-se em Letras (português/inglês) pela Universidade Metodista de Piracicaba em 1977. Publicou seus primeiros poemas na Página Literária do jornal “O Diário de Piracicaba”.
Seu primeiro livro individual, “Eu Sou poesia”, são cânticos em forma de poesia que foi publicado e lançado em Santos 2009. Depois dele publicou outro, intitulado “A luz de Deus é o farol no caminho” 2010, cujo intuito é incentivar o ser humano a olhar seu potencial divino. Viveu por muitos anos na cidade de Santos, onde foi júri de prêmios e concursos de poesia através da Academia Santista de Letras. Ganhadora do primeiro concurso digital de poesias na internet e posteriormente, foram cerca de 10 coletâneas das quais participou.Tem e-book e a maioria de suas poesias publicadas no site do Recanto das Letras e em seu blog pessoal Eu Sou Poesia.
Recentemente publicou, o livro “Retratos de Vidas”, com escritoras do Recanto dos Livros do Lar dos Velhinhos. A obra retratou, através de histórias de vida, perspectivas dos moradores do local. Além disso publica na página “Prosa e Verso”, em A Tribuna Piracicabana. Faz parte dos grupos literários locais CLIP e GOLP. Tem no prelo um novo livro, a ser lançado em junho, na FLISP, Feira Literária de São Paulo.



JESUS



Elda Nympha Cobra Silveira

Num jumento, triunfante Jesus entra em Jerusalém.
Madalena unge seus pés com óleos e perfumes.
A cidade que o recebeu em festas
Hoje o querem morto
Fora dos muros  da cidade.
Certa noite  parte o pão e dá-lhes vinho,
Quando todos reunidos,
E.. oferece seu corpo e sangue
Prometendo retornar um dia,
Todos o abandonaram,
Ele já sabia!
Indiferentes
Ao teu coração
Latejante  de paixão!
É
entregue, preso e torturado na cruz.
Morre, mas venceu a morte, e
Ressuscitou-  oh! Jesus
Abrindo-nos as portas do céu!
Para mim, para você,
Para todos que o amam, enfim!

Aleluia,  aleluia, aleluia...

terça-feira, 26 de março de 2019

QUAL SERÁ A IDADE IDEAL?



Elda Nympha Cobra Silveira

Falam tanto sobre idade que até chega a ser um tabu para certas mulheres, pelo menos.
Quando somos crianças não vemos a  hora de crescermos, para podermos usar as roupas de adultos, falar e viver como eles. Qual é a menina que não arrastou por todo lado da casa os sapatos altos da mãe, enormes para seus pezinhos e ainda  gostando de ouvir o barulho feito por eles? Quem não colocou xales, chapéus, roupas da mãe, batom e blusch brincando de desfile de modas, fazendo trejeitos, caras e bocas para a “ platéia”familiar e amiguinhos, ou então para galinhas, patos, vacas e cabras se o palco fosse uma chácara? Qual é a menina que não brincou de cirquinho, pelo menos naquela época ?
Os anos passam celeremente e a menina se transforma numa linda moça e quando ela se dá conta a sua juventude está fugindo dela.Nessa fase que parecia não chegar nunca começa lhe vir a angustia, pensando qual será seu futuro tanto profissional quanto amoroso.E começam a  pesar os anos alcançados quando ela chega aos trinta e ainda não se casou. Anos atrás as moças se preocupavam bem antes dessa idade, com medo de “ficar para titia.”
As mães começavam a providenciar o enxoval para suas filhas desde que ainda eram pequenas. O material de cama, mesa e banho eram confeccionados por eximias costureiras e bordadeiras e tudo era guardado num baú ou canastra especial para a noiva, se possível embrulhados e arrematados com fitas de cetim.
Muitas noivas levavam um tailleur escuro, próprio para sua nova vida de casada, compatível com seu novo estado civil,  pois daí para frente seria uma senhora.
Como vê ela já se assumia na posição de uma pessoa mais velha. Com a vinda dos filhos então ela vivia para o lar , seu marido e seus filhos e se realizava como a Rainha do lar.
Com quarenta ou cinquenta anos nem pensaria em ir a um cinema sozinha, sair a tarde com as amigas solteiras, a não ser para ir ao chá do Clube da Lady que estava se iniciando e era  no salão da parte de cima do Clube Coronel Barbosa.Também poderia ir a algum aniversário de amigas ou parentes ou levar seus filhos para algum aniversário de amiguinhos ou colegas de classe.
O relacionamento familiar era preponderante e vigente.Os filhos visitando seus pais no período da tarde no horário  escolar dos filhos, ou todos juntos sempre a noite na casa dos avós.
Nos domingos após a missa, todos se dirigiam à residência dos pais e avós para almoçarem e passarem o dia todos juntos, só voltando à noite para suas casas. Era mesmo uma curtição familiar.
Será que essa fase de idade não é a melhor? Mas e a luta do casal para ter estabilidade financeira, tempo para dar atenção aos filhos pequenos e com quem deixá-los para ir trabalhar? É uma fase desgastante para o casal consciente de seus deveres.
Mas chega um dia os filhos  também crescem e saem para estudar fora de sua cidade.Os pais se assombram pois não pensavam em ficar sozinhos tão cedo e eles percebem  quanto estiveram afastados um do outro na tarefa de criar seus filhos, delegando para um plano secundário aquele namoro que tiveram, aquela cumplicidade, o olho no olho, romance enfim..
A casa parece vazia sem eles, os filhos, que tanto preencheram ou até encheram demais em certas horas de preocupação constante.O casal então percebe que ainda têm muito a investir naquele casamento e naquele lar calmo e tranqüilo mas turbulento nos fins de semana com a chegada dos filhos,  porque  volta tudo a ficar como todos gostam.
Um dia seus filhos também se casam e saem de uma  vez para seu próprio ninho.
E os anos vão passando e chega-se a meia idade e depois a velhice
.Qual será a melhor época da vida? Infância ou juventude? Meia idade ou velhice?
Depende da valorização de cada pessoa.Quem viveu o Agora não se angustia com a nostalgia, nem com o medo do  futuro, porque cada hora é bem saboreada e bem vivida.
Se quisermos ser felizes, precisamos sempre construir pensamentos que nos agrade, precisamos saber conviver conosco porque nós somos nossas próprias companhias.Cultive só o melhor para si próprio, envolva-se em dar e receber amor.
O Ontem já passou o Amanhã ainda não chegou vamos viver o Agora.


sexta-feira, 22 de março de 2019

Qual é o caminho?



                        Leda Coletti

Quantas vezes, a pé ou de carro, mesmo seguindo as orientações de um mapa nos perdemos em estradas e ruas de cidades. Ficamos indecisos diante das bifurcações, viadutos, placas de indicações, e diante da dúvida escolhemos o caminho que nossa intuição sugere. Muitas vezes acertamos de imediato. Em outras ficamos rodopiando e percebemos que voltamos  ao lugar  de onde partimos. No mundo violento de hoje podemos numa situação dessas invadir territórios proibidos e sermos até perseguidos. Pelos meios de comunicação sabemos de casos de motoristas que se perdem nas grandes metrópoles e são mortos, por serem confundidos com invasores e inimigos.
Felizes são os que se encontram perdidos e conseguem no meio do turbilhão enxergar um ponto de referência, como costumamos dizer “vislumbrar uma luz no fundo do túnel”. Acredito que para todos isso acontece algumas vezes.
Quer em se tratando de ambiente físico, quer psicológico estamos sempre buscando caminhos, ou então atalhos que nos conduzem a eles. Quantas vezes buscamos novas alternativas, para torná-los mais brandos. Pode até ser que nestas tentativas eles se compliquem  mais;  no entanto vale a pena enfrentá-los, .sermos persistentes para  encontrar o que almejamos.. .Cheguei até a fazer uma mensagem  como incentivo próprio  nesse sentido:, num dos meus livros já publicados: “ Não importa demorar. O importante é chegar bem” e  espero que isso sempre aconteça.
Nessa roda viva, nada seria possível se não houvesse um objetivo maior, que nos impele para frente. Diríamos mesmo que é uma força maior que exprime a razão de ser de nossa existência. Sua origem de essência divina só se satisfaz quando temos certeza que estamos no caminho  que nos levará a praticar atos de  amor e paz.
 Somos peregrinos no caminho do Bem e por ele trilharemos  até encontrarmos o Infinito.



sábado, 9 de março de 2019

Terei notado?


Marisa Bueloni

Terei notado que a saudade aumenta
Nas tardes frias do meu luto triste?
Nas longas noites, quando a noite venta
E não importa o que mais existe?

Terei notado que a roseira vinga
Sem que a ela atenção lhe dê?
A chuva pródiga que nela pinga
Faz o milagre que nunca se vê
A água basta e uma roseira cresce
O vento e a chuva lhe são benefícios
Não há saudade produzindo dores
Terei notado que a rosa fenece
Embora a chuva, em seus sacrifícios
Encharque a rosa toda de amores?

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Luciano Martins Verdade-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)