Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

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quinta-feira, 30 de julho de 2020

O RIO CONTA A HISTÓRIA



Carmelina de Toledo Piza

Estou aqui desde quando os primeiros homens nesta terra pisaram.
Quantos barcos eu senti por mim passarem?
Quantos pescadores suas redes jogaram?
Quantas pessoas pelos meus peixes foram alimentadas?

Estou aqui desde quando os primeiros homens nesta terra acamparam.
Da minha história, lendas e lendas são contadas:
A lenda do rio, a lenda da noiva
E tantas outras lendas foram por mim encantadas.

Estou aqui desde quando os primeiros homens nesta terra chegaram.
Fico aqui no meu acalanto
E todos os anos espero pelo encontro dos barcos...
É a festa do Divino Espirito Santo.

Estou aqui desde quando os primeiros homens nesta terra pousaram.
E no barulhar da correnteza que canta
Ouço o som do batuque, o ritmo da umbigada e o desafio da viola dos cururueiros
Para mais uma festa santa.

Eu sou este velho rio que é o lugar onde o peixe para
Pelos Bonecos do Elias todo o tempo fui olhado. 
Brincadeiras com boias e de meninos assisti
E no ano do aniversário da cidade preciso ser cuidado.

Eu estou aqui...
Velho e cansado
Muitas vezes triste
Outras vezes amargurado.

Estou aqui desde quando os primeiros homens nesta terra sonhos realizaram.
Mais um ano esta cidade o aniversário vai comemorar
Piracicaba faz 253 anos
Vidas e vidas vividas ainda quero homenagear.

domingo, 26 de julho de 2020

Tribunal das redes sociais



Ivana Maria França de Negri

            Tenho muito medo desse tribunal... Principalmente o julgamento precipitado que vai se juntando com outras vozes exaltadas que vão expandindo o grau de ódio até que não se pode mais controlar. Em poucos minutos, por causa de uma simples postagem, uma pessoa pode ser julgada, condenada e linchada, sem que sejam apuradas as outras versões dos fatos. Isso é perigoso demais! E cruel também!
            Uma amiga postou: “Deus me livre do tribunal do facebook, amém”. E fiquei a pensar, como ela tem razão! É terrível essa obstinação que as pessoas têm de julgar os outros levianamente. Sendo que isso pode custar o linchamento “moral” de alguém, a perda do emprego, de amigos, enfim, pode acabar com uma pessoa em questão de horas.
            Lembram do caso da Escola Base? Ficou famoso, e numa época em que nem havia Internet. A mídia sensacionalista teve acesso ao depoimento de uma mãe que vazou da polícia antes que o inquérito tivesse terminado e espalhou-se como se fosse uma verdade sacramentada. Antes que os fatos fossem devidamente apurados, os donos da escolinha foram massacrados, física e moralmente. Não tiveram direito à defesa. Foram sumariamente condenados. Depredaram a escola e os pais tiraram os filhos do estabelecimento de ensino. Quando tempos depois sua inocência foi provada, nada mais havia a fazer... Os acusados já tinham suas reputações totalmente  destruídas. O caso tornou-se referência obrigatória nas discussões em cursos de Direito e Jornalismo. O jornalista Alex Ribeiro até escreveu o  livro “Caso Escola Base: Os abusos da  imprensa”, lançado em 2003.
            A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morreu dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores no Guarujá, litoral de São Paulo. Foi violentamente agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que ela sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.
            Lincharam uma inocente, sem provas, e só depois de morta e enterrada que veio a público sua inocência. E lá se foi uma mãe de família, julgada e condenada, sem direito a defesa...Mais uma grande injustiça.
            Boatos e mais boatos são espalhados o tempo todo. Ninguém procura fazer uma pesquisa para saber se aquilo é real ou é criação de uma mente diabólica, a serviço do mal.
            Por isso, não cometam injustiças. “Não julgueis, para que não sejais julgados, pois com o critério com que julgardes, sereis julgados, e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. ” diz a passagem bíblica.
            Psicólogos costumam afirmar: o que as pessoas barbarizam nos outros e os defeitos que enxergam neles, é o que existe dentro delas mesmas.
            Não sejam juízes e algozes de ninguém. Existem profissionais que estudaram muito para terem a capacidade de fazer isso, e se não forem justos, a Justiça Maior, sempre prevalecerá, mais dia, menos dia ela triunfará.
            Portanto, seja leve ao apontar dedos e defeitos nos outros. Amanhã, poderá ser você o réu...

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Desafio literário tema: Bueiro


Durante uma caminhada, deparei-me com um bueiro coberto de verde!
Fotografei e trouxe para os escritores e poetas para que cada um escrevesse sobre o tema em verso ou em prosa.
E brotaram estas maravilhas!



Versos para um bueiro verde

João Baptista de Souza negreiros Athayde

Contraponto sutil invade a alma
Na cisma dolorosa de um dilema:
Como podem os liquens e miasmas
emergirem do lodo – quais fantasmas
E tecerem de verde um poema?


O BERÇO

Andre Bueno Oliveira

Pouco importa ao bebezinho,
Se o seu bercinho é faceiro...
A Flora escolheu seu ninho,
 Num desprezível bueiro.


Apenas bueiro
Ésio Antonio Pezzato

Bueiro, apenas bueiro
Mas transformou-se em canteiro,
Logo ao raiar da manhã.
Nele nasceram o poejo,
O perfume sertanejo
E a essência da hortelã.

A paisagem colorida
Trouxe a essência da vida
Ao transeunte passageiro,
Que em seu passo rotineiro
Viu a paisagem florida
Que transformou o bueiro
No mais sublime canteiro
Na paisagem colorida...

...saiu assim o poema do bueiro


Bueiro verde
Ivana Maria França de Negri

Um insignificante bueiro, entre milhares de outros, acostumado a receber esgoto, enxurradas, águas pluviais e de lençóis subterrâneos, humildemente se submete aos propósitos aos quais foi criado.
Também conhecido como boca-de-lobo, sumidouro ou vala, seria apenas mais um anônimo entre milhares, se não fossem as sementes de alguma plantinha se aninharem em seu interior.
Alheio aos transeuntes, à quarentena, à pandemia, às tempestades ou ao sol causticante, seu sedimento terroso permitiu a germinação.
Mesmo no lodo ou na aridez, a vida sempre dá um jeito de acontecer...
E ele se cobriu de verde!

Vida florescendo
Cassio Camilo Almeida de Negri

Tal qual a estrela de Davi em seu triângulo com o ápice para baixo, servia como esgoto com a sujeira a descer. Agora, como o triângulo de ápice para cima, a vida floresce em direção ao céu.
Esse bueiro é como nós, nossa polaridade pode ser a de um bueiro ou de um canteiro, temos ambos, mas qual irá predominar?

TROVA
Leda Coletti

Nesse tempo turbulento
Ver um bueiro verdinho
Traz a nós doce acalento
Esperança, só carinho.

BUEIRO DENGOSO
Elda Nympha Cobra Silveira

Estou   sozinho...
Bem pertinho da calçada.
Crianças passam correndo,
Outras bem devagarinho.

 Elas ficam pertinho de mim,
Com os pezinhos na enxurrada
Ai! Como sinto alegria
Poderia ser sempre assim!

O sol quer brincar também
Mas  enxuga todas as águas,
Mas fez brotar no meu gradil
Relvas e florezinhas mil!
E...ouço  ao passarem:
Que bueiro gracioso!


É TERRA
Carmelina Toledo Piza

Quando falamos de criação
Vamos para um território desconhecido.
O território da alma que
Leva-nos ao encandecido.

Quando olhamos para o chão
Vemos marcas do tempo em cicatrizes.
A dor de um passado distante
Coberto de vernizes,

Mas a criação de um verde solitário
Em grades verticais,
De um bueiro em uma rua qualquer
Verdadeiramente é o belo dos víveres originais.

Estamos no território que almejamos
A TERRA, com as nossas certezas.
Onde floresce a mata verde
Abençoada por suas belezas.

O bueiro
Elisabete Bortolin

Chegou Janeiro, a cerveja rolou bueiro adentro matando pessoas.
Chegou Fevereiro, veio o Carnaval e as tempestades, inundando casas e avenidas, entupindo os bueiros.
Chegou Marco e Abril, a Covid-19 começou a invadir o Brasil, levando muita gente e dando trabalho aos coveiros.
Chegou Maio, o Moro foi demissionado abrindo sua Boca de Lobo contra o presidente.
Estou entendendo e resumindo que a palavra do momento é Bueiro.
Tudo passa assim como nossa tristeza e isolamento, pois o Bueiro vai florescer, FÉ.

O bueiro
Leia Paiva

Em forma de retângulo
Grades negras, com ferro retorcidos
Guardam o vácuo, um buraco negro e sujo.
Aguas barrentas de enxurradas
Vão adentrando no dito cujo.
Terras acumuladas nas beiradas,
Em todos os ângulos, folhas secas
Estercam o barro intruso.
Nasce, então, uma planta encantada
Enche de verde a entrada,
Tornando, assim, um quadro
Antes antiestético, feioso
Em um quadro poético, harmonioso.
Nas nossas introspecções
Encontramos buracos, sombras, porões.
Nas fendas das horas perdidas,
Oportunidades não aproveitadas,
Nas horas distraídas, desperdiçadas
Em inutilidades, fúteis,
Perdemos preciosidades.
Porém, nunca perdemos as ramagens
Das verdes férvidas esperanças
Aprendidas com as experiências vividas,
Que brotam nas bordas dos bueiros
De nossas vidas. 

"O Verde Brilha" no bueiro
Lourdinha P. Sodero Martins

Quem diria ? Que em bueiro solitário nasceriam "acalantos" em forma de verdes ramagens? Pois ali, naquela grade, mal tratada, com ferrugem germinaram ervas férteis mais parecendo miragem! Esverdeou-se o bueiro, majestoso se tornou! Quem por ele agora passa o aprecia e constata ... "Verde vida" o transformou!

Tapeçaria
Lídia Sendin

Melhor que tapete persa
Colocado em belo chão,
A imagem nos desperta
Serena admiração.

A Natureza trabalha
Fiando a tapeçaria
E se ninguém atrapalha
Nasce arte em poucos dias.

Quem passa vê essa obra
De um poeta tapeceiro,
E com espanto comprova
Que ali já foi um bueiro.

Quarentena  -  Será que vai deixar saudades?
            Madalena Tricânico

             Estava ela desenvolvendo seu trabalho de varrição das ruas quando ouviu uma lamuria, uma lamentação...
            - Eu não queria estar aqui no meio fio da calçada eu queria estar lá perto do muro onde estão aquelas flores coloridas.
            -Ahnnn...!Quem está falando? Não vejo ninguém. A rua está completamente deserta.
            - Você só olha para cima! Olhe para baixo!
            - Não é possível! Este silencio do isolamento de alguns e a preocupação de  outros que precisam trabalhar faz, as vezes, ouvirmos vozes, mas agora estou conversando com um bueiro?
            - Sim sou eu,  e não me chame de bueiro!
            - Ah não! Vou te chamar do quê? De vaso?
            -Tá bom...vaso. Ora, não existe gente de todo tipo? Vaso também pode existir ou “ser”. Eu sou um vaso! Pronto falei!
            - Combinado. Vou varrer só os lixos e a terrinha vou deixando. Elas sempre trazem semente que os passarinhos espalham e se você tiver sorte e elas germinarem...
            Era outono, o tempo passa rápido. O combinado foi mantido e quando chegou a primavera o desejo foi realizado.
            - Nossa que lindo aqui na esquina da minha casa. Parece uma jardineira, um vaso! Quem será que colocou as sementes em um BUEIRO!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

IPÊS FLORIDOS



Valdiza Maria Capranico

Nas últimas semanas, nossa cidade amanheceu florida – Cada dia mais ... ipês colorindo, em todos os cantos, enfeitando, tentando nos transmitir mensagens de paz, de beleza, de gratidão a Deus, à vida.
Nesses tempos de quarentena, onde o “ficar em casa” aguça nossos sentidos, sinto-me privilegiada por morar no alto de um edifício e poder contemplar de minhas janelas, ipês floridos, ao longe, enfeitando a cidade. E, em raras e necessárias saídas, ter o privilégio de passar sob alguns...
Lembrei-me de fatos, ocorridos há muitos anos; quando, em visita à nossa cidade, tive o prazer e a honra de receber e acompanhar o Roberto Burle Marx, um dos maiores paisagistas do mundo (se não o maior) e, ao passarmos pela Estação da Paulista, quis parar e observar o chão da estação ... coberto de flores azuis, dos jacarandás mimosos que lá existiam e muito enxofre, amarelo, esparramado no meio das flores... concluiu que aquele espetáculo daria um lindo tapete (ele fazia tapeçarias maravilhosas).
Outro fato que me marcou bastante, também, foi ao visitar um bairro nobre de nossa cidade, havia uma rua, numa das quadras desse bairro, com ipês rosa floridos... a mim, pareceu estar entrando no paraíso... tudo ali estava rosado... Mas, os moradores queriam retirar todos eles, porque faziam sujeira... Voltei, alguns dias depois para ver a “sujeira”, um tapete cor de rosa que cobria as calçadas desse quarteirão... achei lindo demais... Voltei ao local, algum tempo depois e – para minha tristeza, haviam retirado todas essas belas árvores...
Cada vez que vejo flores de ipê caídas ao solo, me lembro dele e também dessa rua... e chego a conclusão que essas belas árvores nos dizem, numa linguagem silenciosa, “deixo a vocês essas flores para enfeitar seu caminho, ofereço a vocês esse maravilhoso tapete, para colorir suas calçadas, suas praças”.
E, se quiser, puder, contemple um pouco esse espetáculo... vale a pena... poder sentar-se, observar esses lindos tapetes, agradecer a Deus por esse momento, foi o que me motivou ao receber a foto, linda, de uma amiga querida, a Mônica...
A solidão fica mais leve quando entendemos o quanto a Natureza pode fazer por nós...

Era um plástico que destoava na linda natureza...

Desafio literário: foto de um plástico destoando da linda natureza


Amargo desgosto
Lea Paiva

Era uma tarde tépida, azul e serena,
Passeava calmamente, apreciando o rio.
Na margem, as arvores tremulavam sob a brisa amena,
O céu espelhava nas águas um pôr do sol arredio,
A resplandecer raios de dourados fios
Estilhaçados entre as sombras dos arvoredos,
Despedia-se de mais um dia findo.
Eu, encantada, desfrutava aquele entardecer tão lindo!
Mas eis que volto meu olhar ao meu entorno
Encontro um enorme pedaço de plástico branco
Jogado, ali, para o meu espanto.
O vento movia e ondulava o monstro,
Parecia um fantasma, uma miragem,
Esvoaçando no chão o velho entulho,
Todo engelhado entre cascalhos, gramas e pedregulhos,
Tirando todo o encanto da paisagem.
Pensei: “Como pode alguém em sã consciência
Ter tanta maldade, displicência,
Desprezar, assim, a natureza?”
O riso sumiu do meu rosto
Dando espaço à tristeza,
Ao amargo desgosto.
Tentei desabafar neste poema
Ao ver o impermeável, implacável
Asfixiando os vergéis, o ecossistema, a vida, o fluxo-floema.


É preciso enxergar
                        Leda Coletti

A natureza é uma dádiva divina,
ao exibir matas luzidias,
rios e mares de águas transparentes,
campinas com mimosas flores,
bichos e pássaros cantantes.

Mas, ( quase sempre há um mas...)

O homem parece não entender
e valorizar essa formosura,
quando derruba, coloca fogo nas matas,
destruindo o “habitat” dos animais
 e aves,  que então,  migram para bem longe.
Polui rios despejando  esgoto, detritos,
manchando os mares com óleo viscoso,
que mata peixes e animais marinhos.

Então ficamos a pensar:

Quando o homem irá acordar,
enxergar, respeitar, amar
e preservar o nosso Planeta Azul?

VERDES VIDAS
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Ao silêncio/Natureza, verdes vidas se entrelaçam.
Emprestam à doce brisa o puríssimo frescor
do orvalho imaculado a gotejar espécies!
Impregnados ao aroma e sabor da seiva viva,
ímpares  tons, envolventes,
(do verde-água ao bandeira)
tecem por todo canto, recanto,
muralhas macias, sedosas;
uma oferta permanente,
do Mágico Deus Criador
à vida das  efêmeras  criaturas,
mais bela, mais verdadeira
se adornada de  vidas verdes!

Vital cor encantada da natureza em festa!
Lindos verdes , verde total, verde vida,
das florestas imensuráveis,
das matas,  plantas, folhagens ,
vegetais de formas  mil ,  infindas tonalidades
 a saudar, com abraço misterioso,
 os seres vivos a decorar o Universo,
espaço plausível dos filhos da Terra
e toda a incomparável criação.
Um viva ao Verde! Ao VERDE VIDA!

DEPOIS DO APOCALIPSE 
Andre Bueno Oliveira

As trevas reinarão por um milênio!
A Terra, esfumaçada, sem ozônio,
talvez até respire o gás argônio,
na falta – que haverá- do oxigênio!

O Homem, que pensava ser um gênio...
Coitado! Evaporou-se qual criptônio!
Não tem mais latifúndio ou patrimônio...
Seu ouro, vale menos que o selênio.

E Deus, sentado em trono de alumínio,
tristonho, apreciará o extermínio
do mundo incandescente pelo Urânio.

Se alguém sobreviver ao infortúnio,
jamais verá no céu um Plenilúnio,
e nunca colherá... um só gerânio!

sábado, 11 de julho de 2020

PROSA DOS RIOS


foto Ivana Negri

Elda Nympha Cobra Silveira

Fui criado para correr
Com águas caudalosas,
Refrescava lindas margens
E belas jovens formosas.
Dos meus seios se fartaram
Peixes, aves, animais
Como  também pescadores.
No ritmo das cachoeiras,
Em mim o luar se espraiava
Incitando muitos amores.
Agora tudo está agonizando.
Tenho em mim muita tristeza,
Porque  sou parte da natureza.

Madrepérola



Sílvia Regina Oliveira

  
Escamas neste céu de mar
branque...prate...aureando
orla da tarde vindo noite
num véu de muita nuvolinha

Cenário vário em tons pincel
e gorda lua travessada
por fina sombra uma única
d´encantos cheia e luzinhas
: transiludida madrepérola

sábado, 13 de junho de 2020

PRESSINTO



Elisabete Bortolin

Permear flores, frutos e cores
Na querência de tudo poder
Sentir, cheirar, olhar
A beleza que a natureza contém
Onde a relva fresca da manhã
Cheira a orvalho perfumado
Do banho ao nascer do sol
Que trouxe a alegria do dia
Na vontade forte e soberana
Anuncia que a luz prevalecerá
Na natureza que segue seu instinto
Em manifestar o amor, pressinto.


Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz