Ivana
Maria França de Negri
Orelha era um
cachorrinho
Muito dócil e
querido
Vivia feliz na
praia
E tinha ração e
abrigo
Era livre pra
correr
E tinha outros
amigos
Também cuidados
por todos
E não tinham
inimigos
Assobiando o
chamaram
E veio abanando o
rabo
Pensando ganhar petiscos
Ou quem sabe algum
afago
Seres trevosos
chegaram
Querendo "se
divertir"
E o pobrezinho
espancaram
Até o seu crânio
se abrir
Um prego lhe foi
cravado
Sem dó e sem
piedade
E não conseguiu
fugir
Pois já tinha muita
idade
Dois dias agonizou
Foi preciso
eutanasiar
Enquanto os cruéis
algozes
Rindo foram viajar!
Que não fiquem sem
castigo
Por conta da
menoridade
O que define um
humano
É o caráter e a bondade
Siga em paz doce
cãozinho
Não vais sofrer
nunca mais
Pois sua alminha de
luz
Vai pro céu dos
animais

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