Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

sábado, 29 de julho de 2017

Assembleia da APL


ACADEMIA PIRACICABANA DE LETRAS
Caros acadêmicos:
Com as nossas cordiais saudações, informamos que a Academia Piracicabana de Letras realizará uma Assembleia Geral, no próximo dia 16 de agosto, às 19h30, na Casa do Médico, ocasião em que será comemorado o 250º aniversário de Piracicaba, com palestra alusiva a essa data. Estamos prevendo, como pauta, também, a recepção de mais dois membros efetivos, homenagens e apreciação da proposta de reforma do estatuto da nossa entidade.
Oportunamente, faremos a convocação oficial por meio de Edital na imprensa e envio de email ou correspondência postal, conforme determinação estatutária. O que pedimos, agora, é que reservem em suas agendas a data acima referida, pois gostaríamos de ter a presença de todos os acadêmicos nesse evento, lembrando que visitantes convidados serão bem-vindos.
Atenciosamente,
Gustavo Jacques Dias Alvim
Presidente

terça-feira, 25 de julho de 2017

Dia do Escritor


O Dia do Escritor é comemorado em 25 de Julho. Todos os anos os grupos literários CLIP e GOLP organizam um evento diferente para comemorar.
Neste ano, vão deixar livros e textos espalhados em vários locais da cidade. Em clínicas, hospitais, praças, academias, quem encontrar um livro, poderá pegar e levar para ler e depois de lido,  passá-lo adiante, para que mais pessoas possam usufruir da leitura. E também, quem quiser, pode espalhar livros por aí!
Livros tem que ter pés para caminhar e asas para voar!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

25 de Julho - Dia Nacional do Escritor



Ivana Maria França de Negri

Todos os anos, os grupos literários de Piracicaba promovem algum tipo de evento para comemorar o Dia do Escritor.
Já foram feitas palestras, distribuição de textos, eventos no Casarão do Turismo, na Praça José Bonifácio, na área de lazer da rua do Porto e em muitos outros lugares.
No ano passado, a comemoração foi no Recanto dos Livros, um sebo organizado por voluntários que fica dentro do Lar dos Velhinhos, com centenas de títulos à venda, cuja renda reverte-se para o Lar. Foram homenageados escritores piracicabanos já falecidos. Foi emocionante ver as famílias lerem poemas e textos dos entes que já partiram, mas que continuam encantando com seu legado literário.
Neste ano, os escritores dos grupos literários CLIP (Centro Literário de Piracicaba) e GOLP (Grupo Oficina Literária de Piracicaba) vão colocar em prática projetos que existem em vários estados brasileiros.
Aqui em Piracicaba, o projeto idealizado por Carmen Pilotto e eu, intitula-se “Livro com Pezinhos”, que consiste em incentivar as pessoas a passarem adiante os livros que já leram.
Livros são como as pessoas, se não caminharem, se exercitarem e tomarem ar fresco, adoecem. E se não forem folheados constantemente, adquirem fungos, traças, mofo, ficam empoeirados e obsoletos, perdendo a função primordial que é levar cultura aos leitores. Já o livro caminhante, fica saudável durante toda a sua vida útil, cumprindo exemplarmente sua função.
Uma amiga do Rio Grande do Sul tem um projeto semelhante que se chama “Livros com Asas”, porque os livros precisam voar, diz ela!
Na internet rola o chamamento “Esqueça um Livro”, estimulando o desapego literário, deixando livros em bom estado em vários locais neste dia 25.
Os escritores do CLIP e do GOLP vão deixar livros em consultórios, lanchonetes, centros culturais, cabeleireiros, bancos, com bilhetinhos grampeados explicando que os livros podem ser levados para casa, mas com o compromisso das pessoas que os levarem, de passarem adiante depois de lidos. Após a leitura, podem ser repassados para alguém, doados para bibliotecas de bairros, para o  Recanto dos Livros ou mesmo serem deixados em outros locais, sempre com o bilhete explicativo do que se trata.
O convite para participar do projeto se estende a todos os piracicabanos. É só a pessoa escrever um bilhetinho explicativo, grampear nos livros e deixá-los onde for mais fácil, em algum local perto de suas casas, onde haja boa circulação de pessoas.
Um livro parado, esquecido numa estante, não traz cultura, nem alegria, nem diversão e nem sabedoria para ninguém! Mas o livro caminhante, cumpre sua função de entreter, instruir, encantar e promover mudanças! Não quebre a corrente do Bem!



segunda-feira, 17 de julho de 2017

infantilidade

Newman Ribeiro Simões
Cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres

(para Manoel de Barros)

Minhas desequilibradas palavras
são o luxo do meu silêncio.
                                   (Clarice Lispector)

palárvores
balançam ao vento
e cumprem a impermanência
de não serem elas mesmas
apoemando-se
metaforadamente.

aguando desertos
passarando árvores
pedrando córregos limpos
arvorando ruas
barulhando silêncios
florando securas dessa mina de afetos
doçando o sal que abrasa mares
aforando de interiores escuros
solarando tristezas
domingando quaresmas
argilando sonhos
sapando brejos
pirilampando espaços desluados
vidrando transparências
marmorando seixos
janelando paisagens pálidas
granitando silêncios
            num pacto com a mudez
carinhando carícias
noitando tardes que não querem
 deixar o dia
parindo sonhos de sonos apertados
            entre cansadas vias.

vou arquitetando passos
(sem entregar minha vida
ao passante tempo)
e metaforando olhares,
 por esta
infantilente.

           

                        

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lembrança de Jorge “amado” Chiarini

Evaldo Vicente
 Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz

Nunca é demais falar, em Piracicaba e especialmente no âmbito da Academia Piracicabana de Letras (APL) – que, neste 11 de março, completa 45 anos de fundação –, de João Chiarini, o professor, o jornalista, o escritor, o tribuno e, acima de tudo, do animador cultural que Piracicaba pode ter séculos pela frente. Sua obra poética, “Argamassa”, um conjunto de manifestações sociais em versos livres, será a grande divisora de águas do seu trabalho intelectual, tenho certeza. É que, ainda, um crítico da área, técnico, não parou para analisá-la profundamente.
E falar do “amado” João Chiarini sem falar de Jorge Leal Amado de Faria, para quem conheceu bem o primeiro, parece que não tem graça. E, dos mais brilhantes jornalistas de Piracicaba, Roberto Antonio Cera, o Cerinha, sabe bem, muito bem, a que me refiro. Numa certa roda, qualquer que fosse, Chiarini chegava e falava de Jorge Amado, o escritor, com desenvoltura, sossego, quase tudo de cor e salteado, e que havia ligado para ele ou que Jorge tinha lhe telefonado. E se alguém lhe perguntasse de que Jorge – dizia ele apenas Jorge, sem o Amado – “qual Jorge?”, tranquilamente um nome feio saia daquela língua ferina.
É que Jorge Amado, já com Zélia Gattai, foi padrinho de casamento de João Chiarini e Tita – apelido carinhoso de dona Iraídes –, a sempre doce Tita que nos recebia com afeto na casa dos chás gelados da rua Santo Antonio. De tantas histórias e tanta leitura, pois era ela, a Tita, a grande devoradora de livros e mais livros da imensa biblioteca do autor de “Argamassa”. Talvez lenda, mas se dizia que, no dia do casamento, Chiarini deixou a jovem esposa e ficou, horas e horas, a conversar com o seu “amado” Jorge Amado e, lógico, com Zélia e a própria Tita. Lua de mel, naquele tempo, ficou para depois! Lenda? Não sei.
Era sonho de Chiarini que o laureado e louvado escritor baiano viesse em 1972, naquela tarde de 11 de março, um sábado, no antigo prédio da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), para a instalação da sua (e nossa) sonhada Academia Piracicabana de Letras, hoje presidida pelo acadêmico Gustavo Jacques Dias Alvim, vereador à época e que representou o Poder Legislativo de Piracicaba em tão concorrida cerimônia. Não veio Jorge, o “amado” de Chiarini, mas vieram figuras destacadas da cultura na época, como Flávio Carvalho, Norlândio Meirelles de Almeida – o doutor em Castro Alves – e um sobrinho-bisneto do autor de “Navio Negreiro”, então diretor da Aços Villares, empresa da família em São Bernardo do Campo.
E muito se falou de Jorge Amado, “amado” de João Chiarini, naquela sessão solene, cheia de medalhas e até medalhões, de pessoas simples, pescadores, cantadores de cururu, violeiros, sanfoneiros, que foram prestigiar o professor e mestre do folclore caipiracicabano, João Chiarini – o livro “Cururu” basta como citação – já assentado ao lado do “pai” Luis da Câmara Cascudo e do paulista não menos famoso e sempre mestre Alceu Maynard de Araújo. Imponente, ao lado de João Chiarini, a figura mais perfeita do caipiracicabanismo, o professor Thales Castanho de Andrade, autor de “Saudade” e de tantas histórias que se seguiram para os sonhos do mundo infantil.
A academia que herdamos de João Chiarini era mais do que os personagens de Jorge Amado. Tudo diversificado, liberado, livre dos preconceitos exportados pela França, como Gabriela, descobrindo e impondo um mundo novo, uma nova história. O Jorge “amado” de Chiarini, foi o patrono, na instalação da APL, do não menos consagrado escritor Cecílio Elias Netto, que, na época, colhia os frutos do sucesso de “Um Eunuco para Ester”, romance, que tocava o clarim a uma sociedade que viria a reconhecer como ser humano os homossexuais, as lésbicas, enfim.
Amado, Jorge Leal de Faria, foi padrinho e orgulho de Chiarini, João. E todos tinham que saber, sem qualquer aviso, que, quando falasse de Jorge, o autor de “Argamassa” estava falando do autor do “País do Carnaval”. Várias vezes fui advertido e até ofendido por Chiarini em tentar citar um outro Amado, James, irmão mais novo de Jorge. Autor de “Chamado do mar” (de Ilhéus), James sequer era lembrado na roda de Jorge “amado” Chiarini, o João.

sábado, 8 de julho de 2017

O VAZIO, É CHEIO ...


André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs



Vazia   ─ minha caixa de segredos ─
não tem mais emoções para ocultar.
Vazio de paixões a lhe assaltar,
meu tolo coração baniu seus medos.

Vazio de tormentas e torpedos,
meu mar, com muito sonho a poetar,
tornando à calmaria secular,
uniu-se à solidão de seus rochedos.

Afirmo que o VAZIO é enganoso!
Fazendo-se não visto,  é volumoso...
tem alma e corpo e vida e tem beleza!

O espaço sideral, ( vazio???)  é lindo!
Pequeno a nosso olhar, é grande... infindo!
É Pai e precursor da Natureza!



Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz