Ivana Maria França de Negri
No Brasil, o Dia do Escritor é celebrado
em 25 de julho, quando ocorreu, em 1960, o Primeiro Festival Brasileiro de
Escritores, patrocinado pela UBE – União Nacional de Escritores, que tinha
Jorge Amado como vice-presidente. A data foi sancionada pelo então Ministro da
Cultura Pedro Paulo Penido e, desde então, é usada para celebrar a Literatura
Nacional. João Chiarini, fundador da Academia Piracicabana de Letras, esteve
presente no evento.
Todos os anos, os grupos literários de
Piracicaba promovem algum tipo de ação para comemorar o Dia do Escritor.
Já foram feitas palestras, distribuição de
textos, eventos no Casarão do Turismo, na Praça José Bonifácio, na área de
lazer da rua do Porto, no Recanto dos Livros, e em muitos outros lugares.
Em outras ocasiões, foram homenageados
escritores piracicabanos já falecidos, que fizeram história e deixaram seu rico
legado que continua a nos encantar. As famílias eram convidadas a ler poemas e textos
dos entes que já partiram e o clima era de pura emoção.
Neste ano, a ideia é fazer uma ação
interessante, largar um livro em algum lugar. Pode ser numa padaria, no banco
da praça, no shopping, em banheiros públicos, lanchonetes, em cafés, clubes,
academias, salas de espera de consultórios médicos, cabeleireiros, no ambiente
de trabalho, enfim, onde alguém possa encontrar o livro e levá-lo para casa
para ler e depois, passá-lo adiante.
Aqui em Piracicaba, o projeto idealizado
por mim e Carmen Pilotto, o “Livro com Pezinhos”, já atua na distribuição
de livros infantis, incentivo à leitura, assessoria para montagem de
bibliotecas e também, estimula as pessoas a passarem adiante os livros que já
leram.
Livros são como as pessoas, se não
caminharem, se exercitarem e tomarem ar fresco, adoecem. E se não forem
folheados constantemente, ficando só esquecidos numa estante, adquirem fungos,
traças, mofo, ficam empoeirados e obsoletos, perdendo a função primordial que é
levar cultura aos leitores. Já o livro caminhante, fica saudável durante toda a
sua vida útil, cumprindo exemplarmente sua função.
Uma amiga do Rio Grande do Sul tem um
projeto semelhante que se chama “Livros com Asas”, porque os livros precisam
voar, diz ela!
Já vi na internet o chamamento “Esqueça um
Livro”, estimulando o desapego literário, deixando livros em bom estado em
vários locais.
Seria interessante deixar bilhetinhos
grampeados explicando do que se trata, detalhando os motivos da ação e dizendo
que os livros podem ser levados para casa, mas com o compromisso das pessoas
que os levarem, de passarem adiante depois de lidos. Podem ser repassados para
alguém, doados para bibliotecas de bairros, ou mesmo serem deixados em outros
locais, sempre com o bilhete explicativo.
O convite para participar do projeto se
estende a todos os piracicabanos, não só escritores. É só a pessoa escrever um
bilhetinho, grampear nos livros e deixá-los onde for mais fácil, em algum local
perto de suas casas, onde haja boa circulação de pessoas.
Um livro parado, esquecido numa estante,
não traz cultura, nem alegria, nem diversão e nem sabedoria para ninguém! Mas o
livro caminhante, cumpre sua função de entreter, instruir, encantar e promover
mudanças! Não quebre a corrente da leitura!













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