Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Imortal da Academia de Letras, Moacyr Scliar morre aos 73 anos


Médico e escritor, Scliar morreu por volta da 1h deste domingo, por falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde o dia 11 de janeiro, quando deu entrada para a retirada de pólipos (formações benignas) no intestino. A cirurgia foi bem sucedida, mas o escritor acabou tendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e morreu nesta madrugada. Membro da Academia Brasileira de Letras desde 2003, Scliar recebeu diversos prêmios lierários ao longo de seus quase 50 anos de carreira, entre eles três prêmio Jabuti, a mais tradicional distinção literária do país: em 2009, pelo romance "Manual da paixão solitária"; em 1993, pelo romance "Sonhos tropicais"; e em 1988, pelo livro de contos "O olho enigmático". Escreveu 74 livros em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil, além de uma farta produção de textos para a imprensa.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Piracicaba Conhece e Preserva

O lançamento oficial da coleção "Piracicaba Conhece e Preserva" foi muito concorrido e contou com a presença de autoridades e uma legião de amigos que lotaram a Biblioteca Municipal.
Teve apresentação musical do grupo Piracicabanas e também representação da Festa do Divino e várias homenagens.

Acadêmicas Carmen Pilotto e Ivana Negri com as autoras: a historiadora Marly Therezinha Germano Perecin e a bióloga Valdiza Maria Capranico.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Literatura Infantil - Ivana Maria França de Negri - Cadeira no 33

Patrono: Fernando Ferraz de Arruda

Foi-se o tempo das histórias da carochinha e dos contos de fadas que começavam com “Era uma vez” e invariavelmente terminavam com o célebre “... e foram felizes para sempre!”.
Os conceitos de literatura infantil mudaram bastante nas últimas décadas. Só tenho minhas dúvidas se as mudanças foram para melhor. O que mudou foi a apresentação, ilustrações magníficas e coloridas, imagens computadorizadas que chamam a atenção. Mas isso não deve ser levado em conta na hora de adotar um livro e sim seu conteúdo, as mensagens que traz e como desperta a criatividade na criança.
Estimular o hábito da leitura, desde tenra idade, é fundamental para formar adultos capacitados para discernir e terem sua própria opinião.
Fiz uma leitura crítica de dezenas de livros didáticos infantis adotados por escolas e fiquei espantada com o conteúdo deles. Salvos raras exceções, mesmo com ilustrações belíssimas, a maioria não traz mensagem alguma, reúne um monte de baboseiras e futilidades que nada acrescentam ao intelecto em formação das crianças. Fiquei pensando em como seria feita a seleção, quem faz as escolhas, e quais os critérios para aprovação dos livros didáticos.
Vou comentar o enredo de alguns para exemplificar. Um deles, tragicômico, narra a saga de um avô que comeu demais e, do começo ao fim, gira em torno da sua ida ao banheiro. Uma bobagem só. Noutro, a avó é chamada de velha coroca, e seu neto é um menino que desobedece a mãe e por isso mesmo se dá bem, um incentivo ao desrespeito à autoridade dos pais. O avô, ao invés de ser um sábio que passa aos netos suas experiências de vida, é um abobalhado, e a avó, em vez de ser como era a Dona Benta do Sítio do Pica-Pau Amarelo, aquela que conta histórias, faz bolos, e dá muito amor aos netinhos, é uma pessoa doentia e ausente.
Outros me deixaram pasma frente ao seu conteúdo que incita à violência, a desobediência às normas, sem falar nos que contém forte apelo sexual que não deve ser despertado antes da hora. As crianças nessa faixa etária gostam de aventuras, amizade, natureza, animais, e só mais tarde é que começam a despertar para a sexualidade. Num deles a Chapeuzinho Vermelho usa meias de seda e salto alto para seduzir o lobo, algo completamente dispensável para crianças pequenas.
Outros ainda, trazem noções de perversidade, de como ser arruaceiro e baderneiro, e o conceito de família, a base sólida que deveria ser incentivada, é ridicularizado.
Uma das obras falava sobre um sequestro, numa trama aterradora. O mundo já apresenta violência demais, não é preciso povoar o imaginário infantil com mais violência. Crianças têm o direito de sonhar coisas bonitas e fantasiar à vontade.
Em outro desses livrinhos, todos adotados por escolas, e editados por editoras famosas, o protagonista corre feito louco numa moto (mau exemplo), causa tumulto depredando ônibus e virando carros. Literatura infantil não precisa retratar essa realidade cruel das ruas, pois só vai reforçar comportamentos negativos.
E, para culminar, um livro de poesias para crianças, já adotado nas salas de aulas de alunos na faixa entre oito e nove anos, foi vetado por conter frases como “nunca ame ninguém, estupre”, e outra, “seja efeminado, isso funciona com estilistas”. Será que ninguém viu antes? Nenhum professor leu antes? Precisou que os pais de alguns alunos, indignados, denunciassem para que tomassem providências.
Tudo isso é muito preocupante. O assunto é sério e precisa de atenção das autoridades competentes, afinal, são crianças em fase de formação que necessitam ser melhor orientadas para a vida. Escolas devem adotar livros cujos conteúdos reforcem valores morais e éticos, falem de ecologia, preguem o valor do núcleo familiar, transformando as crianças e adolescentes em adultos melhores para melhorarem o mundo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Comunicado


ACADEMIA PIRACICABANA DE LETRAS
Rua do Rosário, 781 – Centro – Piracicaba-SP

Piracicaba, 20 de fevereiro de 2011

Exmos. Srs. e Sras. Acadêmicos(as),


A pedido da nossa Presidente Acad. Maria Helena Corazza, envio a todos esta circular que tem por objetivo solicitar colaborações para o número 3 da Revista da Academia Piracicabana de Letras, o qual deverá sair no início de maio próximo. A Diretoria da APL está empenhada em assegurar que, a partir do corrente ano, se mantenha a regularidade semestral da Revista, sempre publicada nos meses de maio e novembro.

O próximo número não será temático, podendo os colaboradores dispor do espaço equivalente a 3 páginas impressas da Revista (trabalhos mais extensos só poderão ser publicados se houver disponibilidade de espaço). Fica ao critério de cada um o tema e a forma de sua colaboração. Poderão figurar poesias, crônicas, contos, pequenos ensaios ou matérias de outros gêneros. Os textos podem ser encaminhados diretamente a mim, no e-mail revistadaabl@gmail.com.

Peço que os envios sejam feitos até o dia 25 de março p.f. e que já estejam digitados em Word.

Esta mensagem está sendo mandada a todos os acadêmicos que têm e-mail de nosso conhecimento. Aos demais − Acads. Antonio Carlos Fusatto, Antonio Carlos Neder, Elias Salum, Evaldo Vicente, Francisco Mello, Elias Jorge , Gregório Marchiori Netto, Homero Anefalos, Homero Moreira de Carvalho, Marly Therezinha Germano Perecin e Waldemar Romano − será enviada cópia por correio. Se algum destes últimos já possuir e-mail, é favor nos avisar, para facilitar futuras comunicações.

Agradecendo de antemão a cooperação dos prezados confrades, fico ao inteiro dispor para esclarecer alguma dúvida que tenham. Com toda a estima e apreço, despeço-me


atenciosamente,

Armando Alexandre dos Santos

Vice-presidente da APL e editor da Revista

Mergulho interior - Aracy Duarte Ferrari - Cadeira no 16


Patrono: José Mathias Bragion

Olhando-se no espelho oval, quadrado, redondo, retangular, com ornamento, sem ornamento, sente seu semblante compactuado com o tempo no seu tempo exato...
Observava tudo além, bem além das imagens de seus ais e das indagações e vê nesta reflexão: ocorrências, fatos sui-generis, momentos marcantes salpicados de doce amor, os quais não pode exemplificá-los porque são pessoais e só a ela pertencem. São até pensamentos desconexos.
Estes não se encontram no espelho, nem em sua face, mas no coração. Um coração maduro que bate forte, emitindo raios côncavos e convexos, a distância, atingindo outras pessoas.
Só as rugas altamente vulneráveis sabem de seus segredos e tesouros que conservam e que estão criteriosamente guardados e das vivências promissoras para presente.
Ah! Continua a olhar no espelho. Com um pouco mais de prudência e muita sabedoria considerando os mistérios da vida e do amor.
Tudo tem seu exato momento, nada acontece por acontecer. É só aguardar sem ansiedade mas com serenidade!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O homem cúbico

Carlos Moraes Júnior. Cadeira no 18


Eis que se fez a versão zoomórfica do homem cúbico, ordenado em colunas iguais, frias e prosaicas. Edifícios aleatórios que formam um verdadeiro caudal de prisões individuais, gaiolas personalizadas, nas quais se quedam, impiedosamente, os prisioneiros da mesmice do cotidiano. Uma prisão regular, entremeada de laivos de liberdade vigiada, pelos olhos famélicos da violência, pelos sussurros soturnos dos dizeres misteriosos, que sempre seguem o prisioneiro falsamente liberto, em horas estudadas, legalmente estruturadas para que seu penar seja longinquamente suportável.
E tudo, para que, depois do anoitecer, ele se sinta aliviado e seguro, novamente, dentro de sua gaiola de ferro e vidro. Gaiolas que encerram seres tão diversos, sentimentos tão desconexos e comportamentos estranhos e mesmerizados. Gaiolas de prazer, que levam seus ocupantes às torrentes apaixonadas e mecânicas do sexo, da televisão, da pipoca e do chocolate. Prazeres ocultos no fast-food, na pizza e no catchup! Gaiolas de ilusão, que levam milhares e se debaterem dentro dos carros ensangüentados, nas praias emporcalhadas e no interior de outras gaiolas luminescentes, coloridas e perfumadas. Gaiolas das baladas ou gaiolas das loucas madrugadas, das estonteantes noitadas regadas à uísque, ecxtasy, mulheres seminuas e risos falsos da alegria reprimida. São gaiolas de loucura, que levam a planetas desconhecidos e inóspitos, numa viagem sem volta que convida ao grito e à taquicardia!
Gaiolas do saber, nas quais, enclausurados e atentos, os pequenos autômatos repetem as palavras e conceitos, que devem servir para diminuir o desgaste e o pavor impostos pelo meio, e mais, para tentar definir, interpretar e inventar resposta para o vazio gerado pelo cotidiano. Gaiolas de escravidão, com turnos severos e iguais de oito horas, revezadas entre dias e noites sempre intermináveis. Trabalho intenso que não leva a lugar nenhum, não traz prazer e nem riqueza. Somente a certeza de que um autômato nasceu para ser desta forma e morrerá ouvindo as mesma surradas e idiossincrásicas verdades, herdadas de outros iguais, que repetiram, sem questionar, o mesmo modus vivendi.
Gaiolas de castas, amontoadas como coisa inservível, penduradas acima das gaiolas onde sorriem os ricos cada vez mais ricos. Gaiolas da maioria cor de quase noite, massacrada pelo ódio social, acossada por mazelas de toda sorte, a provar que não existe lugar neste mundo para aqueles que pertencem à casta dos pobres, a não ser, quem sabe, num trabalho insalubre e desumano, com carimbo de escravidão, que levará ao desespero e à certeza de continuar cada vez mais miserável.
Gaiolas de incerteza, de dúvidas sem respostas. Cubículos de dois metros quadrados onde dormem, fedem e agonizam centenas de maltrapilhos, chaga que todos querem esquecer, estatística resultante de outra estatística maior, egocêntrica e insolúvel. Gaiolas de solidão, de falta de humanidade. Gestos de repulsa, de neurose e de estertor. Gestos que levam a comportamentos inusitados, que fazem, de vez em quando, um autômato com um parafuso a menos, talvez, resolver experimentar a distância até o chão. A falta de lógica para tal ato tresloucado, faz dele o próprio sentido da existência, na busca da morte para encontrar a vida. A parecença desse vôo será porventura a fuga da ave cativa de sua gaiola, na esperança de experimentar, ilusoriamente, em outro plano, a tão sonhada liberdade.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lançamento da coleção "PIRACICABA CONHECE E PRESERVA"


A historiadora Marly Therezinha Germano Perecin (acadêmica da APL - Cadeira no 2 - patrona professora Jaçanã Althair Pereira Guerrini) e a bióloga Valdiza Maria Caprânico, lançam a coleção didático-pedagógica "PIRACICABA CONHECE E PRESERVA" , dez volumes ilustrados.
O lançamento acontece nas dependências da Biblioteca Municipal "Ricardo Ferraz de Arruda Pinto", dia 24 de fevereiro, às 19h30.
Os ilustradores são Thiago Guerreiro e Miguel Sanches.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Luz do Sol - Felisbino de Almeida Leme - Cadeira no 8

Patrono: Fortunato Losso Netto

Luz do sol,
Clareia nosso caminho.
Encantos de girassol,
Florindo pergaminho.

Do dia ao amanhecer,
Alegrando nossa vida.
Encontros de bem querer,
Busca da paz perdida.

No arco íris encantador,
Canta feliz o rouxinol.
A brisa acalenta o amor,
Iluminado pela luz do sol.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Poesia - João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira no 30

Patrono: Adriano Nogueira



Nos versos de um poema
cabe inteiro o Universo
Condensado
na magia das palavras
Iluminado
pelo encanto das metáforas
e alegorias
Descoberto
aos poucos
nos sussurros das entrelinhas
aninhados sutilmente
na cadência mística
da estrofe

No universo do poema
os versos pintam
galáxias e constelações
candentes
Salpicos de estrelas
e sonhos
completam a tela
envolta na moldura nebulosa
da alma do poeta

O verso não disfarça
o seu reverso
asfixiado
no universo imenso do poema

Além da moldura
o verso, que era verso,
e o poema, que era poema
fazem o milagre da POESIA.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Agulha em palheiro - Armando Alexandre dos Santos - Cadeira no 10

Patrono: Brasílio Machado

"Agulha em palheiro" era o título de um romance que li há muitos e muitos anos, já não recordo se de Camilo Castelo Branco ou de Carlos Malheiro Dias.

A expressão me retornou à memória ao ler que o "Diário Oficial" do Brasil está entrando no "Guiness Book of records" por sua edição de 24 de abril de 1998: nada menos que 2.244 páginas, pesando 5 quilos e 550 gramas.Foi o record mundial, batendo até mesmo o "New York Times", que no dia 14 de setembro de 1987, domingo, atingira 1612 páginas, com 5 quilos e 400 gramas de peso.

No caso do record brasileiro, o que engrossou a repolhuda edição foi a Seção I do Poder Judiciário, com 1132 páginas, seguida de algumas centenas de páginas de questões técnicas do mesmo Poder Judiciário.

O espirituoso e implacável Carlos de Laet dizia que se alguém tem um segredo que seja absolutamente necessário guardar por escrito, mas que seja tão secreto que ninguém possa dele tomar conhecimento, deve publicá-lo no Diário Oficial. Fica escrito e não há perigo de ninguém ler...

De fato, achar alguma coisa nessa massa de informações impressas é o mesmo que achar agulha em palheiro.

Poucas coisas são tão representativas do vazio e do oco do sistema administrativo moderno quanto um Diário Oficial...

Poucas coisas mostram tanto a decalanagem profunda entre o País real e o país fictício da burocracia quanto um Diário Oficial...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Aprendendo com o Voinho - Geraldo Victorino de França - Cadeira 27

Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
(verbetes extraídos do livro Aprendendo com o Voinho volume 3)

CONHECENDO OS DRAGÕES
Os dragões são monstros fabulosos, presentes em várias mitologias, geralmente maléficos, concebidos como um grande lagarto ou serpente, alado,que lança fogo pela boca. A palavra dragão é originária do grego " drakón ", usado para definir grandes serpentes.
A variedade de dragões descritos em lendas e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem diversificadas, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, como na China, ou simplesmente feras destruidoras, como na maioria das mitologias.
No Egito antigo, os dragões geralmente eram associados com serpentes e relacionados com a ideia do mal. Na Mesopotâmia também havia essa associação de dragões com o mal e o caos. Na Grécia e em Roma, embora fosse mais comum a idéia de dragão maléfico, por vezes tinham poderes benéficos. Na cultura cristã , o dragão tornou-se um símbolo do pecado e do paganismo. Os dragões dos mitos pagãos do Oriente tomaram novas formas nas lendas das vitórias de São Miguel e São Jorge sobre dragões. Aliás, o extermínio desses monstros é o feito maior de muitos heróis, como Perseu.


CONHECENDO O MITO DE CLEÓPATRA
Cleópatra foi a última rainha do antigo Egito. Subiu ao trono aos 17 anos, juntamente com seu irmão Ptolomeu XIII, com quem, segundo o costume egípcio, deveria se casar. Alguns anos mais tarde, privada de qualquer autoridade real, exilou-se na Síria, de onde começou a se preparar para reaver seus direitos pela força das armas. Nesta altura, Júlio Cesar, que seguira Pompeu até o Egito, foi seduzido pelos encantos de Cleópatra, lutando a seu favor na guerra civil que se seguiu. Ptolomeu foi derrotado e morto , sendo Cleópatra reconduzida ao trono, com seu irmão menor, Ptolomeu XIV, então com 11 anos de idade. Não houve relacionamento sexual nesse casamento.
Três anos mais tarde, quando Ptolomeu reclamou sua parcela de autoridade, foi envenenado por sua irmã, que levou ao trono Cesarion, filho de seus amores com Cesar. Dizem que Cleópatra testava a eficiência de seus venenos dando-os aos seus escravos.
Cleópatra viajou para Roma, onde foi recebida por Cesar, com quem viveu até o assassinato dele. Decidiu então voltar para o Egito, tornando-se amante de Marco Antonio, de quem recebeu vastos territórios, como a Judéia e a Arábia. Sua ligação com Marco Antonio e as doações que recebeu a tornaram impopular em Roma, do que se aproveitou Otávio para declarar guerra contra ela. A esquadra egípcia foi destroçada e Cleópatra fugiu para Alexandria, onde Otávio foi encontrá-la. Por proposta de Otávio, aceitou assassinar Antonio e convidou-o a com ela se encontrar em um mausoléu, para que pudessem morrer juntos. Marco Antonio suicidou-se na errônea suposição de que Cleópatra faria o mesmo, o que não aconteceu.
Otávio resistiu às seduções de Cleópatra, que então se matou fazendo-se picar por uma víbora, evitando assim o vexame de entrar em Roma como prisioneira de Otávio. Com ela findou a dinastia dos Ptolomeus e o Egito passou a ser província romana.
Cleópatra era considerada especialista na arte do amor. Teve seu primeiro amante aos 12 anos. Dizem que chegou a levar 100 homens para a cama em uma única noite.


CONHECENDO A LENDA DO UNICÓRNIO
O unicórnio é uma criatura do folclore medieval. É descrito como um cavalo branco com barba de bode e um chifre no meio da testa, capaz de feitos mágicos. O chifre é dourado ou prateado e espiralado.
Supõe-se que a lenda do unicórnio tenha se originado dos primeiros relatos a respeito do rinoceronte. Eles foram mencionados pela primeira vez em 400 a. C. pelo grego Cresias, que afirmou que esses seres com um chifre na testa viviam na Índia e possuíam atributos mágicos.
Há duas lendas medievais sobre o unicórnio. Uma delas diz que seu chifre possui poderes mágicos, Conta-se que certa vez os animais de uma floresta reuniram-se ao redor de um lago que estava envenenado e não conseguiam beber daquela água. Então apareceu o unicórnio, tocou a água com o seu chifre mágico e a água tornou-se potável novamente.
Outra lenda conta que somente uma virgem seria capaz de montar um unicórnio, tamanha era a sua pureza.

CONHECENDO A HISTÓRIA DE CONFÚCIO
Confúcio é um personagem da mitologia chinesa, considerado o fundador do Confucionismo. Foi um dos grandes mestres do Oriente, conhecido como Mestre Supremo. Seu nome é a latinização de três palavras chinesas: Kung Fu-Tzu ( mestre Kong ).
Nasceu numa pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Esse estado é chamado " terra santa " pelos chineses. Seu pai, Shu-Liang Ho, magistrado e guerreiro de certa fama, tinha 70 anos quando casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de 15 anos chamada Yen Chang Tsai. Dos 11 filhos, Cofúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha 3 anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família.
Aos 15 anos, Confúcio resolveu dedicar-se à busca do aprendizado. Aos 19 anos casou-se com uma jovem chamada Chi-Kuan, mas se divorciou alguns anos depois. Aos 22 anos começou a ensinar, segundo dizia, a maneira de viver com sabedoria e ser feliz.
Não criou nenhum sistema filosófico. O conceito fundamental da ética confuciana é " jen ", que se tem traduzido por benevolência, humanidade, bondade, amor, etc. Por isso, seus ensinamentos parecem os de um chefe religioso.
Os discursos e ensinamentos de Confúcio foram compilados após sua morte e compõem o Analetos, um dos 11 textos clássicos do Confucionismo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TROVAS - Rosaly Curiacos de Almeida Leme - Cadeira no 7

Patrono:Helly de Campos Melges


A trova é bem popular,
Sempre do gosto do povo,
Mas nunca será vulgar,
Pois traz a essência do novo.

Quem carrega com carinho
A bagagem da amizade.
Percorre todo o caminho
Da vida- felicidade.


O amor que é verdadeiro,
Não tem vida só de flor,
Mas de rico sementeiro,
Reproduzindo vigor.


Para o problema existente,
Não basta o culpado achar.
O agir inteligente,
Vive no solucionar.


Que força é esta, tão linda...
Intensa força presente...
Força que jamais se finda...
Grande força nunca ausente...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Poema à Piracicaba - Lino Vitti - Cadeira no 37

Patrono: Sebastião Ferraz

A beleza das verdes colinas
enamora o audaz capitão.
A esperança dourada das minas
e os mistérios do rico sertão.
O rumor musical da cascata
a que o peixe teimava escalar,
o murmúrio das águas de prata,
todo um mundo de encantos sem par!
Terra roxa, divina promessa,
rio largo a buscar o Tietê.
Tudo corre, engrandece, tem pressa,
Povoador acredita e prevê.
Traça o chão onde um dia a cidade
será grande, quiçá capital,
surge no alto, à solar claridade,
a feliz Piracity eternal.
Ei-la em busca de um grande futuro,
muito amada por filhos geniais
que lhe ofertam o afeto mais puro
e acalentam-lhe os nobres ideais.
Ficou “noiva”, casou com o progresso,
da cultura fez sólido ideal.
Fez da agrícola ciência o sucesso
dessa ESALQ de fama mundial.
Pontilhada de escolas soberbas,
berço altivo de profissionais,
venceu lutas hostis mais acerbas,
fez dos sonhos os fatos reais.
Minha histórica Piracicaba,
dona excelsa de idílico véu,
meu amor, por você, não se acaba,
nem jamais serei cínico incréu.
Que seus filhos da urbe ou da roça
lhe dediquem o mais vivo amor.
Essa vida de amores remoça
no trabalho, realeza e fulgor.
Que o destino ofereça a grandeza
de fazê-la grandiosa e feliz.
Nossa vida a esse amor fique presa
a esse povo que a quer e bendiz.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Retalhos da Vida - Leda Coletti - cadeira no 36

Patrona: Olívia Bianco

Na maioria quadrados: de todos os tamanhos e cores. Certinhos sem senões. São muito fáceis de construir.
Sei que a vida é uma bola que gira e quanto mais rápida mais atordoa; por isso no lugar dos círculos, ainda prefiro os retalhos quadrados. Até que os retangulares servem pra pensar na possibilidade de sair da bolha. Só ilusão, porque quando o caminho parece continuar, já vira pra outro curtinho e faz o medo aparecer. Daí pra disfarçar, a gente remexe igual a balão subindo, subindo pro céu, dançando um sambão lascado, esnobando qual losango pintado de vermelho, branco, preto, dourado. Essa euforia no firmamento dura até o seu lume apagar.
Chega a noite. Extasio-me com a colcha estendida, exibindo no seu centro, retalhos luminosos estrelando a constelação Cruzeiro do Sul !
Relaxo então meu corpo sobre esse azul repousante, onde brincam quadrados, retângulos, losangos, círculos multicores e sinto nos sonhos, uma nova estrela nascer dentro de mim !

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cristaleira - Carla Ceres - Cadeira no 17

Patrona: Virgínia Pratta Gregolin


Divindade inexorável,
A cristaleira da sala
Guardava porta-retratos
Dos quais ancestrais me olhavam.
Gente que, fora da foto,
Vivia menos altiva
Parecia reprovar-me.

Arrogante cristaleira
Cheia de taças compridas
Que a ninguém interessavam
Guardava, ainda por cima,
Bem lá em cima, na verdade,
Um grande pote de doces
Que eu ganharia se fosse
Um doce por não roubá-los

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Vale lutar, pois a vida é luta e a TRIBUNA chega aos 36 anos - Evaldo Vicente - Cadeira no 23


Patrono: Leo Vaz

Agradecer e desculpar-me por possíveis falhas me garantem a consciência tranqüila de ter lutado para fazer o correto. Sinto-me à vontade para falar da história de A Tribuna Piracicabana, nestes seus 36 anos, agora com a segunda geração tornando-se fato real e fraterno ao mesmo tempo. Eu e Astir temos três filhos, Erika, Evaldo Filho e Erich, que sempre foram bônus em nossa vida de lutas e sacrifícios e jamais representaram ônus fortuitos, quer material ou espiritualmente. Nunca indicamos que deveriam seguir jornal, mas temos fé ter sido a divina providência.
Ao citar a história de A Tribuna, jornal lançado em 1º de agosto de 1974, passando por baixos e altos, altos e baixos, porque a luta continua, retomo a lembrança da luta da geração anterior – meu pai faleceu e minha mãe, Aparecida, alegra-me aqui – quando acompanharam o êxodo rural e deixaram, como grava a infância, a paisagem das colinas de Laranjal Paulista.
Também luta quando viemos para Piracicaba e, no dia-a-dia de pensão de estudantes, cada um procurando seus caminhos, e eu me encontrei, adolescente, na redação do extinto O Diário, depois A Folha de São Carlos e depois a instalação de A Tribuna, eu com 20 anos. Companheiro de trabalho, no ideal de jornal, meu irmão mais novo, Américo Jr., em cujo nome, permita-me saudar carinhosamente a todos colaboradores e amigos presentes.
Luta de começar no chumbo, máquinas planas, antigas; luta para ocupar o espaço que eu tinha certeza existir para um terceiro jornal em Piracicaba, no mais puro jornalismo comunitário, sem sensacionalismo, mas em defesa da cidade e do seu povo. Simples, sim, mas com determinação e paciência, disposição ao trabalho, que fizeram chegar, sempre com lutas, a este momento.
Luta para mudar do sistema convencional para o off-set, depois mais luta para a importação de máquinas impressoras rotativas modernas; luta e desacertos para tentar ampliar e, agora, luta para continuar. Muitas vezes, luta para evitar falência e luta para recuperar o tempo perdido. Permita-me Deus que eu continue nessa luta, que continuem na luta minha mulher e meus filhos, e em Piracicaba seja A Tribuna o que foi o Correio Braziliense para o Brasil em 1808: “Mostrar, com evidência, os acontecimentos do presente, e desenvolver as sombras do futuro”.
Recorro-me a Gonçalves Dias, na Canção dos Tamoios, entre os mais belos versos da poesia brasileira, para alertar as gerações futuras:

“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.”

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Momentos de Introspecção - Elias Jorge - Cadeira no 22

(para o poeta Paulo Bonfim)
Patrono: Erotides de Campos


– Olho para o céu e imagino-me confrade das estrelas.

– Sou um andarilho na busca de imagens desconhecidas.

– Escondi minha alma da claridade, e libertei-a na escuridão do impossível.

– Em cada mulher que amei, ficou um retalho dos meus sonhos.

– Olho para os lados, para trás, para frente, e vejo minha existência incerta.

– Descobri que, no êxtase da flor, evola o seu aroma.

– O amor não correspondido devasta a alma.

– Não precisa procurar a forma de perdoar; ela está no seu coração.

– Só vive quem acredita na vida por si mesmo.

– Ainda busco na saudade algo esquecido.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Prece pelas crianças - Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24

Patrona: Maria Cecília Machado Bonachela

Meu Deus! Peço-Te hoje pelas crianças de todo o mundo. O amanhã está em suas mãos, porém são muitos os seus adversários irresponsáveis e perigosos.
Sinto que os arsenais do mundo estão prontos a serem detonados para a destruição, nas mais diversas formas de agressão,inclusive dos espancamentos e dos abusos sexuais no interior das casas onde não se ouvem seus gemidos e seus prantos! Preserva os pequenos: reserva para eles Teu maior cuidado, Tua maior proteção!
Eles precisam desenvolver-se na pureza e na acolhida de seus genitores, em meio às impurezas lançadas em seus caminhos. Eles precisam aprender a ser bons- conhecendo-Te- eles precisam da fé e da esperança. Eles precisam do sonho e do amor como forma de harmonizar sua mente e seu coração.
Defende os seres mais indefesos, Senhor! Especialmente aqueles que, no ventre materno, estão ameaçados por mãos assassinas, por mães que maculam o nome sacrossanto.
Defende as crianças das misérias que os adultos pervertidos disseminam: a depravação, a pedofilia, a violência, a prostituição, a sedução das drogas e dos vícios, da massificação e do consumo que alienam! Em sua inocência, e maior impotência, elas precisam do teto e da escola, da ternura e do aconchego, do calor humano e da proteção silenciosa, livre das agitações e dos ruídos de fora! Elas precisam conhecer o amor em todas suas formas, descobrindo a arte, a criação e a natureza, a beleza que edifica, tudo aquilo que constrói e foi arquitetado por Ti!
Preserva sua pureza, sua espontaneidade, sua alegria e gosto pela vida para que permanecendo crianças, aprendam a vencer os desafios e a fortalecer o caráter. Sobretudo, Senhor, livra os pequeninos do mal de si mesmos e da pior das doenças – o egoísmo- para que possam desfrutar a felicidade verdadeira na doação e no desprendimento de si próprios.
Hoje,em seu dia, em todos os dias da vida, acolhe Contigo todas as crianças do mundo!Assim seja!

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz