Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

ORIGENS DA FESTA DO DIVINO


Elisabete Jurema Bortolin

Minha Experiência Vivida na 197ª Festa do Divino Espirito Santo de Piracicaba

 O significado deste encontro é o de relembrar que no começo da povoação de Vila Nova da Constituição, nos idos de 1700, depois Piracicaba, eram constantes as enchentes e as maleitas. Por isso, os devotos do Divino nos séculos passados, invocavam a sua proteção contra esses males. Em certa ocasião, os Devotos pediram ao Divino Espírito Santo que naquele ano não houvesse nem enchente, nem maleita na cidade. E em função disso, passariam a pedir esmolas, comida, remédios aos moradores da pequena povoação de Vila Nova da Constituição, para enviar aos moradores mais distantes da cidade, cujo acesso a esses benefícios era muito mais difícil. Então os “irmãos do Rio de Cima”, atual rua do Porto, faziam fogueiras grandes, para avisar os “irmãos do Rio de Baixo”, que iriam levar comidas e remédios aos mais necessitados. Daí a origem deste encontro que dura muitos anos. E os fogos de artificio que fazem parte da sua história.

Os fogos de hoje, mesmo que sem estampidos, são para lembrar as fogueiras do passado. Lembrando que foi o então prefeito Viegas Muniz que instituiu o encontro dos barcos no Rio Piracicaba, pela primeira vez, na festa de 1826.

Quando a Bandeira escolhe seus guardiões

Ao lado do professor Adolpho Queiroz, passamos a ser festeiros do Divino. E, sem que eu pudesse imaginar, iniciava-se uma das mais profundas peregrinações da minha própria vida.

Foi a Bandeira quem me ensinou.

Levamos a bandeira a 70 lugares que conduziu meus passos por ruas antigas, bairros, igrejas, casas simples, estabelecimentos comerciais e lugares onde a fé permanecia silenciosa, mas viva. Em cada porta aberta, um olhar emocionado. Em cada abraço, uma história. Em cada oração, a certeza de que o Espírito Santo continua encontrando morada onde existe esperança.

Neste ano, a grande atração do leilão foi uma Imagem de Nossa Senhora Aparecida, doada pelo cantor Daniel, aliás José Daniel Camilo, que saiu de Brotas para encantar o Brasil, que foi o maior arremate já conhecido na história da festa. Superando, em muito, os lances dados para a compra das leitoas e outras prendas ofertadas.

O encontro dos barcos

A experiência de ter ido no Barco dos Irmãos do Rio de Cima, para encontrarmo-nos com os barcos dos remadores, representando os Irmãos de Baixo, foi inesquecível.

Quando embarquei levando a Bandeira-Mãe, compreendi que algumas experiências não cabem nas palavras.

O Rio Piracicaba parecia guardar, em suas águas, a memória de quase duzentos anos de fé. Das pontes, das margens e das embarcações surgiam aplausos, orações, lágrimas e sorrisos. A cidade inteira parecia respirar no mesmo compasso.

No barco seguiam três bandeiras. A tradição dizia que apenas a Bandeira-Mãe deveria navegar. Naquele dia, porém, duas outras a acompanhavam.

Enquanto as observava balançando ao vento, uma compreensão silenciosa tomou conta de mim. Não procurei explicações. Apenas senti.

Ali estavam, para meu coração, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A Trindade navegava sobre as águas do velho Piracicaba, restando apenas uma paz profunda.

No ritmo da Congada

Após a missa da passagem da bandeira para o próximo casal festeiro, acontece a Congada. Ver as senhorinhas e senhorzinhos vestidos com traje oficial da festa. Roupa Branca, com fitas vermelhas, gravatas cheias de medalhinhas, boina branca com o símbolo da Irmandade, sapatos brancos e meias brancas. Um cuidado nas vestes que demonstram o carinho, o amor pela festa de fé e tradição.

Nos passos compassados dos congadeiros, nos bastões marcando o ritmo e, sobretudo, na alegria serena estampada no rosto de homens e mulheres que mantêm viva uma tradição secular.

Participei junto com o pessoal quando foi aberta a roda para todos participarem. Ritmo suave, gostoso, batida forte e firme.

Ser festeira do Divino foi, para mim, muito mais do que uma honra. Foi uma convocação da própria história de Piracicaba para que eu pudesse compreender, enfim, que a fé também se escreve também se canta e também se navega.







Desde então, a Festa do Divino deixou de ser um acontecimento do calendário.

Passou a habitar, definitivamente, a memória e o coração.

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz