Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz

 

                                                                                                                         (foto Arquivo Nacional)


 

Memórias que permanecem: Ermelinda Ottoni e o sonho que atravessou gerações

por Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto

Algumas memórias vivem em fotografias antigas, em cartas amareladas ou em objetos guardados ao longo dos anos. Outras continuam vivas porque permanecem transformando pessoas. Caminham pelos corredores de escolas, atravessam gerações e seguem produzindo futuros. A história de Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz é uma dessas memórias.

Ermelinda nasceu no Rio de Janeiro, em 1856, em uma família culta e influente. Desde muito jovem conheceu diferentes lugares do mundo, viajando pela Europa, Estados Unidos e Ásia. Aprendeu idiomas, observou culturas e descobriu que o mundo podia ser muito maior do que os limites que a sociedade de seu tempo costumava impor às mulheres.

Em 1880, casou-se com Luiz Vicente de Souza Queiroz. Mais do que marido e esposa, os dois tornaram-se companheiros de sonhos. Em uma época em que muitas mulheres permaneciam em silêncio diante das decisões dos homens, Ermelinda caminhava ao lado de Luiz. Participava das viagens, acompanhava projetos, compartilhava ideias e ajudava a construir objetivos que os dois acreditavam em poder transformar a realidade ao redor.

O casal desejava uma cidade mais desenvolvida, humana e preparada para o futuro. Participaram de iniciativas importantes para Piracicaba, contribuindo para melhorias que mudariam a vida das pessoas. Mas existia um sonho ainda maior: criar uma escola que ensinasse muito mais do que técnicas agrícolas. Queriam formar pessoas, criar oportunidades e abrir caminhos para gerações que ainda nem haviam nascido.

Movidos por esse ideal, viajaram em busca de referências, estudaram modelos educacionais e adquiriram a Fazenda São João da Montanha, local escolhido para o projeto da futura escola agrícola. Em 1892, fizeram algo extraordinário: doaram a propriedade ao governo com a condição de que ali surgisse uma escola dedicada ao conhecimento e ao desenvolvimento do país.

Mas a vida nem sempre acompanha os planos no tempo que desejamos. Em 1898, Luiz de Queiroz faleceu antes de ver o sonho realizado. Poderia ter sido o fim daquela história. Poderia ter sido apenas mais um projeto interrompido pelo destino.

Mas Ermelinda escolheu continuar...

Entre a saudade e a promessa feita ao companheiro de uma vida inteira, ela manteve acesa a chama daquele propósito. Seguiu em frente levando consigo não apenas a memória de Luiz, mas também a responsabilidade de proteger algo que pertencia aos dois.

Em 3 de junho de 1901, ela assistiu à inauguração da Escola Agrícola Luiz de Queiroz. Naquele momento, não se inaugurava apenas uma instituição. Materializava-se um sonho construído por duas pessoas que acreditaram que a educação poderia mudar vidas. Ermelinda assinou o livro de inauguração da escola, sendo a única mulher.

Hoje a Esalq é uma referência internacional, como centro de excelência em ensino, pesquisa e extensão universitária.

Quem atravessa os caminhos da Escola talvez veja árvores, prédios e estudantes. Mas existe algo que não aparece imediatamente aos olhos. Em cada espaço permanece a memória silenciosa de uma mulher que recusou ocupar apenas o lugar que sua época lhe reservava. Ermelinda compreendeu algo que continua verdadeiro: sonhos podem sobreviver às pessoas e, quando cultivados com coragem e generosidade, tornam-se heranças capazes de atravessar o tempo.

O legado do casal Queiroz se transformou em um sonho compartilhado que sobrevive por mais de cem anos!

Ermelinda, uma mulher especial que fez a diferença como protagonista de nossa história!

                                            (imagem de IA)


Ermelinda, uma mulher especial que fez a diferença como protagonista de nossa história!

Ermelinda apresenta a seu esposo o resultado de seu sonho

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
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12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz