Lídia Sendin
Você se joga
Quase se afoga num mar de
esperança.
Mas de que adianta,
Se vem o resgate que salva você!
Por que me puxaram?
Estava engolindo as
bolhas-promessas,
Estava curtindo no sal do devir.
Lídia Sendin
Você se joga
Quase se afoga num mar de
esperança.
Mas de que adianta,
Se vem o resgate que salva você!
Por que me puxaram?
Estava engolindo as
bolhas-promessas,
Estava curtindo no sal do devir.
(Memórias afetivas)
Não tive muito contato com minha avó
materna, que faleceu quando eu contava apenas cinco anos de idade. Mas através
de minha mãe, eu e meus irmãos, ouvíamos atentos as sagas familiares que ela
ouvira desde criança.
Minha avó aportou no Brasil, recém-casada,
vinda da Itália, aos dezoito anos. Nunca mais retornou ao seu país de origem
que ficou guardado na memória e nas lembranças de infância.
Uma mulher muito bonita e determinada que
enfrentou inúmeras dificuldades num país estranho, costumes e língua bem
diferentes, e a saudade que teve de amargar pelo resto da vida da sua terra
natal.
Os filhos foram chegando. Treze ao todo,
mas vingaram dez.
Quanto trabalho, peças para cozer, tachos
de doces, compotas, roupas para lavar, engomar, num tempo de dinheiro escasso. Mesmo
com tantas crianças para cuidar, ainda sobrava-lhe tempo para bordar, tricotar
e fazer crochê
Naquela época não havia empregadas, nem
eletrodomésticos. Tudo era feito manualmente e em casa. As frutas e verduras
vinham diretamente da horta do quintal, orgulho do meu avô.
Na última gestação, que foi gemelar, teve
um parto complicado, sendo que naquela época os partos eram feitos em casa por
parteiras e sem recurso algum que não fosse a experiência delas. Devido a
complicações, por causa de uma hemorragia, ficou com as pernas fracas. E por
conta desse problema, minha avó ficava sentada a maior parte do tempo enquanto
as filhas mais velhas ajudavam a cuidar dos mais novos.
Começou a fazer rendas de crochê. Tecia
metros e metros de delicadas peças, utilizando agulhas e linhas bem fininhas.
Eram trabalhos lindíssimos que ela
produzia sem parar. Fios entrelaçados habilmente e as rendas prontas eram
enroladas em pedaços de papelão. Entre os muitos metros de rendas brancas,
havia também as azuis, cor de rosas, amarelinhas, verdes, algumas mesclando
mais de uma cor, num arco-íris de encher os olhos.
Repartia os rolos de renda entre as filhas
prestes a se casar para que aplicassem nas peças do enxoval, toalhas de mesa,
de banho, panos de pratos. E mais tarde, para enfeitar os cueiros e mantas dos
bebês que iam chegando.
Outro dia, entre os guardados de minha mãe
já falecida, encontrei uma caixa repleta de rendas que para ela, eram
verdadeiros tesouros.
As de cor branca estavam amarelecidas pela
ação do tempo e as coloridas, um tanto desbotadas. Coloquei as brancas de molho
ao sol e voltaram à brancura original, e as de cor, tiveram seus tons
reavivados.
Ainda não decidi onde vou aplicá-las.
Penso que ficarão lindas nos vestidinhos das minhas netas, a quinta geração da
família.
Enquanto admiro o trabalho perfeito, fico
imaginando no que pensava minha avó enquanto tecia as rendas. Numa época em que
não existiam distrações e nem televisão, as mãos se ocupavam enquanto os
pensamentos voavam. No que pensaria minha avó?
A cada laçada, um suspiro, e o coração
cheio de amor, apesar das dificuldades.
Momentos de dor, de felicidade, de
saudade, todas as emoções afloradas e impregnadas nas tramas de cada peça, uma
diferente da outra.
E eu revejo minha avó ora sorrindo, ora
chorando, em seus metros e metros de sonhos tecidos à mão...
Herdei parte dessas rendas e costurei
vestidinhos enfeitados com elas para minha filha. Ela cresceu, se casou, teve
suas filhas, e pude ver minhas netas gêmeas usarem os mesmos vestidinhos,
quinta geração de mulheres da família.
Gratas memórias que guardo como um tesouro
no meu coração.
(foto Arquivo Nacional)
Memórias
que permanecem: Ermelinda Ottoni e o sonho que atravessou gerações
por Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Algumas memórias
vivem em fotografias antigas, em cartas amareladas ou em objetos guardados ao
longo dos anos. Outras continuam vivas porque permanecem transformando pessoas.
Caminham pelos corredores de escolas, atravessam gerações e seguem produzindo
futuros. A história de Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz é uma dessas memórias.
Ermelinda nasceu
no Rio de Janeiro, em 1856, em uma família culta e influente. Desde muito jovem
conheceu diferentes lugares do mundo, viajando pela Europa, Estados Unidos e
Ásia. Aprendeu idiomas, observou culturas e descobriu que o mundo podia ser
muito maior do que os limites que a sociedade de seu tempo costumava impor às
mulheres.
Em 1880, casou-se
com Luiz Vicente de Souza Queiroz. Mais do que marido e esposa, os dois
tornaram-se companheiros de sonhos. Em uma época em que muitas mulheres
permaneciam em silêncio diante das decisões dos homens, Ermelinda caminhava ao
lado de Luiz. Participava das viagens, acompanhava projetos, compartilhava
ideias e ajudava a construir objetivos que os dois acreditavam em poder
transformar a realidade ao redor.
O casal desejava
uma cidade mais desenvolvida, humana e preparada para o futuro. Participaram de
iniciativas importantes para Piracicaba, contribuindo para melhorias que
mudariam a vida das pessoas. Mas existia um sonho ainda maior: criar uma escola
que ensinasse muito mais do que técnicas agrícolas. Queriam formar pessoas,
criar oportunidades e abrir caminhos para gerações que ainda nem haviam
nascido.
Movidos por esse
ideal, viajaram em busca de referências, estudaram modelos educacionais e
adquiriram a Fazenda São João da Montanha, local escolhido para o projeto da
futura escola agrícola. Em 1892, fizeram algo extraordinário: doaram a
propriedade ao governo com a condição de que ali surgisse uma escola dedicada
ao conhecimento e ao desenvolvimento do país.
Mas a vida nem
sempre acompanha os planos no tempo que desejamos. Em 1898, Luiz de Queiroz
faleceu antes de ver o sonho realizado. Poderia ter sido o fim daquela
história. Poderia ter sido apenas mais um projeto interrompido pelo destino.
Mas Ermelinda
escolheu continuar...
Entre a saudade e
a promessa feita ao companheiro de uma vida inteira, ela manteve acesa a chama
daquele propósito. Seguiu em frente levando consigo não apenas a memória de
Luiz, mas também a responsabilidade de proteger algo que pertencia aos dois.
Em 3 de junho de
1901, ela assistiu à inauguração da Escola Agrícola Luiz de Queiroz. Naquele
momento, não se inaugurava apenas uma instituição. Materializava-se um sonho
construído por duas pessoas que acreditaram que a educação poderia mudar vidas.
Ermelinda assinou o livro de inauguração da escola, sendo a única mulher.
Hoje a Esalq é uma
referência internacional, como centro de excelência em ensino, pesquisa e
extensão universitária.
Quem atravessa os caminhos da Escola talvez veja árvores, prédios e estudantes. Mas existe algo que não aparece imediatamente aos olhos. Em cada espaço permanece a memória silenciosa de uma mulher que recusou ocupar apenas o lugar que sua época lhe reservava. Ermelinda compreendeu algo que continua verdadeiro: sonhos podem sobreviver às pessoas e, quando cultivados com coragem e generosidade, tornam-se heranças capazes de atravessar o tempo.
O legado do casal
Queiroz se transformou em um sonho compartilhado que sobrevive por mais de cem
anos!
Ermelinda, uma mulher
especial que fez a diferença como protagonista de nossa história!
Ermelinda, uma mulher
especial que fez a diferença como protagonista de nossa história!
Ermelinda apresenta a seu esposo o
resultado de seu sonho
POETISAS QUE SE DESTACARAM EM PIRACICABA (In
Memoriam)
Piracicaba recebeu o apelido de "Florença Brasileira" e também "Ateneu Paulista", devido à sua rica herança artística, efervescência cultural e por ter sido o berço e refúgio de grandes nomes das artes. O título faz referência à cidade italiana de Florença, um dos maiores berços culturais do mundo. O principal motivo dessa comparação é o grande número de artistas plásticos, escritores, poetas, pensadores, desenhistas, cartunistas, músicos, cantores, atores, contadores de histórias que emergem nessa terra. O apelido foi eternizado no livro Piracicaba, a Florença Brasileira do jornalista e escritor Cecílio Elias Netto, que documenta a riqueza das artes piracicabanas.
A cidade destacou-se no cenário nacional desde cedo. O renomado pintor Almeida
Júnior, um dos maiores nomes da pintura brasileira, viveu e produziu obras
marcantes no município. Outros artistas locais, como Alfredo Volpi e também as
poetisas:
Marina Tricânico , Maria Cecília Machado Bonachella, Dulce Ana da Silva
Fernandez e Virginia Pratta Gregolin, todas “in memoriam”. Vou citar um poema de cada, que dentre tantos
outros, fizeram delas grandes poetisas. Elas nasceram e/ou se destacaram em
Piracicaba com suas obras, reforçando o título de berço das artes, que muito
honra nossa cidade.
(foto álbum de formatura Sud Mennucci colorizada por Ivana Negri)
MARINA TRICÂNICO
AQUELA MESA...
Aquela escrivaninha onde eu
sonhava,
Aquela mesa amada e pequenina.
Era só nela em que me refugiava
Para compor meus versos de menina.
E, debruçada sobre ela, eu ficava
Envolta pela noite peregrina.
Cheia de sonho, ingênua, acreditava
Na cigana que lera a minha sina...
Ah! Se eu pudesse achar aquela
mesa,
— Minha ternura— tenho bem certeza,
Ao começo da vida voltaria...
E chorando qual tímida criança,
Eu dela cobraria uma esperança,
E a volta dos meus sonhos, pediria...
MARIA CECÍLIA MACHADO BONACHELLA
DECISÃO
Não vou mais escrever, é minha
escolha.
Hei de deixar os meus papéis em
branco.
- tirem da minha frente – agora!
– a folha
Ou eu mesma a rasgo, ou então, a
arranco.
Qual garrafa ao mar tendo presa a
rolha
Ou caramujo enrolado, eu me
tranco.
Esta mágoa não mais meu peito
molha
Estou sendo sincera, o gesto é
franco.
Já nem mais quero rimas, ser
poetisa;
O verso se despede e agoniza
Sem remorso. É o que a alma
determina.
Não tem lugar no peito, nada
inspira.
Não, nada existe: amor, ódio ou
ira.
Apenas se extinguiu, secou a mina.
DULCE ANA DA SILVA FERNANDEZ
Quando?
Já não sei
Quando sou:
A mulher vaidosa,
Mãe carinhosa,
Vovó coruja,
Esposa-amante,
Ou uma simples poetisa.
Já não me importa saber
Qual delas eu sou,
As vantagens de ter mais
De oitenta anos de idade,
É poder ser todas
Ao mesmo tempo.
É não ter medo
De num triste dia nublado,
Ouvir cantos gregorianos,
Olhar ao espelho
E não enxergar mais,
Nenhuma delas.
VIRGINIA PRATTA GREGOLIN
PREMEDITAÇÃO
Se tudo fosse
premeditação,
Nada aconteceria por
acaso,
Nós não teríamos tanta
intuição
Para elaborar o nosso
próprio vaso.
Fazer valer nossa
predileção
No cultivo da flor, se
for o caso.
Quem premedita terá o seu
quinhão,
Felicidade sem nenhum
atraso!
Vai longe o pensamento
comandando,
Do coração a rédea, já
sem freios,
Como as ondas do mar se
vão rolando.
Se tantas causas
justificam os meios,
A premeditação vai é
somando
Fatos e atos nos seus
entremeios.
Elisabete Jurema Bortolin
Minha Experiência Vivida
na 197ª Festa do Divino Espirito Santo de Piracicaba
Os fogos de hoje, mesmo
que sem estampidos, são para lembrar as fogueiras do passado. Lembrando que foi
o então prefeito Viegas Muniz que instituiu o encontro dos barcos no Rio
Piracicaba, pela primeira vez, na festa de 1826.
Quando
a Bandeira escolhe seus guardiões
Ao lado do professor
Adolpho Queiroz, passamos a ser festeiros do Divino. E, sem que eu pudesse
imaginar, iniciava-se uma das mais profundas peregrinações da minha própria
vida.
Foi
a Bandeira quem me ensinou.
Levamos a bandeira a 70
lugares que conduziu meus passos por ruas antigas, bairros, igrejas, casas
simples, estabelecimentos comerciais e lugares onde a fé permanecia silenciosa,
mas viva. Em cada porta aberta, um olhar emocionado. Em cada abraço, uma
história. Em cada oração, a certeza de que o Espírito Santo continua
encontrando morada onde existe esperança.
Neste ano, a grande
atração do leilão foi uma Imagem de Nossa Senhora Aparecida, doada pelo cantor
Daniel, aliás José Daniel Camilo, que saiu de Brotas para encantar o Brasil, que
foi o maior arremate já conhecido na história da festa. Superando, em muito, os
lances dados para a compra das leitoas e outras prendas ofertadas.
O
encontro dos barcos
A experiência de ter ido
no Barco dos Irmãos do Rio de Cima, para encontrarmo-nos com os barcos dos
remadores, representando os Irmãos de Baixo, foi inesquecível.
Quando embarquei levando
a Bandeira-Mãe, compreendi que algumas experiências não cabem nas palavras.
O Rio Piracicaba parecia
guardar, em suas águas, a memória de quase duzentos anos de fé. Das pontes, das
margens e das embarcações surgiam aplausos, orações, lágrimas e sorrisos. A
cidade inteira parecia respirar no mesmo compasso.
No barco seguiam três
bandeiras. A tradição dizia que apenas a Bandeira-Mãe deveria navegar. Naquele
dia, porém, duas outras a acompanhavam.
Enquanto as observava
balançando ao vento, uma compreensão silenciosa tomou conta de mim. Não
procurei explicações. Apenas senti.
Ali estavam, para meu
coração, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
A Trindade navegava sobre
as águas do velho Piracicaba, restando apenas uma paz profunda.
No
ritmo da Congada
Após a missa da passagem
da bandeira para o próximo casal festeiro, acontece a Congada. Ver as
senhorinhas e senhorzinhos vestidos com traje oficial da festa. Roupa Branca,
com fitas vermelhas, gravatas cheias de medalhinhas, boina branca com o símbolo
da Irmandade, sapatos brancos e meias brancas. Um cuidado nas vestes que demonstram
o carinho, o amor pela festa de fé e tradição.
Nos passos
compassados dos congadeiros, nos bastões marcando o ritmo e, sobretudo, na
alegria serena estampada no rosto de homens e mulheres que mantêm viva uma
tradição secular.
Participei junto com o
pessoal quando foi aberta a roda para todos participarem. Ritmo suave, gostoso,
batida forte e firme.
Ser festeira
do Divino foi, para mim, muito mais do que uma honra. Foi uma convocação da
própria história de Piracicaba para que eu pudesse compreender, enfim, que a fé
também se escreve também se canta e também se navega.
Desde então,
a Festa do Divino deixou de ser um acontecimento do calendário.
Passou a habitar,
definitivamente, a memória e o coração.
Ivana Maria França de Negri
Sempre tive
curiosidade de conhecer esse casarão imponente que desperta o fascínio das
coisas antigas, da história da nossa cidade
Às vezes passava
em frente, quando fazia caminhadas, e pelas frestas do portão, sempre fechado,
visualizava a imponente fachada em tons de rosa e branco, o pórtico rendilhado
das janelas e as paredes entremeadas de musgos.
O chafariz de dois
andares compunha o cenário de contos de fadas. E a verdejante floresta emoldurando a paisagem.
Mas eis que surge
a oportunidade de visitar esse casarão e eu não poderia perder por nada! Antiga
Vila Aretusina, o palacete foi construído para ser moradia de Luiz Vicente de
Souza Queiroz e sua esposa Ermelinda, mais tarde conhecido por "Seio de
Abraão" por sua beleza histórica, e por fim, mudaram para Palacete Boyes
quando foi vendido para a família Boyes,
que utilizou a mansão até o fechamento da fábrica, quando o imóvel ficou
abandonado por muito tempo, até que o empresário Arnold Fioravante o arrematou
num leilão e o restaurou. Recentemente foi tombado pelo CODEPAC.
Construído no
século XIX, na década de 1870, guarda a imponência do estilo neoclássico. Um casarão que se integra com a paisagem
ribeirinha e tem até uma cachoeira cantante em seu quintal, cercado de
vegetação nativa que abriga árvores centenárias gigantescas.
Graças ao projeto Village
Art Decor, do empresário Bruno Chamochumbi, que congrega um pool de arquitetos,
paisagistas, designers e decoradores, os portões se abriram para a população,
mas corram comprar seus ingressos porque é por tempo limitado!
O passeio
inicia-se pelos jardins. A cada passo, uma surpresa... Além da exuberante
floresta e da cascata, um pequeno cemitério com lápides aguça a curiosidade. São
tumbas dos inúmeros animais de estimação que por ali viveram.
Fecho os olhos e imagino
Ermelinda Ottoni e seu amado Luiz de Queiroz, de braços dados passeando pelos
jardins num final de tarde, o sol se pondo no horizonte, o perfume das flores
invadindo o ambiente, o canto dos pássaros e o borbulhar da cachoeira. Tudo
natural, sem carros passando, sem interferências, naquele paraíso particular.
Olhando para o
chão, os belíssimos mosaicos, levantando o olhar, os lustres de cristal. Ao pé da
escadaria, a adega, onde dá pra sentir a umidade geladinha ao colocar as mãos
nas paredes pétreas. Quanta magia!
Lá fora, centenas
de carros por conta da Festa do Divino, rojões ensurdecedores. Mas lá dentro, o
sagrado se perpetuando na imagem da santa numa redoma, paredes guardando
segredos, degraus que foram guardiões de histórias, de alegrias e tristezas, de
emoções que nunca ninguém saberá, só quem viveu naquele refúgio.
Muitos detalhes
como o elevador de alimentos, que levava a comida quentinha direto da cozinha
para a sala de jantar. Cristaleiras antigas que guardam louças inglesas e copos
de cristais da Alemanha.
Fico imaginando os
saraus que aconteciam, regados a vinhos importados, e as vestes elegantes das
damas, de sedas, cetins e rendas, ostentando lindas joias. E os trajes sóbrios
dos cavalheiros, casacas de tweed inglês, coletes e abotoaduras de ouro.
A mansão histórica
teve a honra de receber como hóspedes, Dom Pedro II, o presidente Washington Luís
e o famoso escritor e poeta britânico Rudyard Kipling, criador de Mogli, o
Menino Lobo, ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1990.
O sol começava a
bocejar no horizonte e a escuridão da noite desbotava as cores. Viemos embora.
Mas a magia permaneceu em mim...