Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Palacete Luiz de Queiroz - Piracicaba

 


Ivana Maria França de Negri

 

Sempre tive curiosidade de conhecer esse casarão imponente que desperta o fascínio das coisas antigas, da história da nossa cidade

Às vezes passava em frente, quando fazia caminhadas, e pelas frestas do portão, sempre fechado, visualizava a imponente fachada em tons de rosa e branco, o pórtico rendilhado das janelas e as paredes entremeadas de musgos.

O chafariz de dois andares compunha o cenário de contos de fadas. E a verdejante  floresta emoldurando a paisagem.

Mas eis que surge a oportunidade de visitar esse casarão e eu não poderia perder por nada! Antiga Vila Aretusina, o palacete foi construído para ser moradia de Luiz Vicente de Souza Queiroz e sua esposa Ermelinda, mais tarde conhecido por "Seio de Abraão" por sua beleza histórica, e por fim, mudaram para Palacete Boyes quando foi vendido para  a família Boyes, que utilizou a mansão até o fechamento da fábrica, quando o imóvel ficou abandonado por muito tempo, até que o empresário Arnold Fioravante o arrematou num leilão e o restaurou. Recentemente foi tombado pelo CODEPAC.

Construído no século XIX, na década de 1870, guarda a imponência do estilo neoclássico.  Um casarão que se integra com a paisagem ribeirinha e tem até uma cachoeira cantante em seu quintal, cercado de vegetação nativa que abriga árvores centenárias gigantescas.

Graças ao projeto Village Art Decor, do empresário Bruno Chamochumbi, que congrega um pool de arquitetos, paisagistas, designers e decoradores, os portões se abriram para a população, mas corram comprar seus ingressos porque é por tempo limitado!

O passeio inicia-se pelos jardins. A cada passo, uma surpresa... Além da exuberante floresta e da cascata, um pequeno cemitério com lápides aguça a curiosidade. São tumbas dos inúmeros animais de estimação que por ali viveram.

Fecho os olhos e imagino Ermelinda Ottoni e seu amado Luiz de Queiroz, de braços dados passeando pelos jardins num final de tarde, o sol se pondo no horizonte, o perfume das flores invadindo o ambiente, o canto dos pássaros e o borbulhar da cachoeira. Tudo natural, sem carros passando, sem interferências, naquele paraíso particular.

Olhando para o chão, os belíssimos mosaicos, levantando o olhar, os lustres de cristal. Ao pé da escadaria, a adega, onde dá pra sentir a umidade geladinha ao colocar as mãos nas paredes pétreas. Quanta magia!

Lá fora, centenas de carros por conta da Festa do Divino, rojões ensurdecedores. Mas lá dentro, o sagrado se perpetuando na imagem da santa numa redoma, paredes guardando segredos, degraus que foram guardiões de histórias, de alegrias e tristezas, de emoções que nunca ninguém saberá, só quem viveu naquele refúgio.

Muitos detalhes como o elevador de alimentos, que levava a comida quentinha direto da cozinha para a sala de jantar. Cristaleiras antigas que guardam louças inglesas e copos de cristais da Alemanha.

Fico imaginando os saraus que aconteciam, regados a vinhos importados, e as vestes elegantes das damas, de sedas, cetins e rendas, ostentando lindas joias. E os trajes sóbrios dos cavalheiros, casacas de tweed inglês, coletes e abotoaduras de ouro.

A mansão histórica teve a honra de receber como hóspedes, Dom Pedro II, o presidente Washington Luís e o famoso escritor e poeta britânico Rudyard Kipling, criador de Mogli, o Menino Lobo, ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1990.

O sol começava a bocejar no horizonte e a escuridão da noite desbotava as cores. Viemos embora. Mas a magia permaneceu em mim...





































terça-feira, 7 de julho de 2026

EU, CAIPIRACICABANO

 


João Baptista de Souza Negreiros Athayde

 

Se eu fosse poeta, até ergueria

Um canto sublime em versos sentidos

Contando a história da longa jornada

E os frios temores ao longo da estrada

De um jovem buscando seus sonhos ungidos

 

Se eu fosse poeta eu bem saberia

Da angústia e das dores da alma contrita

Do jovem sozinho em meio à cidade

Vazio de amores. E a dura saudade

Ferindo seus sonhos na insana desdita

 

O tempo que passa, também é remédio.

As dores se acalmam, nas lides dos dias

O sol de repente ressurge no espaço

Também a cidade se abre em abraço

Enchendo de vida as noites vazias

 

E a mesma cidade dos braços abertos

Que o moço acolhera, na sua tristeza

Abriu-lhe um sorriso sensível, materno

E o povo da terra, de sangue fraterno

A vida ensinou-lhe a olhar com leveza

 

São novos caminhos.  O ideal altanado

É luz que alumia! Divino fanal!

Os passos à frente, pisando os escolhos

São passos levando o brilho dos olhos

Trazido das eras – herança ancestral

 

É duro o trabalho,  o estudo também!

Adiante o futuro com seus desafios

Convida ao combate, cobrando coragem

E o jovem se entrega àquela voragem

Sem medo, sem pejo, coberto de  brios

 

E passam-se os dias. A estrada é comprida!

Preciso é vestir-se de longo preparo

Nas lides do foro a paz é buscada

Por isso que a lei deve ser sustentada

Trazendo às pessoas justiça e amparo

 

E quanto é preciso maduro bom senso

Que mágoas  desfaça e a paz alevante!

                                          Mister tão sublime do advogado

Também para isso é sempre chamado

Sua mera presença por vez é bastante

 

Se eu fosse poeta, eu bem que cantara

A saga do jovem que aqui aportou

Nos longes do século há tanto passado

Chegara tão triste, de tudo cismado

E aqui seu lugar, no entanto, encontrou

 

E tanta alegria compôs seu caminho

E tantas vitórias marcaram seus dias

Família e os amigos que foram chegando

Profundos afetos a alma marcando

Deixando ao passado as noites vazias

 

Em rápidos traços, foi esta a história

A saga do jovem – tão simples paisano

Chegado de longe, sonhando o futuro

Aqui encontrando um porto seguro

Fazendo-se enfim  CAIPIRACICABANO!

Olhos Ternos

 

                                                                Antonio Carlos Fusatto

 

Aquele homem andara pelo mundo

Procurando uma tal felicidade

De que ouvira falar, em tenra idade,

Mas nunca vira nem por um segundo.

 

Percorrera cidade por cidade.

Foi do palácio – o luxo mais profundo –

Ao lupanar – a escoria do submundo –

Sem encontrá-la. Era uma irrealidade.

 

Certa noite avistou, num lar paupérrimo,

A mãe feliz a dar o seio ubérrimo

À criancinha loira, rosicler.

 

Aí o velho achou o seu tesouro

Muito maior que a pedra, a prata, o ouro –

Naqueles olhos ternos de mulher.

 

sábado, 4 de julho de 2026

Carências



Leda Coletti

 

Carências afetivas muitos têm

vivenciadas em lágrimas, murmúrios

fugas, risadas, agressões também,

ocultando feridas e vazios.

 

Não recebem carinhos de ninguém

palavras de incentivo solidário,

mesmo assim sonham que virá alguém

lhe demonstrar amor prioritário.

 

Há os famintos, pedem pelo pão,

Os que têm sede, a água em profusão,

Outros, na fé, aceitam sua sina.

 

Nesse caminho só de névoa fria

com grande desamor, quase agonia,

a esperança se torna chama pequenina.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Sarau das Artes - Homenageado desta edição o advogado e poeta João Baptista Athayde


                                                                           João Athayde


                        Flávio, Giovana, Vera, Athayde, Marco Aurélio, Andréia e Caetano
Cássio, Ivana, Bete e Adolpho
Lourdinha, Leda, Ana Maria, Carmen, Ieda e Ivana
                                                             Rodolfo, Elyana, Elson e Mateus
                                                     Leonice, Vera, Athayde e Valdemir
                                                          Élson, Elyana e Rodolfo
                                                             Elisabete e cururueiros
                                                Sheila, Carmelina, Aracy e Christina
Carmelina, Leda, Bianca e Christina
Marina, Sheila, Madalena, Marister e Dalva

                                                  Newman, Lourdinha, Célia e Pedro

                                      Lourdinha, Leda, Ivana, Ana Maria, Carmen e Ieda
Ésio Antonio Pezzato


Christina, Elisabete e Carmelina
Joseane, Elson, Christina, Carmelina, Elisabete
Newman Ribeiro Simões
Grupo musical Noiva da Colina
                                                                     Auditório da Biblioteca          

                                                           

JOÃO BAPTISTA DE SOUZA NEGREIROS ATHAYDE

Nascido em Ribeirão Bonito, SP em 03/11/1945, filho de Alcebiades Negreiros Athayde e Clementina Ramos de Souza Athayde. Advogado, casado, dois filhos e um neto. 

Residiu em Tupi Paulista de agosto de 1963 a março de 1971.

Em 1968, com Francisco S. Athayde, fez  o programa “Momento Cultural” na Rádio local.

 Em 1969, foi fundador do “Centro Tupiense de Literatura”, juntamente com os Professores Leônidas Ramos de Oliveira, Alberto Segura Athayde (falecidos) e Albino Ferragini.

Foi  coeditor  do Jornal Literário “Nossas Letras” que circulou durante os anos de 1969 e 1970.

Iniciou o curso de Direito na Faculdade de Direito de Tupã em 1970.

Em Piracicaba desde 1971, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Piracicaba  (UNIMEP), em 1973.

Lecionou  no Colégio Técnico da UNIMEP e, de 1979 a 1982 foi Professor de Teoria Geral do Estado e Direito Penal e Processual Penal na mesma Universidade.

Membro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Piracicaba (CODEPAC) de 1992 a 2000.

Fundador da Associação dos Escritores de Piracicaba (AEP) - 1980

Fundador do Centro Literário de Piracicaba (CLIP)- 1991, tendo sido seu Presidente por 7 gestões.

É também membro fundador da Academia Maçônica de Letras  de  Piracicaba (AMLP).

É membro titular da Academia Piracicabana de Letras (APL) – Cadeira nº 34.

Presidente da 8ª. Subseção da OAB Piracicaba – gestão 2004/2006

Presidente da 15ª. Turma do TED (Tribunal de Ética e Disciplina da OAB- ) – gestão 2007/2009

Publicações:

Coautor de “Anotações ao Estatuto da Advocacia”2008 (Editora Lex)

Autor de   “ Variações Poéticas Sobre a Banalidade do Mal”- 2015 (Ed. Fealq)

                        “Do Estado de Violência à Violência de Estado” -2017 ( Ed. Lex)

                        “Cantares do Brasil” -2024 ( Ed. Labrador)

 

Participou de 12 Coletâneas de Poesias.  Foi por seis vezes membro da Banca de Jurados do “Prêmio Escriba de Poesia”, promovido pela Prefeitura de Piracicaba.






Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz