Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Antonio Carlos Fusatto
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto



Seguidores

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Para onde vão as palavras já ditas?

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda

Para qual lugar deste vasto mundo vão as palavras que proferimos?
Para qual ponto do Universo?
Assim que as dizemos, adquirem uma espécie de vida, voam mesmo sem asas e se distanciam das bocas, das pessoas, do planeta e alcançam o espaço.
Qual pássaros libertos, não podem mais ser contidas. Qual águas revoltas das cachoeiras, que jorram pelos precipícios, não podem mais ser represadas. Como ondas de rádio que partem e são sintonizadas pelo mundo, não podem ser detidas.
E as palavras levitam, volteiam, passeiam, se dispersam e flutuam para bem longe. Pragas ou bênçãos, construtivas ou destruidoras, são como bumerangues, e retornam a quem as proferiu com a mesma intensidade de cura ou maldição, de benevolência ou malignidade.
Por isso é preciso sempre medir as palavras antes que se disseminem pelo vasto universo. Elas constroem ou destroem, curam ou fazem adoecer, são puras e leves ou asquerosas e pesadas. E as palavras se materializam e se tornam ações.
“No início era o verbo (palavra) e o verbo se fez luz e se fez matéria”.
E assim sempre será, por todos os séculos e séculos, amém...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Pai Antonio e seu Fusca

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

           Pai Antonio possuiu muitos carros em sua vida, mas dois são lembrados por mim com mais carinho, pois foram significativos para nossa família em terras rioclarenses e ipeunenses. O primeiro foi um Simca, carro grande e vistoso. Foi importante para nós crianças, porque servia de transporte de ida à cidade de Rio Claro. Diariamente nosso pai nos levava à escola. Voltávamos de jardineira, a qual passava na estrada de terra, no mesmo local onde é   hoje a via asfaltada e duplicada Piracicaba.- Rio Claro.
O segundo foi adquirido quando residia na zona rural de Ipeúna. Tratava-se de um Fusca  zero quilômetro de cor verde escuro. Aderiu à iniciativa do então presidente da República- Itamar Franco- para retornar o sucesso do “fusca” nas últimas décadas do século XX .Contou-me que, indiretamente eu influenciei sua escolha, pois na época que vivia pelas estradas, (quase sempre precisei do carro, como meio de locomoção para o trabalho), dava preferência aos carros da linha Volkswagen, os quais nunca me deram qualquer problema mecânico.
Para ele foram alguns anos de imensa satisfação, usufruindo bons momentos quando o dirigia. Contava a todos as suas peripécias e, dentre elas orgulhava-se do dia em que foi o único carro de passeio a ultrapassar uma ladeira íngreme com lama. –“Gente, vocês deviam ter visto o “besourinho”. Subiu sem deslizar um segundo os quase 100 metros”!..
Quando ficou impossibilitado de continuar a dirigir por problemas de saúde, percebíamos sua alegria, quando alguém o levava de Fusquinha para um passeio, ou à santa missa em Ipeúna, ou mesmo para sua consultas médicas.

 Nosso querido pai completaria 103 (cento e três anos) nesse mês de fevereiro de 2017. Quero homenageá-lo através dessa página. Acreditamos que na sua nova morada celestial, ele continue tocando seu  violão e cantando a música que gostava:: “fuscão preto”...

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O IMIGRANTE


Francisco de Assis Ferraz de Mello - Membro Honorário da APL

Era um forte e sonhava sonhos altos
Deixou, por isso, um dia, a sua terra.
O trabalho, para ele, era uma guerra
Para vencer-se em mais de mil assaltos.

Transpôs rios e montes, mares saltos
Em busca de riquezas. Subiu serra.
E aprofundou o arado sob a terra.
No sonho louco dos homens incautos.

Mas foi-lhe ingrata a vida. E o coitado
Quando sentiu o sonho terminado,
Velho demais para que alguém se engane,

Olhou atrás de si o que ficara,
Com desencanto impresso-lhe na cara
Suspirou com tristeza:” – mondo cane.”

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)