Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

sábado, 28 de abril de 2012

VERSO FRÁGIL

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior

É tão grande o meu pranto.
Tingindo esse papel.
Quero dizer tanto...
Mas sou só angustia!

Que jamais alguém o leia
É tão íntimo, tão meu...
Fechem a página  por favor!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

MEDO COM LIMITE

Maria Helena Vieira Aguiar Corazza
Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz

        O Padre na missa deste domingo em Águas da Prata (para quem não conhece ainda, uma cidade que data de 1.876, uma estância entre São Paulo e Minas Gerais a 225 km de nosso Estado, e 32 de Poços de Caldas), conhecida pelas suas águas minerais com mais de sessenta fontes de propriedades medicinais, num clima maravilhoso de montanha e recantos inesquecíveis onde o tempo pode passar sem pressa, acolhedora, tanto para o mais velho quanto o mais jovem, pois, além de passeios em praças, bosques e muitos locais bucólicos para caminhadas e visitas, uma quantidade de atividades diversas com muitos esportes em contato com a natureza para quem quiser investir em sua saúde física e mental. Uma cidade encantadora onde a “Seresta” ainda acontece, e os moradores se reúnem para ajudar a resolver os problemas da cidade, daí estar renascendo atualmente, para se igualar aos deliciosos lugares de descanso e sossego tão indispensável, na “correria” dos tempos atuais. (Vale a pena conhecer Águas da Prata!).
            Até me perdi falando desta cidade deliciosa! Mas, voltando ao assunto do “padre”, no evangelho, ele discorreu sobre o prejuízo que o “medo” traz atormentando e travando as pessoas impedindo-as de produzir e usufruir a vida já tão curta deixando-a impedida de viver momentos importantes, salutares e agradáveis para a realização e felicidade de cada um, simplesmente por não se conseguir ultrapassar os medos e apreensões que ela exige e exigirá sempre, até o fim de nossos dias.
            A verdade é que temos uma tendência macabra a nos limitar e permanecer em nossos lugares comuns. Parece uma “punição” que nos impingimos, a impedir darmos o “salto” necessário nas situações difíceis que exigem pelo menos, uma iniciativa a tomar. Então, ficamos parados em nossas limitações, muitas vezes contrariados com tudo esquecendo que somos os únicos culpados em não conseguirmos superar nossos medos e tensões. Afinal, para que tanto medo? Porque o medo de tudo? Para que tanto sofrimento e insegurança? Para viver mais? Tolice! É preciso colocar um “limite em nossos medos”, pois a nossa vida tem seu tempo certo, nem um segundo a mais, nem um segundo a menos, daí ser necessário mudar isso! É preciso sair dessa agonia que judia tanto. Que sejamos mais fortes e corajosos em busca de argumentos que atuem e aliviem essa situação. Que tenhamos mais fé em Deus ou em que acreditamos, quem sabe, na força do nosso pensamento positivo e em nossa interioridade amadurecida pelos nossos conhecimentos cada vez mais sólidos e equilibrados, em nossas decisões. E assim, nosso comportamento adulto perante a vida, nos ajude e leve a patamares acima do que temos usado até agora, com poucos resultados ou sem resultado algum.
            Todo mundo tem medo, mas, corajoso é aquele que, mesmo com ele ataca de frente os fatos, e não se deixa destruir, “vai à luta” e consegue! (E, se não conseguir, a glória de ter enfrentado será maior do que a covardia de não ter feito nada por si). Só a tentativa irá destruir nossos temores. É preciso experimentar!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ADEUS, QUERIDA NEVE!

Lino Vitti (Príncipe dos Poetas de Piracicaba)
Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz 
                 

        Sim, adeus! A brancura enregelada
        Que mandou o calor para a distância
        Vai embora, a fugir, toda apressada,
        Quiçá mesmo com muita relutância.

        Com a frígida neve sofre a infância,
        Sofre o homem de vida já adiantada,
        Assim é  bom que vá, sem discrepância,
        Silente qual chegou, em quase disparada.

        Que volte o sol, o astro da alegria,
        Que traz calor, belezas e poesia,
        Amado por adultos e crianças.

        Que a luz domine agora o espaço enorme,
        Traga quentura a quem trabalha e dorme,
        Seja sinal feliz de novas esperanças.
        

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eleições na APL

Maria Helena Aguiar Corazza foi eleita para o segundo mandato como presidente da Academia Piracicabana e Letras, tendo como vice Gustavo Jacques Dias Alvim.
O jornal A TRIBUNA PIRACICABANA noticiou o momento em que o acadêmico João Baptista Negreiros Athayde depositava seu voto na urna .
Presentes  no momento Rosaly e Felisbino de Almeida Leme, Maria Helena Corazza, João Nassif, Waldemar Romano, Elda Nympha Cobra Silveira, Valdiza Caprânico e Ivana Negri



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Recordações de um velho mau revisor*

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Santo Agostinho registra, nas suas Confissões, que seu mestre Santo Ambrósio, Bispo de Milão, tinha o costume de ler sem mexer os lábios e sem mover a cabeça. Tão inusual era esse procedimento na época, que mereceu registro como particularidade curiosa, no livro de memórias do grande Bispo de Hipona.
De fato, antigamente entendia-se a leitura como algo inseparável da fala. A leitura costumava ser feita em voz alta. Mesmo quando o leitor lia sozinho, ia mexendo os lábios e, em voz baixa, pronunciava as palavras do texto. Isso era explicável. Antes de existirem sinais gráficos de pontuação, antes mesmo da diferenciação de letras maiúsculas e minúsculas e da distribuição do texto em parágrafos e tópicos, da utilização de títulos e subtítulos, os textos eram escritos uniforme e continuadamente. E em letra pequena, porque o suporte da escrita (rolo, papiro, pergaminho) era muito caro e precisava ser economizado.
Nessas condições, a leitura em voz alta, com a devida entonação, tornava-se recurso auxiliar quase indispensável para a própria intelecção do que estava sendo lido. O mexer a cabeça, acompanhando o texto, e a utilização de um instrumento pontudo qualquer que ia seguindo cada uma das palavras lidas, eram, também, habituais.
Na atualidade, recomenda-se que a leitura não seja feita acompanhada do movimento dos lábios e da cabeça. Recomenda-se também que o leitor não vá lendo cada palavra isoladamente, mas procure, com o olhar, abarcar algumas palavras, até mesmo a frase inteira. É assim que hoje, auxiliados pelos sinais gráficos, costumamos proceder, é assim que procuramos formar os novos leitores.
Essas considerações me fazem retornar aos bons tempos em que estava saindo da adolescência e entrando na mocidade, quando trabalhei em uma editora, ajudando no processo de elaboração e composição de livros.
Naquele tempo (refiro-me a 1971, 72, 73...) ainda não havia computadores. O recurso, hoje tão habitual, de processadores de texto que permitem correções, interpolações, deslocamentos de parágrafos ou frases dentro do texto, nada disso existia. Todo o trabalho editorial era feito em papel, no sistema de lápis, borracha e caneta. Todas as editoras possuíam equipes de datilógrafos (que estão para os modernos digitadores mais ou menos como os mamutes pré-históricos estão para os atuais elefantes africanos ou indianos...) que precisavam copiar inteirinhos os livros em processamento, tantas vezes quantas fosse necessário para se chegar até o texto final.
Cada vez que o rascunho de um livro em fase de elaboração ficava carregado demais de correções e apontamentos, tornava-se indispensável redatilografar todo o texto. Entravam então em cena profissionais muito respeitados, chamados de revisores. Esses revisores trabalhavam em dupla. Um ia lendo, em voz alta, o livro inteirinho, indicando pontos, vírgulas, parágrafos etc. etc. E o outro ia conferindo e anotando os erros. Quando chegavam ao fim, trocavam os papéis. O que tinha lido, passava a conferir o texto datilografado, o que tinha conferido agora passava a leitor.
Era um trabalho cansativo, desagradável, terrivelmente soporífero. Tive que consumir muitas e muitas horas da minha florida juventude nessa tarefa que nós, brasileiramente, chamávamos de “conferição”, e os mais puristas faziam questão de denominar “conferência”.
Sempre fui um péssimo “conferidor” (ou conferente). Eu me deixava entreter pelo texto, ia acompanhando o conteúdo e deixava passar muitos erros. Interrompia muitas vezes o trabalho, que me dava irresistível sono, para concordar ou discordar do que estava sendo lido. Fazia comentários, dava palpites onde não era chamado... Em suma, era um fracasso como revisor.
Por quê? Porque não seguia as praxes adequadas ao papel de um revisor.
Um engenheiro que trabalhava na editora e supervisionava os serviços (homem de grande cultura e que muito ajudou na minha formação), certa vez me explicou que o bom revisor não pode pensar no conteúdo do que está revendo, para não se distrair. Para evitar isso, ele deve adquirir o costume de ler palavra por palavra, sem se preocupar com a frase toda. O ideal, explicava, até seria ler sílaba por sílaba, sem mesmo pensar no sentido da palavra, se tal fosse possível...
O conselho que se dava na época, para atingir a perfeição em matéria de “conferições”, era exatamente o oposto do conselho que hoje se dá para a formação de bons leitores. Em última análise, fui mau revisor porque era um bom leitor em formação, ou pelo menos em potencial! Eu lia frases inteiras com uma única “olhada”, acompanhava o sentido do texto, manifestava senso crítico e não reparava nos pormenores. Deixava passar erros que qualquer revisor semialfabetizado corrigiria imediatamente. Na verdade, eu já tendia à leitura dinâmica e seletiva (que com o correr das décadas iria acentuar sua rapidez e aguçar seus critérios de seleção).
O que hoje consideramos maus hábitos de leitura, era recomendado aos revisores. Ouvir o colega ler e, ao mesmo tempo, ir seguindo com os olhos o texto a ser conferido e, com os lábios, baixinho, ir lendo também, era recomendado. Se houvesse algum erro, a própria sonoridade diferente o acusaria. Também era recomendado ir acompanhando a leitura com o dedo, ou com um lápis, ou com uma régua, que deslizava linha a linha. Tudo, enfim, que hoje faz um mau leitor fazia na época um bom revisor, um ser que trabalhava com grande eficiência, mas maquinalmente e sem senso crítico.
Esses revisores antigos parecem ter desaparecido em muitos jornais modernos, a julgar pela grandíssima quantidade de erros que neles são encontrados...

*Artigo publicado na  TRIBUNA PIRACICABANA

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Eleições na APL acontecem hoje


Acontece hoje a votação para eleger a nova diretoria da Academia Piracicabana de Letras para o próximo triênio.
Pedimos aos acadêmicos que compareçam  à sede da ACIPI, rua do Rosário, 700,  das 13h às 17h para depositar seu voto.
Serão eleitos Presidente, Vice Presidente, Primeiro Secretário, Segundo Secretário, Primeiro Tesoureiro, Segundo Tesoureiro, Bibliotecário e 3 membros do Conselho Fiscal.
A votação e apuração serão dirigidas por comissão especial designada pela presidente da Academia conforme o artigo 21 do estatuto.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Convite- GUARDIÕES DO RIO PIRACICABA


A Associação Pró-Cultura de Piracicaba e a Tragatralha Cia. de Teatro convidam para a abertura e visitação da exposição "Guardiões do Rio Piracicaba, uma releitura", que enfoca o artista piracicabano Elias Rocha.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

DEGRADAÇÃO

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18
Patrona: Madalena Salatti de Almeida

Andante, ia pelos verdes campos
buscando na linha do horiznnte
os olhos verdes que perdera
naquela jura de amor inacabada...
Havia naquelas pernas
uma força de labareda, nos braços
a vivaz mocidade decadente um dia
e nos lábios o murmúrio seco
de um beijo, a vontade da carícia negada.
Andante de deserto por fora e por dentro,
carente do contorno facial do vento,
ou da alegre imagem querida
apagada na ardente brasa do turbulento coração.
Andante, tristonho, inexistente de virtudes,
e antes de tudo, saudoso de um lar, da mulher.
E um dia houve a companheira.
E houve um dia uma paixão,
como poucas tinham havido.
Mas o tempo veio, e com ele a desgraça
e o que era amor em amor se desfez.
Infelicidade que a vida dá em troca
do sofrimento, das rugas e do desespero.
Brincadeira maldosa do extrovertido destino, só isso...
Andante sozinho, de alma bem ferida,
sem saber voltar ao si mesmo, humilhado e quieto.
Daí para o passo, por força daquelas opções bem grandes,
foi apenas mais uma pisada em falso.
Depois a decadência, o nada, e poderia ser apenas tudo.
Andante, caminhante de quilômetros sem fim,
de estradas poeirentas e toalhas de asfalto.
Tristeza vai com ele para amargar-lhe os últimos dias.
Andante de pés no chão e coração vazio.
Apenas andante, sem destino e sem fé, cético de tudo,
porque ele próprio era um ato de ceticismo,
descrente de tudo, talvez porque, para ele, a vida
fosse um símbolo de descrença.
Andante de desatino na alma e nos pés,
palmilhando pelas milhas buscando um espelho,
para poder recolher o sangue das feridas abertas
e se pintar com ele para representar no palco da vida
o último ato da sua comédia existencial.

sábado, 14 de abril de 2012

MINHA CAMÉLIA

Aracy Duarte Ferrari
Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Num ziguezague memorial observo
Esta linda flor branca ornamental
Silencio, contemplo-a e dialogo.
Você em sua quietude, não responde…


Mas pela sua existência, compreende
Esteve em minhas mãos completando o charme
Junto ao noivo, senti-me centro do universo
Na igreja mais vibrante do mundo.


Hoje ressecada, no meu cérebro, tenho-a guardada.
Em minha viuvez o ramalhete está partido
Mas outras mexem com minha sensibilidade,
Completam-me e habitam meu ser.

Provocam… provocam… 
Sinto até as chuvas dessas sensíveis flores
Não em minhas mãos, mas no meu interior
Que saudade leve de você e intensa de meu amor


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Estudar é trabalho pesado

Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Algumas sugestões para você aprender melhor, com economia de tempo e transferência de aprendizagem.
Construa você mesmo o seu saber.
Use de alguns recursos que seguem:
1. Conheça o seu “eu” pedagógico, sem esse conhecimento dificilmente o resultado ocorrerá com bom sucesso e economia de tempo.
Você é mais auditivo, mais visual ou mais “cinestésico” (movimentos corporais) e sinestésico (desencadear de sensações subjetivas)?
Qual das nove inteligências você tem mais desenvolvida? (inteligência musical, lógico- matemática, linguística, esportiva, motora, espacial, intrapessoal, interpessoal, mística)?
Observação I- há dezenas de bons testes para ajudá-lo a conhecer o seu Q. I e o seu Q.E, além de descobrir quais as estruturas pedagógicas que lhe favorecem o aprendizado e a memorização de classificação, de inserção e exclusão. (Um bom pedagogo, ou um bom psicólogo pode lhe oferecer tais testes fazendo a análise que lhe ajudará no conhecimento do seu “eu” pedagógico).
2. Construa o seu plano de estudo baseado nos seus “sonhos” de suas realizações de aprendizado, não se esquecendo em estabelecer a coerência com relação a sua escolha profissional.
3. Selecione o que você deve ler sobre o assunto a ser estudado.
4. Organize o estabelecimento das prioridades. (Cuidado para não confundir a escala de importância com a emergencial).
5. Direcione seus estudos de forma adequada, não deixe que a especialização faça você perder a noção do todo, também não deixe que o todo impeça você de conhecer profundamente as partes e agudamente os detalhes importantes.
6. Leia com atenção o que você selecionou como necessário. (Descubra se você aprende melhor lendo primeiro o todo e em seguida lendo as partes, isto é, fazendo primeiro uma leitura geral e em seguida relendo parte por parte ou se você prefere ler parte por parte construindo o todo e posteriormente reler para a verificação do conhecimento global).
7. Sublinhe, anote, estude o vocabulário para maior compreensão, releia quantas vezes achar necessário, sintetize e memorize o que convier.
8. Busque sempre um número razoável de fontes confiáveis. Pelo menos duas, nunca muitas, a não ser que você vá elaborar monografia ou tese. Quando o assunto for polêmico é bom conhecer alguns diferentes modos de pensar sobre o tema. Contextualize sempre no tempo e no espaço em que se deu a elaboração do texto que você está lendo.
9. Reflita sobre o que leu. Faça as devidas transferências de aprendizagem em outros textos e com a realidade.
10. Faça uma releitura do texto conforme a sua reflexão, um bom instrumento para isso é formular seu próprio texto, em seguida verifique se houve coerência entre o texto original e o seu.
Observação: lembre-se, só você pode construir o seu conhecimento, os professores, os autores de livros, os meios de comunicação são meios para ajudar você a construir o seu saber que deve ocorrer num estabelecimento dialético, crítico, reflexivo numa dimensão de desenvolvimento sempre em espiral com retomadas desejáveis.
Alguns fatores que ajudam na aprendizagem:
Compreensão: fique atento à explicação da aula; procure entender o novo assunto; localize a essência, isto é a ideia central; aproveite bem o tempo; relacione o novo tema com temas anteriores estudados.
Concentração: concentre-se; descubra um lugar apropriado para estudar; tenha entusiasmo pelo estudo; evite distrações circunstâncias; sono e cansaço podem prejudicar seus estudos.
Distribuição do tempo: estude todas as matérias; tome rapidamente a decisão de começar o trabalho; procure um horário fixo para estudar; (conheça o seu relógio biológico, há pessoas que aprendem melhor pela manhã, outras à tarde e ainda outras à noite ).
Alguns procedimentos metodológicos: avalie o que você aprendeu; estude diariamente; estude sozinho e depois em grupo ou vice-versa. Apontamentos: anote o que achar necessário em cada aula; não faça tarefa de uma aula em outra aula; compare suas anotações com as dos colegas; faça sumários e resumos, mapas, desenhos, ilustrações .
Reflita: sinta o grande prazer da descoberta, do saber e do criar neste maravilhoso jogo da vida. Você pode aprender o que quiser desde que queira realmente aprender e que lhe seja ensinado de forma adequada ao seu jeito de aprender e no seu ritmo de aprendizagem, por isso nunca desanime. O resultado será gratificante.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma questão de ponto de vista



 Valdiza Maria Caprânico 
Cadeira n° 4 - Patrono: Haldumont Nobre Ferraz 

Você, certamente, já passou pela experiência de cruzar seus olhos com os olhos de um animal... mas, será que entendeu o que ele quis lhe dizer?
Pois é. Estamos tão acostumados a considerar os animais como seres inferiores, que nem nos preocupamos com isso.
Mas, se prestássemos mais atenção a eles, aprenderíamos muita coisa – a começar, raciocinando melhor.
Por exemplo, vamos começar citando os gatos: vira-latas, de raça, brancos, pretos, mesclados – todos.
Você já percebeu que ao sermos comparados com eles, nos desmanchamos todos? Se alguém chama uma garota de gatinha ou gata – pronto! Conquistou, para início de conversa, sua simpatia. E o mesmo acontece com os rapazes e até homens feitos: chame-os de gatos, gatinhos ou gatões e veja – eles já estão conquistados.
Curiosamente, os gatos – e quem os possui, sabe disso, são animais independentes, orgulhosos, só aceitam agrados quando lhes interessa, às vezes são ciumentos e até antipáticos... Mas, mesmo assim, gostamos de ser comparados a eles. Que ninguém ouse nos chamar por outro bicho (exemplo: vaca, macaco, zebra, anta etc.) porque isso pode gerar inimizade ou uma boa briga. Esquecemo-nos completamente de que todos os animais têm sua beleza, sua importância na Terra, sua forma especial de viver.
Voltando aos gatos – animais pelos quais tenho grande predileção, pois convivo com eles desde minha infância – e – até hoje, não imagino como seria não ter um deles por perto. Aqui, faço um parêntese, para citar meu gato atual – o Leozinho – um persa loiro, fofo, dengoso, muito mimado. Quando nossos olhares se cruzam, tento imaginar o que ele está pensando, ou tentando me transmitir...
Aí, chego à conclusão de que não há como ser comparado a eles. Por que?
Eles não enganam seus semelhantes, não traem, não matam, não corrompem – só para citar alguns de nossos defeitos. E, com certeza, não gostariam de ser comparados com nenhum de nós. Gatos são discretos, limpos. Na verdade, só fazem grande barulho na época do acasalamento, mas, aí se pode entender: “é o amor, a paixão, o desejo”, falando mais alto que tudo. Depois desses momentos, a fêmea, se estiver prenhe, sem ajuda, sem orientação alguma, irá aguardar o nascimento de seus filhotes e cuidará deles com o maior carinho, proteção. Não abandona seus filhotes, não os troca, não os vende. Ensina a eles tudo que precisarão saber para viver neste mundo tão cruel...
Será que poderemos ser comparados a eles?
Referi-me, até aqui, aos gatos, mas, o mesmo pode se dizer dos cães – pois, mais do que os gatos, são os nossos mais fiéis e melhores amigos. Eu, mesma, não sei dizer como faria minhas caminhadas ao pôr do sol, sem a companhia de minha cachorra, a Paquita.
Também, por motivos profissionais, já tive oportunidade de trabalhar, inclusive, com animais silvestres, em zoológico, e muitas vezes testemunhei atitudes, ações deles, que me deixaram perplexa e que envergonhariam muita gente.
E olhe, os animais não falam, pelos menos a nossa língua.
Portanto, quando se zangar com alguém, não o chame por nenhum outro animal. Eles, nenhum deles, merece essa humilhação. Lembre-se, aí sim, de que todos nós fazemos parte da criação divina e, não podemos nos esquecer de que, quando nós, os humanos, surgimos aqui na Terra, eles já estavam nela, há milhares de anos.
Chegamos por último neste planeta. Talvez com isso, nosso Criador já quisesse nos transmitir uma importante mensagem: colocou-nos num planeta com tudo à nossa disposição – água, ar, alimentos – e, ao mesmo tempo, quis mostrar-nos o quanto dependemos de tudo e de todos para nossa sobrevivência...
É por isso que não há como sermos comparados a nenhum outro animal. Esse é o meu ponto de vista. Qual é o seu?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Considerações sobre a École des Annales

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Nos primeiros anos do século XX, numa sala de aula de uma prestigiosa universidade suíça, certo grande mestre, tido na época como o maior físico da Europa, dirigindo-se aos alunos do alto da sua cátedra, lhes disse:
─ Os Srs. escolheram uma bela ciência para estudar, a Física. Cumprimento-os pelo bom gosto, mas devo dizer-lhes que não fizeram uma boa escolha. Se quisessem ter futuro, deveriam ter escolhido alguma outra ciência que ainda pudesse progredir. Isso não acontece, infelizmente, com a nossa Física, onde tudo o que podia ser descoberto já o foi.
Um dos alunos que o ouviam era um judeuzinho alemão de nome Albert Einstein... Enquanto ouvia essa tolice proferida solenemente do alto de uma cátedra, devia estar ruminando suas idéias, porque já em 1905, ano da conclusão de seu curso, aos 26 anos de idade, publicou os célebres cinco artigos em que expôs suas teorias que revolucionariam o ensino da Física.
O mesmo Einstein, anos depois, mais amadurecido e experimentado nas lutas da vida, resumiu numa frase que se tornou célebre seu desencanto com a mentalidade errônea de quem já sabe tudo, de quem acha que nada mais há para aprender: "É mais fácil quebrar um átomo do que romper um preconceito".
Lembrei-me quase imediatamente do jovem Einstein na universidade suíça, quando me pus a pensar para redigir este artigo.
De fato, os homens do século XIX eram dogmáticos, acreditavam sinceramente estar na posse da verdade em qualquer campo. Eles, que muitas vezes negavam os dogmas religiosos, acreditavam nos dogmas da Ciência, erigida quase ao nível de uma inquestionável e intolerante religião nova. Eram positivos, metódicos, maduros, "espíritos fortes" sem feminilidades ou infantilidades.
Pela minha idade (tenho 57 anos), e pelo fato de ter convivido muito com pessoas da geração de meus tios-avós, ainda convivi, na minha infância, com muita gente nascida no século XIX. Todos, homens e mulheres, eram afirmativos em excesso, até nas coisas mais simples. Pareciam viver só de certezas, de nada tinham dúvidas ou hesitações. Não entendiam os matizes, os meios-tons, os aspectos fugidios ou camaleônicos da realidade.
Eram pessoas que acreditavam piamente no mito do progresso irrefreável da Humanidade, imaginando que, tão logo a Medicina resolvesse o problema do câncer (que na época era o grande espantalho que aterrorizava as mentes, já que um diagnóstico "daquela doença" cujo nome muitos nem ousavam pronunciar equivalia a uma sentença de morte) a expectativa de vida subiria para 120 ou 130 anos. Foram pessoas dessa geração que pagaram custosos procedimentos para serem congeladas, na esperança de, mais tarde, serem reanimadas e curadas de seus males por avanços imaginários da futura Medicina. Os Estados Unidos estão cheios de "clínicas" dessas, com cadáveres congelados há 30, 40 ou 50 anos... à espera do Juízo Final!
Desculpem-me os leitores esta longa introdução que parece nada ter a ver com o tema do artigo. É que ela me parece conveniente para se imaginar o clima psicológico dentro do qual Marc Bloch e Lucien Fèbvre começaram a publicar, em 1928, a Revue des Annales, que se tornaria famosa e haveria de revolucionar os estudos da História no mundo inteiro.
Até então, o que vigorava era o positivismo, crença de caráter cientificista, determinista e evolucionista, segundo a qual a História era um traçado linear perfeitamente pré-traçado e previsível. O próprio marxismo pagava pesado tributo a essa mentalidade, na medida em que traçava leis que supunha inelutáveis para o desenvolvimento das sociedades.
A mentalidade cientificista contagiara a Historiografia, sobrevalorizando o documento escrito, único (ou quase único) elemento considerado válido para uma análise histórica científica. “Scripta manent, verba volant” (as coisas escritas permanecem, enquanto as palavras voam), pensava-se. O admirável Fustel de Coulanges tem uma frase que é profundamente verdadeira ou profundamente falsa, dependendo da interpretação que se lhe dê: "Pas de documents, pas d'Histoire". É verdadeira, se entendermos documentos em sentido amplo, é falsa se considerarmos documentos apenas em sentido estrito, ou seja, apenas documentos escritos e oficiais.
Ora, nos primeiros anos do século passado o avanço científico abriu, em várias áreas, horizontes novos, questionando e pondo em cheque noções anteriormente admitidas como dogmáticas. Isso abriu novos desafios para a humanidade, permitindo que o próprio conceito de ciência fosse revisto, como destacou Bloch já em seus primeiros escritos.
Dada a natural influência que as ciências ─ por mais diversas que sejam as respectivas naturezas e áreas de atuação ─ exercem entre si, era compreensível que os horizontes novos abertos pela nova Física e por outros análogos avanços na Química e na Biologia, de alguma forma influenciassem as Ciências Humanas. Era natural, pois, que a História sofresse influência disso, assim como também as Ciências Sociais.
Entra aí o papel dos inovadores da École des Annales. Sua primeira luta foi contra os metódicos e os positivistas que pontificavam nas cátedras de todo o mundo. Deixando de considerar somente os fatos isolados (a famosa "histoire evénementielle") e focalizando as continuidades, as permanências, as rotinas estabelecidas; privilegiando a interdisciplinaridade, em especial com as chamadas Ciências Sociais; relacionando com coragem problemas do presente com situações análogas do passado; levantando com ousadia hipóteses explicativas (o famoso "SE", que não faz a História mas ajuda a fazê-la) ─ os intelectuais da École des Annales se transformaram em polo de referência para a renovação dos estudos históricos na França, na Europa e no mundo inteiro.
Agora, 80 anos passados, temos condições de fazer um balanço crítico de suas realizações. Vemos suas limitações (inegáveis, sem dúvida, especialmente no privilegiar tanto os aspectos meramente econômicos, pagando assim tributo ao marxismo), mas também suas admiráveis amplitude de horizontes. É justo prestarmos homenagem a esses geniais precursores. A coragem com que romperam com os preconceitos então dominantes, os coloca, talvez, na área das Ciências Humanas, no mesmo nível que atingiu um Einstein no mundo da Física.
Uma pergunta que sempre me faço é como Bloch teria evoluído, com sua poderosa inteligência e invulgar lucidez, se sua vida não tivesse sido ceifada, como o foi, em 1944, num campo de concentração nazista. Como ele teria interpretado o mundo pós-Guerra? Como ele teria visto a Guerra Fria, a divisão do mundo em dois blocos, o surgimento do Terceiro Mundo, a corrida espacial, o aparecimento da Informática e a consequente generalização da Internet? Como ele se pronunciaria pelo fracasso e colapso final do regime soviético? Que teria ele a dizer sobre a globalização e o reerguer do "perigo maometano"? Que pensaria do ecologismo? Da revolução de maio de 68 na Sorbonne, e de tantos outros fatos e fenômenos dos dias atuais?
Gosto às vezes de imaginar Bloch já centenário, mas ainda bem lúcido, ditando para uma netinha ou bisnetinha o fecho que faltou ao Ofício do Historiador, sua obra póstuma inacabada. Um pouco de imaginação, afinal, ajuda a fazer e entender a História, não acham?

sábado, 7 de abril de 2012

Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Tão bom ser criança e poder acreditar nas lendas... Lá no fundo do coração, toda criança sabe que não existe Papai Noel, nem coelhinho da Páscoa. Mas é tão bom brincar de acreditar! O faz-de-conta precisa coexistir com a realidade dura e cruel.
Coelhinho branco dos olhos de fogo, ah! se tivesses o poder de realizar nossos sonhos... Se pudesses nos trazer a paz, tão branca como seu pêlo aveludado. Se pudesses nos presentear com o calor de uma amizade sincera, sem interesses, e nos dar a pura ingenuidade infantil.
Se tivesses o poder de trazer a esperança, consolo a quem perdeu uma pessoa querida, e paciência, muita paciência, para suportarmos a enxurrada de problemas.
Se pudesses fazer brotar um sorriso em todos os lábios, e a alegria, como uma primavera florindo em todos os corações.
Coelhinho do meu tempo de menina, se pudesses entoar baixinho, canções de amor que tocassem fundo a alma dos homens, para que eles, em vez de se digladiarem como irracionais nas odiosas guerras, assinassem tratados de paz.
Se pudesses trazer um ramalhete de rosas virtuais, que perfumassem o espírito das pessoas para que elas só praticassem atos de bondade.
Se pudesses trazer a verdadeira Justiça para a terra, aquela que não se compra e nem se vende e sacia a alma dos que dela têm sede.
Se pudesses trazer alívio às dores dos que estão sofrendo... Não somente as dores do corpo, causadas por doenças diversas, mas as mais terríveis e insuportáveis, as dores do espírito, que nenhum remédio tem o poder de curar.
Se tivesses o poder de acabar com a corrupção, com o suplício nas prisões, com as milhares de mortes de crianças inocentes causadas pela fome, por falta de vacinas, de remédios e do amor de uma família.
Se pudesses dar voz a quem não tem, e asas a quem não possui, mesmo que fossem asas fantasiosas.
Se fizesses tudo isso, terias o dom de operar milagres...Mas és apenas um mito, um bichinho assustado, vítima do selvagem bicho-homem. Tu és branco como a paz, mas tens medo das trevas do mal também.
Se tivesses o dom de trazer paz, alegria, solidariedade, união, paciência, tolerância, doçura, generosidade, respeito, humildade, honestidade, todas essas virtudes ultimamente tão esquecidas pelos seres humanos, reinaria a harmonia na Terra.
Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim? Nem ovos, nem chocolate, nem a triste memória Daquele que foi pregado numa cruz de madeira num suplício sem fim. Apenas acordas meus sonhos...

CRUCIFICAÇÃO

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

Há muitos tipos de crucificação, que podem levar desde a molestação, até à morte. Cristo passou pelos dois. Nós mortais comuns, também temos as nossas cruzes e até reclamamos muito do peso e tamanho delas.
Se formos fazer um retrospecto da origem dos povos, nos deparamos com histórias que já demonstravam marginalização, exclusão a grupos sociais, religiosos, as quais geram cruzes de ordem imaterial, mas também material aos seus membros. Ambas provocam sofrimentos muitas vezes doloridos, quer físicos, quer psíquicos. No Brasil isso aconteceu com os imigrantes europeus, africanos, orientais.
Os males se tornaram mais acentuados, pois existiu o preconceito. Não existe pessoa que não o tenha; parece até ser inerente às pessoas. Sabemos contudo, que ele é fruto dos nossos relacionamentos. Geralmente começa na família e se propaga nos diferentes grupos em que vivemos.
Quem já não foi vítima de um ou mais deles? Também quantas vezes não discriminamos e apresentamos justificativas desses comportamentos preconceituosos?
E à medida que somos vítimas, vamos nos isolando, tentando, ou melhor, desejando que a cruz seja menor e mais leve. O aparecimento de barreiras nos abate na caminhada .Se a diminuímos por nossa conta, corremos o risco de não avançarmos na mesma. Li um texto na internet, com ilustrações de vários homens carregando cada um a sua cruz de madeira. No início eram todas quase iguais. Mas um deles lastimou sua sorte e pediu para Deus que diminuísse seu peso e tamanho, no que foi atendido. Mas qual não foi sua tristeza, quando precisou ultrapassar um precipício e não conseguiu. Seus colegas usaram as suas, com tamanhos suficientes para servirem de pontes para o outro lado; ele não pôde fazer o mesmo, pois faltavam alguns metros necessários para a travessia.
Por esta razão, se sonhamos com um final feliz, não recusemos nossa cruz; ao contrário procuremos abraçá-la e cumpri-la como ela se nos apresenta, com perseverança e apoiados na graça divina, pois só assim cresceremos como seres humanos, tendo em vista nos tornarmos cada vez melhores e imitadores de Cristo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Está vivo, Maria! Está vivo!

Maria Helena Vieira Aguiar Corazza
Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Providenciais para esses dias da Quaresma que antecedem a Semana Santa dos cristãos, uma reflexão sobre estas “supostas palavras” de Maria Madalena quando apavorada após encontrar vazio o túmulo de Jesus correu avisar Pedro e João este fato que, depois de constatado por eles, o corpo não havia sido roubado. Isso foi comprovado pela ordem apresentada no sepulcro, com os lençóis e as vestes usadas, perfeitamente dobradas (o que destoaria de um “roubo” do corpo...). Ela então foi correndo avisar Maria, que Jesus não fora roubado de lá, mas, tudo indicava ressuscitara! A Páscoa dos cristãos estava então concretizada, e não haveria mais duvidas ou incertezas após aparecer no Cenáculo aos discípulos (ler João 20 v.1/23).
Baseado no “Evangelho Apócrifo da Virgem Maria”, encontrado por uma monja no final do século IV durante uma viagem que empreendeu à Terra Santa, o livro “O Evangelho Secreto da Virgem Maria” do Padre espanhol Santiago Martin conta de uma maneira bonita e comovente (que pode ser considerada “romanceada...”), a vida de Cristo sob o ponto de vista de Maria, que revela a João, o discípulo amado, a quem em Seus últimos instantes de vida recomendou cuidasse de Sua Mãe”.
Na leitura do livro surge o conhecimento da Virgem Maria, quase uma menina, dando seu “sim” ao anjo, quando este veio lhe comunicar a vontade do Pai, que Ela fora escolhida para ser a Mãe Daquele que viria ao mundo para salvar a Humanidade: “Ave cheia de graça, o Senhor é convosco bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre...” Surgindo então, aos olhos dos leitores, nas conversas com João, a mulher forte, obediente e corajosa, suas dificuldades e experiências, as mais íntimas, que teve na difícil missão de ser mãe, educadora e fiel discípula de Seu próprio Filho, pois que, acima de tudo acreditou, aceitou, amou, e muito sofreu ao vê-lo morto, a tudo resistindo, sem nunca perder a fé. Maria provou em sua vida de compreensão e renuncias que “o amor para ser completo precisa se manifestar nas pequenas coisas, e não apenas nos grandes feitos como o homem teima cada dia mais defender, em busca de sua insatisfação e destruição”.
Fica lindo demais supor a intimidade de Maria com Seu filho Jesus desde pequenino, seus cuidados diários, conselhos e ensinamentos de mãe, seus pedidos para que Se cuidasse, seu olhar de compreensão, seus medos e suas lágrimas, suas orações a dois, a interrogação de como seria, quando aquela hora fatal chegasse, e a Sua postura de tão grande entendimento e compreensão, mostrando uma Maria que é Santíssima, bendita e digna, abençoada pelo Pai, a espalhar depois pelo mundo, Sua proteção, bênçãos, graças e socorro aos que Nela crêem, necessitam e suplicam.
“Está vivo Maria, está vivo!” Não sejam só, as palavras de Maria Madalena, mas, a nossa convicção de que Cristo continua vivo e junto de nós, a nos proteger, guiar e iluminar nesta nossa caminhada terrena.
E, que nossa “esperança na eternidade” nunca esmoreça quando partirmos daqui ao Seu encontro. Amém!
Uma santa e feliz Páscoa a todos!

terça-feira, 3 de abril de 2012

COMUNICADO AOS ACADÊMICOS

Comunicamos aos senhores acadêmicos que a eleição para a diretoria do triênio maio de 2012 a maio de 2015 acontecerá dia 18 de abril de 2012, das 14 às 17h, nas dependências da ACIPI (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, Rua do Rosário, no 700 - centro).
Informamos aos interessados em formar uma nova chapa, que ela deverá ser composta de cinco membros para a diretoria (presidente, vice-presidente, 1o secretário, 2o secretário, 1o tesoureiro e 2o tesoureiro), e três elementos para o Conselho Fiscal. A resposta para esse item deverá ser dada até 8 de abril de 2012, para a publicação do Edital referente ao assunto.
Sem mais para o momento enviamos a todos nossos protestos de alta estima e consideração

Atenciosamente
Maria Helena Aguiar Corazza - Presidente

segunda-feira, 2 de abril de 2012

NAS MÃOS DE DEUS

Felisbino de Almeida Leme
Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Neto


Raio de luz,
Brilha paciente.
Ressuscita Jesus,
Para nossa gente.

Páscoa bendita,
Na fé e no amor.
Busca infinita,
Em Deus Salvador.

Fé na ressurreição,
Sonhos que são meus.
Feliz páscoa irmão,
Nas mãos de Deus .

domingo, 1 de abril de 2012

CRUCIFICAÇÃO

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior

Trovões ecoam
Raios ziguezagueiam pelos céus
Que cena dantesca se apresenta!
Até a natureza se abala.
A verdade é nua e crua!
Crucificaram o filho de Deus!

O medo perpassa a todos nessa hora.
Desesperados correm da chuva,
São as lágrimas de Deus,
Encharcando suas vestes
A Terra treme e rasga o solo
Mas Jesus abre as portas do céu
A nossa espera, com todo Seu amor..


Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz