Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ano novo, velhas profecias

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade
 Logo mais, estaremos iniciando um novo ano com as mesmas boas expectativas de praxe. Mas, neste ano que se finda, pudemos constatar que as mudanças climáticas e os inquietantes fenômenos da natureza estão ocorrendo a olhos vistos. O aquecimento global já se tornou um tema dominado pela maioria das pessoas, tão forte tem sido o apelo dos meios de comunicação.

    À medida que tais fenômenos se manifestam de forma assustadora, as chamadas “mensagens proféticas” relacionadas ao fim dos tempos intensificam o seu tom de urgência final, alertando para os acontecimentos dos próximos anos. É preciso muita prudência para com este tipo de matéria, uma vez que está relacionada também à espiritualidade.

    Assim, enquanto a Igreja se debruça cuidadosamente sobre alguns casos de “revelações particulares” para estudá-las, o povo de Deus sente-se cada vez mais atraído por muitas destas manifestações. Consta que há um bom número dos chamados “mensageiros” no mundo de hoje, recebendo, por meio do poder e da luz do Espírito Santo, palavras de aviso e de ordem quanto ao futuro da humanidade.

    Assim como o Senhor interferiu diversas vezes na história humana conforme relatos bíblicos, crê-se que estaria havendo, no atual momento, este mesmo tipo de fenômeno espiritual: as forças do Céu se abaixam para vir falar aos da Terra e comunicar-lhes alguns mistérios e segredos que estariam para se cumprir, dentro do nosso tempo. Tratar-se-ia de um grande derramamento da misericórdia divina, sobretudo visando à conversão da humanidade. Uma advertência, um aviso, designado como “correção da consciência”.

    É conhecido o fato de que, há três décadas, a Virgem Santíssima vem aparecendo em Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina, transmitindo ao mundo suas mensagens de amor e de paz. Nos anos 80, início das aparições, ela teria revelado 10 segredos a seis confidentes. Os estudiosos afirmam que as aparições da Virgem acenam para um “novo tempo”, procurando despertar em nós “um sentido de espera dos acontecimentos apocalípticos, para a humanidade e para toda a criação”.

    Em boa parte dos textos proféticos aparece uma pergunta crucial: “Vós estais preparados?”. A muitos confidentes é revelado o momento da “iluminação da consciência”, quando tudo parará e cada um verá a condição, o estado de sua alma. A Virgem diz: “É uma ‘antecipação’ do calor de Deus, para permitir que saibais quão preciosos sois, quão real Deus é, e como e por que fostes criados. Esta Luz é a Luz do Amor de Deus”.

    Tais promessas enchem nossos corações de fé e esperança, sobretudo neste vislumbre de um novo tempo em que povos e nações, abrasados pelo amor divino, superem as barreiras do ódio e da beligerância.

    Possam estes fenômenos místicos nos consolar, descortinando para nós o reino de justiça, amor e paz. E que neste novo ano possamos refletir com seriedade e espírito crítico sobre o nosso futuro na Terra.   

    Caro leitor, desejo um ano novo de muito amor, prosperidade, saúde e paz!

