O livro foi patrocinado pela Oji papéis e será vendido no dia do lançamento por $20 reais.
A renda será revertida ao Recanto dos Livros - Lar dos Velhinhos de Piracicaba
Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)
Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)
Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)
Diretoria 2025/2028
Presidente: Raquel Araujo Delvaje
Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky
Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva
1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin
2a secretária: Ivana Maria França de Negri
1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
2o tesoureiro: Edson Rontani Junior
Conselho fiscal:
Antonio Carlos Fusatto
Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal
Cássio Camilo Almeida de Negri
Jornalista responsável: Evaldo Vicente
Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri
Conselho editorial:
Aracy Duarte Ferrari
Eliete de Fatima Guarnieri
Leda Coletti
Lídia Sendin
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins
Seguidores
quinta-feira, 2 de julho de 2015
domingo, 28 de junho de 2015
Protesto em nome da família brasileira
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| Acadêmica Myria Machado Botelho Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella |
Meio indecisa quanto ao que vou dizer nestas” maltraçadas” ,
olho para o painel de fotos, bem à frente
de meus olhos, acima do computador.
Minha família ali está,
sorridente e serena, unida em dias festivos de comemorações, nas datas
mais significativas de suas vidas. Aniversários, casamentos, nascimentos, as
festas natalinas e os “réveillons”, as
apresentações dos pequenos nos eventos escolares e suas brincadeiras inocentes,
enfim , um registro marcante de uma evolução familiar, apontando três
gerações: os papais, os jovens, as crianças e os amigos .
Com
tristeza e preocupação maior, pergunto-me se essa aparente segurança não está sendo
estupidamente roubada pelos tsunamis de nossos tempos sombrios e avassaladores,
e penso no futuro dessa geração. Os tempos apocalípticos parecem reafirmar as profecias
da “Grande Tribulação”. Estaremos
próximos do julgamento definitivo? O
Deus da Justiça e da Verdade não dorme; as ofensas, os desrespeitos, as profanações
frontais ao Seu nome, aos símbolos sagrados que O representam, os crimes e as aberrações praticados
contra Suas leis e Seus
mandamentos, em violações que agora
atingem crianças inocentes, induzindo-as
a práticas e violações escabrosas ,como o que vimos na última parada gay realizada em S. Paulo, não ficarão sem resposta. Será isto o princípio do fim? Até onde querem chegar esses infelizes, com
suas imposições e exposições grotescas e inadequadas, cujas opções sexuais não
constituem a regra ? Para onde vamo, nesse festival de
asneiras, distorções e inversões?
Não me cabe o julgamento de ninguém,
porém me pertence o direito e o dever de protestar contra o erro, em nome da
família brasileira, e condenar o que me parece um atentado afrontoso e
intolerável à dignidade humana em seus aspectos fundamentais, aquilo mesmo que
diz respeito à genética e à antropologia, desde que o mundo é mundo, sem
falar no aspecto elementar da
estruturação da família como núcleo de formação dos cidadãos no convívio
social.
O que se evidenciou nessa Parada foi a prostituição, em manifestações
realizadas à sombra de uma luta por direitos que promovem a promiscuidade, a
distorção, o desvio comportamental, o
mau exemplo, a exibição sexual indecente e clamorosa, onde o que é certo passou
a ser errado, onde a baderna quer
substituir a ordem , a segurança, a serenidade, e sobretudo como agravo maior,
onde as ideologias nefastas querem desmontar os princípios básicos e
fundamentais que norteiam as sociedades. Não admira que, em meio a tanto
descalabro e banalização da sexualidade, o índice de violência atinja os
limites do insuportável e a criminalidade sexual já tenha derivado para os
estupros coletivos e recentes, como no
Piauí, onde quatro jovens, entre 15 e 17
anos foram atacadas e amarradas brutalmente, estupradas e atiradas de um penhasco de 8 metros de
altura, sendo que uma das vítimas morreu.
Essas ocorrências estão a exigir um repúdio coletivo clamoroso de toda a
população brasileira, de todos os pais de família. É urgente um cuidado maior em relação aos
filhos, àquilo que se propaga nos meios de comunicação, através de programas e
novelas irresponsáveis, e redes
eletrônicas a serviço de uma
contracultura nefasta e perniciosa .E isto que os defensores do “vale tudo”
chamam de caretice seria apenas uma reação muito válida e necessária a uma
realidade insuportável e destrutiva.
E o que dizer da chamada ideologia de
gênero que se pretende introduzir nos planos municipais de educação? Sabe o
leitor do que se trata? Em poucas palavras e,
resumidamente, tentarei explicar.
O nome pomposo, criado pelo Forum Nacional de Educação, pressupõe o
esvaziamento do conceito de homem e de mulher, masculino e feminino, menino e
menina. É tudo neutro e comum. A
identidade sexual e de gênero, segundo os “luminares autores”, deve ser fruto
de uma opção, de uma vontade subjetiva de cada pessoa. Ela é quem deve escolher
o sexo a que deseja pertencer. E esta escolha, é preciso frisar, deverá ser
fruto de uma experiência sexual precoce e promiscua em vista da formação do
próprio gênero. Os fundamentos antropológicos objetivos da sexualidade humana,
a corporeidade em todas suas dimensões, a natureza biológica do ser, nada disso conta, e a autoridade dos pais se esfacela
nos quesitos de moral e de sexualidade, já que todas as crianças estarão
submetidas à influência dessa ideologia. Bonito, totalitário e acaciano
conceito, não é mesmo? E viva a
confusão, a desordem, o dedo perverso do
autor da mentira - o diabo, “ o Hermógenes, o dronho desumano- nos cabelões da
barba”( do genial Guimarães Rosa), cujo intento maior é bestializar
homens e mulheres, no propósito final de
dinamitar o mundo!!!
terça-feira, 23 de junho de 2015
Recanto dos Livros
| Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 Patrono: Fernando Ferraz de Arruda |
A
famosa frase de Margaret Mead: “Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas
engajadas possa mudar o mundo, afinal, foi sempre assim que o mundo mudou”,
define exatamente a transformação que ocorreu no antigo “sebão” do Lar dos
Velhinhos pelo empenho de um casal com muita garra e vontade de ajudar o
próximo.
João
e Vera Nassif assumiram uma missão quase impossível. Acompanhei desde o início,
quando começaram a revitalização do espaço para iniciar a venda dos livros e
ajudar monetariamente o Lar, entidade tão carente de recursos. Um trabalho
hercúleo, livros armazenados em caixas de papelão à espera de estantes,
amontoados em pilhas imensas, num local inadequado, muito pequeno, mal
iluminado e úmido. E todos sabemos que a umidade é inimiga dos livros.
Numa
primeira fase, começaram a organizar os livros por títulos, assunto ou autor.
Não era tarefa fácil. Os primeiros compradores vieram com seus filhos e vários
deles se tornaram voluntários, vindo todo sábado ajudar. Tanto empenho foi
reconhecido e um espaço maior e arejado foi cedido para o sebão, que depois de
um consenso entre os colaboradores recebeu o nome de “Recanto dos Livros”.
O
trabalho foi tomando corpo, recebendo muitas doações e a mudança levou alguns
meses para ser efetuada com a ajuda desses voluntários, muitos estudantes.
Depois da limpeza e todo acervo transportado, a difícil missão de catalogar,
separar e arrumar nas estantes. E mais uma vez, a união faz a força e mais
amigos foram chegando, muitos escritores dos grupos literários vestiram a
camisa, inclusive, a escritora Leda Coletti doou uma biblioteca inteira que ela
manteve por vários anos em Ipeúna. Rifas foram vendidas para adquirir mais
estantes e finalmente, neste dia 13 de junho, João e Vera viram seu sonho se
concretizar.
O
Recanto dos Livros, um local aconchegante, tem mesas, cadeiras, e é cercado de
frondosas árvores e pode-se ouvir o canto dos pássaros ao longe.
Agora
é preciso manter e prosseguir com a empreitada. Livros vão sendo vendidos e é
necessário renovar os estoques. Também estão à venda CDs, revistas, gibis e
artigos de bazar com preços mínimos.
Convocamos
a população de Piracicaba, sempre receptiva e disposta a ajudar, que compre e
faça suas doações também, num saudável intercâmbio cultural.
Eu
e a escritora Carmen Pilotto bolamos o projeto “Livro com Pezinhos” numa página
da internet. Um livro é como uma pessoa, se não caminhar, pode adoecer. Parado
numa estante embolora, pega poeira, ácaros, fungos, umidade, traças, e acaba
“adoecendo” e seu destino final será a lata de lixo. Já o livro caminhante, que
é lido, manipulado, arejado, fica saudável por muito mais tempo.
Todo
mundo tem em casa livros que não usa mais. Crianças crescem e não querem mais
saber das historinhas infantis. Adolescentes viram adultos, saem de casa para
construir suas vidas e deixam exemplares que não tem mais utilidade, como os
clássicos que acabam lendo apenas na fase de vestibular. Mas para outras
crianças, outros adolescentes, seriam muito úteis. E há também o caso de
pessoas que falecem e deixam imensas bibliotecas que nem sempre são utilizadas
pelos herdeiros que querem se desfazer delas.
Doem
livros, comprem livros, sejam voluntários. O Recanto dos Livros abre todos os
sábados das 8h às 13h no Lar dos Velhinhos de Piracicaba.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Bendito Enfermeiro
| Felisbino de Almeida Leme
Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Neto
|
Bendito enfermeiro,
Cuidando do doente.
Sempre fiel escudeiro,
Na dor, sempre presente.
Dedica toda a vida.
Com carinho e devoção.
Valente como chama ardida,
Lutando com o coração.
Sua presença é luz,
Divino companheiro.
Imagem plena de Jesus,
Bendito enfermeiro.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Aos namorados de todos os tempos
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| Acadêmica Myria Machado Botelho Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella |
Não me acusem de pessimismo quando, com sinceridade, proclamo que a
energia extraordinária do amor , do amor que dá sentido à vida, já não vibra
com a mesma intensidade, em razão de um crescente desencanto nos
relacionamentos.
A febre consumista criada pela
propaganda, gerou uma concepção de valores que teve grande influência nas
últimas gerações. A conquista da
felicidade estaria em possuir quanto mais, e a mulher, de maneira inconsciente
aderiu a este esquema, tornando-se , ela própria, um objeto de consumo.
Nossos meios de comunicação, muito
falhos, com raras exceções, não estimulam a boa leitura, a boa música, o lazer
saudável, enfim, as necessidades fundamentais do ser humano no terreno espiritual,
no sentido de ajuda-lo e fortalece-lo
contra o ritmo frenético e desgastante do mundo.
Quase tudo é feito na base da alienação, da estridência. Em qualquer festa familiar, nos bares e nas
balada noturnas, o diálogo é quase impossível e a comunicação é gestual, porque
o som ultrapassa os limites dos decibéis permitidos. A vodka, a cerveja e
similares , para não mencionar as drogas mais pesadas, constituem elementos
indispensáveis e naturais. Os jovens
que, desde cedo, não conheceram outras opções, consideram “caretice”, o
contrário de tudo isso. O gosto
desvirtuou-se e a qualidade é ruim.
Não vai muito longe o tempo em que se
aprendia, a mulher em especial, o comportamento social. As boas maneiras vinham do berço, por meio do
exemplo e da correção dos mais velhos ou até de professores especializados. A postura, a elegância, o modo de falar, de
andar, de dançar e de se conduzir à mesa, a arte de se escolher assuntos
apropriados e o tratamento adequado eram exigências que, hoje, deram lugar à
deseducação, ao desrespeito, à maneira relaxada. E note-se que, não somente os jovens, mas
também os “coroas” entraram na onda e apostam para ganhar.
Com tudo isso ocorreu um enorme
desgaste. Igualando-se ao homem nas
atitudes, a mulher tornou-se desinteressante, abdicou da surpresa, do mistério,
das sutilezas, do encanto da
feminilidade que a distinguia. Sua
conduta andrógina e sem qualquer recato inflacionou; é ela
quem procura , é ela quem assume e toma as iniciativas. Talvez seja esta uma
das causas do crescente homossexualismo - o desinteresse estabelecido.
Será possível uma regressão? A resposta, deixo-a para os que me
acompanharam até aqui. Gostaria de, num
tempo bem próximo, desdizer tudo, e proclamar bem alto que jovens na idade e no espírito, imbuíram-se da
convicção de que a felicidade é muito mais do que um sonho; é uma conquista feita de aperfeiçoamento e
decisão.
Deus nos dá a cada um apenas a matéria
prima. Compete-nos, através do esforço incessante, de um paciente
trabalho sobre nós mesmos, trabalhar essa matéria, polindo, lavrando,
retocando, embelezando, até que ela se torne uma obra-prima, não exterior, mas
principalmente interior. Essa obra se chama uma nobre alma, um espírito
versátil, passível de experimentar e merecer a verdadeira felicidade!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Convite - Inauguração do RECANTO DOS LIVROS
Inauguração
neste sábado, 13 de junho, às 9h, das novas instalações do RECANTO DOS LIVROS, o
maior acervo de livros de literatura, técnicos, religiosos, jurídicos, juvenis,
infantis, enciclopédias, além de CDs e revistas, seminovos a preços vantajosos.
Toda
a renda obtida na venda será revertida ao Lar dos Velhinhos.
O
Recanto abre para venda e recebimento de doações de livros todos os sábados das
8h às13h.
O
jornalista, radialista
e escritor, João Umberto Nassif, membro
do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e da Academia Piracicabana de
Letras e sua esposa Vera, estão à frente dessa empreitada com a ajuda de
voluntários.
O Lar
cedeu o espaço que foi revitalizado com a colaboração dos voluntários, recebeu
a doação da escritora Leda Coletti, de uma biblioteca inteira de mais de mil livros.
Mas ainda faltam muitas coisas e toda ajuda será bem-vinda.
Endereço:
av Torquato da Silva Leitão, 615
(fotos Ivana Negri)
(fotos Ivana Negri)
| Vera e João Nassif |
Vista do espaço com os livros expostos em estantes doadas por colaboradores
sábado, 6 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
Posse da nova diretoria da Academia Piracicabana de Letras
Felisbino de Almeida Leme
Pianista Cecília Bellato
Gustavo Alvim, Maria Helena Corazza, Vitor Vencovsky (presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba) e Felisbino de Almeida Leme
Gustavo Alvim já devidamente empossado com a capa e a medalha que pertenceram ao fundador da Academia João Chiarini
A diretoria eleita e empossada: Evaldo Vicente, Valdemar Romano, Aracy Duarte Ferrari, Antonio Carlos Fusatto, Gustavo Alvim, Cassio Negri, Carmen Pilotto, Walter Naime e Elias Salum
Maria Helena Corazza, Marisa Bueloni, Andre Bueno Oliveira e João Baptista Athayde
Dulce Ana Fernandes, Carmen Pilotto, Cecília Bellato e Lourdinha Piedade Sodero Martins
Leda Coletti, Cassio e Ivana Negri, Evaldo Vicente e Aracy Duarte Ferrari
Valdiza Caprânico e Marly Perecin
Leda Coletti, Carmen Pilotto, Marisa Bueloni, Dulce Ana Fernandes e Lourdinha Piedade Sodero Martins
João Nassif e Walter Naime
Vera Alvim, Valdiza Caprânico e Ivana Negri
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Minha mãe e eu
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| Marisa F. Bueloni Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade |
Minha mãe e eu temos um montão de histórias. É preciso pensar um pouco antes de contar. Já são 24 anos da sua partida e parece que foi ontem.
Fomos uma bela dupla - minha mãe e eu. Ela se chamava Josefina e eu a provocava, querendo saber por que minha avó lhe dera um nome tão feio. Ela ria e ficava brava ao mesmo tempo. “Eu gosto do meu nome, oras”. Eu respondia rindo: “Mas eu não, dona Josefina!”.
Ela contava que no grupo escolar era vítima da brincadeira “Josefina da perna fina”. Contudo, minha mãe tinha pernas normais e bonitas. Só Deus sabe o que aquela mulher andou e trabalhou, o bem que ela praticou na vida, as procissões, as rezas, as visitas aos parentes e doentes, o que fez neste mundo de Deus com aquelas pernas santas e laboriosas.
Ah, mãe querida! Como na linda valsinha, se a gente pudesse começar tudo, tudo de novo! Se pudéssemos ter a chance de voltar a ser criança no seu colo tão doce. Que saudades do seu perfume suave, uma colônia que não sei onde ela comprava. Lembro-me do seu potinho de “rouge”, que hoje é o nosso “blush”. Ela gostava de um batom discretíssimo e usava um esmalte de um tom rosa esmaecido, chamado “Rosa Rei”.
Ela sabia de tudo, sabia falar e calar. Tudo na hora certa. Advertia sempre: “Em boca fechada não entra mosquito”. Minha mãe completou apenas o 4º ano primário, mas saiu da escola com um diploma preciosíssimo: a sabedoria da vida. Quanta lucidez e prudência. Não dava um passo em falso. Conhecia todos os territórios, os próprios e os que a cercavam.
E quando ela começava a contar do seu tempo de moça na roça, morando no sítio? A gente ficava horas ouvindo na cozinha, com um bule de café e bolo de fubá quentinho. Como foi que ela conheceu meu pai, o noivado, o começo da vida de casados, os filhos pequenos.
Ah, meu Senhor da glória, eu coloquei a foto clássica do casamento dos meus pais, em branco e preto, aquela da “Foto Lacorte”, num quadro de chorar de lindo, na parede acima da cristaleira. Fiz o mesmo com a foto do casamento dos meus sogros. Estão os dois pares ali, eternizados, cheios de esperança e alegria. Afinal, haviam acabado de dar o “sim” um para o outro. E para Deus.
Minha mãe gostava de rezar. De rezar o terço de joelhos, junto com meu pai, os dois de cabeça baixa, cheios de respeito, diante das imagens do Imaculado Coração de Maria e do Sagrado Coração de Jesus.
Logo após o seu funeral, num estado de vigília, meio dormindo, meio acordada, de repente, subi. Subi altíssimo. Vi-me numa altura fantástica e olhava para baixo. Tudo era de um verde-escuro estranho. Eu via o rio da minha cidade, o mato das margens, carros passando lá embaixo nas ruas. Foi assustador. Eu não tinha corpo, mas eu “existia” com minha mente apenas, meu espírito. A lembrança daquela subida (seria a chamada “viagem astral”?) ainda mexe comigo.
Josefina, minha mãe! Eternamente, Josefina! Mulher, moça, menina. Nada de perna fina. Minha mãe, tão grande e tão pequenina! A bênção, minha mãe Josefina.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Criança Grande *
Criança grande
com vontade de
ser pequena outra vez,
voltar a sentir
as delícias
das peraltices
inocentes
nas árvores com
galhos pendentes.
Correr descalça
pelo estradão
pular e rolar no
bagaceiro,
brincar de
amarelinha, queimada,
fugir tremendo, assustada
de grito vindo
da choça assombrada.
Sentir água na
boca,
só em pensar no
pé de tamarindo,
no caldo de cana
a escorrer doçura,
beber leite
fresquinho da vaca malhada,
com café da
última torrada.
Quem teve por
amigos o joão-de-barro,
um pato branco
de topete preto,
cão vira-lata a esperar na porteira,
gato negro com
olhos faiscantes
sente saudade de
gestos tão acariciantes.
Criança grande
bendiz a
infância distante,
um ontem, cheio
de bonança,
celeiro de ricas
experiências
que culminam hoje, em felizes vivências!Poesia classificada em 1º lugar na categoria sênior (3a idade) no 14o Concurso Nacional de Poesias de Capivari
segunda-feira, 11 de maio de 2015
DESCOMPASSO
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| Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara |
Teus olhos não vertem lágrimas
Opacos cortaram horizontes
Limitados pelos anteparos que definiram rotinas
Para as quais não cabem mais o meus compridos sonhos
E na secura dos teus ideais
Minha longínqua vontade de vida
Tornou-se prisioneira cativa
Pelos laços definidos como convívio
À noite, quando o sono te envolve
Me liberto do grilhão voluntário
E bailo num compasso libertário
Melodias reservadas de um coração contido!
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Galeria Acadêmica
1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz







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