Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

sábado, 30 de junho de 2012

Posse na APL, lançamento da Revista no 5, comemoração dos 40 anos da Academia e apresentação de projeto

Aconteceu no dia 27 de junho, nas dependências da Biblioteca Municipal, posse da nova diretoria na Academia Piracicabana de Letras, comemoração dos 40 anos da entidade, lançamento da Revista número 5 e do livro de Marly Mustchele e apresentação do projeto "Livros com Pezinhos" pelas acadêmicas Carmen Pilotto e Ivana Negri

(fotos de Ivana Negri e Monica Corazza)
Maria Helena Corazza, a presidente, comemora os 40 anos da Academia
Maria Helena empossa o vice Gustavo Jacques Dias Alvim
Escritora Marly Mutschele, Monsenhor Jamil e Maria Helena Corazza
Acadêmico Cassio Negri
Apresentação do Projeto "Livros com Pezinhos" pelas acadêmicas Carmen Pilotto e Ivana Negri
Ana Clara
Mônica Corazza Stefani, Maria Helena, Bino e Rosaly de Almeida Leme
Carmen Pilotto, Ruth Assunção, Leda Coletti, Aracy Duarte Ferrari, Valdiza Caprânico
Monsenhor Jamil Nassif Abib falando sobre seu patrono João Chiarini, fundador da APL
Carmen Pilotto, Ruth Assunção, Leda Coletti, Aracy Duarte Ferrari, Ivana Negri e Valdiza Caprânico
Waldemar Romano e  Antonio Carlos Fusatto com um amigo

Monsenhor Jamil discursando e o mestre de cerimônias Felisbino de Almeida Leme
Gustavo Alvim, Bino Leme, Maria  Helena e Alexandre Neder
Acadêmicos Waldemar Romano, Evaldo Vicente e Alexandre Neder
José Otavio Menten, João Baptista Athayde, Andre Bueno Oliveira, Carla Ceres e Leroy Capeletti
Vera e João Baptista Athayde, Elias e Maria Alice Sallum 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

“ÁGAPE”- AMOR INCONDICIONAL

Maria Helena Vieira Aguiar Corazza
Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz      

            Já faz algum tempo que sou admiradora do livro “Ágape” do Padre Marcelo Rossi que, com certeza tem o intuito de engrandecer e aprimorar o interior do homem, geralmente tão distraído ou indiferente às coisas da fé, incrivelmente benéficas e necessárias, sobretudo nesses tempos da vida onde parece, injeções de reflexões e alertas são os grandes antídotos que funcionam para que, as “vendas nos olhos” sejam retiradas e a verdade possa surgir proporcionando algum resultado acolhedor para a alma e para o espírito. Sem duvida, a preocupação do Padre em seus milhões de exemplares já vendidos foi levar ao conhecimento dos leitores de uma forma fácil e simples, capítulos do Evangelho de São João, fazendo conhecer, explicando e colocando em cada um deles abordados, orações no seu final, todos de uma simplicidade e profundidade ao mesmo tempo pura, singela e comovente. Palavras do feitio desse sacerdote iluminado, que elevam e fortalecem, sobretudo pelo seu modo generoso de ser, cuja maior intenção, sempre foi também ensinar aplicar e multiplicar o bem e o amor entre seus fiéis e crentes em geral. Indicando a leitura para quem não o fez ainda, fica nesta “janela” de hoje, como um dos “exemplos” do livro, uma história muito comum, e de grande valor num dos processos mais corriqueiros que surgem nas dificuldades em ver e aceitar os erros, achando que, “o problema é sempre do outro.” Conta de duas famílias que moravam uma em frente à outra e todos os dias, o marido de uma das casas ao voltar do trabalho encontrava a esposa reparando nas roupas sujas penduradas na área da casa vizinha e ficava indignada, não entendendo porque ela não as lavava adequadamente antes de pendurá-las no varal dizendo com impaciência e certeza que a vizinha era suja e descuidada. “Depois de algum tempo, e cansado das reclamações da mulher, o marido sugeriu que ela parasse de falar e limpasse antes, a vidraça da casa deles que estava imunda, para depois olhar e ver, que a sujeira não era da outra, mas pertencia à sua própria casa”. A moral da história é que a tendência do ser humano é sempre jogar a culpa no outro, pois é muito mais fácil não admitir as falhas, desmoralizar e não compreender o “por que” e o comportamento do próximo, sempre julgando, conjeturando e maltratando, num egoísmo e orgulho que não “arreda pé.” Verificar com toda dignidade então que, uma bela e eficiente leitura pode ajudar no encaminhamento e crescimento espiritual abrindo o entendimento para a felicidade do conhecimento dos que querem acertar cada vez mais, na convivência, amizade e bom trato com o seu próximo.
            Como oração também de sua autoria, fica aqui a da contracapa do livro que diz: “Senhor, Tu és o Bom Pastor. Eu sou Tua ovelha. Em alguns dias estou sujo, em outros estou doente. Em alguns dias me escondo, em outros me revelo. Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada, uma ovelha perdida, ora reconhecida. Eu sou Tua ovelha, Senhor. Eu conheço a Tua voz. É que às vezes, a surdez toma conta de mim. Eu sou Tua ovelha, Senhor. Não permita que eu me perca e que eu me desvie do Teu rebanho, mas, se eu me perder, eu Te peço Senhor, vem me encontrar. Amém.”.
            Não é segredo para ninguém, que Padre Marcelo Rossi é um dos “ícones semeadores” atuais da nossa fé, que “prega e cumpre a Ágape-amor”, sendo por isso, um dos grandes baluartes, que temos a graça de conhecer, conviver, usufruir e cultivar.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Posse na APL e lançamento da revista no5

Acontece amanhã, durante a posse da nova diretoria, o lançamento da Revista no 5 da APL com textos dos acadêmicos e relatório de atividades da academia.
O editor é o acadêmico Armando Alexandre dos Santos.

sábado, 23 de junho de 2012

Projeto "Livros com Pezinhos"

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda

 Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara

As acadêmicas Ivana Negri e Carmen Pilotto apresentarão seu projeto "Livros com Pezinhos" durante o evento de posse da diretoria e lançamento da Revista número 5 da APL. 
As ilustrações do projeto são de Renato Fabregat.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

CONVITE

No evento, em comemoração os 40 anos da APL,  também acontece o lançamento do livro “O Ensino Religioso, Interpretação Jurídica e Aplicação Pedagógica" da escritora Marly Santos Mutschele e a apresentação do Projeto "Livros com Pezinhos" pelas acadêmicas Carmen Pilotto e Ivana Negri

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio + 20 e a palavra mágica *

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Neste momento histórico, a palavra mágica que parece ter o dom de resolver todos os problemas do planeta, quer ambientais, econômicos, sociais ou políticos, é o termo “sustentável”.
Ser sustentável, segundo os entendidos, é agir ecologicamente, ser economicamente viável e politicamente correto. Há alguns anos ninguém saberia explicar o que é ser sustentável.
Os antigos sabiam o que era prover o próprio sustento, manter uma família, a esposa, os filhos e havia até um termo engraçado “teúda e manteúda” que era a amante, a amásia, aquela que alguns homens às vezes sustentavam por fora.
Cientificamente, a raiz sustenta o caule, que sustenta os galhos, que por sua vez sustentam as folhas, flores e frutos. O tronco humano sustenta o pescoço e a cabeça. O alicerce ou fundação, é a estrutura de ferro ou de concreto colocada sob a terra e que sustentará todo o edifício.
Sustentável, hoje em dia, ganhou novo significado. Segundo o Google e os dicionários, seria aquilo que satisfaz as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades das próximas gerações, um desenvolvimento que não esgota todos os recursos atuais, deixando uma parte deles para o futuro.
Mas será que isso funciona na prática? Ou é só enganação e tudo não passa de mais um teatro montado para impressionar o povo? Será que as pessoas são razoáveis, éticas e sensíveis quando a meta é o poder e a riqueza? Tenho cá minhas dúvidas...
Certa vez perguntaram a Mahatma Gandhi se depois da independência, a Índia seguiria os moldes de vida britânicos e ele respondeu: “a Grã Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade. Quantos planetas seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?”. Em sua sabedoria, Gandhi mostrou que estava na hora de mudar os modelos de desenvolvimento, que era preciso levar em consideração o meio ambiente e o legado às gerações futuras.
Tomara que a Rio+20 abra um leque de ideias aplicáveis e não seja apenas mais um mega evento midiático de muito discurso e pouca ação. Muito se falará em novas fontes de energia limpa, coleta seletiva, reciclagem, reuso de materiais poluentes, adaptação às irreversíveis mudanças climáticas e tudo verde, muito verde, pois essa é outra palavra muito utilizada pelas empresas que querem se autopromover. Muita prosa, muita pose e pouca ação.  
Talvez outras palavrinhas mágicas tenham que ser resgatadas: ética, responsabilidade, consciência, generosidade, harmonia, cooperação, entre outras. É necessário promover ações que diminuam a pegada ecológica do homem sobre a Terra. Penso que tudo o que for falado, mostrado e decidido, será de pouca importância se as pessoas não se conscientizarem que fazem parte da natureza como todos os outros seres que exploram. E a natureza não foi criada para ser abusada pelo homem. Que o documento final dessa conferência seja como uma bíblia para os povos e as ideias nele contidas sejam postas em prática o mais rapidamente possível..
Os índios tinham toda a razão ao afirmarem que o homem pertence à Terra, mas a Terra não pertence ao Homem.
E que nosso amado e maltratado planeta, qual a lendária Fênix, consiga  renascer das próprias cinzas.

*texto publicado nos jornais A Gazeta de Piracicaba e A Tribuna Piracicabana (20/06/2012)
Blog SOS Rios do Brasil

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Lançamento de livro na APL - Marly Santos Mutschele


              
              Escritora, carioca, que veio para Piracicaba com quatro meses e aqui ficou até 1969.
            Tem formação acadêmica e é professora primária (pelo Colégio Assunção). Fez pedagogia na PUC e mestrado e doutorado no Mackenzie. Tem também formação em Filosofia sendo professora na F.M.U nos Cursos de História das Artes e Educação Física.
            É atualmente aposentada do Estado.
            Foi acadêmica de João Chiarini em 1972.
            Seu 9º livro a ser lançado dia 27 de junho próximo, junto às festividades de  encerramento das atividades do 1º semestre da Academia Piracicabana de Letras, na Biblioteca Municipal de Piracicaba às 20hs., tem como título “O Ensino Religioso, Interpretação Jurídica e Aplicação Pedagógica (2012), pela Editora Porta de Ideias da Livraria Martins Fontes.
            O livro foi executado em parceria com seu genro Dr. Jofir Avalone Filho, advogado trabalhista, que juntamente com sua sogra Marly lança esta sua segunda obra nesse evento.
            A escritora estará em Piracicaba neste dia 27/06, para autografar este seu novo livro, quando espera receber a receptividade do público ao qual ela sempre considerou com grande estima e admiração.
            A Academia Piracicabana de Letras espera a receptividade de amigos e admiradores para esta noite de homenagens sendo uma delas, a comemoração dos seus 40 anos de fundação.
            Maria Helena Corazza- presidente da A.P.L

Esculpindo a vida

Aracy Duarte Ferrari
Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion

Vivemos num vaivém contínuo e desconexo, que nunca chega e não leva a lugar algum. Não raro, nos pegamos realizando tarefas repetitivas e inúteis, na esperança de ter como retorno alguma forma de compensação, que jamais nos é dada. Nosso comportamento cotidiano é tão automático, que muitas vezes duvido que existam aquelas tais normas que nos regulam, ou nos fazem vivenciar fatos. Muitas vezes me pego negando a tal sociologia, pois na minha vida os fatos acontecidos nem sempre estão aliados a caminhos pré-estabelecidos, trilhados somente dentro de parâmetros definidos!
A história diz justamente o contrário do que os sociólogos imaginam, porque ela não ocorre emoldurada por modelos. Ela acontece apenas como uma sucessão de fatos que envolvem pessoas diversas, que vivem vidas particulares. As pessoas que fazem a história não são sempre líderes, que realizam coisas prodigiosas, de tal monta que fazem outras pessoas seguirem seu exemplo. Pelo contrário, a história acontece no seio da humanidade comum, onde ninguém está buscando notoriedade, mas pensando somente naquilo que lhe interessa, porque já que a vida humana é um constante desafio, aquele que se rebela contra o senso-comum, aquele que protesta porque alguma coisa está errada, está se destacando na multidão e na certa está escrevendo a história.
Quem protesta contra situações indesejáveis, sem perceber, subliminarmente é cobrado a assumir um determinado papel, próprio de quem está em posição de liderança e provoca novas adaptações, como também, com suas ações, leva outras pessoas a infringirem as normas, para lutar contra determinados padrões. E mais... Eles nos ensinam que não podemos nos omitir, pelo contrário, devemos sim, dentro de parâmetros bem definidos, tomar as atitudes necessárias, quando assim julgarmos conveniente e de acordo com o momento.
Por outro lado, papéis assumidos como imposição, motivados por normas definidas, não produzem nem realizam, e não raro impedem o crescimento e a ação individual, porque a partir do momento em que assume um papel, o ser se torna o grupo e o formaliza como se fosse o ser.
Assumir livremente desafios, adotar novas atitudes e comportamentos atípicos, são necessidades e não definições históricas e sociológicas, baseadas nas nossas experiências anteriores. Só a liberdade de ser, de sentir, de viver sem a camisa de força do todo humano, nos fará ir esculpindo a vida de acordo com nossa personalidade e dentro do contexto da nossa vivência.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Sonho do Candangotodosnós

João Baptista de Souza Negreiros Athayde 
Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira

“Que os homens de amanhã que aqui vierem, tenham
 compaixão de nossos filhos, e que a lei se cumpra
 - 22/4/1959” - José Silva Guerra, operário (candango)
da construção de Brasília.

           
De repente, a insolência do passado
violenta a pátina
do concreto adormecido

Os escombros (cúmplices) vertem
atrevidos
rabiscos esquecidos (...mais que isso)
frases avulsas de passar o tempo
(...muito mais que isso)

Mais que arroubo lírico
de candango
cansado, suarento,
mal remunerado, talvez,

( era preciso, afinal, sobejar
 ao bornal das empreiteiras...)

Mais que simples recado
na agenda qualquer
das horas vagas
Mais que delírio da mente
desbotada na secura
do ar e do sol
Inclemências planando
sobre a cabeça candanga

Mais que tudo
muito mais
uma prece, um desejo talvez
talvez mesmo a esperança
quem sabe agora (...finalmente?)
o parto do sonho brasileiro

 (nem importava mais que a gestação da cidade
sangrasse instituições sagradas)

*

Ergue-se o pano!
Agora, ali
o ventre aberto do concreto
o recado/prece do candangotodosnós

(Ironia ferina percutindo
a secura dos ares)

Justo ali
os mesmos ares
a mesma secura do sol e do ar
a utopia nascendo possível
Grandes homens
homens Grandes
envolvidos todos
extenuados todos

(era sublime desenhar os contornos
de uma grande República)

Tarefa de gigantes
(homens Grandes
Grandes homens)
da secura dos mesmos ares
dos engodos da história...tantos
a alvorada nova para um povo
a alegria da esperança
o resgate da crença

(era divino, até, e tentador
 sonhar uma República de Verdade)

Grandes homens
homens Grandes
estafados de sedimentarem
alicerces perenes
a justiça para todos
a lei para todos
sobre todos
sobre tudo
igualdade

(a gravidez da Mãe-Pátria clamava
pela Verdade da República)

homens Grandes
Grandes homens
do amanhã
(oxalá estadistas)
frontes porejando luzes:
-(brio-verdade-honra)-
o ideal de patriamada
conduzindo o passo
A utopia ...ainda possível

( por estrela-guia – uma República
 para a posteridade – uma Nação)

**

Cai o pano
a pátina aberta em chaga
as entranhas do concreto
nuas
a nudez da história
o engodo da história
uma vez mais
madrasta
O sonho/prece
inerme
asfixiado
estiolado

(a secura do ar
e do sol...talvez ?)

A clausura no concreto
longa demais...
a mudez do concreto
longa demais...
a arquitetura do cinismo... sólida demais
a sanha lesa-pátria...escancarada demais
a utopia...nunca mais

O recado/prece agoniza
Restos de velada elegia
amortalhados
na secura do ar e do sol

O horizonte cinzento
desenha um epitáfio:

“O sonho do candangotodosnós
...natimorto”

(em meio à caminhada...
 era preciso a compaixão nos homens)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Leitura, televisão e Democracia*

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado

Recordo que, em princípios dos anos 70 do século passado, o Papa Paulo VI se referiu ao ambiente cultural já então prevalente no mundo inteiro, designando-o como “a civilização da imagem”. Nas últimas quatro décadas, esse fenômeno então apontado pelo Papa se intensificou sobremaneira: cada vez mais as imagens, os ícones, os símbolos gráficos ocupam espaços da nossa atenção, os quais antes ocupados pelas palavras, pelas frases, pelos pensamentos, pelas abstrações puras.
O predomínio cada vez mais dominador da televisão sobre o rádio e, ainda mais, sobre o jornal, é bem indicativo desse fenômeno, que se faz notar em todos, absolutamente todos, os campos da atividade humana.
O hábito da leitura, cada vez mais vai se tornando minoritário, praticado por um número decrescente de pessoas. Para que ler jornais, se o noticiário já nos é entregue pronto, embalado, até “mastigadinho” pelos noticiários televisivos diários? E, sobretudo, para que ler livros, que são caros, dão trabalho, tomam tempo e, no final das contas, “rendem” a quem os lê três ou quatro informações ou pensamentos que podem ser obtidos, sem custo nem trabalho, mediante a assimilação passiva de algumas poucas frases que a mídia televisiva nos oferece diariamente?
Por que ler livros científicos, se é possível assistir na tela, aprazivelmente, a programações de canais especializados na divulgação científica? Por que ler tratados filosóficos difíceis de entender e digerir, quando se tem ao alcance imediato inúmeros programas do tipo “você decide”, nos quais não há necessidade de raciocínios ou argumentos demonstrativos, bastando, como fórmula mágica invariavelmente aplicável, o célebre “achismo” para fundamentar qualquer afirmação?
O fato é que há uma diferença enorme entre a cultura adquirida pela leitura e a “cultura” (embora politicamente incorretas, pus de propósito essas aspas...) assimilada passivamente pela televisão.  Essa é a grande realidade.
Um bem conhecido educador piracicabano de nossos dias, Dr. Samuel Pfromm Netto, professor de Psicologia Educacional da USP, é um homem que conhece profundamente a televisão brasileira (pois trabalhou muito na TV Cultura) e é, ao mesmo tempo, profundamente crítico da má influência que a TV pode produzir sobre a formação das novas gerações.
Quando eu trabalhava em jornal, recordo que certa ocasião tive ocasião de entrevistá-lo e ele me explicou, em pormenores, o funcionamento da psique humana diante de informações novas. O espírito humano, ensinavam os escolásticos medievais (e, antes deles, os gregos antigos) procede normalmente em três etapas: ver, julgar, agir.
Inicialmente, vê-se. Ver, aí, tem significado amplo, incluindo não só aquilo de que se toma conhecimento pela visão ocular, mas tudo o que chega ao nosso conhecimento pela via de qualquer um dos sentidos.
Em segundo lugar, julga-se. Ou seja, diante de algum estímulo externo, procede-se a um julgamento: isso é bom ou mau? é certo ou errado? é belo ou feio? está de acordo com o que eu já sabia ou é algo novo? Se for novo, como incorporar ao conjunto dos conhecimentos anteriores? Essa incorporação é harmônica ou é conflituosa? Se for conflituosa, julga-se, em face do dado novo, o que já estava assentado.
Depois desse esforço crítico e analítico, vem a terceira etapa: age-se. Agir, no caso, não é só fazer alguma coisa, mas é exercer formalmente a vontade, mesmo que esse exercício não se traduza numa ação externa.
Esse é o procedimento normal do nosso espírito diante de todos os dados novos que apreendemos pelos sentidos. É assim que exercemos nossa racionalidade, nossa liberdade individual. Esse exercício, aliás, é indissociável dos direitos humanos mais elementares que cada indivíduo possa dispor livremente de si mesmo, ao longo de todo esse processo racional-volitivo. E é, também, indissociável da noção de Democracia, tal como geralmente se entende esse nebuloso conceito: só se admite a soberania popular se se partir do pressuposto de que cada elemento do povo, individualmente, exerce seu senso crítico e o traduz externamente pelo exercício constante da cidadania e pelo exercício periódico do voto.
Pois bem, como explicou o professor Pfromm Netto, o grande problema é que a televisão, pela rapidez com que comunica aos assistentes suas mensagens, visuais e auditivas, não permite que o espírito humano desenrole com normalidade o seu processo crítico e volitivo. De fato, cada segundo da programação é supervalorizado e aproveitado ao extremo. Sucedem-se em rapidez vertiginosa estímulos dos mais desencontrados: uma cena de violência espantosa, em seguida uma paisagem deslumbrante, depois uma cena de sexo, depois um comercial, depois uma cena enternecedora, depois outra violência etc. etc. E tudo de modo a produzir, no assistente, um suceder de impressões contraditórias que não têm tempo de serem criticadas e julgadas livre e racionalmente.
Isso produz um apassivamento acentuado do público, que acaba perdendo o hábito de refletir e criticar. E, depois de perder o hábito, o exercício da crítica torna-se penoso, torna-se algo que incomoda e se prefere evitar. É mais cômodo repetir, impensadamente, ideias prontas, que nos chegam à maneira de slogans publicitários...
Esse o grande drama da educação moderna, esse o grande drama da Democracia moderna. Repousa esta última, mentirosamente, sobre o mito de um povo teoricamente soberano, mas que na realidade não pensa e é habilmente conduzido por impulsos cientificamente projetados a partir de imensas máquinas de propaganda.
É claro que há exceções. Sempre há as minorias pensantes... mas que podem fazer elas diante de maiorias acarneiradas e disciplinadas?

* texto publicado no jornal "A TRIBUNA PIRACICABANA"

terça-feira, 12 de junho de 2012

Almas gêmeas


O casal de velhinhos sentado na sala no dia frio, conversava desanimadamente por entre as dentaduras já folgadas nas gengivas murchas, tão murchas, que a porção superior dos dentes artificiais já não parava no lugar.
Via-se um movimento lateral incessante das mandíbulas dos dois nos intervalos das conversas, que um observador não entenderia a razão.
A pele tal qual colcha de crochê cobria aqueles corpos físicos, já quase em fase de transição para a dimensão etérea.
As mãos estavam cheias de manchas roxas, devido a fragilidade dos vasos. Ele noventa e nove anos, ela noventa e cinco.
Nem mais assistiam televisão, há alguns meses queimada, pois não tinham dinheiro para consertá-la.
Começam a conversar, lembrando que àquela hora da Ave Maria, já havia começado a novela das seis, e eles, sem poder assistir. A singeleza da novela de época, levou os pensamentos dos dois a relembrar os velhos tempos passados, os beijos apaixonados, que hoje, nem pensar, ainda mais com as dentaduras soltas. Podiam até engasgar, quem sabe, até morrerem asfixiados.
Entre lembranças e risos, as mentes foram regredindo no tempo.
O frio aumentou, seus pés estavam gelados.
Lembraram as noites de namoro no portão, no banco branco do jardim da praça, o avanço dele, casa adentro, eles no sofá da sala. Voltaram no tempo e lembraram do primeiro baile quando se conheceram. As pedrinhas na janela para acordá-la e lembrar que ele por ali passava...o primeiro beijo...
A noite esfriou ainda mais, tentaram levantar, mas os corpos pesados, sem forças e frios, já não saiam do lugar, por mais que se esforçassem.
Num ato de desespero e esforço, como em um parto difícil, saltam para fora dos corpos e se sentem novamente no calor da juventude.
Somente o gato deitado sossegado no tapete, levantou a cabeça e ficou arrepiado, assustado vendo os dois novamente jovens, de mãos dadas, felizes, correndo em direção a um cone de luz brilhante.
E o gato?Ah, o gato velho,  ficou sem dono...


segunda-feira, 11 de junho de 2012

TROVAS


Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges


Poeta do pensamento
e trovador mui risonho
palavra é o seu instrumento,
ó arquiteto do sonho...

O seu arado:  a palavra,
o sonho, sua semente
trovador é o que lavra
o coração e a mente

Se Deus é minha esperança
meu provedor e meu fim
na luta e na abonança
é por todos e por mim

Pela trova irmanados,
quão justa é nossa alegria
estarmos sempre informados
da paz, do amor , da harmonia

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Primavera anunciada

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

Quando setembro vier
quero estar de pé no chão
com uma flor no cabelo
uma esperança, um apelo
ardendo no coração

Quando setembro vier
serei a mulher
das colheitas
Perguntarei
o que não sei
– e se me aceitas

Quando setembro vier
serei a cítara
que alguém citara:
uma oração
uma canção
– e kandara

Quando setembro vier
na primeira aragem
tomo coragem
e me alisto
– no último pelotão
uníssono cantochão
no exército de Cristo

Quando setembro vier
– dizem os astros –
haverá um esplendor
um calor
colossal
Estarei de pé
cheia de fé
de luz e de sal

Quando setembro vier
virá o sonho, a arte
Não posso dormir, no entanto
ou perderia o espanto
– a melhor parte

Quando setembro vier
darei adeus ao frio
correrei para os teus braços
morrerei nos teus abraços
na corredeira de um rio

Quando setembro vier
estarei de plantão
na garagem da casa nova
na época da desova
piracema da estação

Entra! – é tua
a Nova Terra
o solo bendito
o amor infinito
da salvação

E se for possível
meu bem
se ainda existir
um nupcial bem-me-quer
eu estarei lá, meu amigo
para cantar contigo
quando setembro vier...




quarta-feira, 6 de junho de 2012

“MARIA x FÁTIMA ou INVERNO x AGASALHO”

Maria Helena Vieira Aguiar Corazza
Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz      
       Não sabia se escrevia neste mês de maio sobre “Maria x Fátima”, ou sobre “Inverno x Agasalho”. Resolvi então saudar Nossa Senhora de Fátima da qual sou muito devota e faço questão de levar isso a público, mas que muitos outros amam e veneram também, por tantas graças recebidas em suas vidas, lembrando Sua aparição em Portugal mais precisamente em Fátima, na “Cova da Iria” em treze de maio, onde Ela apareceu aos três pastorinhos, Lucia, Francisco e Jacinta (numa história verídica para os crédulos e religiosos da fé na Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo), quando essas crianças passaram por sérios transtornos e problemas pelas afirmações que faziam sobre as aparições que abalaram a opinião pública, que divergia entre os que acreditavam e os descrentes que não queriam admitir o fato. Quem conhece a cidade de Fátima pode constatar ali uma capela feita em Sua honra onde cristãos do mundo inteiro a visitam, se comovem muito pela força e energia inexplicáveis que tomam conta dos fiéis que oram por suas dificuldades e agradecimentos. A história é linda e é de fé, e o mistério dos milagres, não nos compete compreender, mas acatar e respeitar.
 O outro assunto do título então, que não se pode esquecer é o frio para quem não tem com o que se aquecer, sobretudo, nas noites de inverno onde geralmente as casas de quem tem menos renda (barracos ou construções desprovidas de condições adequadas), com frestas, sem fôrro, telhados mal colocados, pisos gelados pela carência de revestimento, uma situação de muito sofrimento, pois, convenhamos, o frio faz bater os dentes, e, quando é forte, dói, machuca, amedronta até.
Não há duvida que o frio principalmente para os bebês, os idosos e os doentes exerce um poder de judiar e piorar as condições de vida dificultando a saúde e destruindo a alegria e a normalidade para continuar a viver. Que grande emoção terá a coitada da dona da casa com o mínimo de recursos, que levanta tiritando de frio, ainda escuro, de madrugada, para fazer a irrisória marmita aos seus que saem para trabalhar, e além da penúria, com roupas inadequadas, velhas e precárias, pés gelados nas havaianas surradas, gastas, levando na parca sacola, um “quase nada de mais” para se alimentar por um dia inteiro de trabalho? E isso, só para dar um exemplo. A miséria é muito maior! Por isso, nesta época é preciso sair do comodismo e dar uma refletida no que se pode fazer para amenizar essas calamidades endossando fileiras de apoio aos menos favorecidos e deserdados da sorte, lembrando de tantos outros que têm em abundância e fartura, indiferentes, omissos, desatenciosos sem nem menos valorizar o que tem. Daí, um chamamento, no mínimo, para as “Campanhas do Agasalho” espalhadas por toda a cidade, cujo único intuito é arrecadar o maior numero possível de peças, não só de roupas, como cobertores e afins, que venham “esquentar” por assim dizer, o inverno daqueles que, ainda nos dias de hoje, apesar de tanta tecnologia e avanços sociais em tantos setores vivem marginalizados á espera de mãos caridosas a lhes conceder recursos já que por si mesma a vida ou sua condição de capacidade ou entendimento lhes tem negado.
          Aqui fica o pedido então, para que abram seus corações e que a compaixão se instale e a generosidade cumpra o seu papel de dignidade e justiça ao que, seja qual for o motivo, precisa de sua doação.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ahimsa e Meio Ambiente

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Palavra que vem do sânscrito, o contrário de violência, ahimsa é a não-violência. Mahatma Gandhi tornou-se célebre por colocar na prática essa filosofia.
A base desse pensamento é não praticar nenhum ato que envolva violência contra qualquer criatura vivente, seja ela humana ou animal.
Muito já escrevi sobre maus-tratos aos bichos, histórias engraçadas envolvendo animais, outras tristes, já abordei assuntos polêmicos sobre a existência de alma neles, já polemizei sobre o vegetarianismo, que é uma opção salutar de quem se recusa a fazer uso da carne em sua alimentação, e também descrevi minhas experiências no trabalho voluntário  na Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais.
Já fui enaltecida e parabenizada, mas também muito criticada e contestada. Mas não pretendo abandonar as convicções que trago enraizadas fortemente comigo.
A todo momento a mídia nos mostra exemplos da incapacidade humana de praticar  ahimsa. Animais de circo são explorados e adestrados sob tortura, cobaias são vítimas, em nome da ciência, de experimentos dolorosos em laboratórios. Rodeios, touradas, rinhas de galos e de cães multiplicam-se para que alguns se enriqueçam com esses circos de horrores. Rituais macabros são realizados em certos cultos religiosos que usam sangue de animais e imolam inocentes criaturas. Caçadores e pescadores fazem da morte um esporte. Animais silvestres são capturados para prover o tráfico ilegal. Pássaros são aprisionados em minúsculas gaiolas, cavalos puxam carroças sem o mínimo conforto, muitas vezes levando peso muito além de sua capacidade, sendo chicoteados violentamente.
Para abastecer o mercado de peles e da vaidade humana, milhares de animais são mortos de maneira impiedosa. Filhotes de focas são abatidos a pauladas sob as vistas de suas desesperadas mães, outros são presos em armadilhas cruéis e depois afogados para não estragar a pelagem ou são executados por descarga elétrica que causa parada cardíaca. Alguns recobram a consciência enquanto ainda estão sendo esfolados. Por que o uso de peles é considerado chique? Como pode a violência ser elegante?
Outra morte cruel é reservada às baleias. Um poderoso arpão é cravado em sua carne, e em seguida, explosivos são acionados dentro dela. As baleias levam horas para morrer e ficam agonizando enquanto os barcos de pesca as arrastam deixando um rastro de sangue. Quando mães são arpoadas, os filhotes ficam perseguindo os barcos e ouve-se de longe seu grito de desespero ou o lamento choroso das mães ao verem os filhotes mortos.
Nos abatedouros o cenário de horrores é dantesco e indescritível. E o homem se diz um ser racional, inteligente e criado à imagem e semelhança de Deus. Também se auto-intitula um ser de paz. Quanta ironia!
A proteção aos animais não deve ser restrita apenas aos cães e gatos e sim se estender a todas as criaturas que dividem conosco o planeta Terra.
Encerro com a sábia citação de Pitágoras: “Enquanto os homens continuarem a ser destruidores impiedosos dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerão a saúde e nem a paz. Enquanto massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor”.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Posse na Academia Piracicabana de Letras

Valdiza Maria Caprânico, Marly Germano Perecin, Maria Helena Corazza, Waldemar Romano, Antonio Carlos Fuzatto, Gregório Marchiori Netto, Elias Salum e Felisbino de Almeida Leme
Em cerimônia simples, contando apenas com parte dos integrantes da diretoria eleita e as mesárias que ajudaram na contagem dos votos da eleição, a Academia Piracicabana de Letras empossou os membros da nova diretoria para o próximo triênio.
Valdiza Maria Caprânico, Marly Perecin, Maria Helena Corazza, Waldemar Romano, Antonio Carlos Fuzatto, Ivana Maria França de Negri, Elias Salum e Felisbino de Almeida Leme

Diretoria eleita da Academia Piracicabana de Letras:
Presidente– Maria Helena Vieira Aguiar Corazza
Vice-Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Primeiro Secretário – Felisbino de Almeida Leme
Segunda Secretária – Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Primeiro Tesoureiro – Waldemar Romano
Segundo Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Bibliotecária – Marly Therezinha Germano Perecin
Conselho Fiscal - Gregório Marchiori Netto
Elias Salum
Cezário de Campos Ferrari


Mesárias: Ivana Maria França de Negri
               Elda Nympha Cobra Silveira
                Valdiza Maria Caprânico

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz