Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Acadêmico Evaldo Vicente será o presidente do 41o Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 2014

(foto Ivana Negri)

O acadêmico Evaldo Vicente, cadeira 23, patrono Leo Vaz, e diretor da TRIBUNA PIRACICABANA será o próximo presidente do 41o Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 2014. Na foto, durante a premiação do concurso microcontos de Humor com Edson Rontani Júnior

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Queda – as últimas horas de Hitler

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
                                      
Assisti duas vezes a esse filme, a primeira vez quando foi colocado nas locadoras e, depois, para fazer uma análise mais acurada dele. Foi dirigido por Oliver Hirschbiegel, figurando como Hitler o ator suíço Bruno Ganz e lançado ao público em 1995. Recebeu várias indicações para o Oscar. É um filme sinistro, pavoroso, faz mal ao expectador. Mas precisa ser visto e analisado.
Trata-se de uma recomposição das últimas horas do bunker berlinense de Hitler.
A Guerra já estava de há muito perdida pela Alemanha (no meu modo de entender, desde 1941, quando do fracasso da missão Rudolf Hess na Escócia). Os russos já estavam dentro da cidade, disputando terreno com os últimos focos de resistência dos alemães. O ambiente psicológico daquela fase é muito bem apresentado no filme.
A loucura paranoica e o total alheiamento da realidade, por parte de Hitler; os contrastes e paradoxos de sua "criminal mind", ao mesmo tempo capaz de manifestações de frieza e crueldade e de momentos episódicos de ternura quase lírica; o desconcerto dos oficiais de seu estado maior, que viam as loucuras do Führer, mas achavam-se presos pelo juramento de fidelidade incondicional a ele; o contraste entre o ambiente de aparente normalidade, das refeições e festinhas ocorridas no bunker, com as cenas de fim-de-guerra externas; o poder hipnótico e fanatizante que Hitler exercia sobre as pessoas, levando-as a atitudes desatinadas; o fanatismo de muitas pessoas que, contra toda a evidência, ainda criam em Hitler e preferiam morrer com ele a deixá-lo; o oportunismo, a politicagem e as rivalidades que envolviam pessoas da entourage do líder todo-poderoso - tudo isso fica muito claro no filme.
É um filme com enredo pobre; é mais bem um documentário. Mas é um filme a que assistimos com interesse crescente, sem nos desviarmos um minuto do fio.
A cena mais impressionante e perturbadora é, sem dúvida, a da Sra. Goebbels matando um a um seus seis filhos, antes de se suicidar juntamente com o marido. É algo, realmente, assustador.
O ator suíço Bruno Ganz, que fez o papel de Hitler, é magistral no seu desempenho. Mereceria, sem dúvida, um Oscar. O filme foi muito criticado porque, segundo alguns, mostraria um lado humano e carinhoso de Hitler, o que seria propagandístico para sua odiada figura. Sinceramente, não julgo procedente essa crítica. A meu ver, as episódicas cenas de "ternura quase lírica", como escrevi acima, só realçam, por força do contraste, a monstruosidade satânica do personagem. Acredito que tenha sido por causa dessas críticas que o filme não levou o Oscar, a meu ver injustamente.

Repito: é filme perturbador e sinistro, mas precisa ser visto.

domingo, 25 de agosto de 2013

Com licença

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade
     
     Pensamentos não faltam, a esta altura da vida. E algumas reflexões, que aqui relato, pedindo licença, cheia de dedos. Certamente já ouviram esta expressão. “Cheio de dedos”. É quando vamos com cuidado, quando hesitamos e temos alguma insegurança.
     Creio que nem todos estão plenos de suas certezas. Li por aí que elas podem ser mais perigosas que nossas dúvidas. E agora, José?
     Em toda parte, damos com o mesmo lema: é preciso ser feliz. Há uma multidão em busca da felicidade. O sucesso é ser feliz, título de livro. Ninguém encontrará um lugar digno neste mundo de Deus, se não for por meio da  felicidade. É uma imposição quase brutal.
     Mas em nome desta pobre felicidade, o que se tem feito! O que é ser feliz? Proponho aqui a filosófica pergunta para que o leitor pense nela antes de dormir. Ou ao longo do dia, enquanto trabalha, dirige, almoça, toma banho e janta.
E o futuro? Seria um mero blefe? Cheguei à conclusão de que o futuro não existe. E se existir, terá, ao menos, uma poltrona boa, um banheiro cheiroso, uma rosa num jardim? Quando ouço a expressão “país do futuro”, tenho um treco.
As pessoas se matam de trabalhar, poupando para o futuro. E aí, ele demora que só vendo. Quase sempre, quem trabalhou uma vida inteira se aposenta e começa a passar por dificuldades. E até privações. Este é o futuro que espera os aposentados?
Não raro, quando se está quase lá, tocando o futuro sonhado, vem o enfarte e puft. O futuro tem um verbo de tempo perfeito, no infinitivo: morrer.
Ah, não. A vida deve ser bem mais que isso. A vida é bonita demais para acabar assim, num futuro qualquer. Há de haver, como canta o “Rei”, além do horizonte, um lugar bonito pra viver em paz.
Clarice Lispector dizia que estava habituada a uma vida difícil e que uma vida fácil a deixava desnorteada. Clarice escreveu numa carta: “Não pense que a pessoa tem tanta força assim, a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso: nunca se sabe qual é o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro”.
     Sabe, se você quer chorar, chore. Se você tem motivos para rir, ria. Dizem que rir é o melhor remédio. Não faça como aquele jovem que, nos anos 70, criticou Hebe Camargo porque ela ria demais na tevê, num momento em que o mundo assistia ao drama da guerra no Vietnã. Hebe perguntou no ar: “Moço, se eu parar de rir a guerra acaba?”.
Aquecimento global. Emissões de carbono. Efeito estufa. As cúpulas discutem, enquanto a Terra treme, o fogo arde, o mar avança e os rios transbordam. Até mini-tornados passam pertinho de nós. Quem se dispõe a uma palavra de sabedoria e bom senso? Ah, se o mundo tivesse um síndico, daqueles bem enérgicos e insuportáveis...
Vi na tevê a entrevista com um renomado climatologista. Ele quase apostou que, em vez do propalado aquecimento, poderemos ter um futuro resfriamento da Terra. E que os próximos invernos serão bem rigorosos.
Agradeço a licença concedida, a permissão de perambular pelos temas, enxerida, pelos arremedos de ousadia, assim, meio sem jeito e arredia, como quem não quer nada. Obrigada.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Concurso Trovas para uma Vida Melhor - via Internet

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco
                                  

A acadêmica Leda Coletti classificou-se em  primeiro lugar no concurso de TROVAS PARA UMA VIDA MELHOR - Tema Família
E o acadêmico André Bueno Oliveira teve a sua trova classificada para a Ciranda de Trovas

CONCURSO
Trova – Tema : Família
Leda Coletti

A família quando unida
É chama com forte tocha,
Que irradia luz e vida
À casa feita na rocha.



André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs

Trova – Tema : Família
Andre Bueno Oliveira

Caminhos de luz eu trilho
e feliz minh´alma brilha,
pois meu Sol - autor do brilho
tem outro nome: Família



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lançamento de livro e premiação do Concurso de Microcontos de Humor

Junto com a premiação dos selecionados no Concurso de Microcontos de Humor acontece o lançamento do livro de Edson Rontani Junior

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Caçadores de autógrafos

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
                                      

Um dos pesos que irremediavelmente carregam as pessoas que conseguem vencer a barreira do anonimato e chegar aos galarins da fama é ter que suportar os caçadores de autógrafos.
São uma praga...  Chegam a constituir um verdadeiro martírio para o grande homem - ou a grande mulher - que deseja preservar um pouco sua privacidade e não gosta de ser reconhecido em público.
Marie Curie (1867–1934), a famosa cientista polonesa que, juntamente com seu marido Pierre Curie, descobriu a radioatividade, detestava os caçadores de autógrafos. Chegava a ser "inimiga íntima" de tal espécie de gente.
Pois um desses colecionadores queria a todo custo ter uma assinatura dela. E imaginou um meio que julgou infalível.
Escreveu a ela uma carta, dizendo que acompanhava com interesse suas atividades científicas, que era grande admirador dela, e que tomava a liberdade de encaminhar uma modesta contribuição para ajudar suas pesquisas, etc. etc.
A carta ia acompanhada de um cheque nominal de um valor que, sem ser muito alto, não era desprezível... Evidentemente, Madame Curie endossaria o cheque e o descontaria. E o emitente do cheque o recuperaria depois no banco, guardando o cobiçado autógrafo.
Entretanto, Madame Curie não caiu na armadilha. Na semana seguinte, o caçador de autógrafos recebeu uma carta muito amável, assinada pela secretária da cientista. Explicava inicialmente que Madame Curie havia recebido a carta, que ficara muito sensibilizada pela generosa oferta, que mandava agradecer penhoradamente, etc. etc.
Depois, em post-scriptum, informava que Madame Curie não iria descontar o cheque, porque era colecionadora de autógrafos e não queria perder a oportunidade de conservar aquele autógrafo de um seu admirador tão simpático e generoso.
O tiro saiu pela culatra, pois...

Já idoso, São João Bosco fez uma viagem à França, e foi recebido com indescritível entusiasmo pelos parisienses. Sua fama era muito grande em toda a Europa, de modo que centenas de pessoas acorreram à casa em que ele estava hospedado, e não queriam deixá–lo em paz enquanto não obtivessem uma lembrança ou uma relíquia dele.
Não era possível atender a todos, obviamente.
Depois de uma longa espera na fila, afinal chegou a vez de uma idosa marquesa, muito conhecida por sua imensa fortuna e por sua ainda maior caridade.
Sentando-se diante de São João Bosco, ela afirmou peremptória:
- Dom Bosco, daqui não saio enquanto o Sr. não me entregar um autógrafo seu, como lembrança.
- Não seja por isso, Senhora Marquesa!
E, tomando uma folha de papel, o santo escreveu:
"Recebi da Sra. Marquesa Dona Fulana de Tal a quantia de mil francos como donativo para as obras de caridade da Arquidiocese de Paris". E assinou.

Quando a marquesa recebeu o autógrafo, sorriu, abriu a bolsa e entregou os mil francos...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Resultado do 8o Prêmio Escriba de Contos/2013

Troféu em bronze, obra de Arayr Ferrari

Já escolhidos os três primeiros colocados, melhor trabalho de Piracicaba, 7 menções honrosas e 10 selecionados, que serão reunidos em uma Antologia a ser editada pela Secretaria Municipal de Ação Cultural

O primeiro colocado recebe $4000 reais mais troféu Escriba
Segundo colocado recebe $3000 reais mais troféu Escriba
Terceiro colocado recebe $2000 reais mais troféu Escriba
Melhor de Piracicaba recebe $1500 reais mais troféu Escriba

Corpo de jurados formado por: Armando Alexandre dos Santos, Ivana Maria França de Negri, Otacílio Monteiro, Henrique Borlina e Elisabete Burque


1º Lugar:
Domino gratias (nº 69)
Zulmar José Lopes de Vasconcellos
Rio de Janeiro – RJ

2º Lugar:
Colecionador de pedras (nº 75)
Elias Araújo
Américo Brasiliense – São Paulo – SP

3º Lugar:
O terno (nº 276)
André Telucazu Kondo
 Jundiaí – SP

- Melhor trabalho de Piracicaba:
Ao Crepúsculo (nº 185)
Sebastião Aparecido Ferreira


- Menções Honrosas:
1 - A cartomante e as probabilidades (nº 62)
Davi Menossi Gonzales
 São Caetano do Sul – SP

 2 - O botão e o sobretudo (nº 88)
Elda Nympha Cobra Silveira
Piracicaba – SP

 3 - Pele (nº 357)
Vera Lúcia Valim Beernhard
 Porto Alegre – RS

4 - Avarina e o Andina (nº 04)
Célia Maria da Conceição Chamiça Pereira
Odivelas – Portugal

5 – A farinha e o sonho (nº 65)
Luis Pimentel
 Rio de Janeiro – RJ

6 - O homem virado música (nº 47)
Marcelo Ribeiro de Souza
 Rio de Janeiro – RJ

7 - Ceias (nº 30)
Vanessa Maranha
Franca – SP

Selecionados:
1 - Vagalumes (nº 74)
Emir Ross
 Porto Alegre – RS

2 - Enfado (nº 07)
Rui Trancoso de Abreu
 Limeira – SP

3 - Como um quadro de Dalí (nº 76)
Didiane Vally Figueiredo Chinalli
 Santos – SP

4 - La vida és sueno (nº 72)
Henrique Pedro Queiros Veludo Gouveia
Rio de Janeiro – RJ

5 - O poço (nº 17)
Alberto Arecchi
 Cidade Pávia - Itália

6 - Castanho café (nº 18)
Valentina Silva Ferreira
 Portugal

7 - Flor de novembro (nº 351)
Leopoldo Kempinski Mezzomo
 Pinhais – PR

8 - A calamidade (nº 64)
Danito Gimo da Graça Avelino
Província de Sofala – Moçambique

9 - O rio (nº 208)
Lygia Roncel de Rodrigues Ferreira
 São Paulo -SP

10 - O barulho da chuva (nº 244)
Wesley de Andrade Ferreira
 Maringá – PR

Estados
QTDE
Acre-AC
1
Alagoas-AL
2
Amazonas-AM
3
Bahia-BA
10
Ceará-CE
8
Distrito Federal-DF
12
Espirito Santo-ES
3
Goiás-GO
4
Mato Grosso do Sul-MS
5
Minas Gerais-MG
28
Paraná-PR
30
Paraíba-PB
2
Pará-PA
3
Pernambuco-PE
9
Piauí-PI
1
Rio de Janeiro-RJ
44
Rio Grande do Sul-RS
27
Rio Grande do Norte-RN
4
Rondônia-RO
1
Santa Catarina-SC
8
Sergipe-SE
1
São Paulo-SP*
145
Tocantins-TO
1
Total de Inscrições
352
*Cidade de Piracicaba 35 Inscrições

Inscrições Internacionais
QTDE
Alemanha
1
Itália
1
Moçambique
1
Portugal
9
Total de Inscrições
12


Total Geral de inscrições: 364
Nº de trabalhos: 1.152

sábado, 10 de agosto de 2013

Leitura e entendimento de um texto

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado

                           
            Objetivamente falando, entendemos um texto quando somos capazes de reproduzi-lo “ipsis litteris”, repetindo de memória suas ideias e suas formulações de modo, por assim dizer, fotográfico. Ou quando o parafraseamos, repetindo suas ideias, não porém suas formulações; ou seja, quando o recontamos com nossas próprias palavras, mas respeitando fielmente seu conteúdo.
            Esse entendimento será mais perfeito se não nos limitarmos à repetição do texto, mas o situarmos dentro do seu contexto e, sobretudo, se “entrarmos dentro da cabeça” de quem o produziu, de modo a compreender as motivações e intenções do seu redator.
            Até aqui, ficamos dentro do campo da mera objetividade. Mas, além desse campo, há também outro, de grande importância, que é o da subjetividade.
            Quando não nos limitamos a analisar e memorizar o texto em si mesmo considerado, ou no contexto em que ele se situa, ou na ótica do seu autor, mas o reinterpretamos e nele colocamos algo de nós mesmos, de certa forma nós o recriamos.
            Nessa recriação entra, necessariamente, algo de pessoal, de eminentemente subjetivo. É forçoso que sejam selecionadas algumas partes do texto que são, ou que nos parecem mais importantes. É forçoso que acentuemos certas passagens, que destaquemos sua importância, que as relacionemos com outros fatos que o texto não referiu, mas que nos parece conveniente aduzir para que o texto adquira toda a sua importância e para que se realce todo o seu interesse.
            A distinção entre o sentido objetivo e o subjetivo da leitura é mais teórica do que real; é didática e, a esse título, é útil que a conheçamos e estudemos. Mas, na prática, é quase sempre impossível a objetividade total, pois é próprio do ser humano, à medida que reproduz, já ir insensivelmente julgando e acrescentando uma notinha pessoal sua.
            Talvez uma comparação permita se entender melhor isso. Diante de uma paisagem, podemos tirar uma fotografia dela. Teremos, assim, uma reprodução sem dúvida objetiva.
            Podemos, também, pintar um quadro a óleo, ou uma aquarela, ou fazer um desenho, em que procuremos reproduzi-la fielmente, de modo por assim dizer fotográfico, nos moldes da chamada arte hiper-realista. Por mais que queiramos fazê-lo, entretanto, jamais se logrará alcançar esse objetivo de modo perfeito, porque insensível e subconscientemente acabaremos realçando as formas, as cores e os tons que, subjetivamente, mais nos impressionaram num quadro que, na sinceridade do nosso espírito, julgamos estar pintando de modo plenamente objetivo.
            E podemos, também, partir diretamente para uma reinterpretação da paisagem, permitindo-nos maior liberdade de criação, já num campo inteiramente explícito e "assumido"; ou podemos partir para uma caricaturização, em que são exagerados de propósito certos traços para realçar mais aquilo que se quer fazer passar como realidade.
            Tudo isso é possível fazer ao entender e reproduzir um texto.
            Outro ponto interessante a tratar, com relação à leitura, é o problema da memorização. Em que medida é indispensável guardar na memória algo para se poder dizer que houve uma intelecção plena? Em que medida pode-se selecionar e condicionar a memória, treinando-a para guardar, ou para esquecer determinadas informações? Como poupar espaço útil do HD cerebral, não o enchendo com arquivos inúteis que tornam o processamento cerebral mais lento e cansativo, e portanto menos produtivo?
            Deixemos isso para outro artigo.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

UM MERGULHO NA ESPIRITUALIDADE

               


Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira no3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Foi o que aconteceu na semana passada, trazido pelo Papa Francisco: Um verdadeiro “mergulho na Espiritualidade”! Emoção contagiante de um Mensageiro da Fé, um ser humano maravilhoso, alegre e incansável, bem-humorado, firme em suas convicções, corajoso em seus pedidos e conselhos, com aquela multidão aplaudindo e sintonizada em suas palavras e seus recados e conselhos, suas brincadeiras, frases e gírias, e ainda com aquele sorriso constante plantado em seu rosto... Peregrino do Amor enviado por Deus ao Brasil, Iluminado pelo Espírito Santo que veio para fazer mudanças, ensinar, reformar e informar muita coisa defasada pelo passar dos tempos.
Naquele traje branco, bonito, totalmente despojado e inverso à vaidade, simples e natural, bênçãos incansáveis por todos os lados horas sem parar, entre gritos e sorrisos do povo, acenos emocionados e maravilhados, sempre forte e cônscio do que dizia e queria, para esta juventude tão necessitada de direção, atenção e apoio, cujos ensinamentos a levará sem duvida daqui para frente, a novos horizontes e patamares elevados. A prioridade para Francisco é “vencer o Mal com o Bem”, sobretudo os irmãos esquecidos, os sofridos, os desprezados, os desamparados, os doloridos e os “descartados”, pelos males da vida, que tantas vezes os pune “deixando-os ao largo”, destruídos pelo egoísmo, desrespeito e insanidade de seres e autoridades que deveriam cumprir suas obrigações, mas que, dominados pela ganância, os enganam, roubam ou os usam sem a mínima compaixão ou honestidade, comportamento vil tão destruidor ao jovem com muito a dizer, e precisa ser ouvido!  
            Mas... a chuva parou! O frio diminuiu e o sol surgiu aquecendo ainda mais, a alegria de milhões de jovens vindos de todos os cantos do mundo, emoldurados pela paisagem incomparável da cidade maravilhosa do Rio de Janeiro! A Fé cresceu, e Papa Francisco conseguiu fazer o que queria: “Colocou a Igreja nas ruas”, onde um Cristo ressuscitado atravessou com ele, bairros, ruas e avenidas, visitou doentes, presos, idosos e vitimas das drogas, olhos fixos na “periferia da vida” e na dor saturada de decepções, onde a partir de agora, aguarda ansioso o empenho, a presença e a participação desses seres que, fortalecidos e orientados com palavras de esperança, aplaudem e aceitam o desafio “botando fé”, de colocar em prática o que foi proposto por Francisco que os incentiva afastando os seus medos e desejando que sejam felizes! Abre seus braços e os acolhe em seu coração, beija crianças, fala nos pais e nos avós abençoa deficientes físicos e conclama os “voluntários” a continuarem sua caminhada. Sua Santidade reafirma atitudes de solidariedade e confiança, imprescindíveis nos contatos futuros que virão com mais lógica e generosidade, “mais imaterializados”, e melhor conduzidos pela força da conscientização desses “novos missionários protagonistas do amanhã”, que aflora em seus corações ardentes, a espalhar pelo mundo os feitos que surgirão iluminados de coragem, esperança e alegria, na “cultura do encontro,” tão aguardados, no que for preciso fazer pelo “Irmão”.

            Decididamente, Papa Francisco é um “Homem do Bem”, que propõe entre tantas palavras de Fé elevar e respeitar piedosamente a Cruz de Cristo e a devoção a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil! Um ser humano transparente, digno, de vasta cultura, bem intencionado e respeitável, que convenceu e comoveu milhões de pessoas unidas aqui, num grande amor, em busca da tão sonhada Paz entre todos! 

sábado, 3 de agosto de 2013

A Lista de Schindler

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado

            
O filme A Lista de Schindler, baseado em livro de Thomas Keneally, é, sem dúvida, uma obra-prima do cinema moderno. Realizado em 1993 pelo famoso cineasta Stevan Spielberg (Scorcese, antes dele, havia sido convidado para a direção e recusara), é quase inteiramente filmado em preto e branco. Esse recurso, realmente de uma ousadia singular, tem o efeito psicológico de transportar imediatamente o assistente para a década de 40. É uma ação subliminar, dir-se-ia, muito sutil. O fato é que se imaginarmos o mesmo filme em cores, ele perderia muito, ficaria quase banal.
Os atores também são muito bem escolhidos e, nas suas fisionomias, convincentes. Não há, nem um pouco, aquela espécie de anacronismo cinematográfico que faz com que sintamos certo mal-estar quando vemos artistas com caras da nossa época representando papéis de personagens do passado. Pelo contrário, todos os artistas, sem exceção, até mesmo as crianças que figuram no filme, são convincentes, parecem de fato personagens da época.
Oskar Schindler, o herói principal do filme, é representado magistralmente pelo ator Lean Neeson. Schindler é um sudeto, ou seja, um tcheco de origem alemã, industrial e "bon vivant". Muito insinuante e político, faz boas relações com as autoridades nazistas, filia-se ao seu partido e se aproveita disso. Monta, na Polônia dominada pelos alemães, uma fábrica de panelas, para fornecimento à Wehrmacht, e ganha rios de dinheiro nesse negócio, empregando judeus, como mão de obra barata ou, melhor dizendo, escrava.
Pouco a pouco, o lado mais humano de Schindler vai tomando a dianteira sobre seu lado pior. De explorador, ele se transforma em protetor dos judeus, salvando muitas vidas de pessoas que, se não empregasse, teriam morte certa nos campos de extermínio. Mesmo salvando vidas, continua a ganhar muito, muito dinheiro, mas vai ficando chocado, cada vez mais, com as injustiças que vê seus amigos nazistas praticarem. O lado altruísta, generoso e justiceiro de Schindler vai suplantando, pouco a pouco, o lado empresarial e interesseiro, e já no final da guerra não hesita em sacrificar toda a sua imensa fortuna para salvar cerca de 1100 pessoas, pagando alto preço por elas, uma a uma, numa imensa lista que deu nome ao filme: A Lista de Schindler.
Acaba a Guerra falido, mas foi transformado em herói e reverenciado pelos judeus sobreviventes.
Disse que o filme é filmado quase inteiramente em preto e branco. De fato, há alguns breves momentos de cor, no filme. No início, quando os judeus estão sendo levados para o gueto, numa cena de grande conturbação e violência aparece uma menina de olhar angelical, que caminha sozinha entre as pessoas e parece à procura de algum lugar para se esconder. Ela parece não ser vista por ninguém, pois ninguém mexe com ela. Ela se destaca, no filme, porque seu vestidinho é de cor vermelha. Mais adiante, já quase no final do filme, numa carreta de cadáveres que estão sendo levados para a vala comum, aparece, entre os mortos, o vestidinho vermelho da menina, igualmente destacado. O assistente, é claro, faz relação com a cena anterior e compreende que era a mesma menina.
No fim do filme, há uma cena de um cortejo de judeus envelhecidos, salvos por Schindler, visitando sua sepultura na aldeia natal do benfeitor. A cena se passa, suponho, já nos anos 60. Com grande talento e criatividade, Spielberg apresenta essa cena em cores, não nas cores vivas do nosso cinema atual, mas naquele colorido mortiço da primeira fase do tecnicolor.
Enfim, trata-se de um grande clássico do cinema. 







fotos Cassio Negri

 Fotos da fábrica de Schindler tiradas recentemente na Cracóvia. 
Nela estão expostas as fotos de todas as pessoas salvas por Oskar  Schindler

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz