João Athayde autografando para os colegas durante reunião do Centro Literário de Piracicaba (CLIP)
Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)
Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)
Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)
Diretoria 2025/2028
Presidente: Raquel Araujo Delvaje
Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky
Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva
1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin
2a secretária: Ivana Maria França de Negri
1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
2o tesoureiro: Edson Rontani Junior
Conselho fiscal:
Antonio Carlos Fusatto
Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal
Cássio Camilo Almeida de Negri
Jornalista responsável: Evaldo Vicente
Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri
Conselho editorial:
Aracy Duarte Ferrari
Eliete de Fatima Guarnieri
Leda Coletti
Lídia Sendin
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins
Seguidores
domingo, 6 de março de 2016
Novo livro de poesias do acadêmico João Athayde
quarta-feira, 2 de março de 2016
A Paz e a Música
![]() |
| Acadêmica Myria Machado Botelho Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella |
A
paz,direito inalienável das pessoas, não a temos. As guerras absurdas,
inclusive de irmãos matando irmãos; atentados cegos e seus rastros de
sofrimentos contra civis e pequeninos; atos insanos de jovens portando armas de
guerra e metralhando crianças dentro das escolas; o desprezo e o total
desrespeito á dignidade humana como o que vivenciamos em nosso país, onde se
mata por uma conta de 7 reais, onde se mata no trânsito irresponsável, onde se
mata pela opressão e a corrupção! Em
todos os setores de atividades em que o desrespeito, o egoísmo, a cobiça e a
imoralidade, a exploração do mais forte contra o mais fraco prevalecem, há também
uma outra morte. As relações humanas estão abaladas nas mais variadas
dimensões, pois onde Deus não está, falta a justiça, a solidariedade, o
respeito pela vida da pessoa e seus direitos. Direitos que abrangem também a
vida em geral, os cuidados com a natureza, a criação e o mundo, nossa casa
maior, a casa de toda a família humana e seu bem comum. O mundo está precisando
de um choque de transformações, de formação, de espiritualidade, de culto á
beleza e à sensibilidade.
Somos
nós, os ocupantes da terra, obreiros responsáveis pela sua construção em todos os níveis do convívio social e
humano, em todas as relações, sejam elas políticas, econômicas, educacionais,
em todas as áreas religiosas, culturais, artísticas, no mundo da escola e da
comunicação, onde proliferam as más notícias, os maus exemplos, os estímulos
perniciosos ao consumo desbragado,os falsos ídolos,as relações pessoais tumultuadas e sem objetivos, em que
a sexualidade exacerbada ignora os
sentimentos e os princípios que fundamentam valores essenciais como a família,célula
principal de uma sociedade bem constituída.No Brasil,salvo honrosas exceções,
esta comunicação vai de mau a pior;
basta citar apenas o exemplo do confinamento vergonhoso, nos aspectos
mais execráveis de uma invasão de
privacidade fora dos padrões normais, oferecida em horário nobre pela
rede Globo, no reality show malfadado BBB.
Minha intenção
era o de aprofundar o tema, e comentar outros aspectos de nossa realidade tão
violenta, inclusive a da educação. E o leitor deve estar confuso quanto ao
título e se perguntando: o que tem a ver a música com a paz?
A música é,
sem dúvida, um dos mais poderosos veículos de encantamento; ouvindo-a, em silêncio de oração,sentimo-nos
dulcificados e os sentidos, aos poucos, alienam-se dos problemas,
identificando-se com a beleza.
Lang
Lang, o artista chinês, considerado, aos 30 anos, um dos maiores pianistas da
atualidade,foi menino precoce. Aos 3
anos, assistindo a um desenho infantil que executava uma peça clássica,
encantou-se e, a partir dai, não parou, estudando 5 horas por dia e vencendo todos os concursos
em que se apresentou.
Enquanto
ouvia e via aquelas mãos mágicas deslizando sobre o piano ( piano que mais
parece um prolongamento de seu próprio ser), para uma platéia numerosa e
totalmente siderada na comovente beleza das sonatas de Beethoven(
as de no 3 e a Appassionata), veio-me um pensamento insistente, o da beleza,de
que só ela pode salvar o mundo e trazer a paz, como bem afirmou o grande
escritor russo, Dostoievski.
Creio que é o momento de nos interrogarmos se
nossas buscas não estão em direções erradas; se não precisamos reconquistar os
espaços da sensibilidade que trazemos desde os mais tenros anos, na capacidade
de olhar, ver, ouvir e sentir como a criança para quem tudo é novo, e se
sustenta numa incrível lógica de paz, de amor e de convívio, que nós, a medida
que passam os anos, vamos deixando para trás e substituindo pelos artifícios
mundanos?
Na
segunda parte de sua apresentação, Lang Lang
executou uma outra jóia de I. Albeniz, Ibéria, Livro 3 (Evocação,
Porto e Festa de Deus em Sevilha). Nesses momentos de uma abstração que leva ao
infinito, julguei desnecessário e grosseiro qualquer alusão contrária ao meu
encantamento. Um extra de Chopin, o famoso Estudo no 1, sedimentou minha
decisão de não falar em violência,
chacinas, atentados e guerras, em face da verdade absoluta
da arte e da beleza, verdade que devemos buscar com mais intensa e
denodada razão e urgência!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Comunicado da REITORIA
Prezados Acadêmicos:
Informo, a pedido do Senhor Presidente da Academia, Professor Gustavo J.D. Alvim, que está sendo planejado para o dia 11 de março de 2016, 19h30, sexta-feira, no Centro Cultural Martha Watts, uma reunião para os Acadêmicos.
A pauta da reunião será:
1) Lançamento da 12ª Revista;
2) Revisão do Estatuto da Academia;
3) Avaliação dos candidatos inscritos para as vacâncias da Academia;
4) Outros Assuntos.
Sua presença é muito relevante para o sucesso da reunião
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
A boneca italiana
| Valdiza Maria Caprânico
Cadeira n° 4 - Patrono: Haldumont Nobre Ferraz
|
Esta é uma história diferente.
Talvez pelo inusitado da situação, hoje é motivo de muitas risadas ao ser
lembrada. Mas foi um fato que marcou muito minha infância.
Sempre gostei muito de bonecas.
Aliás, até hoje, encanto-me muito mais com bonecas expostas em lojas de
brinquedos, vitrines, do que com joias.
Mais ou menos aos meus seis anos de
idade, meu pai me comprou um número de uma rifa de uma boneca italiana, numa
daquelas grandiosas festas juninas, que o Colégio Dom Bosco, recém instalado em
Piracicaba, oferecia todos os anos. Aliás, eram festas muito lindas, que
mobilizavam a cidade toda e que, sem dúvida, deixaram muita saudade.
Para minha surpresa e alegria, fui a
ganhadora da famosa boneca italiana – que os padres do Colégio, todos ou quase
todos italianos, tinham trazido da Itália para ser rifada nessa festa,
Foi um grande tumulto: todo mundo
queria ver a boneca e sua ganhadora. Aí, ao saber do fato, meu pai foi me
buscar em casa para receber, dos padres, a famosa boneca.
Com grande espanto, em meio a todas
as emoções que uma criança sente ao receber um prêmio, numa grande festa, levei
o maior susto: a boneca linda e sorridente – era maior que eu! Claro que quem a
levou para casa, dentro de sua enorme caixa foi o meu pai!...
E, quando a colocou sobre a mesa da
sala de jantar, na caixa, ela parecia tudo – menos uma boneca... parecia-me uma
menininha morta, dentro de seu caixãozinho...
Bem, não é preciso dizer que,
passado o espanto, o medo se apossou de mim...
Como poderia eu carregar, embalar
uma boneca tão grande?! E, ela era linda – muito linda mesmo... Andava, virava
a cabeça para todos os lados, piscava ao caminhar e sentava. Acredito mesmo,
que na época, eu era a única menina da cidade que possuía uma boneca
daquelas... Só que como ela era maior do que eu, não podia carregá-la... .
Coube a uma das minhas irmãs mais velhas que eu, já com seus dez, onze anos,
carregá-la para mim, quando eu queria passear com ela... . Minha irmã mais
nova, então, só conseguia segurar em suas mãozinhas, de frente, para fazê-la
andar...
Bem, passada a fase de
“conhecimento” meu com ela, fui perdendo o medo. Mas não a quis nunca em meu
quarto. Ela ficava sentada num banquinho, ou em pé, no quarto dos meus pais...
E, quando eu acordava pela manhã, ia devagarzinho espiar a italianinha (como
meu pai a chamava) no quarto deles: lá estava ela, linda, sorridente, com
aqueles grandes olhos esverdeados, olhando para mim... como a me pedir um
carinho, um abraço... . Mas, era difícil eu chegar muito perto dela... . Até seu
nome – Heidi – demorei para escolher...
Mas lembro-me de alguns fatos que
marcaram minha infância, ligados a essa boneca.
Um deles, é que meu pai, talvez por
eu ser muito clara, miudinha, e com olhos verdes, como os da família dele, - me
apelidou de “italianinha” – e quando chegou a boneca – “outra italianinha”,
talvez eu tenha me sentido ameaçada, enciumada – coisas de criança, enfim...
Outro fato curioso é que – quando eu
me reunia com minhas priminhas ou amiguinhas para brincar juntávamos nossas
bonecas e brinquedos – mas sempre com a seguinte condição delas: “a bonecona
não!” Claro que eu conclui que elas também tinham medo dela!
E, para assinalar o destino da
famosa boneca italiana, um último fato marcou minha ligação com ela:
Fui, uma
tarde com uma de minhas irmãs mais velha a casa de meus avós maternos – como de
costume, e, como o “noninho”, como o chamávamos, estava acamado, muito doente,
resolvi levar a boneca, italiana como ele, para alegrá-lo. Como sempre, foi
minha irmã carregando a boneca pelas ruas, algumas quadras, de nossa casa até a
casa de nossos avós.
Pois bem, ao entrarmos na casa
deles, minha “noninha” se encantou com a boneca. E eu, para alegrar o noninho,
quis entrar em seu quarto, dando as mãos para a “bonecona”. Mas, na mesma hora,
o noninho chamou sua mulher e perguntou a ela quem era aquela menina com as
netas dele. Em vão o “noninha” tentou explicar a ele que ela era uma boneca
italiana que eu havia ganho numa rifa do Colégio Dom Bosco – ali perto de onde
eles e nós morávamos. Lembro-me, até hoje, ele, na cama, com aquele
“português-italianado” (ou italiano aportuguesado?) dizendo alto: – “non gosto de questa minina”...
Bem, para mim, foi o último passeio
com a boneca...
Desse dia em diante, a pobre e linda
boneca ficou, definitivamente, no quarto de meus pais... . Quando cresci o
suficiente para carregá-la, eu já era grande demais para brincar com bonecas...
. Aí, já adolescente, vestia-a com meus vestidos menores. Minha mãe chegou até
a receber uma proposta para vendê-la a uma loja de roupas infantis, para ser
usada como modelo em suas vitrines. Mas, eu, com dó dela não quis.
Alguns anos depois, eu, já
jovenzinha, preparando-me para ingressar na faculdade, resolvi doá-la, com
outras bonecas que eu tinha a um orfanato feminino de nossa cidade.
Hoje, muitas décadas depois, ao me
lembrar dessa boneca, fico pensando o quanto um inusitado presente pode marcar
vida de uma criança...
E, com dó e remorso por não tê-la
deixado um único dia em meu quarto, junto das outras bonecas e brinquedos meus,
decidi eternizá-la nessa história real.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Monólogo para Enamorados
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Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
|
A chuva fina tamborilava no capô do carro, que rodava calmamente pela
estrada escura e sinuosa, a seu lado ela falava, ora assuntos amenos, ora
coisas interessantes, as quais, nas entrelinhas ele também fazia alguns
comentários, muito embora seus pensamentos vagassem, criando uma miscelânia de
fantasias.
Mas, cada vez que ele a olhava, tinha vontade de gritar ao mundo tudo
que por ela sentia; várias vezes mordeu os lábios para não dizer-lhe: te amo!
Quando se despediram, não pode conter o desejo de saciar sua sede
naqueles lábios, mas que decepção!..., não fora um ladrão astuto e corajoso o
suficiente, para roubar-lhe o beijo tão desejado, afinal seria apenas um beijo!
A porta foi fechada, logo, ele estava completamente só.
– Ele e a chuva;
– Ambos e a solidão.
– Não pensar em nada, esquecer de tudo... fugir de tudo... mas como? Se
uma dor sinestésica dilacera-lhe a alma?
– Ah!... não queria desejar esse amor, afinal tudo estava tão bem...,
gemeu como um animal ferido; solteiro, uma vida livre, por quê? logo eu?
pensava, e justamente ela?...
– Frente a frente com estas lembranças, sorri debilmente e volta a
pensar...
– Pensar novamente na noite passada, outra noite, na mesma hora, quando
a viu pela vez primeira, namorando com seu amigo, quando descobriu que os
sentimentos por ela já não eram mais uma simples amizade.
Agora, na quietude escura do seu quarto, que as luzes da noite maculam
com sua claridade, está só. Lá fora, além da janela, o vento sopra e a chuva
continua...
– E ele pensa.
– Como sempre, pensa nela, sente a fragrância do perfume que ela usava.
– Já não quer esquecê-la, ama-a perdidamente, cada vez mais, a cada
momento quer estar a seu lado, como se fosse o único. Mas... a realidade é
outra; e as últimas luzes se apagam na avenida, pois amanhece, para tudo outra
vez...
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Carnaval na alma
| Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 Patrono: Fernando Ferraz de Arruda |
Confetes
de serotonina
chuviscam no coração
Aflorando
o riso fácil,
a euforia que alucina
Pena
que tudo é passageiro
e
a quarta cinzenta
não
tarda,
passa
tudo bem ligeiro
refreando
os ânimos
murchando
o viço,
apagando
as cores
Quem
dera
fosse
sempre carnaval na alma,
serpentinas
de alegria,
explosões
de felicidade
em
confetes mil,
uma
eterna folia!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
A ETERNA PALHAÇADA
![]() |
Lino Vitti Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz
|
Há
uma igualdade atroz que concatena
Minha vida a
essa vida do palhaço
Dando saltos de
morte numa arena,
Girando em
cambalhotas pelo espaço.
Ganha aplausos;
é o ídolo da cena;
Não se deixa
abater pelo cansaço.
Gargalha e
chora, misturando a pena
Ao prazer, num só
calix - como eu faço.
Eu faço assim,
e, assim faz todo o bardo.
Há de seu um
palhaço infelizardo,
Um títere a
pular numa platéia.
Dançar na corda
azul da fantasia,
Pendurar-se ao
trapézio da poesia,
E, dar saltos
mortais com sua ideia.
Há
uma igualdade atroz que concatena
Minha vida a
essa vida do palhaço
Dando saltos de
morte numa arena,
Girando em
cambalhotas pelo espaço.
Ganha aplausos;
é o ídolo da cena;
Não se deixa
abater pelo cansaço.
Gargalha e
chora, misturando a pena
Ao prazer, num só
calix - como eu faço.
Eu faço assim,
e, assim faz todo o bardo.
Há de seu um
palhaço infelizardo,
Um títere a
pular numa platéia.
Dançar na corda
azul da fantasia,
Pendurar-se ao
trapézio da poesia,
E, dar saltos
mortais com sua ideia.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
VIDA SEM SENTIDO
![]() |
| Elda Nympha Cobra Silveira Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior |
Empunhando
sonhos,
Empurrando
anelos,
Viver
mais um dia representam elos
Que
vão se esgarçando como tramas frágeis,
Como
grandes farpas desgastando sonos.
Insones
noites de fantasmas ágeis,
Que
vão sugando anseios e desesperanças
Serão
tormentos de outras priscas eras
Que
já vivi sem rumo e sem alento
Para
prosseguir nessa empreitada
Que
me parece sem fim...
Inacabada...e permanece
assim,
Estendendo-se
demais pela madrugada.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
RETRATOS DE VIDA
| João Umberto Nassif Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros |
O fato é verídico, ocorreu na década de 70. Os nomes dos envolvidos
foram alterados por razões óbvias.
Os ponteiros do relógio ficaram mais lentos no final daquela tarde de
muito calor. O tempo não passava para os funcionários daquela repartição
pública. Olavo Casqueiro, arquivista público, movimentava-se de um lado para
outro, num interminável passeio. Sorriso dependurado no rosto, andar gingado,
sapato macio, camisa social com as mangas arregaçadas soltas por fora da calça.
Os cabelos negros pareciam estar sempre empastados de brilhantina, formando um
imenso topete. Até mesmo a sempre carrancuda chefe da repartição, Dona
Deolinda, estava entregue ao sabor de mesmice reinante no ar. Como chefe,
sugeriu a Olavo:
– Conte aos meninos aquela sua história. Conte, Olavo!
Meninos, era um grupo de estagiários que seguiam o ritmo daquele
departamento.
Sentaram-se todos em volta de uma mesa e Olavo passou a narrar.
Ele era motorista, pilotava um Fusca de chapa branca, veículo oficial,
a serviço dos funcionários que necessitavam se deslocar para atender as funções
do departamento. Todo final de tarde, ele e o compadre Tião, também motorista
como ele, paravam no boteco do Mané Português para tomar umas “brejas” (era
assim que eles chamavam a cerveja estupidamente gelada). Uma sexta-feira, final
de expediente, antes de recolher o veículo à garagem Olavo e Tião bebiam
animados o precioso líquido. Após muita animação, catalisados pelo álcool,
surgiu a brilhante ideia, e Olavo disse:
– Tião, com esse calor um banho de mar seria muito bom!
Tião respondeu:
– Ia ser uma delícia, mas em São Paulo não tem mar!
Olavo retrucou:
– Tião, “ocê” recolhe a sua viatura e nós vamos de Fusca até Santos, é
logo ali, compadre! A vida é para ser vivida!
Dito e feito. Algum tempo depois os dois desciam pela rodovia Anchieta
rumo a Santos. Felizes e gargalhando, sem medir as consequências.
Logo estavam na Baixada Santista, e decidiram parar em um quiosque à
beira da praia para tomar mais uma “breja”, já embalados pelo clima de festa
dos turistas, muita gente passeando pelas calçadas. O único problema era achar
vaga para estacionar o veículo. Tião sugeriu:
– Compadre, põe a viatura em cima
da calçada, é chapa branca.
Assim foi feito. A noite estava agradável.
– Isso é que é vida! – disse
Olavo.
– Vidão! – arrematou Tião.
As ondas do mar eram um convite para um banho. Noite escura, ninguém
iria perceber que os dois tinham deixado suas roupas no carro e usavam apenas
cueca. Nadaram até cansar. Voltaram à praia. Tião foi buscar mais duas garrafas
de cerveja.
Contemplando o espetáculo que a natureza oferecia, cansados, relaxados
pelo efeito do álcool, adormeceram na areia.
Sequer perceberam que um caminhão do Departamento de Trânsito da
Cidade de Santos estava rebocando o carro oficial que tinham estacionado na
calçada, levando em seu interior roupas e pertences de ambos.
O nascer do sol despertou Olavo, que, sem ainda lembrar-se
completamente onde estava, acordou o compadre.
– Tião, acorde! Vamo embora,
home!
Tião abriu os olhos e percebeu que tinham se metido em uma grande
encrenca.
O resto da história: Olavo não entrou em detalhes de como saíram
apenas de cuecas e voltaram a São Paulo, e nem de como a viatura daquele
departamento foi resgatada. Disse apenas que foi aberto um processo
administrativo, examinado por um médico, e veio o diagnóstico: “Transtornos
psiquiátricos”. Foi afastado do serviço e passou alguns meses em uma clínica
psiquiátrica.
Olavo voltou a ser motorista, agora de ambulância de um hospital
público. Mas isso é outra história.
O retorno de Olavo.
No período em que ficou internado na clínica psiquiátrica, Olavo
observou as ambulâncias que transitavam e pensou: “Um dia ainda vou dirigir uma
dessas!”.
Com a interferência de um político, Olavo conseguiu o almejado cargo.
Agora era motorista de ambulância. Achava que assim estaria desempenhando
melhor suas funções. Mas o que gostava mesmo era de acionar a sirene e passar
entre os veículos que se afastavam para dar-lhe caminho, conforme manda a lei
de trânsito. Consciente de que corria contra o relógio, levando algum paciente
em estado grave, ele logo se habituou a essa nova atividade. Exercia-a com
orgulho.
Algumas vezes permanecia com o veículo estacionado em frente ao
hospital, de plantão.
Em uma dessas ocasiões, apareceu José Pimenta, proprietário de uma
chácara em Suzano, município próximo a São Paulo. Ele tinha um problemão. A sua
mulher andava com umas dores no ventre e sem saber a quem procurar, viu Olavo
encostado na ambulância. Logo imaginou que ali estava o homem que iria
ajudá-lo. E de fato isso ocorreu. O hospital era público, Olavo conhecia todos
os médicos, “encaixou” a paciente em uma consulta. O diagnóstico foi uma
intervenção cirúrgica, bem sucedida. Extremamente grato, Zé Pimenta, como era
mais conhecido, disse a Olavo:
– Vou engordar dois porquinhos e, no Natal, o senhor vai buscar em
Suzano!
No início de dezembro, Olavo foi avisado de que os porquinhos estavam
à sua disposição.
Um grande problema: como ele iria buscar? Após matutar muito, tomou a
decisão. Comunicou a Alcides, seu superior:
– Chefe, hoje vou até Suzano com a ambulância!
Alcides sabia que não tinha outra saída a não ser concordar.
Animado por ir até uma área rural, Olavo entrou no clima. Logo na ida,
parou em um boteco e tomou uma talagada de cachaça. E, de boteco em boteco,
chegou a Suzano. Numa animação só. Lá encontrou Zé Pimenta e Dona Vilma,
totalmente restabelecida, com muita saúde. A alegria era a tônica desse
reencontro. O Natal que se aproximava deixava tudo em clima de festas.
Confraternizaram-se com algumas doses de caninha que Zé Pimenta tinha como
reserva pessoal. Hora de voltar. O coração do chacareiro era generoso.
Colocaram na ambulância três porcos e algumas galinhas. Abraços de despedida e
pé na estrada. Olavo voltava radiante. Enquanto isso seus “pacientes” estavam
em desespero com a movimentação da ambulância.
Ao chegar, ao final da tarde, na Avenida Celso Garcia, o trânsito
estava pesado, não andava. Foi quando Olavo decidiu usar sua poderosa sirene.
Como um Moisés do asfalto viu a passagem abrir-se a sua frente.
Imprimiu maior velocidade. Esse conjunto de ações levou seus
“pacientes” ao limite de tensão.
Tudo ia muito bem, passava em sinais fechados, a prioridade era para
aquele veículo de emergências. Pedro Augusto, dirigindo um automóvel Opala, não
percebeu que a ambulância vinha pela Avenida Celso Garcia com grande
velocidade. O choque foi inevitável. Os danos materiais foram enormes.
Inexplicavelmente nada aconteceu aos motoristas. O soldado José Siqueira estava
a serviço naquela esquina quando ocorreu o acidente. Treinado para atender
emergências, imediatamente foi socorrer o paciente. Estupefato, ao abrir a
porta traseira da ambulância, viu três suínos virem em sua direção e seguirem
pela via pública em desabalada carreira. As galináceas em total desespero
seguiam em um cortejo inusitado. Boquiaberta, uma multidão contemplava o
espetáculo. Olavo sofria a frustração de ficar sem um Natal gordo. Afastado por
mais um período, voltou a trabalhar na repartição, agora bem perto da temida
Dona Deolinda, em seu calcanhar. Ali o máximo que poderia fazer era trocar as
pastas de arquivo de lugar.
A narrativa de Olavo deixou seus ouvintes entretidos por pelo menos
uma meia hora. O expediente tinha chegado ao fim. Alguns o consideravam um
desequilibrado, outros o viam como um ser determinado a não seguir o sistema
com suas regras duras e inflexíveis. Um semi-herói.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Soneto à coragem
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| Marisa F. Bueloni Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade |
Na certa tudo não passou de um sonho
Enquanto a vida pareceu ventura
E em tudo quanto a mão, solene, eu ponho
Transforma-se num pouco de loucura...
Loucas as mãos, repousam, quase mansas
Na mansidão que são longos cansaços
E a vida crua - ó vida - não te cansas
De impedir o encontro dos abraços?
Se permitisses que as bocas beijassem
Tantos abraços loucos se abraçassem
Que mal, ó vida, tu cometerias?
Na certa tudo não passou de um sonho
E em tudo quanto a mão, louca, eu ponho
Na certa, vida, tu jamais porias...segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
SONHOS
André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs
Sonhar:-sair do mundo em que vivemos...
Voar nas amplas asas da ilusão...
Tentar ludibriar o coração,
querendo que ele veja o que não vemos...
Pesar com pouco esmero os bens que temos,
em troca aos que – talvez – jamais virão...
Sonhar:- deixar no cais nossa razão,
zarpar em tosco barco sem os remos!
Exposto a rumo incerto, o sonho existe,
e opera bons milagres, quando insiste
mudar o Inexistente em Prematuro!
Assim, na contramão da realidade,
os sonhos são promessas da verdade,
e prósperas sementes do futuro!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Ano novo, velhas profecias
![]() |
| Marisa F. Bueloni Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade |
Logo mais, estaremos iniciando um novo ano com as mesmas boas expectativas de praxe. Mas, neste ano que se finda, pudemos constatar que as mudanças climáticas e os inquietantes fenômenos da natureza estão ocorrendo a olhos vistos. O aquecimento global já se tornou um tema dominado pela maioria das pessoas, tão forte tem sido o apelo dos meios de comunicação.
À medida que tais fenômenos se manifestam de forma assustadora, as chamadas “mensagens proféticas” relacionadas ao fim dos tempos intensificam o seu tom de urgência final, alertando para os acontecimentos dos próximos anos. É preciso muita prudência para com este tipo de matéria, uma vez que está relacionada também à espiritualidade.
Assim, enquanto a Igreja se debruça cuidadosamente sobre alguns casos de “revelações particulares” para estudá-las, o povo de Deus sente-se cada vez mais atraído por muitas destas manifestações. Consta que há um bom número dos chamados “mensageiros” no mundo de hoje, recebendo, por meio do poder e da luz do Espírito Santo, palavras de aviso e de ordem quanto ao futuro da humanidade.
Assim como o Senhor interferiu diversas vezes na história humana conforme relatos bíblicos, crê-se que estaria havendo, no atual momento, este mesmo tipo de fenômeno espiritual: as forças do Céu se abaixam para vir falar aos da Terra e comunicar-lhes alguns mistérios e segredos que estariam para se cumprir, dentro do nosso tempo. Tratar-se-ia de um grande derramamento da misericórdia divina, sobretudo visando à conversão da humanidade. Uma advertência, um aviso, designado como “correção da consciência”.
É conhecido o fato de que, há três décadas, a Virgem Santíssima vem aparecendo em Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina, transmitindo ao mundo suas mensagens de amor e de paz. Nos anos 80, início das aparições, ela teria revelado 10 segredos a seis confidentes. Os estudiosos afirmam que as aparições da Virgem acenam para um “novo tempo”, procurando despertar em nós “um sentido de espera dos acontecimentos apocalípticos, para a humanidade e para toda a criação”.
Em boa parte dos textos proféticos aparece uma pergunta crucial: “Vós estais preparados?”. A muitos confidentes é revelado o momento da “iluminação da consciência”, quando tudo parará e cada um verá a condição, o estado de sua alma. A Virgem diz: “É uma ‘antecipação’ do calor de Deus, para permitir que saibais quão preciosos sois, quão real Deus é, e como e por que fostes criados. Esta Luz é a Luz do Amor de Deus”.
Tais promessas enchem nossos corações de fé e esperança, sobretudo neste vislumbre de um novo tempo em que povos e nações, abrasados pelo amor divino, superem as barreiras do ódio e da beligerância.
Possam estes fenômenos místicos nos consolar, descortinando para nós o reino de justiça, amor e paz. E que neste novo ano possamos refletir com seriedade e espírito crítico sobre o nosso futuro na Terra.
Caro leitor, desejo um ano novo de muito amor, prosperidade, saúde e paz!
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Galeria Acadêmica
1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz








