Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Andre Bueno Oliveira
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Edson Rontani Junior
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto



Seguidores

sábado, 13 de junho de 2020

PRESSINTO



Elisabete Bortolin

Permear flores, frutos e cores
Na querência de tudo poder
Sentir, cheirar, olhar
A beleza que a natureza contém
Onde a relva fresca da manhã
Cheira a orvalho perfumado
Do banho ao nascer do sol
Que trouxe a alegria do dia
Na vontade forte e soberana
Anuncia que a luz prevalecerá
Na natureza que segue seu instinto
Em manifestar o amor, pressinto.


quinta-feira, 11 de junho de 2020

FESTA CAIPIRA




                            Andre Bueno Oliveira

                                  
Noite estrelada orvalhando neblina!
Fogueira acesa estrala no terreiro!
Pipoca, quentão, docinho caseiro,
regando  o menu da festa junina.

Sanfoneiro dedilha a concertina
que  toca alegre ritmada ao pandeiro.
Arrasta-pé, ao lado do celeiro
levanta  poeira em forma de cortina.
           
Varanda assiste  passos da quadrilha.
Os fogos de artifício... maravilha:
- pirilampos piscando a escuridão!

Final de festa!  Da fogueira acesa,
nada ficou  além de uma tristeza...
e o pó das cinzas -  restos de carvão!

quinta-feira, 4 de junho de 2020

O FRIO COBROU MEU ATRIBUTO



Carmelina de Toledo Piza


Era um dia de frio.
Tinha chovido muito naquela manhã.
O sol não aparecera, o dia entristecia.
Não gosto do frio, ele dói. Mas tinha que ir para a escola.
O uniforme, o avental branco de algodão, já bem lavado, passado, engomado e velho. Era roto.
O vento passava entre as tramas.
E eu sentia frio.
Apesar das meias de lã listradas e as alpargatas, o frio penetrava nas pernas e nos pés. E doía.
O gorro de lã azul marinho, como a blusa eram feitos com restos de lãs de tricô. Mas a gola da blusa e os punhos combinavam com uma das listras das meias.
Eu sentia frio e estava ridícula.
Mas era o que tinha para vestir.
As mãos geladas.
Uma mão segurava a bolsa da escola e a outra o guarda-chuva.
Eu sentia frio.
No atributo da vida, eu não perdia um dia de escola.


quarta-feira, 3 de junho de 2020

PORTEIRAS DA MINHA VIDA


             
        
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Por quantas passei nesta longa caminhada!
Umas, deixei abertas e prossegui...
Outras,  cautelosamente fechei.
Várias enquadraram cenários tristes,
outras  emolduraram meu viver
num  contorno de luzes ofuscantes,
tais quais estrelas celestiais!
Quem me dera retornar ao passado,
refazer o caminho de outrora
e apreciar com a alma desperta
cada porteira que atravessei...
Seria mais cuidadosa, daria mais atenção.
Abriria e fecharia todas elas
com a mais profunda emoção.
Tocaria cada uma com afeto.
Alisaria o cerne inerte sofrido,
 (em molduras transformado)
 a definir espaços,  extensões;
demarcação legal de fronteira,
marco real de proteção!
 Foram, as porteiras atravessadas,
verdadeiras molduras da minha vida!
Recordar e consagrar a todas elas
leva-me à confirmação do valor e alegria
do reviver, do constante renascer a cada dia!

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Evolução



Elda Nympha Cobra Silveira

Todos viviam meio inconscientes,
Vivendo por  anseios e aparências,
Anelando  ser novo Midas!
Mas...frustrados, viviam sem atinar.
Tingiram suas águas,
Queimaram suas terras,
Mataram seus animais,
Sem pensar nos seus ais .

Um  alerta então chegou,
E... de repente o mal se instalou,
Dizimou aos milhares
Nossa gente brasileira,
De outras plagas também!
Necessitou-se ficar  obediente,
E... cada um ficou no seu ninho,
Nunca antes exercido.
Rezaram,  se irmanaram
Sorriram e cantaram.

A praga assustada  com tanta bondade,
Foi para longe e não voltou nunca mais,
E... a humanidade se amou de verdade!

sábado, 23 de maio de 2020

Desafio sobre um tema: Bueiro


Durante uma caminhada, deparei-me com um bueiro coberto de verde!
Fotografei e trouxe para os escritores e poetas para que cada um escrevesse sobre o tema em verso ou em prosa.
E brotaram estas maravilhas!



Versos para um bueiro verde

João Baptista de Souza negreiros Athayde

Contraponto sutil invade a alma
Na cisma dolorosa de um dilema:
Como podem os liquens e miasmas
emergirem do lodo – quais fantasmas
E tecerem de verde um poema?


O BERÇO

Andre Bueno Oliveira

Pouco importa ao bebezinho,
Se o seu bercinho é faceiro...
A Flora escolheu seu ninho,
 Num desprezível bueiro.


Apenas bueiro
Ésio Antonio Pezzato

Bueiro, apenas bueiro
Mas transformou-se em canteiro,
Logo ao raiar da manhã.
Nele nasceram o poejo,
O perfume sertanejo
E a essência da hortelã.

A paisagem colorida
Trouxe a essência da vida
Ao transeunte passageiro,
Que em seu passo rotineiro
Viu a paisagem florida
Que transformou o bueiro
No mais sublime canteiro
Na paisagem colorida...

...saiu assim o poema do bueiro


Bueiro verde
Ivana Maria França de Negri

Um insignificante bueiro, entre milhares de outros, acostumado a receber esgoto, enxurradas, águas pluviais e de lençóis subterrâneos, humildemente se submete aos propósitos aos quais foi criado.
Também conhecido como boca-de-lobo, sumidouro ou vala, seria apenas mais um anônimo entre milhares, se não fossem as sementes de alguma plantinha se aninharem em seu interior.
Alheio aos transeuntes, à quarentena, à pandemia, às tempestades ou ao sol causticante, seu sedimento terroso permitiu a germinação.
Mesmo no lodo ou na aridez, a vida sempre dá um jeito de acontecer...
E ele se cobriu de verde!

Vida florescendo
Cassio Camilo Almeida de Negri

Tal qual a estrela de Davi em seu triângulo com o ápice para baixo, servia como esgoto com a sujeira a descer. Agora, como o triângulo de ápice para cima, a vida floresce em direção ao céu.
Esse bueiro é como nós, nossa polaridade pode ser a de um bueiro ou de um canteiro, temos ambos, mas qual irá predominar?

TROVA
Leda Coletti

Nesse tempo turbulento
Ver um bueiro verdinho
Traz a nós doce acalento
Esperança, só carinho.

BUEIRO DENGOSO
Elda Nympha Cobra Silveira

Estou   sozinho...
Bem pertinho da calçada.
Crianças passam correndo,
Outras bem devagarinho.

 Elas ficam pertinho de mim,
Com os pezinhos na enxurrada
Ai! Como sinto alegria
Poderia ser sempre assim!

O sol quer brincar também
Mas  enxuga todas as águas,
Mas fez brotar no meu gradil
Relvas e florezinhas mil!
E...ouço  ao passarem:
Que bueiro gracioso!


É TERRA
Carmelina Toledo Piza

Quando falamos de criação
Vamos para um território desconhecido.
O território da alma que
Leva-nos ao encandecido.

Quando olhamos para o chão
Vemos marcas do tempo em cicatrizes.
A dor de um passado distante
Coberto de vernizes,

Mas a criação de um verde solitário
Em grades verticais,
De um bueiro em uma rua qualquer
Verdadeiramente é o belo dos víveres originais.

Estamos no território que almejamos
A TERRA, com as nossas certezas.
Onde floresce a mata verde
Abençoada por suas belezas.

O bueiro
Elisabete Bortolin

Chegou Janeiro, a cerveja rolou bueiro adentro matando pessoas.
Chegou Fevereiro, veio o Carnaval e as tempestades, inundando casas e avenidas, entupindo os bueiros.
Chegou Marco e Abril, a Covid-19 começou a invadir o Brasil, levando muita gente e dando trabalho aos coveiros.
Chegou Maio, o Moro foi demissionado abrindo sua Boca de Lobo contra o presidente.
Estou entendendo e resumindo que a palavra do momento é Bueiro.
Tudo passa assim como nossa tristeza e isolamento, pois o Bueiro vai florescer, FÉ.

O bueiro
Leia Paiva

Em forma de retângulo
Grades negras, com ferro retorcidos
Guardam o vácuo, um buraco negro e sujo.
Aguas barrentas de enxurradas
Vão adentrando no dito cujo.
Terras acumuladas nas beiradas,
Em todos os ângulos, folhas secas
Estercam o barro intruso.
Nasce, então, uma planta encantada
Enche de verde a entrada,
Tornando, assim, um quadro
Antes antiestético, feioso
Em um quadro poético, harmonioso.
Nas nossas introspecções
Encontramos buracos, sombras, porões.
Nas fendas das horas perdidas,
Oportunidades não aproveitadas,
Nas horas distraídas, desperdiçadas
Em inutilidades, fúteis,
Perdemos preciosidades.
Porém, nunca perdemos as ramagens
Das verdes férvidas esperanças
Aprendidas com as experiências vividas,
Que brotam nas bordas dos bueiros
De nossas vidas. 

"O Verde Brilha" no bueiro
Lourdinha P. Sodero Martins

Quem diria ? Que em bueiro solitário nasceriam "acalantos" em forma de verdes ramagens? Pois ali, naquela grade, mal tratada, com ferrugem germinaram ervas férteis mais parecendo miragem! Esverdeou-se o bueiro, majestoso se tornou! Quem por ele agora passa o aprecia e constata ... "Verde vida" o transformou!

Tapeçaria
Lídia Sendin

Melhor que tapete persa
Colocado em belo chão,
A imagem nos desperta
Serena admiração.

A Natureza trabalha
Fiando a tapeçaria
E se ninguém atrapalha
Nasce arte em poucos dias.

Quem passa vê essa obra
De um poeta tapeceiro,
E com espanto comprova
Que ali já foi um bueiro.

Quarentena  -  Será que vai deixar saudades?
            Madalena Tricânico

             Estava ela desenvolvendo seu trabalho de varrição das ruas quando ouviu uma lamuria, uma lamentação...
            - Eu não queria estar aqui no meio fio da calçada eu queria estar lá perto do muro onde estão aquelas flores coloridas.
            -Ahnnn...!Quem está falando? Não vejo ninguém. A rua está completamente deserta.
            - Você só olha para cima! Olhe para baixo!
            - Não é possível! Este silencio do isolamento de alguns e a preocupação de  outros que precisam trabalhar faz, as vezes, ouvirmos vozes, mas agora estou conversando com um bueiro?
            - Sim sou eu,  e não me chame de bueiro!
            - Ah não! Vou te chamar do quê? De vaso?
            -Tá bom...vaso. Ora, não existe gente de todo tipo? Vaso também pode existir ou “ser”. Eu sou um vaso! Pronto falei!
            - Combinado. Vou varrer só os lixos e a terrinha vou deixando. Elas sempre trazem semente que os passarinhos espalham e se você tiver sorte e elas germinarem...
            Era outono, o tempo passa rápido. O combinado foi mantido e quando chegou a primavera o desejo foi realizado.
            - Nossa que lindo aqui na esquina da minha casa. Parece uma jardineira, um vaso! Quem será que colocou as sementes em um BUEIRO!

sexta-feira, 22 de maio de 2020

“Morgando” ao sol




Carmen Pilotto

“Eu tenho pouco a dizer sobre a magia. Na verdade, eu acho que nosso contato com o sobrenatural deve ser feito em silêncio e numa profunda meditação solitária”
Clarice Lispector


Hoje começarei o texto usando uma expressão de meu amigo Cecílio Elias Neto, morgar, ficar parado, assim, sem nenhuma intenção, quase que em relaxamento, tendo ao lado a fiel companheira Mel, em pose de esfinge de adoração,  com os olhos compridos;  ao fundo a trilha sonora é de filhotes de bico de lacre, em um arquitetado ninho no vaso de rafis, piando em alto e bom som por alimento.  
Nas idas e vindas do neto, nesta época de pandemia, tento manter firmemente a disciplina dos 30 minutos ao sol. É fato, ou acabo de uma vez com a deficiência de vitamina D ou aceito que meu corpo somente reconhece a luz prateada das noitadas boêmias.
Estou lendo o livro Clarice, uma vida que se conta, de Nádia Battella Gotlib, professora de literatura da USP, com uma narrativa biográfica acompanhada de recortes reais de depoimentos, trechos da obra dessa misteriosa escritora. Estão incluídas na obra reportagens da época que trazem uma humanidade impressionante para Lispector. Trata-se de um relato fundamentado, entretanto, repleto de emoções e veracidades que chegam a doer;  afinal fraquezas e fortalezas refletem nossa própria imagem e dilaceram a carne, porque no fundo temos parecenças (voltando ao Cecílio).
Adoro biografias relatadas por escritores curiosos e detalhistas, que vão ao extremo nas pesquisas, no âmago do ser amado. Essa exploração do outro certamente representa muitas motivações pessoais, uma sincronicidade e profunda empatia entre o biografado e o relator.
Passamos a vida nos surpreendendo com tantos seres humanos atípicos, eles obviamente são as almas que gostaríamos de ver registradas em papel...
Ler ou escrever sobre nossos ídolos denota muita coragem, porque há de se ter cuidado em não pesar na intensidade da admiração que sentimos por aqueles seres míticos. São muitos que gostaria de esmiuçar até o doer de meus ossos, olhos e criar calos nos dedos escrevinhadores...
Os sinos de vento alertam que o tempo do relaxamento passou. Bora voltar a vida real!


terça-feira, 19 de maio de 2020

MOMENTOS




                                                              Leda Coletti- Cadeira no 36
 Patrona: Olívia Bianco

Ao longo desta vida, alguns momentos
prazerosos, alegres, realizados,
rememoram vitórias, só eventos
bons, que merecem ser  comemorados.

Além desses ocorrem desalentos,
quando os sonhos são vãos, quase frustrados,
causando  tensões,  tristes sofrimentos
pelos  projetos nem sempre acabados.

Tempo, às  vezes amigo, outras vilão
machuca nosso corpo e o coração,
ora nos deixa livres, ora nas celas.

Porém são positivos na balança,
aumentando  o desejo e a esperança,
de sermos vencedores nas procelas.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

A Lei do retorno



Ivana Maria França de Negri

            Tudo o que fizermos, qualquer ato, por mais ínfimo que seja, para o bem ou para o mal, o Universo devolverá. Na mesma intensidade. E não adianta pensar que fazendo as coisas em segredo, no escuro, por trás, às escondidas, entre quatro paredes, será poupado. Não será. Existe o “olho que tudo vê”, sempre aberto, do qual nada escapa.
            Para esse “olho” não existem paredes, nem portas, nem grades, nem tempo, nem espaço. Tudo será minuciosamente computado e colocado na “conta”. E cada um vai ter de acertar essa conta, mais dia, menos dia, nesta vida ou quem sabe, em outras vidas...
            Isso se chama Justiça! Não é como a justiça caolha, falha, tendenciosa, comprada e vendida dos homens, mas sim a verdadeira Justiça Divina. Ela não é nem cruel, nem desumana, ela é apenas e simplesmente justa.
            Vários ditados populares definem com outras palavras essa Justiça. “Aqui se faz, aqui se paga”. “O que vai, volta”.  “Nada acontece por acaso”. “A Justiça tarda, mas não falha”. “Você colhe aquilo que planta”. “Quem despreza, será desprezado”.
             Quem pratica o mal, só o mal receberá, já quem tem o hábito de praticar o bem, o bem receberá. Simples assim!
            Jamais devemos odiar. O ódio cega, e age como uma bola de neve, vai rolando, aumentando de tamanho, e quando chega ao objeto ao qual foi direcionado, bate, e volta com a mesma força a quem o desejou.
            A cada ato que pensamos em praticar, devemos nos perguntar primeiro: “Isso é bom? Vai machucar, ferir sentimentos ou fazer chorar alguém? Se fosse comigo ou com alguém que amo, eu ficaria feliz com essa ação?” Se alguma das respostas for positiva, não devemos colocar em prática.
            Desejar o mal para o outro, de nada adianta. Se esse outro for bom, terá um escudo invisível a protegê-lo. Mas se for de má índole, receberá o mal por sua própria culpa e não porque alguém assim o desejou.
            Jesus dizia: “Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fareis”.
Por isso jamais façamos o mal. A Lei do retorno é implacável, pode até demorar um tempo,  mas não falha jamais.
            E devemos ter também muito cuidado com as palavras... Palavras têm poder! Antes, foram um pensamento, e a próxima etapa da palavra será a ação.
            Esparjamos a luz e seremos iluminados. Mas se espalharmos trevas, mergulharemos na escuridão.
            Não julgueis para não serdes julgados. Não aponte dedos, pois da mesma forma será acusado.
            Devemos também, domar os pensamentos. Tudo o que desejamos aos outros, a nós retornará. É a Lei que rege o Universo, sempre foi assim e assim sempre será...
            Aprendizes que somos neste planeta, sigamos apenas em uma direção, a do Bem, onde reina a Lei do Amor. Só o amor salva, só ele cura, transforma e traz a verdadeira Paz.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

AS TRÊS MÃES



Valdiza Maria Capranico

            Eu tenho três mães !!!
            A primeira, a mulher maravilhosa que me carregou em seu ventre por nove meses; me colocou neste mundo, me ensinou a caminhar, falar; me acompanhou em todos os meus momentos felizes e tristes; minha primeira leitora, quando eu iniciava minha carreira como escritora infantil... Foi, sem dúvida, a mulher maravilhosa que Deus me deu por mãe... às vezes com sofrimentos, tristezas, mas sempre me encorajando a enfrentar a vida, apesar das dificuldades. Gratidão, amor e saúdes de você, mãe querida Ermida Françoso Capranico!
            A segunda mãe, e mais importante, é nossa Mãe santíssima, elevada aos céus em corpo e alma, e que nos foi dada por seu filho Jesus! É ela que nos protege a todos, ilumina nossas vidas e que, minha mãe ensinou desde pequena a orar, pedindo proteção e graças. Hoje, sem minha mãe terrena ao meu lado, oro às duas que, com certeza, dos céus me protegem, recebem meu amor...
            E, finalmente, a terceira mãe, aquela que me receberá em seu seio, me cobrirá e guardará, quando meus dias chegarem ao fim: ela, a mãe Terra, me acolherá! E, quem sabe, sobre as minhas cinzas nascerão flores, frutos que alimentarão os pássaros e a vida continuará.
            Eu tenho e AMO minhas três mães.

terça-feira, 5 de maio de 2020

O SORRISO



Carmelina Toledo Piza

Ela é uma velha mulher
Em busca de um sorriso consolador.

Ao encontro da jovem dentro de si
Para acalentar a memória e sua dor.

Bela, atraente e delicada
Mulher, mãe, moça jovem já foi.
Hoje, simplesmente amada
Sorri para a resignação da própria vida.

Ela é uma velha mulher que aprendeu
Com o tempo a enfrentar as vicissitudes da existência.
Ao encontro da jovem dentro de si
Olha para o espelho da sua própria aparência.

Terna, brilhante e sincera
Tem o mais puro escrínio interior.
Guarda o seu sorriso atraente...
Sabe que viveu um grande amor.

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra (in memoriam)
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Luciano Martins Verdade-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior (in memoriam)
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz