Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Convocação

ACADEMIA PIRACICABANA DE LETRAS


Caros Acadêmicos:

Com as nossas cordiais saudações, informamos que a Academia Piracicabana de Letras realizará Sessão Solene no próximo dia 25 de outubro, 19h30,  no Anfiteatro da Biblioteca Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”, ocasião em que trataremos da seguinte pauta:

1.     Acolhimento
2.     Abertura da Sessão pelo Senhor Presidente da Academia Piracicabana de Letras, Professor Dr. Gustavo Jacques Dias Alvim
3.     Execução do Hino Nacional Brasileiro
4.  Palestra: “Livro: do papel ao digital” pelos Acadêmicos Gustavo Jacques Dias Alvim e Victor Pires Vencovsky
5.     Apresentação Musical: Grupo Pachalbel
6.     Admissão do Prof. Dr. Barjas Negri ao quadro associativo da Academia Piracicabana de Letras
7.     Pronunciamento do Acadêmico recém-empossado sobre seu patrono Leandro Guerrini
8.     Execução do Hino de Piracicaba
9.     Encerramento com coquetel e sorteio de livros e mimos

Solicitamos a confirmação dos Acadêmicos, lembrando que visitantes convidados serão bem-vindos.

Os confrades devem  utilizar o colar da Academia.

Sua presença é muito importante para a efetividade de nossas ações.


Atenciosamente,

Gustavo Jacques Dias Alvim
Presidente

sábado, 14 de outubro de 2017

A professora de Janaúba*

Arte de Marcus Penna

Ivana Maria França de Negri

Neste dia dos professores, eu poderia homenagear dezenas deles. Os que foram meus mestres maravilhosos e deixaram marcas indeléveis. Os que foram professores dos meus filhos e lhes ensinaram lições além do currículo escolar,  para a vida toda. Os  professores tão queridos das minhas netas. E também minha mãe, que foi professora,  minha sogra, que se aposentou como professora e está prestes a completar 105 anos de vida. Todos merecem homenagens, carinho e gratidão.
Mas a professora que vou homenagear, nem conheci pessoalmente. Uma anônima funcionária da creche de uma cidadezinha da qual eu nunca tinha ouvido falar até então: Janaúba, em Minas Gerais. Seu nome: Heley de Abreu Batista,  43 anos, casada, três filhos. E o que ela fez de tão extraordinário? Simplesmente deu a própria vida para salvar seus pequenos alunos.
Um insano, que trabalhava de vigia na própria escola, chegou carregando um balde com álcool, e na mente doentia, o plano já premeditado para consumar o ato demoníaco. Trancou todas as portas e começou a jogar o combustível nas crianças e incendiá-las. A professora, mesmo franzina, reuniu forças para entrar em luta corporal com o demente para salvar suas crianças. Incansável,  com o corpo em chamas, não pensou nela, só queria livrar as crianças das labaredas e foi retirando, por uma janela, quantas pôde até que suas forças foram minando. Segundo funcionários, ela ia e voltava, em seu desespero para salvar todas e ao mesmo tempo conter o louco que insistia em incendiar tudo. Por fim, sucumbiu, com o corpo queimado em quase sua totalidade.
Sua mãe, à porta do hospital, em lágrimas, dizia que ela foi o anjo das crianças e que Deus iria salvá-la. Mas ninguém compreende os desígnios do alto e ela partiu com nove das suas crianças, cujos corpinhos também não aguentaram as queimaduras e acabaram falecendo.
Foram nove crianças mortas, mais a professora e o assassino. Os pequenos mártires de quatro e cinco aninhos, que tinham uma vida toda pela frente. A tragédia só não foi muito maior pela atuação dessa heroína.
No velório, uma amiga de Heley contava que desde criança ela gostava de brincar de escolinha e ser a professora. O marido, inconsolável, disse que a esposa deve ter agido por instinto materno, pois amava as crianças como se fossem seus filhos. Era muito querida, alegre e sorridente, mesmo tendo passado por duros golpes na vida, como a perda do filho mais velho, afogado numa piscina aos 4 anos.
Em tempos de idolatria a tantos ídolos falsos, jogadores de futebol, artistas, políticos, essa moça sim, deve ser admirada e lembrada como heroína.
Essa tragédia aconteceu perto do dia das crianças e dos professores. E deixa uma lição. Apesar de tanta gente de má índole, que rouba, mata, engana, estupra, ainda existem pessoas maravilhosas, verdadeiros anjos de luz, que dão a vida por outras vidas, e por causa dessas benditas almas iluminadas, a humanidade ainda deve manter esperanças. Nem tudo está perdido, pois tenho certeza de que no Brasil existem milhares de Heleys anônimas que, mesmo com o salário minguado de professor, fazem da profissão uma missão sagrada com muito altruísmo e dedicação.

Esteja em paz, professora guerreira, amorosa, iluminada, heroína da pequena Janaúba e exemplo para todo o Brasil.

*Texto publicado na Gazeta de Piracicaba 14/10/2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ao mestre, com carinho



Leda Coletti

Se o terreno é fértil, a semente
belas flores, frutos dará,
se pela educação, a mente
aflorará, progredirá.

Cidadão alfabetizado
ao mestre deve gratidão,
seu luzeiro tão abençoado
retirou-o da escuridão.

É muito triste constatar
o descaso dos que governam
aos que desejam ensinar
e só o bem do aluno aspiram.

Seja o caro mestre bendito
por transmitir sábias lições,
seu mister de amor infinito

 faz nascer homens-corações.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

OUTRA PRIMAVERA


Elda Nympha Cobra Silveira

Caminho na Primavera,
Perfumada pelo jasmim.
Tudo parece quimera,
O que ansiava para mim.

Também entre as flores
Há engano entre  os afins.
O cravo tomou de amores
 A rosa  carmesim.
Volto e fecho o portão,
Tanto as flores como o chorão,
Evocam lembranças,

Da minha saudosa  paixão.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

ALVORECER NO SERTÃO




Antonio Carlos Fusatto

Madrugada fria e nevoeiro
algumas estrelas insistem a brilhar.
Galo canta no poleiro preludindo:
nova aurora vai chegar!

            Inhambu pia na tiguera,
            juriti arrulha no cafezal.
            Sabiá no vergel, anuncia a primavera,
            porcos do mato, atacam o milharal.

Da casinha de barrote ao pé da serra,
cercada de flores e coberta de sapé.
Fumaça branca voluteia,
exalando pelo vale, doce aroma de café.

            Da cumeeira da tulha abarrotada,
            casal de corruíra a chamar.
            Anunciando à filhotada,
            comida farta, acaba de chegar.

Como é linda a florada
da poda em bisél, dos cafezais.
Avinhados e azulões, trilando na mata,
sinfonia de chupins nos arrozais.

                Ouvi histórias assustadoras,
               que o caboclo inventa e gosta de contar.
               Encenando pra tornarem mais aterradoras,
              quanta crendice no jeito de narrar.

Histórias avançam madrugada afora,
caboclo acolhedor, não se cansa de falar.
Pescarias, caçadas, mãe-d’água, caipora,...
entre um café e baforadas, até o clarear!...

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Memórias da Educação e Literatura - Leda Coletti

   Com este tema, a professora, documentarista e poetisa Leda Coletti realizou no sábado 2 de setembro, no Recanto dos Livros do Lar dos Velhinhos, sua participação na série “Retrospectiva”, que tem como objetivo difundir e prestigiar os autores piracicabanos.

                Ela contou das suas experiências no campo educacional como professora, cuja trajetória iniciou-se em escolas da zona rural de cidades paulistas e culminou com cargos de direção em escolas públicas de Piracicaba. Falou da metodologia que desenvolveu com os alunos e do carinho que guarda deste tipo de atividade ainda hoje.
                Apresentou sua produção literária, feita de livros com poemas e de uma bem cuidada biografia dos Dal Picolo, imigrantes italianos de Veneto e Treviso que vieram ao Brasil no século XIX, constituíram família, implantaram negócios e possibilitaram a construção de um dos mais importantes registros históricos sobre a imigração italiana no país.
                
  A convidada tem participado com suas ideias e dinamizado várias organizações do campo literário e artístico da cidade, inovando com ações como a distribuição de poemas em espaços públicos, leituras e contribuiu decisivamente com doações de livros que deram um grande impulso à consolidação do “Recanto dos Livros” como um espaço de cultura e preservação da memória.
                Na sua saudação a convidada, o jornalista João Nassif, coordenador do “Recanto dos Livros”, agradeceu a amabilidade e generosidade de Leda Coletti por sua participação como voluntária e incentivadora das ações que teme elevado o grau de conhecimento sobre este novo espaço cultural de Piracicaba.
Noutro momento, saudada por Madalena Tricânico, a convidada foi definida como “seu nome é Leda, mas seu sobrenome é generosidade”, pelo desprendimento e colaboração continua a vários projetos culturais da cidade.
                Os próximos convidados para a série “Retrospectiva” são os irmãos Newman e Douglas Simões, que vão trazer num dos próximos sábados, um pouco de poesia e música ao espaço cultural.

domingo, 17 de setembro de 2017

Nhô Lica apresentado para os Escoteiros pela acadêmica Ivana Negri

A convite do Grupo Escoteiro Piracicaba, o personagem piracicabano Nhô Lica foi apresentado às crianças.
Os lobinhos fizeram perguntas e contaram suas histórias também. 
E receberam livrinhos autografados de presente!




























terça-feira, 12 de setembro de 2017

Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

Uma iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro,  em conjunto com a Marinha brasileira,para comemorar os laços históricos e afetivos entre Brasil e Portugal. 
O acadêmico Armando Alexandre dos Santos foi convidado a dar uma palestra no evento

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Abraçando a sua causa profissional

Waldemar Romano
Cadeira n° 11 - Patrono: Benedicto de Andrade

Meses atrás, juntamente com outras seis ou sete pessoas, estava este cidadão brasileiro na porta de saída de um supermercado que se localiza no Centro de nossa cidade, com compras já efetuadas, aguardando a benevolência de São Pedro (dizem que ele comanda a natureza) para fechar suas torneiras, pois, de forma continua e com muito vigor, chovia para dar e vender.
Para mim, era somente atravessar a rua que já estaria adentrando o portão de edifício vertical em que resido há mais de 20 anos. Faltava-me coragem para enfrentar água da cabeça aos pés. Para as outras pessoas, certamente seriam muito mais passos até suas residências.
Impaciência, algumas reclamações discretas, conversas entre pessoas desconhecidas, olhares para o céu totalmente inundado, consultas aos relógios de pulso e aos celulares, telefonemas solicitando providências para possíveis caronas, completavam certo cansaço dos que ali se encontravam.
Eis que na esquina da antigamente conhecida como sendo a “Rua do Commercio” surge um veículo (não sei se tem nome especifico), coletor de lixo orgânico e, como de praxe, em seu degrau traseiro alguns trabalhadores (autênticos) executando sua tarefa, sob a torrencial chuva, em total alegria, gritando, cantando, saudando os que estavam com receio de não se molharem.
Pois é! Todos nós sabemos que devemos exercer a profissão que nos dá prazer. Aqueles garis assim demonstraram, mas enfrentar chuva, sol, correr o dia todo para descartar o nosso lixo, explorar o olfato sempre de forma contínua em área não perfumada são atitudes próprias de amor ao próximo.
Profissões existem pelas quais tenho admiração muito especial. Gari é uma delas pois se eu tivesse 20 anos não teria condição física para a maratona diária.
Profissionais há que estão sempre protegidos do sol, da chuva, dos ventos e de outros inconvenientes, mas não valorizam esta condição. Reclamam do barulho, do ar condicionado que não esta funcionando a contento, da iluminação artificial etc.
Alguns de nós que a sociedade permitiu completar o nível superior, devemos valorizar nosso diploma, executar nosso trabalho com a mesma alegria de um gari, de forma completa (técnica e humana), sem reclamar da crise que ora enfrentamos e buscar caminhos e soluções.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Lançamento do livro "Nhô Lica o colecionador de pedras"

No dia 25 de agosto, no Centro Cultural Martha Watts, aconteceu o lançamento do livro infanto juvenil "Capitão Nhô Lica, o Colecionador de Pedras".
Autora Ivana Maria França de Negri, com ilustrações de Ana Clara de Negri Kantovitz

(Fotos Cassio Negri e Marcelo Fuzeti Elias)

Ivana, Ana Clara e Joceli Lazier, diretora do Martha Watts























Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz