Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Lançamento do livro "Tutti Buona Gente"

A escritora Valdiza Maria Capranico lançou seu livro "Tutti Buona Gente", que conta a saga da família Capranico desde a vinda dos seus ancestrais  da Itália. 

Primeiro fez um lançamento apenas para familiares e depois, no Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba para escritores e amigos. O livro homenageia os italianos nas comemorações dos 150 anos de imigração no Brasil. 




 

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

É ELA!

Valdiza Maria Capranico

 

Aos primeiros raios de sol da Primavera, ela, numa maravilhosa saudação, se cobriu de flores! Ela! a Sapucaia da Paz! Maravilhosamente florida – como há muitos anos, saúda a nova estação!

Silenciosa, majestosa, encanta a todos que por ela transitam... sua florada, magnífica, é motivo de admiração e respeito por quem conhece a sua história.

Plantada num distante inicio do século passado – há 105 anos, nos ensina o mesmo recado: viva a PAZ!

Sempre tão necessária, em todo o planeta a PAZ! hoje, mais do que nunca, é ignorada por muitos países, que usam a tecnologia para criar armas cada vez mais poderosas... destruidoras... até quando?

Nessa mensagem muda, mas tão importante em nossos dias, como poderíamos agradecer, retribuir, multiplicar?

Em tempos onde muitos dão tão pouco valor à vida, à natureza, à família... tentemos encontrar em nossos corações um cantinho para semear a PAZ! fazê-la crescer, florescer e enfeitar a vida de nossos semelhantes, como a mensagem que nos dá a SAPUCAIA da PAZ.

Creio que assim, em algum lugar do infinito, meu avô (que não conheci) tão feliz plantou essa Sapucaia ao saber do fim da 1° Guerra Mundial – finalmente poderá descansar em PAZ!

quinta-feira, 18 de maio de 2023

As duas mães

 



Valdiza Maria Capranico

 

Sempre temos em nossas memórias, em nossos corações, lembranças tristes, alegres, de nossa infância...

            E, ao aproximar-se o Dia das Mães, veio-me à memória uma cena que não me esqueci, até hoje:

            Eu chegava, à tarde, da escola, pequenina, com minha bolsinha, a lancheira e, minha mãe, sentada no sofá, perto da porta, à minha espera...

            Estava ela, com o terço na mão orando para Nossa Senhora! Como todas as tardes fazia...

            Coincidência ou não, num desses dias, eu havia aprendido na aula, um versinho que nunca mais esqueci:

            “Eu vi minha mãe rezando,

              Aos pés da Virgem Maria.

              Era uma Santa escutando,

              O que a outra Santa dizia!”

            Pois bem... o tempo passou...

            E hoje, tenho certeza que elas estão juntas no paraíso, olhando e orando por todos os filhos que continuam nesta terra...

            Até um dia... Mãe querida!!!

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Lançamento do livro "História de Piracicaba para Grandes e Pequenos"







 As escritoras e membros da Academia Piracicabana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, Valdiza  Maria Capranico e Marly Therezinha Germano Perecin, lançaram na ACIPI o livro  "História de Piracicaba para Grandes e Pequenos   " ilustrado pelo cartunista Erasmo Spadotto.



















terça-feira, 20 de setembro de 2022

“Vê... estão chegando as flores!”

 

   

                                                                                   (rua do Porto Piracicaba SP foto by Ivana M.F.de Negri)


                                                                                        Valdiza Maria Capranico

 

            Mês de Setembro... início da primavera!

            Apesar de todas as oscilações do tempo... calor... frio...chuva...a Natureza faz questão de nos presentear com árvores floridas.

            Aliás, maravilhosamente floridas...

            É mesmo um festival de cores. São os ipês amarelos, roxos, brancos, rosas... Um mais encantador que o outro... e... logo virão também outras espécies florescendo. Entre elas, a sapucaia o jacarandá mimoso...

            Nós, piracicabanos, somos privilegiados com essa exuberância de flores e cores... é só caminhar por nossas ruas, de bairros ou centrais...

            Simplesmente encantador, ver o chão colorido com as flores que caem dessas árvores!

            Deveríamos pisar com respeito, nesse chão florido... acredito mesmo, que as árvores floridas, quando deixam cair suas flores no chão estão tentando dizer: - vê... estamos cobrindo de flores o chão que você pisa...

            Apesar de muita gente achar que flores de árvore no chão são sujeira... pobres e insensíveis pessoas...

            Prefiro ficar com a opinião do saudoso, e, um dos maiores paisagistas do mundo Roberto Burle Max, que tive a honra de conhecer quando ele esteve em nossa cidade: “- Deus está bordando no chão um maravilhoso tapete...”

            Era na florada dos jacarandás mimosos na Estação da Paulista...

            Pois é... quem sabe, se respeitássemos mais a Natureza, viveríamos muito mais tranquilos, felizes, nessa bolinha azul, solitária, que viaja nesse Universo infinito...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

É Natal!

 


    

                                           Valdiza Maria Capranico

 

      Um Natal bem diferente!

      Sem grandes reuniões, sem abraços, sem troca de presentes...

      Aprendemos, com dificuldades, a nos comunicarmos virtualmente... E, mesmo assim, com muita saudade dos encontros, das comemorações. Aprendemos, também, a valorizar mais nossas famílias, nosso lar...

       E, muitos de nós, tivemos que aceitar a perda de entes queridos sem a oportunidade de lhes dizer um último adeus!

       Mas, há um lado positivo nisso tudo que estamos vivendo: tivemos a oportunidade de nos aproximar muito mais de Deus, de seu filho Jesus! Que, aliás, é o aniversariante do dia!

       Temos muito a agradecer! Estamos vivos, fortes, prontos a encarar o novo ano!

        E, isso é o grande presente que Jesus nos dá! O aniversariante é Ele – os presenteados somos nós!

         Você já parou pra pensar que, num ano tão difícil como este, o planeta todo com tragédias, você recebeu a graça de sobreviver? Quer maior e melhor presente que esse?!?

         É tempo de agradecer a ELE! ELE não precisa de festas, presentes. Ele só quer e merece nosso AMOR, nossa GRATIDÃO!

         Feliz aniversário Jesus! Feliz 2.020 anos!

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Premiação

 

               Crédito da foto: Christiano Diehl Neto Gazeta de Piracicaba


A escritora Valdiza Maria Capranico recebeu no dia 22 de outubro, do Rotary Club de Piracicaba Engenho, o Prêmio Geiss  pelos feitos em prol da Cultura e Meio ambiente do município de Piracicaba, sendo o idealizador deste prêmio, Luís Fernando Rebel Machado.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

IPÊS FLORIDOS



Valdiza Maria Capranico

Nas últimas semanas, nossa cidade amanheceu florida – Cada dia mais ... ipês colorindo, em todos os cantos, enfeitando, tentando nos transmitir mensagens de paz, de beleza, de gratidão a Deus, à vida.
Nesses tempos de quarentena, onde o “ficar em casa” aguça nossos sentidos, sinto-me privilegiada por morar no alto de um edifício e poder contemplar de minhas janelas, ipês floridos, ao longe, enfeitando a cidade. E, em raras e necessárias saídas, ter o privilégio de passar sob alguns...
Lembrei-me de fatos, ocorridos há muitos anos; quando, em visita à nossa cidade, tive o prazer e a honra de receber e acompanhar o Roberto Burle Marx, um dos maiores paisagistas do mundo (se não o maior) e, ao passarmos pela Estação da Paulista, quis parar e observar o chão da estação ... coberto de flores azuis, dos jacarandás mimosos que lá existiam e muito enxofre, amarelo, esparramado no meio das flores... concluiu que aquele espetáculo daria um lindo tapete (ele fazia tapeçarias maravilhosas).
Outro fato que me marcou bastante, também, foi ao visitar um bairro nobre de nossa cidade, havia uma rua, numa das quadras desse bairro, com ipês rosa floridos... a mim, pareceu estar entrando no paraíso... tudo ali estava rosado... Mas, os moradores queriam retirar todos eles, porque faziam sujeira... Voltei, alguns dias depois para ver a “sujeira”, um tapete cor de rosa que cobria as calçadas desse quarteirão... achei lindo demais... Voltei ao local, algum tempo depois e – para minha tristeza, haviam retirado todas essas belas árvores...
Cada vez que vejo flores de ipê caídas ao solo, me lembro dele e também dessa rua... e chego a conclusão que essas belas árvores nos dizem, numa linguagem silenciosa, “deixo a vocês essas flores para enfeitar seu caminho, ofereço a vocês esse maravilhoso tapete, para colorir suas calçadas, suas praças”.
E, se quiser, puder, contemple um pouco esse espetáculo... vale a pena... poder sentar-se, observar esses lindos tapetes, agradecer a Deus por esse momento, foi o que me motivou ao receber a foto, linda, de uma amiga querida, a Mônica...
A solidão fica mais leve quando entendemos o quanto a Natureza pode fazer por nós...

quarta-feira, 6 de maio de 2020

AS TRÊS MÃES



Valdiza Maria Capranico

            Eu tenho três mães !!!
            A primeira, a mulher maravilhosa que me carregou em seu ventre por nove meses; me colocou neste mundo, me ensinou a caminhar, falar; me acompanhou em todos os meus momentos felizes e tristes; minha primeira leitora, quando eu iniciava minha carreira como escritora infantil... Foi, sem dúvida, a mulher maravilhosa que Deus me deu por mãe... às vezes com sofrimentos, tristezas, mas sempre me encorajando a enfrentar a vida, apesar das dificuldades. Gratidão, amor e saúdes de você, mãe querida Ermida Françoso Capranico!
            A segunda mãe, e mais importante, é nossa Mãe santíssima, elevada aos céus em corpo e alma, e que nos foi dada por seu filho Jesus! É ela que nos protege a todos, ilumina nossas vidas e que, minha mãe ensinou desde pequena a orar, pedindo proteção e graças. Hoje, sem minha mãe terrena ao meu lado, oro às duas que, com certeza, dos céus me protegem, recebem meu amor...
            E, finalmente, a terceira mãe, aquela que me receberá em seu seio, me cobrirá e guardará, quando meus dias chegarem ao fim: ela, a mãe Terra, me acolherá! E, quem sabe, sobre as minhas cinzas nascerão flores, frutos que alimentarão os pássaros e a vida continuará.
            Eu tenho e AMO minhas três mães.

terça-feira, 31 de março de 2020

E a História se repete...



Valdiza Maria Capranico

Passa o tempo...vão-se os séculos...guerras, pestes, epidemias....
E o HOMEM não aprende...
Terremotos, maremotos, tsunamis....
E o HOMEM não aprende...
Aí, DEUS, cansado de tanta destruição, maldades, resolve nos chamar a atenção..
Mais uma peste que chega, é um duro recado do Criador para suas criaturas:
É hora de voltar aos trilhos!Vocês se esqueceram do AMOR, da SOLIDARIEDADE, do cuidado com a NATUREZA!
E, enquanto muitos, arriscando suas vidas, procuram,desesperadamente, livrar a humanidade dessa pandemia, o planeta começa, finalmente, a se refazer.
O ar vai ficando mais puro, as águas mais límpidas, as aves voando com mais leveza, os animais, sem temor, vão seguindo em frente. E passa o tempo...a cura virá...e DEUS, em sua bondade infinita, olhará para a TERRA e, esperançoso, pensará:
"Será que, finalmente aprenderam a lição?".
Será????!!!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

IHGP - Posse da nova diretoria do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba

A professora e escritora Valdiza Maria Capranico é a nova presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.
A diretoria eleita e empossada dia 27 de abril vai comandar o Instituto por dois anos. 
 A nova diretoria na noite da posse:
Vice Vitor Pires Vencovsky, 1º secretário Edson Rontani Junior, 2o secretário Pedro Caldari, 1º tesoureiro Alexandre Neder, 2o tesoureiro Toshio Icizuca, orador Gustavo Alvim, diretor de acervo Antonio Carlos Angolini, suplentes da diretoria João Nassif, Jamil Abib e Rubens Leite do Canto Braga, conselho fiscal Antonio Messias Galdino, Luis Antonio Balaminut e Claudio Pollesel,  suplentes Antonio Carlos Neder, Geraldo Mello Ayres e Legardeth Consolmagno.

 Auditório lotado com presenças ilustres




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A boneca italiana



 Valdiza Maria Caprânico 
Cadeira n° 4 - Patrono: Haldumont Nobre Ferraz 

              Esta é uma história diferente. Talvez pelo inusitado da situação, hoje é motivo de muitas risadas ao ser lembrada. Mas foi um fato que marcou muito minha infância.
            Sempre gostei muito de bonecas. Aliás, até hoje, encanto-me muito mais com bonecas expostas em lojas de brinquedos, vitrines, do que com joias.
            Mais ou menos aos meus seis anos de idade, meu pai me comprou um número de uma rifa de uma boneca italiana, numa daquelas grandiosas festas juninas, que o Colégio Dom Bosco, recém instalado em Piracicaba, oferecia todos os anos. Aliás, eram festas muito lindas, que mobilizavam a cidade toda e que, sem dúvida, deixaram muita saudade.
            Para minha surpresa e alegria, fui a ganhadora da famosa boneca italiana – que os padres do Colégio, todos ou quase todos italianos, tinham trazido da Itália para ser rifada nessa festa,
            Foi um grande tumulto: todo mundo queria ver a boneca e sua ganhadora. Aí, ao saber do fato, meu pai foi me buscar em casa para receber, dos padres, a famosa boneca.
            Com grande espanto, em meio a todas as emoções que uma criança sente ao receber um prêmio, numa grande festa, levei o maior susto: a boneca linda e sorridente – era maior que eu! Claro que quem a levou para casa, dentro de sua enorme caixa foi o meu pai!...
            E, quando a colocou sobre a mesa da sala de jantar, na caixa, ela parecia tudo – menos uma boneca... parecia-me uma menininha morta, dentro de seu caixãozinho...
            Bem, não é preciso dizer que, passado o espanto, o medo se apossou de mim...
            Como poderia eu carregar, embalar uma boneca tão grande?! E, ela era linda – muito linda mesmo... Andava, virava a cabeça para todos os lados, piscava ao caminhar e sentava. Acredito mesmo, que na época, eu era a única menina da cidade que possuía uma boneca daquelas... Só que como ela era maior do que eu, não podia carregá-la... . Coube a uma das minhas irmãs mais velhas que eu, já com seus dez, onze anos, carregá-la para mim, quando eu queria passear com ela... . Minha irmã mais nova, então, só conseguia segurar em suas mãozinhas, de frente, para fazê-la andar...
            Bem, passada a fase de “conhecimento” meu com ela, fui perdendo o medo. Mas não a quis nunca em meu quarto. Ela ficava sentada num banquinho, ou em pé, no quarto dos meus pais... E, quando eu acordava pela manhã, ia devagarzinho espiar a italianinha (como meu pai a chamava) no quarto deles: lá estava ela, linda, sorridente, com aqueles grandes olhos esverdeados, olhando para mim... como a me pedir um carinho, um abraço... . Mas, era difícil eu chegar muito perto dela... . Até seu nome – Heidi – demorei para escolher...
            Mas lembro-me de alguns fatos que marcaram minha infância, ligados a essa boneca.
            Um deles, é que meu pai, talvez por eu ser muito clara, miudinha, e com olhos verdes, como os da família dele, - me apelidou de “italianinha” – e quando chegou a boneca – “outra italianinha”, talvez eu tenha me sentido ameaçada, enciumada – coisas de criança, enfim...
            Outro fato curioso é que – quando eu me reunia com minhas priminhas ou amiguinhas para brincar juntávamos nossas bonecas e brinquedos – mas sempre com a seguinte condição delas: “a bonecona não!” Claro que eu conclui que elas também tinham medo dela!
            E, para assinalar o destino da famosa boneca italiana, um último fato marcou minha ligação com ela:
     Fui, uma tarde com uma de minhas irmãs mais velha a casa de meus avós maternos – como de costume, e, como o “noninho”, como o chamávamos, estava acamado, muito doente, resolvi levar a boneca, italiana como ele, para alegrá-lo. Como sempre, foi minha irmã carregando a boneca pelas ruas, algumas quadras, de nossa casa até a casa de nossos avós.
            Pois bem, ao entrarmos na casa deles, minha “noninha” se encantou com a boneca. E eu, para alegrar o noninho, quis entrar em seu quarto, dando as mãos para a “bonecona”. Mas, na mesma hora, o noninho chamou sua mulher e perguntou a ela quem era aquela menina com as netas dele. Em vão o “noninha” tentou explicar a ele que ela era uma boneca italiana que eu havia ganho numa rifa do Colégio Dom Bosco – ali perto de onde eles e nós morávamos. Lembro-me, até hoje, ele, na cama, com aquele “português-italianado” (ou italiano aportuguesado?) dizendo alto: – “non gosto de questa minina”...
            Bem, para mim, foi o último passeio com a boneca...          
            Desse dia em diante, a pobre e linda boneca ficou, definitivamente, no quarto de meus pais... . Quando cresci o suficiente para carregá-la, eu já era grande demais para brincar com bonecas... . Aí, já adolescente, vestia-a com meus vestidos menores. Minha mãe chegou até a receber uma proposta para vendê-la a uma loja de roupas infantis, para ser usada como modelo em suas vitrines. Mas, eu, com dó dela não quis.
            Alguns anos depois, eu, já jovenzinha, preparando-me para ingressar na faculdade, resolvi doá-la, com outras bonecas que eu tinha a um orfanato feminino de nossa cidade.
            Hoje, muitas décadas depois, ao me lembrar dessa boneca, fico pensando o quanto um inusitado presente pode marcar vida de uma criança...
            E, com dó e remorso por não tê-la deixado um único dia em meu quarto, junto das outras bonecas e brinquedos meus, decidi eternizá-la nessa história real.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A sapucaia da Paz

(foto Chico)

Existe uma árvore majestosa plantada na esquina da Rua Moraes Barros com a Avenida Independência. Pertence à família das Lecitidáceas, uma das mais importantes famílias de espécies florestais. Seu nome cientifico é Lecythis pisonis – e ocorre em florestas da Mata Atlântica e do Planalto, do estado de São Paulo até as regiões norte e nordeste do país. A ela foram dados muitos nomes populares, regionais, e entre eles, Sapucaia, Castanha Sapucaia, Cumbuca de Macaco e muitos outros; seus frutos servem para alimentar aves e alguns mamíferos – especialmente apreciados por papagaios e macacos.
Ao lado, porém, de sua importância botânica e ambiental, chama a atenção de qualquer pessoa mais ligada à Natureza pelo seu porte grandioso e pela alteração das cores de suas folhas e flores; nos meses de agosto, setembro as novas folhas são de cores rósea ou lilás, que também são as cores das flores que começam a abrir, indicando o início da Primavera.
Em nossa região, porém, existem poucos exemplares dessa espécie, apenas em reservas naturais, parques, alguns jardins – especialmente no campus da ESALQ. Quase foi levada à extinção por sua madeira pesada, resistente e muito dura, ter grande utilidade na indústria.
Como se vê, só por sua importância botânica e ambiental, a Sapucaia da Rua Moraes Barros já seria de grande valor para todos.

Mas, especialmente essa sapucaia, conhecida por muitos como Sapucaia da Paz, tem uma linda origem que se une à história da família Caprânico em Piracicaba. Essa história ficou no seio da nossa família por muito tempo, mas pedimos licença a todos para publicá-la.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Laços de família e saudade



 Valdiza Maria Caprânico 
Cadeira n° 4 - Patrono: Haldumont Nobre Ferraz 

        Recentemente perdemos uma pessoa muito querida de minha família – o tio José. Com a sua partida, refletindo sobre a vida e a morte, pude concluir o quanto privilegiada sou por fazer parte dessa família.
            Talvez por terem perdido o pai muito cedo, meu pai e seus irmãos – nove ao todo, educados pela mãe viúva – sempre foram muito unidos. Por circunstâncias da vida, os que se afastaram da família, sempre se encontravam nos bons momentos e nos momentos difíceis.
            Impossível esquecer os natais de minha infância, onde todos os irmãos e suas famílias se reuniam em meio a muita alegria, mesa farta e presentes para toda a criançada, em casa de nossa avó e, após sua morte, em casa da irmã mais velha, nossa querida tia Olivia. Após sua morte, as reuniões da família passaram a ser em casa do tio José, nos últimos mais de trinta anos.
            Crescemos todos nós, filhos e sobrinhos, nessa família, na verdade, não como primos, mas como irmãos.
            Quando o meu pai – Dante – o primeiro dos nove irmãos, partiu deste mundo, os outros, nossos tios, nos assumiram, a mim e minhas irmãs, como filhas, e nossa mãe como irmã. Não saberia dizer qual deles foi mais carinhoso, amigo, presente, em nossa vida.
            Assim, a vida foi seguindo; outros tios foram partindo e os que ficavam abraçavam a família do irmão ausente como sua.
            Até que nos restou só um – o tio José. Nunca faltou a nenhum de seus sobrinhos, sobrinhos-netos, seu apoio, seu carinho, sua presença sempre alegre e brincalhona. Era mesmo, nosso “tio-pai”.
        Com sua partida, não apenas seu único filho e seu único neto, mas, todos nós, ficamos órfãos – definitivamente.
            O exemplo de todos eles, do carinho, da união em família é nossa maior herança.
            Refletindo sobre a família, não dá para não comparar com muitas famílias de hoje, onde pais e filhos mal se falam, primos, tios, sobrinhos se tratam como estranhos, onde o carinho, a amizade, o respeito nem existem mais.
            Não que minha família fosse perfeita. Havia, e sempre haverá desentendimentos, rusgas que logo passavam e passarão. Jamais houve agressões físicas, violência, mortes, como se vê nos dias de hoje. É chocante, para minha família toda, ler nos noticiários, frequentemente, filhos matando pais, irmãos se matando, pai matando filhos, enfim, toda essa violência gerada dentro dos próprios lares – numa total falta de AMOR.
            Portanto, o que nos conforta a todos é saber que os laços de família, tecidos com muito amor, amizade e respeito existirão para sempre entre todos nós.
            E que, em algum lugar do infinito, junto de Deus, todos eles, nossos avós, pais e tios estarão felizes, olhando por nós.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma questão de ponto de vista



 Valdiza Maria Caprânico 
Cadeira n° 4 - Patrono: Haldumont Nobre Ferraz 

Você, certamente, já passou pela experiência de cruzar seus olhos com os olhos de um animal... mas, será que entendeu o que ele quis lhe dizer?
Pois é. Estamos tão acostumados a considerar os animais como seres inferiores, que nem nos preocupamos com isso.
Mas, se prestássemos mais atenção a eles, aprenderíamos muita coisa – a começar, raciocinando melhor.
Por exemplo, vamos começar citando os gatos: vira-latas, de raça, brancos, pretos, mesclados – todos.
Você já percebeu que ao sermos comparados com eles, nos desmanchamos todos? Se alguém chama uma garota de gatinha ou gata – pronto! Conquistou, para início de conversa, sua simpatia. E o mesmo acontece com os rapazes e até homens feitos: chame-os de gatos, gatinhos ou gatões e veja – eles já estão conquistados.
Curiosamente, os gatos – e quem os possui, sabe disso, são animais independentes, orgulhosos, só aceitam agrados quando lhes interessa, às vezes são ciumentos e até antipáticos... Mas, mesmo assim, gostamos de ser comparados a eles. Que ninguém ouse nos chamar por outro bicho (exemplo: vaca, macaco, zebra, anta etc.) porque isso pode gerar inimizade ou uma boa briga. Esquecemo-nos completamente de que todos os animais têm sua beleza, sua importância na Terra, sua forma especial de viver.
Voltando aos gatos – animais pelos quais tenho grande predileção, pois convivo com eles desde minha infância – e – até hoje, não imagino como seria não ter um deles por perto. Aqui, faço um parêntese, para citar meu gato atual – o Leozinho – um persa loiro, fofo, dengoso, muito mimado. Quando nossos olhares se cruzam, tento imaginar o que ele está pensando, ou tentando me transmitir...
Aí, chego à conclusão de que não há como ser comparado a eles. Por que?
Eles não enganam seus semelhantes, não traem, não matam, não corrompem – só para citar alguns de nossos defeitos. E, com certeza, não gostariam de ser comparados com nenhum de nós. Gatos são discretos, limpos. Na verdade, só fazem grande barulho na época do acasalamento, mas, aí se pode entender: “é o amor, a paixão, o desejo”, falando mais alto que tudo. Depois desses momentos, a fêmea, se estiver prenhe, sem ajuda, sem orientação alguma, irá aguardar o nascimento de seus filhotes e cuidará deles com o maior carinho, proteção. Não abandona seus filhotes, não os troca, não os vende. Ensina a eles tudo que precisarão saber para viver neste mundo tão cruel...
Será que poderemos ser comparados a eles?
Referi-me, até aqui, aos gatos, mas, o mesmo pode se dizer dos cães – pois, mais do que os gatos, são os nossos mais fiéis e melhores amigos. Eu, mesma, não sei dizer como faria minhas caminhadas ao pôr do sol, sem a companhia de minha cachorra, a Paquita.
Também, por motivos profissionais, já tive oportunidade de trabalhar, inclusive, com animais silvestres, em zoológico, e muitas vezes testemunhei atitudes, ações deles, que me deixaram perplexa e que envergonhariam muita gente.
E olhe, os animais não falam, pelos menos a nossa língua.
Portanto, quando se zangar com alguém, não o chame por nenhum outro animal. Eles, nenhum deles, merece essa humilhação. Lembre-se, aí sim, de que todos nós fazemos parte da criação divina e, não podemos nos esquecer de que, quando nós, os humanos, surgimos aqui na Terra, eles já estavam nela, há milhares de anos.
Chegamos por último neste planeta. Talvez com isso, nosso Criador já quisesse nos transmitir uma importante mensagem: colocou-nos num planeta com tudo à nossa disposição – água, ar, alimentos – e, ao mesmo tempo, quis mostrar-nos o quanto dependemos de tudo e de todos para nossa sobrevivência...
É por isso que não há como sermos comparados a nenhum outro animal. Esse é o meu ponto de vista. Qual é o seu?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lançamento do livro infantil digital "Vamos Salvar nossa Casa"

Valdiza Maria Caprânico- Acadêmica da APL

Valdiza Maria Capranico lança seu primeiro livro em formato digital, voltado para crianças do ensino fundamental na Biblioteca de Piracicaba.
Crianças ajudaram no plantio de árvores.

Gazeta de Piracicaba

O livro digital Vamos Salvar Nossa Casa foi lançado pela professora Valdiza Maria Capranico

Ecologia e preservação do meio ambiente é o tema do livro infantil, em formato digital, que será lançado na tarde de amanhã (27), na Biblioteca Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto, em Piracicaba. Segundo a autora, Valdiza Maria Capranico, a carência de um material didático direcionado, sobretudo, aos alunos do ensino fundamental motivou a criação do livro, que é intitulado Vamos Salvar Nossa Casa e é 100% interativo.
“Fiz uma pesquisa durante cinco anos entre os alunos de várias escolas aqui na cidade e constatei essa deficiência, o que acabou também prejudicando o aprendizado dos alunos”, comentou a escritora e também professora aposentada.
O livro foi escrito de forma clara, fácil. Aborda os principais conceitos sobre o meio ambiente e as frequentes dúvidas entre a galerinha de seis a dez anos. “Falo do momento em que o planeta está vivendo, sobre algumas catástrofes da natureza e de dúvidas comuns relacionadas aos alimentos e do próprio meio que vivemos”, explicou Valdiza.
Vamos Salvar Nossa Casa é o 11° livro da autora, que sempre escreveu sobre o meio ambiente e a preservação dele. “Meu objetivo com essa obra é fazer com que a criança leia, aprenda, tire dúvidas e se informe. A própria criança dita o ritmo da leitura, apenas movimentando o mouse e escolhendo o tópico”, comentou a autora.

PIONEIRISMO

Segundo ela, o livro é um dos primeiros a ser lançado no município em formato digital. “A única coisa que o leitor precisa é de um equipamento eletrônico, como computadores, leitor de livros digitais ou até mesmo celulares que suportem esse recurso e o uso da internet. O livro será armazenado em um site, o qual divulgaremos no lançamento”, disse Valdiza.
A principal vantagem do livro digital é a sua portabilidade. “Nesse formato, o livro pode ser transmitido rapidamente por meio da internet. Se alguém quiser adquirir um livro digital vendido em outro país, pode adquiri-lo imediatamente e em alguns minutos já estará lendo”, completou a autora.
Valdiza Maria Caprânico entre a diretora da Biblioteca Municipal, Lucila Calheiros Silvestre, e a Secretária de Ação Cultural Rosângela Camolese

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Piracicaba Conhece e Preserva

O lançamento oficial da coleção "Piracicaba Conhece e Preserva" foi muito concorrido e contou com a presença de autoridades e uma legião de amigos que lotaram a Biblioteca Municipal.
Teve apresentação musical do grupo Piracicabanas e também representação da Festa do Divino e várias homenagens.

Acadêmicas Carmen Pilotto e Ivana Negri com as autoras: a historiadora Marly Therezinha Germano Perecin e a bióloga Valdiza Maria Capranico.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lançamento da coleção "PIRACICABA CONHECE E PRESERVA"


A historiadora Marly Therezinha Germano Perecin (acadêmica da APL - Cadeira no 2 - patrona professora Jaçanã Althair Pereira Guerrini) e a bióloga Valdiza Maria Caprânico, lançam a coleção didático-pedagógica "PIRACICABA CONHECE E PRESERVA" , dez volumes ilustrados.
O lançamento acontece nas dependências da Biblioteca Municipal "Ricardo Ferraz de Arruda Pinto", dia 24 de fevereiro, às 19h30.
Os ilustradores são Thiago Guerreiro e Miguel Sanches.

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz