Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
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Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Crônica da Não Desesperança Ou O Raiar de Aquárius

Olívio Nazareno AlleoniCadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
“zizaniae concórdia fit perfectum”

Há um dia em que subitamente despertamos com certa lucidez, como se fosse depois de uma longa e contínua embriaguez que se prolongou por anos e anos a fio, como se fosse de um longo e ininterrupto pesadelo quase sem fim, ou longa caminhada onde éramos impelidos a andar continuamente, sem o mínimo descanso. Talvez quiçá fossem estas, formas do homem estar temporalmente atrelado à ignorância, ao envolvimento pelos longos braços em um contínuo amplexo do próprio fio do destino...
Acordamos estranhamente sóbrios, e espantados olhamos à nossa volta, observando novas realidades, fatos que antes atravessávamos em total nulidade, e agora conseguimos tomar consciência, boquiabertos, vivenciar verdades que antes ignorávamos, fossem por mero prazer, por um egoísmo asceta ou processo de fuga à realidade, por simples comodismo deixando as verdades inalienáveis desprezadas e ignoradas em alguma aresta perdida e imersa em penumbra, para não dizer, o próprio negrume do prolongado ocaso da era pisciana.
A este mecanismo de fuga poderíamos associar uma vida envolta em trabalhos, na fútil e contínua sensação de imortalidade do âmago pessoal (“todos morrem, menos eu”), que o amanhã nunca nos negará a possibilidade de aflorar uma brecha milagrosa...
Também poderíamos utilizar como justificativa o eterno buscar do impossível, senão o total desprendimento para obras atinentes a si mesma. Mas, sem dúvidas, o objetivo inalienável, quiçá fútil por um lado ou mesmo beirando as raias do inacessível por outro, constituem-se em mecanismos de mera desculpa para eclipsar a realidade total, oculta que se torna, e inatingível frente à mesquinhez humana. Podem eles também serem manifestações de objetivos inconscientes ou maquinações para eventuais fins escusos.
Eis que um dia, como num descorticar dos bulbos aliáceos, arredada todas suas camadas, ao atingirmos ao seu núcleo, vemos relampejar a total consciência desta nova realidade interior, que subitamente se torna pulsante e vívida, que deverá ser erguida e cultuada, e nos conscientizamos que por toda uma vida, bem ou mal erigida, realmente sua negação nada mais foi que uma vil desculpa para justificarmos uma existência onde, se fatos vitoriosos foram realizados, estes eventuais sucessos foram atingidos não por um real “modus moventi”, mas sim fundamentado em mera desculpa ou falsidade existencial. Realmente, tudo não passou de doces sonhos de verão ou, melhor dizendo, castelos de areia edificados sob a borrasca...
É chegado então o momento, dentro das realizações pessoais executadas, de se avaliar o que realmente possui endosso de uma objetividade consciente maior, com o afã de se edificar sedimentado em um leito sólido e curso construtivo, racional e lógico para o todo; e de outro lado, e o que foi levantado sobre as oportunidades ofertadas que pudessem ter caráter demeritório.
É neste ponto que realmente tomamos ciência de até onde caminhamos dentro dos objetivos, entre outros, dos enraizados pela fé, verdade, pela fraternidade, justiça e legalidade, sempre com o intuito de erigir algo que tenda a ser imperecível, que seja benfazejo para o homem (para não dizer todos os seres viventes), ou qualquer outro valor evolutivo superior.
Se de um lado esta necessidade de se ofertar aos menos favorecidos constituiria uma necessidade inalienável, de outro lado, a importância deste fato não vir a ser caracterizado como sendo manifestação de tendências ideológicas é conceito fundamental para poder manter integridade e objetividade das metas.
Se algumas vezes alguns ousaram chegar a agatanhar este ponto pensando em utilizá-los como trampolim para algo que ambicionavam, seguramente virão a ser vilmente desmascarados, pois na mendacidade que ocultavam seus reais e escusos propósitos, nunca poderiam vir a eclipsar o altruísmo abnegado que é necessário fluir do interior para se atingir estes objetivos.
Em rápido vislumbre sobre a existência humana, passaram e irão passar os mais diversos tipos de burlas, das mais requintadas até as mais grosseiras ações visando ao usufruto pessoal ou grupal. Serão sempre expostas. Não posso deixar de esquecer a célebre frase dizendo que “pode-se enganar alguns por todo o tempo, enganar muitos por algum tempo, mas não se pode enganar todos por todo o tempo.” (Lincoln, em 1864)
Sobre eventuais desvios passageiros, temos de tentar observar se estes atos não seriam meras aprendizagens existenciais (desde que não contínuos e prolongados) que todo o ser racional pode ser submetido, desde que sejam eles reconhecidos e corrigidos, e que foge das considerações anteriores.
Quando o ser humano atingir o ponto entre miríade de normas, onde possa se doar, dividir os frutos acumulados de toda sua sapiência de forma altruísta e global, e em contrapartida haja quem esteja disposto a absorver estes fatos, sem haver nenhum fim escuso que sorrateiramente se manifeste; que fale a mesma língua, que tenha os mesmos objetivos e metas, quando souber praticar a tolerância, quando abnegar a toda e qualquer violência, quando beirar a este ponto às raias da utopia, então saberemos que realmente chegou a era de Aquárius.

Notas conceituais:
A Era de Aquarius, que se iniciará por volta do século XXII e seguindo-se à presente Era de Pisces, é um período de tempo na astrologia. Essa era ocorrerá quando o Sol, no dia do equinócio da primavera, nascer à frente da Constelação de Aquário, sendo que atualmente o Sol nasce na Constelação de Peixes. A cada 2160 anos o Sol, no dia do equinócio da primavera, nasce à frente de uma constelação diferente. Alguns consideram que este tempo é variável de uma para outra constelacão, visto possuírem diferentes tamanhos.
Alguns responsabilizam a influência de Aquárius (orbe de influência) ao desenvolvimento acelerado ocorrido no século XX (tanto na área individual, social, científica e tecnológica).
Existe por alguns, certa intuição que Aquárius será uma era de fraternidade universal baseada na razão.
A visão cristã ortodoxa vê a nova era como a do domínio do anticristo, onde a Terra estaria fora de uma influência cristã (Era de Pisces), e por isso seria uma era de enganos onde o mal seria encarnado e dominaria por certo tempo.
A visão cristã esotérica acredita que Aquárius proporcionará à maioria dos seres humanos a descoberta, a verdadeira vivência e o real conhecimento dos ensinamentos Cristãos mais profundos e interiores.
Outros consideram estas épocas despidas de qualquer valor, visto estarem embasadas em ensinamentos astrológicos, sem valor científico nenhum. Mas não poderíamos deixar de citá-los, visto seu aspecto histórico.
Outras vertentes:
Segundo a teoria original de Vladimir Ivanovich Vernadsky (1863-1945), os estádios evolucionais seriam a geosfera (referência à matéria inanimada), a biosfera (surgimento da vida biológica) e por fim a noosfera (onde a cognição humana cria novos recursos que impelem a humanidade para novos rumos). Segundo ele, a noosfera surgiria no ponto em que a humanidade, através do domínio dos processos nucleares, começasse a gerar recursos através da transmutação dos elementos.
Já Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955) cita os estágios evolutivos do universo (cosmogênese, biogênese, antropogênese, noogênese e cristogênese) e por final o ponto ômega, na qual a história (e o próprio homem, arrastado por estes ciclos) acabam por desembocar na eternidade.
A conceituação do ponto ômega seria o tempo quando ocorreria uma total e completa evolução humana, com todos os aspectos sociais, culturais e científicos plenamente desenvolvidos, e ainda conjugados a um estado de raciocínio, consciência e inteligência coletiva plenas, onde não haveria o mal, e todas elas em plena comunhão com o próprio Criador.
Para outros, seria ele meramente um fator utópico.
Se realmente existe este ponto, como coadunar a sua presença com o futuro do homem? Sofrerá ele uma transfiguração ou transmutação para poder tornar-se transcendental? Como coadunar as conseqüências do ponto ômega com a ciência e o universo? E com Deus?
Todas estas respostas situam-se no limite do imponderável, mas filosoficamente e teologicamente não devem ser considerados como fatos secundários, porque o pensamento puro não deixa de ser uma alavanca para o futuro.
Como encerramento destas divagações filosóficas, teríamos até a ousadia de aventar se realmente a Era de Aquárius não seria o próprio início da noosfera, o trampolim para o ponto ômega?
Nota do Autor:
Estas divagações filosóficas e teosóficas são abordadas com o objetivo de exercício à reflexão da evolução da humanidade.
Também têm como meta incentivar a lembrança do nome de grandes pensadores, filósofos e teólogos.
Seguramente, a rememoração de alguns termos aqui utilizados bem como destes cientistas, poderá servir para meditação, bem como estimular a revisão pessoal do assunto, e o recordar de muitos outros mestres desta linha de pensamento.
Glossário:
Imponderável : que ou aquilo que não pode ser calculado, nem previsto, mas cujo efeito pode ser determinante.
Transfiguração: ato ou efeito de transfigurar(-se); transformação, metamorfose, alteração da figura, das feições, da forma.
Transmutação: ato ou efeito de transmutar(-se); transmudação, transmudamento, formação de uma nova espécie através do acúmulo progressivo de mutações na espécie original.
Transcendental: (no sentido de transcendente) que está acima das idéias e conhecimentos ordinários, na metafísica, esp. a neoplatônica e a escolástica, diz-se do ser ou princípio divino que, em sua perfeição e poder absolutos, está situado além da realidade sensível.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Primavera anunciada

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade


Quando setembro vier
quero estar de pé no chão
com uma flor no cabelo
uma esperança, um apelo
ardendo no coração

Quando setembro vier
serei a mulher
das colheitas
Perguntarei
o que não sei
- e se me aceitas

Quando setembro vier
serei a cítara
que alguém citara:
uma oração
uma canção
- kandara

Quando setembro vier
na primeira aragem
tomo coragem
e me alisto
- no último pelotão
uníssono cantochão
no exército de Cristo

Quando setembro vier
- dizem os astros –
haverá um esplendor
um calor
colossal
Estarei de pé
cheia de fé
de luz e de sal

Quando setembro vier
virá o sonho, a arte
Não posso dormir, no entanto
ou perderia o espanto
- a melhor parte

Quando setembro vier
darei adeus ao frio
correrei para os teus braços
morrerei nos teus abraços
na corredeira de um rio

Quando setembro vier
estarei de plantão
na garagem da casa nova
na época da desova
piracema da estação

Entra! – é tua
a Nova Terra
o solo bendito
o amor infinito
da salvação

E se for possível
meu bem
se ainda existir
um nupcial bem-me-quer
eu estarei lá, meu amigo
para cantar contigo
quando setembro vier...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A metamorfose que Kafka não previu

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado

Escorrega devagar a lagarta
deixando uma gosma no caminho
A gosma brilha à luz do luar
deixando entrever o mistério da lagarta
- irreal mistério, inefável mistério

Lá vai ela, no seu tracejar,
incerto tracejar de lagarta.
Bêbada, desorientada na parede,
intumescida de um líquido esverdeado:
Sumo de lagarta, em última análise
sumo de todas as coisas, até da lagarta.
O sumo que contém a vida parece gosmento
porque é a lagarta que escorrega devagar.

A lagarta, sim, a lagarta,
maravilhosa borboleta em gestação.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O olho da baleia

Cássio Camilo Almeida de Negri
Cadeira n° 20 - Patrono: Benedicto Evangelista da Costa


Há cinco dias, durante uma tempestade que destruíra seu barco de pesca, estava o náufrago agarrado a uma tábua, que felizmente dava para ele esticar o tronco seminu.
Após a borrasca que o atingiu, como diz o ditado, veio a calmaria, o mar quase sem ondas e o sol inclemente parecia querer fazer ferver a água, fritando o pobre pescador que boiava à deriva.
Durante esses dias de solidão, entre o céu, o mar e o sol, por várias vezes rememorou sua própria vida. A infância, quando sentia a mão quente da mãe ao lhe dar o banho na bacia, carícia sublime. A adolescência, quando fora nadar no lago da fazenda e esconderam suas roupas e tivera que voltar para casa só à noitinha, escondendo-se atrás das árvores, enveredando-se pelas moitas, tentando fugir da vergonha inocente da nudez nessa idade.
Já adulto, lembrava-se do pai morto, engolido numa noite por uma tempestade em uma de suas pescarias. Esse episódio o atormentou por muito tempo em sua vida. E agora, estava ali, deitado naquela prancha sendo assado pelo sol.
De vez em quando procurava jogar com as mãos um pouco de água nas costas e resfriar a pele em carne viva, mas o sal fazia com que o processo de cozimento piorasse. Notou que a água ao seu redor se revolvia e eis que emergiu algo como um enorme rochedo. Ao fixar os olhos, pensando que talvez já estivesse tendo alucinações, viu que era uma enorme baleia. Seus pequeninos olhos fitavam firmemente os seus.
As horas passavam e aqueles olhos continuavam a fitá-lo. Pareciam tão bondosos e hipnotizavam os seus. Passam os minutos, o tempo desaparece, não sente mais dor, vem o prazer que toma conta do seu corpo e ele parece mergulhar nos olhos da baleia. Atinge uma espécie de êxtase e nesse estado imagina estar sendo olhado pelo próprio Deus. Estaria delirando? Delírio ou não, passa a se entregar a isso. Seus olhos se fecham, tudo gira e sua mente se apaga.
Acorda mais tarde numa cama de hospital. Fora salvo por um grupo de turistas que, vendo de longe o jato da respiração da baleia, se aproximou para ver mais de perto o animal e acabaram encontrando o náufrago.

sábado, 24 de setembro de 2011

SANTA APOLÔNIA

Waldemar Romano
Cadeira n° 11 - Patrono: Benedicto de Andrade
 Em 9 de fevereiro de 248, em Alexandria, era celebrado com festas o aniversário do Império Romano que se caracterizava por penas rígidas, as quais coibiam a doutrina pregada pelos seguidores de Jesus. Esta preocupação evoluía entre os imperadores romanos, pois os cristãos se recusavam a cultuar estes próprios imperadores e a carregar armas. O novo imperador, Décio, que derrotara Felipe, promoveu a sétima perseguição no ano de 249, com penas severas e cruéis que só acabaram no ano de 251. Sua preocupação não era fazer mártires, mas acabar com os cristãos através de torturas.
Segundo a tradição, os pais de Apolônia não tinham descendentes apesar de suas constantes orações aos seus deuses. Finalmente, a futura mãe pediu à Virgem Santíssima que intercedesse por eles. Quando a jovem Apolônia conheceu as circunstâncias de seu nascimento, tornou-se cristã.
Jovem e bela, filha de um rico magistrado, Apolônia pertencia à Igreja de Alexandria do Egito e foi uma das pessoas que mais lutou pela causa cristã, sendo então perseguida e acusada de traição.
Foi-lhe então imposta uma pena: e em público teria todos os seus dentes partidos com pedras afiadas e em seguida seria queimada viva na fogueira. Assim o foi. Porém, nos poucos minutos que lhe foram dados para refletir (se blasfemasse contra os princípios cristãos poderia ser perdoada), ela aproveitou a falta de atenção dos seus torturadores e atirou-se à fogueira, morrendo queimada. Este gesto foi considerado uma atitude de heroísmo. Durante seu suplício, Apolônia pediu a Deus que todos os que viessem a sofrer dor de dentes, ao clamar pelo seu nome – Apolônia – tivessem a dor aliviada. Nesse momento, uma voz ressoou dos céus: “Apolônia, filha de Nosso Senhor Jesus Cristo, tu obterás de Deus a concessão de teu pedido.”
Dizem que depois do seu suplício, seus dentes foram recolhidos como santas relíquias por inúmeras igrejas e santuários nos quais são venerados. No Monastério de Santa Apolônia, em Florença; na Pieve de Castagneto, em Bologna; em Roma, e no sul da França há um santuário onde todos os anos, em 9 de fevereiro, muitos dentistas fazem peregrinação celebrando o evento.
Santa Apolônia foi canonizada no ano 300 e a Igreja marcou o dia de sua morte, 9 de fevereiro, para celebração de sua festa.
Inicialmente considerada a patrona dos pacientes com dores de dentes, Santa Apolônia tornou-se, mais tarde, a Padroeira Universal dos Cirurgiões Dentistas, sendo seu culto mais conhecido na França e na Itália.
Foi a partir do século III que o Cristianismo, em plena expansão, intensificou a veneração aos santos, geralmente mártires e pessoas muito crentes na fé cristã. Foram escolhidos como padroeiros preferencialmente indivíduos que exerceram a mesma profissão, como São Lucas, São Cosme e São Damião para a Medicina e Cirurgia. Naquela época não existia a Odontologia como profissão autônoma e liberal, e, portanto, nenhum padroeiro específico. Recorreu-se a Santa Apolônia pelos seus sofrimentos bucais.
No Rio de Janeiro, devotos da Santa, liderados pelo prof. Dilson Ávila Tomé, criaram em 1966 uma entidade de nome “Sodalício Santa Apolônia”, sociedade de caráter religioso-filantrópico dos odontólogos. Alguns profissionais de nossa região e, em especial, professores de nossa Faculdade, já receberam a Medalha deste Sodalício em sessões realizadas em Piracicaba.
No município de São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo, o distrito de Engenheiro Schmidt tem Santa Apolônia como Padroeira. Não temos informação de que qualquer outra localidade em terras brasileiras a tenha escolhido.
A Associação Brasileira de Odontologia – Secção Rio de Janeiro, anualmente comemora o Dia de Santa Apolônia; no corrente ano foi celebrada a missa em sua sede, conforme informações do Dr. Thales Ribeiro de Magalhães, Diretor do Museu “Salles Cunha” vinculado à citada entidade.
O acadêmico Armando Alexandre dos Santos, nosso confrade, está preparando um livreto sobre Santa Apolônia, cuja publicação aguardamos para breve.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Homenagens póstumas

Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges

Mais quatro acadêmicos foram encontrar-se com Professor João Chiariani e com seus respectivos patronos no céu.
Estou imaginando Maria Cecília Bonachela e Adriano Nogueira recepcionando-os.
Reverendo Erasmo Prestes da Fonseca grande evangelizador, encontrando com Professor Helly de Campos Melges. E a tantos outros que fizeram da palavra, falada e escrita publicada ou não, seu sonho na terra.
Professor Hugo Pedro Carradore, folclorista escritor num encontro singular com João Chiariani.
Professor Doutor Antônio Henrique de Carvalho Cocenza a quem a APL deve muito, e a nós resta a saudade. Grande conhecedor da língua portuguesa e do latim.
“Pioso”, irreverente, e amigo. Advogado, farmacêutico, escritor e professor.
Profª Maria Emília Medeiros Redi – ótima amiga, grande escritora e especialmente poetisa, porque ser poetisa vai muito além de escrever poemas, ser poetisa é ter coração que pulse no ritmo da poesia, que ame um amor infinito, ser poetisa é ser arquiteta do amor, da vida e da paz, é ser semeadora de estrelas e de esperanças, é ser mestra da alegria, da acolhida, da gratidão, ser poetisa é ser maestrina da delicadeza, da sensibilidade e da beleza, é ser doutora da cidadania e dos bons valores .
MEL, para nós, você é tudo isto.
Estou agora imaginando... a Profª Maria Emília Medeiros Redi num feliz encontro com a poetisa Profª Maria Cecília Bonachela, ambas conversando com Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, no Dia das Mães.
Pelo muito que vocês fizeram pela APL, nossas Homenagens Póstumas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Acadêmicos premiados em concursos

Acadêmico André Bueno Oliveira

2o lugar no Concurso TROVAS PARA UMA VIDA MELHOR 

Tema :Caridade

Para entrar, depois da morte,
na celeste Eternidade,
é preciso um passaporte
cujo nome é CARIDADE.

Acadêmica Ivana Maria França de Negri
SILÊNCIOS
Menção Honrosa no 11º CONCURSO DE POESIAS CNEC CAPIVARI


A polifonia flui
em todas as coisas
desde o raiar dos tempos

Águas rasgam-se nos vãos das rochas
e discursam caladas

O vento sussurra
na mansidão das campinas
e eleva-se pelas colinas

Florestas rogam por socorro
sob o jugo do machado
e da serra inclemente

Bocas amordaçadas,
gargantas cortadas,
anseiam pelo grito de liberdade
que jamais ecoará

Enquanto olhos esbugalhados
desprovidos de palavras
fazem sermão eloquente

Silêncios voláteis
falam sob as tumbas
ressoam pelos umbrais
e nas torres das catedrais

Nas masmorras,
nos porões,
vozes emudecidas
imploram por suas vidas

Tudo fala
tudo berra
tudo grita
Mas só uns poucos eleitos
têm ouvidos de ouvir silêncios...


Poesiarte

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

História de um viralata (Hippie)

Colaboração da Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachela
Ele devia ter no sangue algumas manchinhas atávicas de ilustres ancestrais que lhe transmitiram gosto apurado e antipatias marcantes. Pequeno e sem nome, de pelos compridos e barbicha, esse viralata espaventado gostava de, aos domingos, depois dos passeios costumeiros, encaminhar-se para a Igrejinha da Cruz Torta, nos altos de Pinheiros, onde padre Norberto rezava a Missa do meio dia. Quantas crianças! Bem na frente, ao lado do padre, as meninas de roupas curtas e coloridas, meias compridas e cabelos cobrindo as costas ou levantados num rabinho petulante, recitavam as orações, mais comportadas do que os meninos. Estes se equilibravam num pé e no outro, cutucavam-se entre risinhos e provocações, transformados depressa em contrições, quando o olhar do padre dardejava sobre eles.
O viralata branco e preto embarafustava pela porta estreita, sob a desaprovação dos adultos sérios que se desviavam, comprimindo-se, para evitar-lhe o contacto. Lá ficava ele, bem à frente do altar, acompanhando os movimentos do celebrante com meneios graciosos da cabeça. Depois virava-se para as crianças, sua legítima preferência. Latia baixinho, achegando-se de quem lhe premiava a cortesia. Quando não alcançava seu intento cabriolava com o rabo. Isto era completo! Os pequenos se torciam de risos; alguns até o agradavam.
Lá, enfeitiçou-se: uma garotinha magra e serelepe, de expressão inteligente e covinhas no canto da boca, dispensou-lhe mais agrados. Acompanhou-a à saída. Ela olhava para trás, fazendo-lhe sinais¸ às escondidas da mãe. Quando chegaram à casa, foi uma festa! Ganhou carne, bolachas, até uma barra de chocolate! Brincaram de esconde-esconde pelos jardins da mansão, e que felicidade! Ninguém o acossou com berros e pontapés. Resolveu mudar de vida e fixar-se. Adeus à boemia! Seria o protetor de Cristina e seu companheiro nos folguedos. Precisava respeitar os adultos que não o admitiam dentro de casa. Civilizou-se em parte; limpo, bem tratado e vacinado, com pouso certo, não prescindia, contudo, das missas domingueiras e dos passeios habituais para as reinações e os encontros com os colegas. Era um corisco nas avenidas e que habilidade para desviar-se dos carros!
Com o nome de Hippie adquiriu respeitabilidade e protegia sua dona com dedicação exclusivista: ai de quem ousasse pôr o pé para dentro do portão! Era feliz. Cristina representava o sol, o alimento, o aconchego e a alegria, muito mais do que sua humilde condição podia aspirar! Carinhos, guloseimas, risadas e cambalhotas no gramado verdinho, sobressaltos e correrias para os calçudos implicantes.
Um dia, não conseguiu escapar do laço, atirado por homens brutais. Entretinha-se, distraído com o nascer do sol, quando tudo acorda devagarzinho, brando e bonito. Esperava Cristina... Ela aparecia lá em cima, na sacada, chamando-o e desejando-lhe um bom dia...
Jogaram-no dentro do caminhão, no meio de outros companheiros e rodaram dentro da cidade, parando de quando em quando para recolher mais um colega de infortúnio.
Ao chegar, apartaram-nos em celas estreitas, para morrer na câmara de gás ou sair, se um amigo viesse retirá-los no prazo de três dias.
Hippie esperava... Na confusão e no desespero restava a confiança em sua amiguinha. Alguém lhe diria que o vira partir para a morte. As horas escoavam lentas. Os uivos e ganidos ensurdeciam; alguns, desanimados, estendiam-se sem reação. A maioria pelejava e o barulho aumentava a cada pessoa vinda para o reconhecimento e a libertação de um felizardo.
Hippie, pertinho da grade para facilitar a identificação, estava alerta aos ruídos de fora. As horas se arrastavam impiedosas, e a esperança diminuía... Encompridava os olhos para fora, muito triste. Não enxergava nenhuma nesga do céu. Terceiro dia de suplício sem lamento. Sofria em silêncio, conformado com seu destino. À tarde, o motorista da casa parou alguns instantes diante da cela, conversando com o guarda. Não o reconheceu. Não era à toa sua aversão pelos calçudos!
No dia seguinte, na madrugada fria e cinzenta, igual, sempre igual a tantas outras, Hippie, molhadinho e gelado, foi posto num local escuro e baixo, ao lado de outros companheiros, tiritantes e angustiados. Acomodou-se, esticando as patas, entorpecendo-se com o gás... Era o fim...
... Não! Ouvira uma vozinha, melodiosa e pura como um sopro de ar puro! Cristina o chamava! Viu-se deslizando com ela pelos jardins, acompanhando-a nos passeios, de peito estufado! Sentiu o aconchego de seus bracinhos, quando se enrodilhava para um soninho que o menor ruído despertava num salto assustado, seguido de latidos agudos e furiosos. Ela cascateava um riso, puxando-lhe as orelhas...
− Hippie!.......Tentou levantar-se para atendê-la e fazer para ela uma última cabriola... Mas o mundo, ah! os homens!...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

I Semana Literária

 Em reunião com diversos grupos literários da cidade a Academia Piracicabana de Letras inicia projeto para realizar a I Semana Literária em 2012.



Irineu Volpato, Waldemar Romano, Ivana Negri e Maria Helena Corazza


Armando Alexandre dos Santos, Felisbino e Rosaly de Almeida Leme



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

LATAS DE LIXO

Mônica Aguiar Corazza Stefani
Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira

Se eu tivesse coragem, sem querer me promover, gostaria de contar aos meus amigos que fotografo há 26 anos "Latas de Lixo" em viagens nacionais e internacionais. Durante esse período, produzi mais de 600 fotos clicadas em aproximadamente 45 países, ricos e pobres, como Itália, Alemanha, México, Brasil, Índia, Nepal, Estados Unidos, Peru, Eslovênia, com objetivo inicial de registrar algumas diferenças culturais ao tratamento dado ao lixo urbano em países mais desenvolvidos ou não. Como fotógrafa acabei ao longo destes anos a promover as primeiras exposições deste tema, desenvolvendo um trabalho de conscientização. Assim criei uma apresentação em "Power Point" na qual sintetizei a minha obra exibindo mais de 100 fotos e pequenos textos educacionais, com dados históricos e curiosidades sobre o tema, com trilha musical. Com uma linguagem poética consegui transmitir meu trabalho de conscientização ambiental, detendo a atenção das pessoas e sensibilizando-as através da beleza das imagens e da riqueza de significados que elas proporcionam, levando os espectadores à reflexão sobre a questão do "LIXO" e seus valores, em todo o mundo.
Gostaria de contar que já fui entrevistada pelos principais canais de televisão abertos brasileiros (leia-se Rede Globo, SBT e Bandeirantes), e por canais de assinatura como Terra Viva . Em 2005 fiz palestras na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), no CENA (Centro de Energia Nuclear na Agricultura), no Departamento de Engenharia Elétrica de São Carlos, no Colégio C.L,Q. de Piracicaba, na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba ), no bairro Bosque dos Lenheiros e na ACIPI, entre outros.
Como fotógrafa apresentei este meu trabalho só em 2005, para mais de 5000 pessoas de todos os níveis sociais, culturais e faixas etárias. Já a primeira exposição foi feita em 1992 com repercussão nacional e publicada em 1991 pela revista IRIS Foto, praticamente a única da época especializada em mostrar ao Brasil o que acontecia na fotografia. Graças a Deus sempre meu trabalho foi muito elogiado e aplaudido, pela sua alta conscientização, e pela necessidade e originalidade do tema. Contudo meu objetivo maior sempre foi e será pela riqueza das imagens atingir um resultado surpreendente e multiplicador. Daí, precisar ser conhecida por esse público encantador que elegeu a Academia Piracicabana de Letras como um condutor de ensinamentos, e progresso de um povo digno como o nosso, que merece receber informações que o dignifiquem cada dia mais.
Ah! Se eu tivesse coragem de mandar essa matéria....

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A caminho do mar...

Maria Helena Vieira Aguiar Corazza
Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz

Não importa a chuva, o movimento exagerado das ruas, o frio estampado nos rostos descobertos e frios, nem nos passos fugitivos pulando poças nas calçadas querendo se refugiar do lado de lá... Importa encontrar o mar...
Não importa se o sol foi escurecendo mais cedo, num dia que poderia ter sido todo dourado, quente e brilhante, nem se a noite chegando antes da hora resolveu se apoderar do dia, ou se a lua saiu a procurar aquela sua face de dias anteriores, quando mais plena e bela se mostrava envaidecida lá no alto, soberana, na certeza de que ninguém poderia tocá-la, a não ser o ar teimoso que resolveu levar alguma nuvem marota e brincalhona a fazer reviravoltas ao seu redor disfarçando sua estonteante e exuberante presença... Importa encontrar o mar...
Não importa o vento desmanchando os cabelos das pessoas, nem o tremor que arrepia o corpo da garota desnuda que saiu para a praia sem imaginar a virada do tempo que começou muito faceiro, não contando de jeito nenhum, do jeito que iria se transformar depois... Importa encontrar o mar...
Nada importa. Nem o transito impiedoso que nega e dificulta a passagem de motoristas ou de gente afobada e aturdida, que precisa retornar à casa após um dia de trabalho exaustivo, e tantas vezes decepcionante, pois afinal de contas a vida lhe dá a certeza, cada vez mais, de que nada é fácil sem grandes esforços ou dedicação intermitente...
Importa o mar, o caminho que leva ao mar, nas ondas que batem na praia e invadem a areia voltando sempre obedientes, na ordem gigantesca da natureza impiedosa que comanda como quer o seu rumo e o seu curso, sem perdoar a contagem dos minutos ou das horas, nem por quanto tempo ainda terão que fazer tantas viagens de idas e de voltas... Chegadas e retornos contínuos e incessantes, de milhões de anos já passados e impostos por Deus? Quem sabe?
Importa o mar... Importa encontrar o caminho que leva ao mar, e, ao chegar, olhar, olhar até encontrar a interrogação do horizonte infinito que, imensurável, jamais contou a alguém onde vai chegar, nem quando alcançará o seu destino...
Importam neste momento o mistério e o fascínio que o mar provoca deslumbrando todo aquele que gostaria de entender, na sua enormidade, tanta magnificência e extensão de estonteante realidade.
Importa, sim, encontrar o caminho que leva ao mar, e importa saber da vida que vem do mar, no cheiro da água salgada e da maresia que caminham ao encontro do desconhecido até se distrair num barco pesqueiro que madruga em busca do pão de cada dia, ou em algum surfista arrojado e destemido cujo desafio nas ondas mais altas provoca a vida que despenca, num mergulho de verde azulado ou azul esverdeado...
Mais do que tudo neste tempo é importante caminhar ao encontro do mar assim, de alma e coração abertos, de mãos dadas com a existência pura e plena, na calmaria e certeza de quem chegou a um porto seguro, real e benfazejo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DESPEDIDA

Lino Vitti Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz 
                
(Soneto premiado em 2º lugar em concurso da Itália)

Quando entardece a vida e um sol pobre e enfermiço
diz adeuses ao sonho e aos encantos do amor,
eu me ponho a chorar (chorar por causa disso?)
porque as sombras já vêm, põe-se em fuga o calor.

Onde está tudo quanto, envolvido em feitiço,
foi um tesouro imenso espargindo luzor?
O passado interrogo e as saudades atiço,
tudo em vão...tudo em vão...Vem da noite o pavor!

Tarde minha que vens, frigidamente triste,
és, suponho, e talvez, gesto de despedida,
um anseio final que ainda em mim persiste.

Eu sei que levas junto, inteira, a minha vida,
és dolorido adeus a que ninguém resiste,
és despedida, sim... Então, adeus, querida!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sempre Educadora



Leda Coletti
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco



É um quarto de um dos pavilhões do Lar dos Velhinhos. Mais parece um salão, com quatro compartimentos, sem separação de paredes. Cada idoso tem sua cama, igual na forma, mas diferente nos arranjos. Quase todos possuem uma cômoda, onde colocam, na parte de cima, caixas de remédios, garrafa d’água e imagens coloridas de santos. Destaca-se na pertencente à Dona Laura, além desses adereços, um porta-retrato médio, com moldura escura e frisos dourados, onde aparecem dois lindos garotos, exibindo trajes de festa. Pelas roupas da moda dos anos 60, deduzimos serem seus filhos, quando crianças.
Passa o dia inteiro embalando o grande boneco de louça, seu amigo inseparável. É comovedor vê-la abraçada ao belo brinquedo e sorrir para ele. Temos a impressão que balbucia algo, quando o acaricia. Está com mal de Alzheimer e desde que chegou ao Lar, no início do ano, não mais conversa. Sua memória está comprometida. Nem mesmo sua companheira de pavilhão, que pacientemente lhe dá comida na boca, a faz desviar-se dos seus devaneios. Ela só tem olhos para o seu encantador “menino”.
Contaram-me que, além de mãe, foi professora. Entendi tudo. Deve ter sido maravilhosa educadora. São pontos de referência: a foto dos dois garotos, o ninar o boneco com tanta ternura.
Naquela tarde, ao sair do Lar dos Velhinhos, vi D. Laura sentada num dos bancos do jardim de entrada. Despedi-me, mas ela não manifestou qualquer reação. Continuava a sorrir para o seu bebê. E, embora soubesse que este sorriso não era para mim, emocionei-me, pois senti nele o grande calor humano, ainda mais, após saber que foi educadora dedicada e amorosa. Vislumbrei nele o amor eterno pelas crianças.
Uma semana após minha visita ao Lar dos Velhinhos, li no Jornal da cidade a nota de seu falecimento.
Mais alguns dias são passados. Retornando àquela instituição, deparei-me com o boneco de D. Laura, na estante da sala de televisão, onde os velhinhos se reúnem diariamente. Não contive a lágrima silenciosa que rolou pela minha face. Foi meu gesto de reverência e tributo sincero àquela exemplar educadora.


Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz