Carmelina T. Piza
Ela grita, corre em direção a alta montanha.
Quer sentir o som do vento, o barulho da natureza, o zoar das nuvens nas
palmas das mãos marcando as linhas da vida sonora.
Sim.
Ela conseguiu acampar no alto da mais alta montanha.
Os sons chegam até ela com a força da fagulha em sua própria confiança da
existência.
Ela pergunta: o que fazer com tudo isso?
“Colocar esse sonho dentro de uma sacola de palha trançada.
Enche-la de panos, véus e tules coloridos e transformá-los em personagens
das histórias.
O azul do céu e do mar, o verde das matas e dos sapos que se transformam
em príncipes, o vermelho do fogo, do coração e do sangue das mulheres do Barba
Azul.
Surge o calor com o amarelo do sol e do ouro”.
Ela vai ao encontro de tantas outras tonalidades na realidade simbólica
das histórias.
Ela descobre o olhar poético ao encontro com a criança presente.
Ela consegue desvendar as cortinas dos devaneios da própria infância.
Ela é: “A Contadora de História”.
CarmLina

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