sábado, 26 de dezembro de 2015

Prece do ano novo

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

              Obrigada, JESUS!
            Na próxima 5ª feira, o ano velho se despede, para dar entrada ao novo... Mas o Novo já está aqui, o Novo é JESUS, o Novo é Deus! Obrigada Senhor da Vida, mil vezes obrigada pela tua vinda, pelo teu nascimento, pelo imenso e incomensurável valor dessa presença que nos trouxe o sentido do verdadeiro amor!
Obrigada, Jesus pela tua simplicidade! que me ensina a todo momento o despojamento, o desapego... a pobreza interior que abre espaços para acolher-te e fazer do meu coração a tua manjedoura... Tu, o Filho de Deus, quiseste nascer pobre e humilde, numa cidadezinha esquecida, a menor da Galiléia, para que aprendêssemos  que não sois um ídolo, desses que se apresentam revestidos do poder e das glórias do mundo. Sois Deus! Um Deus de carne: sua grandeza é a de uma frágil criança, de um bebê enfaixado que tem fome, que sente o frio e necessita do colo e do seio de sua Mãe... Dependente, sem riquezas, sem orgulhos... Sua casa é o presépio, aberto para todos que desejam acolhê-lo; seu berço é de palha... O Natal é todo dia... Toda vez que enxergamos aqueles, como tu, que vivem nos barracos, nos morros, nas áreas de risco, debaixo das pontes e dos viadutos, andarilhos pelas ruas das cidades, nas filas dos desempregados e nas mais diversas formas de exclusão. Contigo aprendemos a misericórdia... Mais tarde tu dirias aquela Palavra de grande sabedoria: “O Filho do homem não tem onde repousar a cabeça...
            Obrigada Jesus, pela tua luz! A todo momento eu te peço, não me prives dessa luz abençoada, dessa fé que  vislumbra o invisível, dessa fé  que fortalece, dessa luz que ilumina as trevas e a escuridão do mundo, dessa luz que conduziu humildes pastorinhos,  e anunciou alegrias, e brilhou tão intensa para os Magos do oriente  ao seu encontro. Encontro profético a selar para todos, uma revelação, a inteira manifestação, tanto para os escolhidos de seu povo, como também aos pagãos. Indistintamente, Ele é a luz dos povos. Quanta sabedoria nos presentes ofertados pelos Magos: no ouro, o que cada um possui; no incenso o que desejamos; na mirra o que realmente somos, com toda nossas misérias... Damos-lhe o pouco, para recebermos um tesouro. O Filho amado, que nos deu a própria vida... “Senhor que eu veja”, disse-lhe o cego, E Jesus lhe restituiu a visão, não sem antes arrancar-lhe a cegueira do coração...   
            Obrigada, Jesus pelo teu amor! quero acolhê-lo, meu Senhor e meu Deus! quero ser tua filha, quero merecer um pequenino lugar junto de ti, e aprofundar a tua Palavra, e vivê-la... a tua Verdade, a tua Justiça, e perseverar, para merecer o meu lugar...quero possuir essa capacidade, proclamada pelo Apóstolo João de me tornar sua filha, e contemplar a sua glória, plena de graça e de verdade. Aprendi, como Agostinho que fomos feitos para ti... Meu coração vive inquieto e andará inquieto, enquanto não te encontrar para repousar em ti e descansar  no teu amor. Neste amor, aprendi aqui na terra, a ser feliz, vendo-te em tudo: na tua criação admirável, nas árvores e nos arbustos que murmuram com o vento, com a chuva e fazem coro aos cantos dos pássaros que neles buscam seu pouso e seu abrigo;nas crianças, imagens  de tua inocência e simplicidade... Com elas aprendo  o valor da vida, o positivo, e todas as coisas maravilhosas e novas que elas ensinam a todo momento: na dança das folhas e das nuvens do céu, na magia do sol nascendo e se pondo, da noite chegando, no vôo dos pássaros em bandos, na música dos rios e dos mares, na forma de agradecer sempre, “brigado vovó, eu te amo, eu te adoro”, a cabecinha encostada no meu regaço, ou oferecendo-se para ajudar, “vovó, vamos trabalhar, fazer massinha?”  Com meus jovens aprendo ainda mais, toda a riqueza, todo o enorme potencial que possuem, apesar das roupas extravagantes, das unhas pintadas  de cores estranhas e das atitudes  muitas vezes  em desacordo com nossos padrões... aprendi a ver a beleza de suas manifestações de carinho com os mais velhos, a graça de suas tiradas inteligentes, a forma de participação nos cantos e nas leituras durante as festas do Natal...  muitas vezes eu pensei  ou disse o quanto eu os amo e vejo neles o presente desabrochando para um belo futuro! Muitas vezes eu tive vontade de dizer o quanto os acho belos, incríveis, sensacionais!
            A família de hoje, tal como deve ser, um grupo humano, onde há sinceridade e diálogo, com inteira possibilidade de superação dos desentendimentos, quando inspirada na Família de Nazaré. As transformações e as crises pelas quais possa passar,é na família que adquirimos os principais valores humanos e cristãos. Em Jesus, Maria e José temos o exemplo inspirador. É naquele Menino da manjedoura que adquirimos a exata noção de nosso compromisso e de nossa vocação verdadeira aqui na terra.
            Obrigada, Jesus por tudo isso que, constantemente, me leva a procurar-te e confiar em tua imensa misericórdia!...  
  

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Um Rei vem vindo

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade


   
    Um Menino nascerá de uma Virgem. “Como assim?”, perguntaria uma apresentadora de tevê. “Isso não tem lógica”. Mas na lógica de Deus tudo é possível. Até mesmo o nascimento virginal do Menino que vem ao mundo na realeza da manjedoura.

    Um Rei na manjedoura, como assim? Não somente a apresentadora faria a pergunta com perplexidade e ceticismo. Sim, as contradições, os disparates e os paradoxos de Deus deixam a todos constrangidos. Ele faz um Rei nascer longe dos palácios e das riquezas. Um pequenino que, na vida adulta, proferirá palavras de vida eterna.

    Um Rei vem vindo. Ah, os sábios adivinham que é o Menino da noite de Natal, quando os homens de boa vontade vão à igreja para celebrar Seu nascimento na missa mais bela. Bate o sino pequenino, sino de Belém. Canta toda a Criação, na espera deste acontecimento inefável.

    Um Rei vem vindo. Uma multidão deseja interpretar a outra vinda, aquela que começa com as taças flamejantes dos Anjos do Senhor e a justa punição para povos e nações. A vinda gloriosa do Rei da glória. Sobre esta deixo que pensem os corações.

    Quem já tem o Natal dentro de si sabe do significado do amor em toda a sua plenitude. Este Menino causa uma grande revolução. Sua chegada é sempre uma festa nas casas, nas ruas, nas celebrações com cânticos de alegria. Um Rei vem vindo. Para este Rei armamos o eterno presépio, a árvore, o pinheirinho lindo, e nossa alma se aperta ao infinito.

    Por que a chegada deste Rei é tão importante e celebrada? Ele mexe com o comércio e a indústria, com o governo e com as prefeituras, com o turismo, com o emprego temporário e a esperança das pessoas. Nenhum outro Rei tem o poder de manter lojas abertas até as 22 horas. Nenhum outro inspira tanto amor e tantos abraços, mensagens e presentes. Nenhum outro faz tantos amigos secretos. Nenhum outro move novenas nos lares e confraternizações.

    Há que se admirar a Sua realeza, o Seu poder e glória. Não há outro mais poderoso e mais nobre. Pequenino, no bercinho de palha, envolto em panos humildes, é visitado por reis que vêm de longe para conhecê-Lo. Quem é Ele, afinal? E por que queremos todos ser felizes no Seu natalício?

    A Ele dedicamos a nossa ternura, em clima de pura magia e encanto. Vive dentro de nós um eterno sonho de uma noite de Natal. Que esta noite magnífica, do mais profundo significado espiritual, vença as trevas dos tempos, o horror das barragens rompidas, a agonia dos pequeninos famintos, a fúria dos foragidos, a ganância das roubalheiras vergonhosas e as tragédias cotidianas em série.

    Que o feliz Natal esteja conosco para sempre. A data mais bela da cristandade nos reúna no abraço fraternal e sincero. Apesar de tudo, apesar da situação em que se encontra o nosso país, no mais grave dos impasses, vivendo uma crise política, econômica e moral.

    Um Rei vem vindo e é para Ele que eu canto em mais um santo Natal. A Ele louvo e dou graças. Ao Rei que vai chegar toda a honra e toda glória, agora e para sempre. Amém.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

NATAL

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
      

Na praça, festa de luzes,
mãos carregadas de pacotes e ilusão.
Crianças ricas ganham presentes,
crianças pobres, fome e decepção.!

                                   Dos pinheiros garbosos nas salas,
                                   descem festões multicores, em curvas graciosas.
                                    Aguardavam Menino Deus, com festas tão caras,...
                                   ao longe na capela, coral de vozes maviosas.

Lá fora, chuva fina persistente,
vento mensageiro, cansado de correr mundo.
Penetra pela fresta, som estridente,
sussurra ao pinheiro todo segredo oriundo...

                                   De repente, num repente tão gostoso,
                                   lampadinhas começam a piscar.
                                   Sininhos tocam festivos e garbosos,
                                   meia noite! Menino Deus vai chegar!

Noite maravilhosa, abraços, mãos que acariciam,
festões, bolas, presentes, risos crianças.
Anônimos meninos de rua, só presenciam!

É!... meninos de rua: só Menino Deus traz esperanças!...


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Aquele Menino..

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

Aquele Menino atravessa uma História de dois mil anos, conhecida pelo mundo inteiro...  E por ser a história mais bela, incomparável e real, gostamos de lembrá-la e repeti-la, especialmente nesse tempo em que os corações parecem revestir-se de mais suavidade, aquela que caracterizou a mais doce e luminosa das noites...
Aquele menino nasceu em Belém, pequena cidade da Judéia, ao tempo de um recenseamento obrigatório  em Jerusalém ...  Maria e José ali estavam, afim de cumprir a lei, porém  chegara o momento do parto e era preciso encontrar um lugar que os acolhesse...  Baldados todos os esforços, pois as hospedarias lotadas obrigaram-nos a buscar o abrigo numa estrebaria.  “Veio para o que era seu e os seus não O acolheram”...  Seu primeiro leito, um cocho, uma manjedoura onde comiam os animais...  Na noite fria, a respiração de um boi e de um jumento aqueceu-os na pobreza, no despojamento completo em que deveria vir ao mundo um Rei!...  Mas por quê tal opção?  Ele poderia ter escolhido um palácio, um berço de ouro, um séqüito a esperá-Lo, todas as glórias e as honrarias do mundo, indispensáveis aos poderosos...  Não! tudo devia acontecer assim, na simplicidade, como  resposta plena e indistinta para todos.  Pobres e ricos  deveriam acolher essa História, arquitetada por um Deus que enviava Seu Filho único ao mundo como um presente, o maior e o mais precioso! um presente do Amor que não tem invólucros e deve ser descoberto, inocente, incontaminado, reluzente!
            Quanta grandeza nesse despojamento! Um sinal de transformação!... Por toda a Galiléia, nas doces e luminosas margens do Tiberíades, pelos campos e  aldeias onde moravam os pequeninos... pelas cidades mais ricas e fortificadas, das muralhas, das torres e dos aquedutos; entre os bálsamos, os sicômoros, as anêmonas, os tamarindos e as amendoeiras em flor, os olivais e  os vinhedos a beira das fontes e dos vergéis , onde vinham cantar os pássaros...  em tudo havia um ar de esperança e de alegria, delicioso como o orvalho nos meses em que também cantam as cigarras anunciadoras!
            Nos corações dos simples pulsava um ardor inexplicável e o trabalho lhes parecia mais leve e mais fácil, a vida adquiria contornos tão belos que os pastorinhos, avisados do grande acontecimento pelos anjos, dançavam tocando suas flautas que ecoavam pelas quebradas dos montes, e apressados, repicavam o andar compassado de seus rebanhos...  Os velhos, sentados nos bancos de pedra às portas das choupanas, olhavam muito longe espreitando os caminhos, porque o coração, fiel e intuitivo, anunciava o novo...
              Então chegou a noite, maravilhosa e silente, da mais doce e terna reflexão...  O céu  recamado de estrelas brilhantes e incomparáveis era um luzeiro resplandecente! Nos caminhos, nos prados e nas montanhas, nas florestas dos aloendros e dos palmares a estrela maior, de brilho intenso, indicava o  caminho de uma gruta onde se abrigava toda a riqueza do céu e da terra unidos numa santa aliança...
              Aquele Menino trazia uma promessa que deveria desencadear toda uma revolução!...  Portador da Vida, Ele trazia a consolação e a salvação, anunciada pelo profeta milhares de anos antes; Ele trazia um novo envolvimento com Deus –Pai Criador que ensinava uma filiação mais terna, uma  fraternidade, antes desconhecida.  Éramos seus irmãos, e irmãos de nossos semelhantes. Deus feito carne estabelecia novos vínculos. Ele devia crescer e viver entre os homens, e operar maravilhas e milagres, e curar os doentes e ressuscitar os mortos, e trazer a esperança aos tristes...e restituir a muitos o verdadeiro sentido da vida...
            Quanto tempo levam os homens para enxergar, para descobrir toda essa imensa beleza!  E muitos nem chegam a descobri- la, envolvidos pelas confusões do mundo!
             Aquele Menino do presépio é o príncipe da paz e da doçura, da força e do amor, é aquele que vai dizer mais tarde:  “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis a paz que vosso coração tanto procura”(Mt 11, 29).
            Na estrada escura e sem saída do sofrimento, ao experimentarmos a mais lancinante de todas as dores, semelhante àquela experimentada por Maria ao receber nos braços Seu filho descido da Cruz... ante o peso enorme  que  parece o maior e  o mais insuportável  de carregar,  Ele se aproxima devagar... a princípio,  quando já experimentamos a frouxidão e o completo desalento...  Quase O sentimos, a mão apoiada em nossos ombros caídos, enxugando as lágrimas copiosas, e transformando-as em pérolas de oferendas...  Então, o vemos muito perto... Maravilhosa e doce presença, falando suavemente, ensinando a milenar lição contida no seu eterno e incandescente Verbo.   A Sua palavra de esperança e de amor, atravessando os tempos, a cada dia, a cada momento, mais renovadora,  mais atual e mais real!
"JESUS!  Permanece conosco!  São tantos os que Te  buscam e Te procuram! E necessitam de Tua misericórdia!  A noite dos tempos não tarda e o dia já declina...  Mas é  belo o alvorecer, coroado da mais enternecedora de todas as presenças!... "    




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

ESTRELA DE NATAL

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

                                                                                  Leda Coletti

No céu os anjos cantavam aleluia, para uma criança linda que nasceu nas terras de Belém.
Aproveitando a concentração dos anjos- grandes, o pequeno Rafael  saiu silenciosamente e pôs-se a voar na noite iluminada  por estrelas. Não contou a ninguém sua intenção. Queria fazer uma surpresa àquele menino que nasceu num berço improvisado numa manjedoura, rodeado de animais e humildes pastores.
Encontrando uma grande estrela no firmamento, acariciou-a tocando levemente suas pontas. Espantou-se ao vê-la tornar-se inteiramente luz. Resolveu que a daria de presente ao Menino- Deus. Com muito cuidado desceu até à Terra, até encontrar a entrada do presépio.
Sentindo suave claridade sobre o ambiente, Jesus abriu os olhos admirado. Ao ver o anjo-criança sorriu, estendendo-lhe os bracinhos para pegar a estrela que piscava em suas mãos.
Após adorar o Menino-Jesus, e oferecer-lhe a sua prenda, Rafael tratou de voltar para o alto, junto aos seus. Estava receoso de não achar o caminho de volta, pois só agora percebera o quanto se distanciara dos anjos grandes.
Surpreendeu-se quando viu à sua frente uma estrada luminosa, reflexo da cauda da estrela trazida por ele, que o conduziu até sua morada celestial. Sua alegria foi completa ao se reunir às legiões de anjos, para cantar hosanas ao Menino-Deus.
Até hoje a estrela de Natal continua a brilhar, toda vez que os homens deixam Jesus renascer em seus corações.



domingo, 6 de dezembro de 2015

Desrespeito à Flora e à Fauna

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco
                                                     
Em Gênesis (cap.1, versículos 11,25,27,31), vemos referências à criação do mundo. Primeiro, as plantas... “árvores que deem frutos sobre a terra, frutos que contenham semente, cada uma segundo sua espécie...” Após, alusão aos seres vivos, sobretudo os animais domésticos. Finalmente, Deus disse: “ Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”...e conclui que tudo que foi criado “ era muito bom”.
A natureza e tudo que nela foi criado, é presente maravilhoso que recebemos gratuitamente das mãos divinas. Para nós, homens, foi o dado o poder de por ela zelar, mantê-la em equilíbrio. O benefício dessa atenção, se demonstrada, só nos traria alegria e bem-estar. Digo traria, porque a nossa realidade é bem outra. Seja perto de nós, na própria cidade em que se reside, seja em outros pontos do país e até do universo, essa ordem divina não é obedecida. É só abrir as manchetes e constatamos o mal que é feito à flora e à fauna. Pessoas despidas de sentimentos nobres estão exterminando nossas florestas, permitindo que exploradores estrangeiros e até brasileiros se apossem delas. Os animais estão sendo banidos das matas e as espécies estão sendo exterminadas. Nas cidades e até no meio rural significativa parte dos moradores está abandonando seus animais domésticos em locais públicos, expondo-os aos mais sérios riscos, tornando-os candidatos a precoces e estúpidas mortes. Se não desejavam que seus animais procriassem, por que não tomaram as devidas providências? Gastam muitas vezes com o supérfluo e se esquecem (?) dos principais deveres de donos responsáveis: castrar, vacinar, alimentá-los e cuidar da saúde dos mesmos. Afinal, eles se alojam nas suas residências, daí serem chamados de domésticos, permanecendo a maior parte de seus dias nesses recintos, até mais que os proprietários. Muitos cães são os guardiões das famílias. E a fidelidade “canina”, o “chamego” de um gato amoroso não contam na convivência familiar? É tão gratificante sentir-se amado “de verdade” por animais tão especiais! Por que repudiá-los e permitir que se tornem animais abandonados? Quanta ingratidão para com esses seres que não têm voz para se defenderem! Deixo para reflexão uma mensagem de livro de minha autoria: “366 Reflexões do dia-a-dia”: Se os animaizinhos procuram oferecer-nos momentos de alegria e prazer, por que não retribuirmos esse toque de amor com outro toque de amor?

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Rio Doce (in memoriam)

(arte Paulo Coimbra)

Ivana Maria França de Negri

Era uma vez um rio... Doce, piscoso, de águas límpidas. E um povo que o amava e dele retirava seu sustento: água, peixes, e o utilizava como meio de transporte através de barcos e balsas.
Rodeado de vegetação abundante e rica fauna silvestre, era o orgulho dos povos ribeirinhos.
Mas um dia, uma tragédia de proporções gigantescas se abateu sobre eles. Rompe-se uma das barragens de dejetos de uma mineradora. E a sopa de lama e resíduos poluentes invade casas, igrejas, lojas, rios, nascentes, destruindo o que encontra. Como uma grande boca vomitando lodo e detritos, com sua língua pegajosa grudando em tudo e deixando rastros de destruição. O caldo grosso se locomove por quilômetros. Ninguém consegue deter a massa de lodo. Luta vã tentar contê-la. Animais marinhos, domésticos e silvestres sucumbiram aos milhares. A fauna das matas ciliares foi dizimada.
O pasto virou lama e o gado não pode beber a água barrenta e contaminada.
 Ambientalistas contabilizam que cerca de um trilhão de organismos vivos, incluindo vidas humanas, morreram no desastre.
A água potável passa a ser o bem mais precioso, todos implorando por uma garrafa do líquido cristalino para beber.
O vale colorido torna-se monocromático: tudo marrom, um rio de barro. Barqueiros olham o rio lamacento e lamentam. Lágrimas rolam em seus rostos marcados. O velho rio Doce vai ficar apenas na memória deles. Seus netos só saberão da beleza do Vale através de fotos, imagens e filmes.
Será que um dia esses lugares renascerão das cinzas como a lendária Fênix? Não dá para prever... Mas podemos esperar mais tragédias a longo prazo. Síndromes e doenças diversas, oriundas do contato com metais que estão se infiltrando no solo e poluindo as águas. Ninguém sabe o que podem causar essas substâncias tóxicas, os metais pesados. Só o tempo dirá!
A catástrofe vai caminhando, como uma centopeia, contaminando tudo. E o rio de lodo chega ao mar. O impacto ambiental é incalculável. Mais de 120 nascentes soterradas.
Vale do Rio Doce agora é o Vale da Morte. O cheiro de podridão que emana dos cadáveres insepultos é insuportável. Cidades inteiras foram dizimadas. Viraram  cemitérios de lama.
O que fizestes, Homo Sapiens???
Quem vai recuperar as águas doces? Quem vai trazer de volta à vida os mortos? Quem ressuscitará a rica fauna que abundava nesses locais?
Esse crime não tem perdão!
Que o Criador de todas as coisas tenha piedade de vós no dia do acerto de contas final.
E que o Rio Doce e suas cidades fantasmas “Requiescant in pace”.


(Texto publicado na GAZETA de Piracicaba em 25/11/2015)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Esquinas improváveis

 Carla Ceres Oliveira Capeleti
Cadeira n° 17 - Patrona: Virgínia Prata Gregolin 

Todas as cidades têm seus cantos secretos: ruas que se cruzam em momentos estranhos, lugares que surgem dependendo do estado de consciência de quem os encontra. Em Piracicaba, um desses espaços mágicos fica no cruzamento da Rosário com a Tiradentes. É uma pequena loja sem nome, com uma placa anunciando “Manuais, guias e tutorias sobre qualquer assunto imaginável”. Meu amigo Luís esteve lá.
Tinha que ser o Luís para descobrir uma esquina onde duas ruas paralelas se encontram! Acontece que ele bebe um pouquinho demais, gosta de escrever poesia, sonha acordado com frequência e, além disso, tem um punhado de parafusos soltos mesmo. Sua maluquice contagiosa afeta a cidade, que é louca por ele. A seu pedido, Piracicaba entrelaça suas ruas a seu redor, criando esquinas improváveis, como rede de proteção.
Quando a loja de manuais apareceu, Luís vinha de uma desilusão amorosa, a terceira do mês. Bebia e uivava pela rua, amaldiçoando essa “droga de vida, que vem sem manual de instruções”, essas “mulheres inexplicáveis do meu coração”. O jeito era morrer porque “Eu me recuso a viver num mundo sem manual!”, ele gritava. “Quero as regras do jogo agora! Agora! Ou desisto de brincar e pulo do tabuleiro da vida. Pulo direto pra frente de um carro.”
No cruzamento das paralelas, acenderam-se as luzes da loja. Um vendedor chamou: “Por aqui, poeta! Temos guias, manuais, mapas, tutorias, impressos ou digitais, sobre o mundo e muito mais. Tudo isso a seu dispor. Entre e leia, por favor!” Luís entrou e desapareceu da cidade por um mês. Ninguém sabia dele.
Bombeiros procuravam seu corpo no rio, enquanto Luís, sempre na loja, fartava-se de ler e descobria que os manuais, por melhores que fossem, jamais dariam todas as respostas a tempo. Os guias simplificados eram fáceis de ler, mas desconsideravam as inúmeras variações possíveis na vida. Coisas simples podiam ter regras simples, como “As Normas da Corda Bamba – Primeiros Passos”, livreto que ele, desafiadoramente, pediu para ver, quando ainda duvidava que o vendedor pudesse apresentar-lhe manuais sobre qualquer matéria.
Assuntos complexos exigiam manuais igualmente complexos, que levariam a vida toda para ler e outra vida para entender. Luís era inteligente demais para dedicar-se a um tema só. Leu sobre a vida, o amor, o possível, o impossível. Misturou tudo na cabeça. Leu sobre organização de ideais. Lembrou-se de perguntar ao vendedor quanto pagaria pelo acesso a tantas informações. “Quase nada, poeta”, respondeu o vendedor, “você paga com seu tempo. O tempo que você passa aqui lendo sobre a vida é descontado do tempo que lhe resta a viver. É bem barato para quem pensava em saltar na frente de um carro, não acha?”
Cheio de dúvidas, Luís preferiu sair da loja. Mal pisou na calçada, mudou de ideia. Tentou voltar para dentro. Não conseguiu. O estabelecimento desaparecera. Em seu lugar, estava um posto de gasolina abandonado.
Luís só conta essa história quando bebe. Apresenta, como prova, anotações incompreensíveis sobre um suposto manual chamado “A Física e a Metafísica da Corda Bamba”.




quarta-feira, 18 de novembro de 2015

UNDE MALUM

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
                
 UNDE MALUM
“(de onde vem o mal?: Sto Agostinho)”
Antonio Carlos Fusatto


Dor, assombro, indignação!...
Cabisbaixas, rostos sofridos,
contra palmas das mãos.


Qual rútilos diamantes,
                                               lágrimas passeiam pelas faces,
                                               e, maculam-se ao chão.

Soluçando baixinho e orando,
cada uma à sua crença individual...
Paris, cidade Luz! Vários eventos:
sicários extremistas provocam;
um triste final!...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Para onde?

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

               Recentemente, um amigo escreveu num desabafo: “Vou-me embora pro Butão”. E aí não sossego enquanto não busco informações a respeito. Bem, o Butão é considerado o país da felicidade. Diz o Google que “o Butão é um pequenino reino encravado aos pés do Himalaia e bastante fechado ao turismo. Ao norte, a gigantesca China e ao sul a superpopulosa Índia. É distante do Brasil. Poucas pessoas conhecem. Exótico. Feliz. País de tradições peculiares e muito isolado”.
               Não sei se eu gostaria de ir para o Butão. Desde menina, intriga-me uma música que até hoje gosto de cantar. Foi composta pelo baiano Dorival Caymmi e se chama “Maracangalha”. A letra é bem simples e diz assim: “Eu vou pra Maracangalha, eu vou / Eu vou de uniforme branco, eu vou / Eu vou de chapéu de palha, eu vou / Eu vou convidar Anália, eu vou”. E ele diz que se Anália não quiser ir, ele vai só.
               Vemos que, quando alguém mete uma ideia na cabeça de ir a algum lugar, se não houver quem o acompanhe, vai só mesmo. Contudo, é melhor ter companhia, a viagem fica mais segura a dois. Até biblicamente, devemos ir sempre aos pares.
               Mas e aí, Maracangalha existe de verdade? Afinal, para onde Caymmi iria? A música foi composta em 1957. Quanta gente a cantou! O lugar é um distrito do município de São Sebastião do Passé, na Bahia. O que haveria de tão especial em Maracangalha? E Anália? O chapéu de palha? Meros recursos da rima ou tudo isso faria parte de uma planejada viagem de amor?
               Houve um tempo em que a moda era dizer “Vou-me embora pra Pasárgada”, do poeta Manuel Bandeira. Onde ele foi buscar inspiração? Pasárgada era uma cidade da antiga Pérsia, atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no IrãMas o poema ficou famoso e tem uns versos assim: “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei”.
               Quando comecei a aprender violão, adorava cantar uma cantiga gaúcha: “Vou-me embora, vou-me embora, prenda minha / Tenho muito que fazer / Tenho de ir para o rodeio, prenda minha/ No campo do bem-querer”. Ah, o desejo de ir para algum recanto que nos faça sonhar!... Versos como “vou-me embora” povoam o imaginário de todos os poetas. Eu gostaria de dizer: “Vou-me embora pra Israel”, pois tenho um sonho de conhecer a Terra Santa. Gostaria de ficar por lá, ajudando os frades franciscanos a cuidar dos templos e locais sagrados.
               Contudo, sei que não irei para o Butão, Maracangalha, Pasárgada e tampouco para Israel. Há alguns anos, eu dizia: “Vou-me embora pro Campestre”, mas agora moro na cidade e o campo faz parte de um passado lindo.
               E Marte? Será moderno dizer “vou-me embora para Marte”? O que haverá por lá? O Google diz que Marte possui uma formação rochosa e parece haver água no planeta. O dia dura 24 horas e 36 minutos e o ano tem 687 dias terrenos. Em 1960, Sergio Murilo gravou “Marcianita”. Alguém se lembra? Na letra da música, em 10 anos estaríamos lá. Ainda estamos na corrida. Para onde

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Reminiscências de Piracicaba

Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
                                                                                 
De repente... abri a janela de minha vida e deparei-me com o entardecer de uma existência sexagenária.
No horizonte, nuvens doiradas pelo sol do dia que finda, uma brisa leve passeia pelas folhas das árvores embalando-as suavemente, a fragrância das flores no ar, incansáveis colibris em harmoniosa coreografia bailam de flor em flor, sobre a relva, intensa revoada de insetos e, tendo como fundo deste cenário, céu azul anil.
Nesse devaneio, o pensamento vagueia pelo tempo e direciona a atenção ora para o passado ora para o presente, a alma estremece, vibra diante das recordações, a sensibilidade é mais forte que palavras e sons; traz-me à lembrança a piracema do caudaloso Piracicaba, cardumes de peixes tentando transpor o Salto, como brocados enfeitando o Véu da Noiva; a velha ponte do Mirante com passarela de madeira; a guarita do guarda da Sorocabana cheia de cestos e jacás de bambus, construídos entre uma passagem e outra da “Maria Fumaça”, como forma de passatempo e reforço de salário; o jardim da ponte com suas frondosas árvores quase engolindo o coreto; as pescarias noturnas no Salto do Piracicamirim dentro da ESALQ; as chaminés do Engenho Central, soltando fumaças negras voluteando no ar; as cerâmicas da Rua do Porto, contrastando com a densa mata ciliar e harmonizando-se com a Vila dos Pescadores. Ouço o inconfundível sino do bonde, tocado pelo cobrador a cada passagem recebida, o berrante ao longe anunciando a chegada de mais uma boiada com destino ao matadouro, as melodias das orquestras tocando no Clube Coronel Barbosa, o som ensurdecedor dos teares da Fábrica de Seda, na Vila Rezende, e da Fábrica Boyes, o apito do trem chegando às 22:00 horas na Estação da Paulista, a alegria da garotada ora brincando nas águas do cristalino Itapeva, ora jogando futebol com bola de borracha, bolinhas de gude, rodando pião, corrida de pega-pega; entre tantas outras brincadeiras.
As meninas brincando de roda e cantando canções folclóricas hoje quase totalmente esquecidas, pulando corda, amarelinha, entre outras.
De repente... volto ao presente: o velho Piracicaba, qual esqueleto leuquêmico, curvado sob o peso da poluição, carregando toneladas de resíduos.
O jardim da Ponte não mais existe, o negrume do asfalto contrastante com a alvura das edificações, todo o verde foi engolido... E a velha “Maria Fumaça”? O bonde? O troar das boiadas na ponte? O cheiro gostoso de garapa do Engenho Central? O bosque da Casa do Povoador, com seu murmurante regato? Os saraus dançantes com famosas orquestras? O encontro da boemia nas madrugadas, no Bar Bola Sete?
Das cerâmicas da Rua do Porto, somente altivas chaminés persistem no tempo, como dedos da natureza em riste, denunciando o homem por suas agressões nefastas.
Ah! Que nostalgia, que poder de juventude carrega meu coração; pulsa entusiasmo.
O tempo, na minha memória, vibra a emoção misteriosa das noites de luar, a estender résteas de pratas pelas árvores, telhados e o rio, os acordes de violões seresteiros nas madrugadas frias, bailes juninos nos terreiros, muitas vezes à luz de lampiões, as brincadeiras com busca-pés e os bate-papos até altas horas da noite.
Essas emoções ou ansiedades povoam o meu espírito, dando-me a sensação de que vivo perenidades.
Empolgado, o arrebatamento leva-me a cantarolar meio desafinado alguns boleros; enquanto irradima ainda mais minhas emoções.
O passado deixou saudade, nostalgia, há canções que machucam o coração, pela poesia e ritmo das notas musicais.
Como é interessante o subjetivismo humano!
Em meu peito permanece a nostalgia de ontem, o que será amanhã?
Recomponho na mente todo o itinerário percorrido nas asas do tempo, e sinto que, no âmago do meu ser, ainda palpita forte a juventude, ainda há um garimpo de energias vitais.
Minh’alma é um relicário guardando inúmeros papéis, sou mais um protagonista no belo espetáculo da vida, cujo palco é o mundo e o tempo interminável.

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz