Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

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segunda-feira, 16 de março de 2026

JESUS

Elda Nympha Cobra Silveira

 

Num jumento, triunfante

Jesus entra em Jerusalém.

Madalena unge seus pés com óleos e perfumes.

A cidade que o recebeu em festas,

Hoje o querem morto, e

Fora dos muros da cidade!

Sofria, mas sem queixume.

 

Certa noite, quando todos reunidos,

Parte o pão e dá-lhes vinho,

E... oferece seu corpo e sangue,

Prometendo retornar um dia.

Todos o abandonaram!

Ele já sabia!

 Indiferentes ao seu coração

Latejante de paixão!

È entregue, preso e torturado na cruz.

Morre, mas venceu a morte, até o fim.

Ressuscitou-  oh! Jesus

Abrindo-nos as portas do céu!

Para mim, para você,

Para todos que o amam, enfim!


Aleluia,  aleluia, aleluia...

 

Essência



Bianca Rosenthal

A essência feminina é como a brisa do mar,

Que acalenta o coração em meio à tempestade,

É o abraço que incentiva o caminhar,

E a coragem que busca a liberdade.

 

A música que toca a alma com maestria,

A força que move na adversidade,

A flor que desabrocha em harmonia

E a luz que afasta a obscuridade.

 

É a manifestação da arte,

Que colore o mundo com tons de esperança.

É a beleza da dança que em alguma parte

Propõe a metamorfose, a mudança.

 

Guia na jornada da evolução,

Natureza, mulher e pura essência.

Com sabedoria faz a condução

E dispensa o viver de aparência.   

sexta-feira, 13 de março de 2026

O Soneto e eu

 



João Baptista de Souza Negreiros

 

Difícil do soneto é encontrar a rima

que venha esmerilhada e com cesura pronta

na justa comunhão do som, da luz, do clima

que hão de permear os versos, ponta a ponta

 

Preciso é que a palavra que o verso anima

abrigo possa achar na imagem que desponta.

Que venha desbastada ao fim dessa vindima

as pérolas do Lácio unindo conta a conta

 

Por isso o meu desgosto em criar sonetos.

Fazer que rimem, suave, quadras e tercetos

e casem-se as estrofes no poema inteiro

 

São tantos os cuidados, e os grilhões são tantos!

Até que a Poesia verta seus encantos

nas sílabas finais do verso derradeiro.

 

 

domingo, 1 de março de 2026

FORMA E CONTEÚDO


Lídia Sendin
Se o homem planta o trigo que alimenta,
Você amassa e assa o pão de cada dia.
Se a força dele o arado aguenta
Você é quem embala a cria.
Você é água em rio corrente
Que desviada do seu leito
Reaparece insurgente
Em outro curso também perfeito
Pode iluminar,
Não como um luzeiro,
Brilhando em só um lugar,
Mas Sol no mundo inteiro
Que com qualidade,
Dá energia,
Força, calor...
É mãe, é guia,
O que quiser,
Não por acaso,
Mulher
Que é vaso
Também
É
Flor.

SER MULHER

​Elisabete Bortolin

 

​Ser mulher é ter o cálice de luz vivente,

resplandecente de energia pura,

onde faz brotar uma nova geração


do mais profundo do seu ser.

​Ser mulher é ter nas mãos o poder

de controlar o mundo através dos filhos

e, assim, conquistar uma liberdade de expressão

através da educação transmitida à humanidade.

​Ser mulher é caminhar lado a lado com o homem,

carregando as dores do mundo,

cumprindo a lei universal

de que só o amor é essencial.

​O mundo de hoje é

a expressão maternal

do amor de uma mulher

pelo homem em sua vida.

 












sábado, 14 de fevereiro de 2026

POMBOS EM DISCUSSÃO

 

Ivana Maria França de Negri

 

Usar a imagem de uma pomba branca para representar a paz, pode. Usar o pombo para representar a terceira pessoa da Santíssima Trindade, pode. Usar pombo para a Festa do Divino, pode. Usar pombinhos para convites de casamento, pode. Usar a ave como pombo correio, pode. Matar pombos para comer, pode. Mas dar milho ou farelo de pão para eles, não pode, e gera multa de 500 reais. Assim como também é proibido alimentar gatos abandonados e moradores de rua. Alegam os legisladores que é um problema de saúde pública. Como se as farmácias populares não estivessem sempre em falta com medicamentos, como se as filas para atendimentos não fossem imensas, além da falta de profissionais, etc...

De tempos em tempos retornam as discussões polêmicas sobre a presença dos pombos na cidade. Muita gente se incomoda com a sujeira e cobra ações da prefeitura. Dão até sugestões absurdas, como reduzir o número de árvores.

Medidas drásticas ou cruéis, tipo extermínio, de nada adiantam. Ações hitlerianas só denotam ignorância a respeito do assunto e nunca foram solução para questão alguma.

Segundo pesquisas, menos de 30% das fezes encontradas são de pombos, os restantes 70% são de outras aves. Não se pode esquecer que na região de Piracicaba existem seis espécies da família dos pombos que são nativas. Por isso as rações anticoncepcionais são condenadas, porque além de serem inviáveis devido ao custo e pela dificuldade de fazer com que se alimentem com a dose correta, podem afetar outras espécies de aves que também comeriam essa ração, comprometendo outros ecossistemas.

A população deve ser orientada a seguir condutas de higiene e saber sobre o contágio das principais doenças e como agir caso ocorram sintomas que prenunciem algumas dessas zoonozes.

Há muitas maneiras não agressivas de evitar que vivam no telhado das casas. Pombas não gostam de material brilhante como papel laminado. E nem do odor do cravo-da-india. Também o uso de fios de naylon a dez centímetros de onde elas costumam pousar, faz com que se afastem do local. Providenciar vedação de vãos nos forros e telhados e outros locais onde possam criar ninhos, colocando telas ou tapumes, conforme o caso. Colocar festões brilhantes ou manequins de predadores, tipo espantalho de corujas, falcões, também costuma dar bons resultados afastando-as do local.

As medidas têm que ser de acordo com a legislação para não causar danos às aves, nem ao meio ambiente, e devem ser aprovadas pelas sociedades protetoras de animais.

A presença de pombos em praças não é algo exclusivo de Piracicaba. São encontrados no mundo todo, exceto nas regiões polares. Chegaram ao Brasil trazidos por imigrantes europeus no século XVI como aves domésticas, adaptando- se muito bem aos grandes centros urbanos, devido a facilidade de encontrar alimento e abrigo. A diferença é que nos países desenvolvidos fazem a limpeza e desinfecção regularmente das praças, mantendo tudo higienizado.

Na Turquia há milhares de pombais, pequenas aberturas pintadas de branco ou decoradas com arabescos coloridos para atrair os pássaros, projetados para permitir a entrada dos pombos e protegê-los contra predadores, mantendo os ninhos seguros.

Na Capadócia existe o Vale dos Pombos, um local pitoresco perto da cidade de Uchisar, onde numerosos pombais foram escavados desde os tempos antigos. O vale, cujo nome deriva dos pombos, é um ponto turístico bastante visitado e protegido pelo governo, sendo o local patrimônio Mundial da UNESCO.

E aqui, quem é cruel, mata e maltrata animais, raramente é punido, mas quem tem compaixão e alimenta pombos e animais de rua, é condenado.

E que não sejam punidas pessoas de bom coração!

 






quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Primeira Oficina Literária de 2026

O Grupo Oficina Literária de Piracicaba (GOLP) foi criado em 1989, por sugestão do escritor Ignácio de Loyola Brandão, coordenador de duas oficinas em Piracicaba, com o objetivo de manter os então alunos em constante contato e promover o desenvolvimento do meio literário piracicabano, através de reuniões, estudos e produção de textos.

Os escritores Caio Fernando Abreu, duas vezes, e Márcia Denser também coordenaram oficinas literárias em Piracicaba, propiciando aos integrantes do Grupo a possibilidade de um aprofundamento e enriquecimento de estudos na área.  

E desde então, há quase 40 anos, as oficinas literárias são realizadas pelo grupo,  só interrompidas nos anos da pandemia.

E já há alguns anos que o GOLP tem o reforço da Academia Piracicabana de Letras e do Centro Literário de Piracicaba na realização das oficinas, com apoio da secretaria de Cultura e Prefeitura. 

Em cada oficina um escritor fica na coordenação para estimular os presentes a escreverem. Depois todos leem os textos que escreveram, que podem ser aproveitados para publicação nos blogs literários e na página semanal Prosa e Verso, publicada semanalmente na Tribuna Piracicabana há 25 anos, sem interrupções.

Nesta primeira oficina do ano – são mensais – a escritora e contadora de histórias Carmelina de Toledo Piza estará na coordenação e o tema será  “A incrível fabriqueta de palavras”

A oficina será realizada na quinta-feira, dia 5 de fevereiro, das 19h30 às 21h30

O endereço do Museu Prudente de Moraes é rua Santo Antônio, 641 - Centro














quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Orelha





                                                             Ivana Maria França de Negri

 

Orelha era um cachorrinho

Muito dócil e querido

Vivia feliz na praia

E tinha ração e abrigo

 

Era livre pra correr

E tinha outros amigos

Também cuidados por todos

E não tinham inimigos

 

Assobiando o chamaram

E veio abanando o rabo

Pensando ganhar petiscos

Ou quem sabe algum afago

 

Seres trevosos chegaram

Querendo "se divertir"

E o pobrezinho espancaram

Até o seu crânio se abrir

 

Um prego lhe foi cravado

Sem dó e sem piedade

E não conseguiu fugir

Pois já tinha muita idade

 

Dois dias agonizou

Foi preciso eutanasiar

Enquanto os cruéis algozes

Rindo foram viajar!

 

Que não fiquem sem castigo

Por conta da menoridade

O que define um humano

É o caráter e a bondade

 

Siga em paz doce cãozinho

Não vais sofrer nunca mais

Pois sua alminha de luz

Vai pro céu dos animais


Convite - Sarau das Artes


 Homenageada da noite: advogada, escritora, poetisa e contadora de histórias Maria Madalena Tricanico de Carvalho Silveira



quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Pedidos para o Ano Novo


 

Elda Nympha Cobra Silveira

 

Queria ter podido dançar mais,

Cantar mais junto a um vilão,

Comer sem engordar,

Correr debaixo de pingos de chuva,

Sentir o cheiro da terra molhada,

Mergulhar meus pés na enxurrada!

Ter me sentido mais amada,

Não economizar meus sorrisos,

Ter chorado quanto quis,  e...

Sem nenhuma vergonha!

Gostar de caminhar mais,

Não procurar rugas nos espelhos,

Chega de desculpas 

E...sorrisos falsos.

Não quero agora, mas anseio

Encontrar aqueles que amei e...

Que partiram desta vida!

E que a saudade não doa tanto!

 

É tempo de Chuva



 

                                                                                   (foto do Google, não sei a autoria)

Lídia Sendin

 

Hoje o tempo amanheceu com um pé na noite. A preguiça do sol envergonhava as nuvens. Blocos negros e fofos rondavam o céu procurando o melhor lugar para despencar. Olhares preocupados voltavam-se para cima e mãos afobadas trancavam as janelas rapidamente na espera ansiosa pelas águas aguardadas e temidas a um só tempo.

As pequenas folhas da roseira e a grama do jardim se unem às copas das árvores e se agitam humildemente na antessala do espetáculo que está por vir. A música veemente dos trovões é antecedida pelas luzes que riscam os céus.

 Os primeiros e tímidos pingos não devem ser desprezados, são prenúncios de águas que cairão tempestuosas.

 O rio agradece. A vida se renova. Respire, o ar está limpo.

É tempo de chuva.

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz