Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A Ceia de Ano Novo

Cássio Camilo Almeida de Negri
Cadeira n° 20 - Patrono: Benedicto Evangelista da Costa

 O menino nunca estivera em uma ceia de ano novo.
Naquele ano, porém, o décimo terceiro de sua vida, fora convidado para participar de uma ceia.
Era ainda inicio do mês de dezembro e não via a hora da chegada do último dia do ano. Nessa idade da adolescência, os anos passam tão lentamente, que ele não sabia o que fazer para os dias se apressarem, a não ser contá-los, riscando-os um a um na folhinha,o que parecia fazê-los ainda mais demorados.
Já engraxara os sapatos e colocara em cima da cômoda a roupa do domingo, a espera do grande dia.
Perguntava a si mesmo o porque de comer à meia-noite, pois nunca na vida fizera isso. Também nunca comera nozes e talvez fosse a oportunidade de fazê-lo, pois somente as vira no mercado municipal.
Uma vez, quando tinha nove anos, encontrara uma no chão.Considerando-a perdida, colocou-a rapidamente no bolso com a consciência pesada, como se tivesse roubado. Ao chegar em casa abriu-a e teve uma decepção ao encontrar dentro apenas um carocinho preto. Mesmo assim, experimentou-o, sentindo um gosto ruim e amargo da fruta estragada.
Agora, teria a oportunidade de provar nozes fresquinhas e na quantidade que quisesse.
No grande dia da passagem do ano, sentado à beira da mesa, observou como todos comiam a fruta seca após uma martelada certeira .
Foi o que fez. Colocou-a só sobre a tábua da mesa e ao dar a martelada , a fruta dura voou para longe caindo dentro do prato das lentilhas. Nova tentativa, após desculpas e esmagou-a com casca e tudo, tendo que separar as migalhas amassadas da casca indigesta e assim provar pela primeira vez da semente. Tentou outra e mais outra vez, até que pegou o jeito da martelada, que soltava as duas porções certinhas da casca expondo aquele miolo gostoso que achou parecido com um cérebro em miniatura.
Saboreou-o sentindo seu gosto real, sem pedaços de casca, nem aquele gosto amargo das membranas duras que ficam entre as suas reentrâncias.
A velha vizinha que o convidara para a ceia, vendo o menino se deliciar comenta:
-È tão gostoso porque tirada a casca, a semente contém toda a árvore em sua essência e irá produzir nova árvore.
O pequeno nunca mais esqueceu a experiência da noz de ano novo.
Hoje, já velho e com a face toda sulcada de rugas, como uma casca de noz, espera sem medo, o dia em que perderá a casca, liberando sua verdadeira essência.                                                       

sábado, 28 de dezembro de 2013

Era uma vez um castelo...


Ivana Maria França de Negri

Muito belo
como todo castelo,
e cheio de magia!
Ao seu redor quem vivia
imaginava lá dentro
reis, rainhas
e toda a realeza
Mas...
Como tudo na vida tem um mas...
- havia um castelinho
 no meio do caminho -
como diria Drummond
Atrapalhava o progresso
e precisava sair de cena.
E num belo dia ensolarado,
quase tudo consumado,
o castelo jazia semi demolido
Mas sua mais alta torre
imponente e majestosa,
bravamente resistia!
Cansada de lutar sozinha,
sem reino e sem vassalos,
não suportou
a ação truculenta dos tratores
e dilacerada, caiu por terra
Era uma vez um castelinho...
que dava nome a um bairro
e agora só existe na memória
dos que conheceram sua história
Era uma vez um castelo
tão belo
que deixou saudades
e fez muita gente sonhar!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O sentido da vida

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade
   
         Desejo que você, leitor, encontre o sentido da vida. E me conte onde o achou. Que me mande um e-mail relatando como foi sensacional tê-lo, finalmente, descoberto. Como ele é, o sentido. Se ele é alto ou baixo, gordo ou magro, sisudo ou simpático. Se aparenta ser acolhedor, com respostas na ponta da língua e se está disposto a nos suportar.
         Desejo que o leitor me ensine a escrever o que deseja ler aqui, nesta terça-feira cheia de esperanças. Sim, meu coração transborda de amor, de generosidade e bondade quando escrevo. Sou tomada por uma beatitude e pareço alcançar um estado de graça que, imagino, transpareça nas palavras.
         As palavras. São elas as responsáveis por tudo. São as culpadas de todas as coisas, as orais, as pensadas e as impressas. São elas as donas de toda história.
         O que seria de nós sem as palavras? O que seria da vida sem o seu alfabeto digno? Sim, a vida nasceu de um caldo nutritivo e subiu para a terra. Evolução das espécies, sobrevivência dos mais fortes, biologicamente. Oh, há quem afirme que a vida nasceu das palavras. Ou dos números.
         Este é o sentido da vida: o que falamos, o que escrevemos, o que projetamos em diagramas e símbolos, iconografia de um tempo novo. Sem um traço com significado, não existe vida.
            Se nada digo, nada acontece. O mutismo gera um desconforto antiverbal terrível; um silêncio de possibilidades; e a falta de comunicação seria trágica. Por isso, falamos, escrevemos, redigimos, digitamos, mandamos e-mails, elaboramos frases para as redes sociais, publicamos, jogando para o ar esta fonte inesgotável de inspiração.
         Para que a vida tenha sentido, para que haja um “fiat” em cada vocábulo, é preciso o cultivo das sentenças, das frases que integram as idéias, mesmo as mais atrevidas, as exorbitantes e as mais obscuras, as de segundas intenções.
         Desejo que o leitor encontre sua palavra. Se me perguntarem qual é a mais bela do dicionário, diria que é “liberdade”.  Perguntei a um amigo, ele disse “justiça”; a uma amiga querida, “amor”; a um irmão de armas, “fortaleza”.
         Olha a força da palavra. Ela tem o poder e construir universos, pontes, catedrais e pequenas casas para morar. Ela faz transbordar os rios, as lutas e as almas. Em tudo, vemos a palavra. Mesmo no silêncio absoluto, lá está ela...
         O sentido da vida está na palavra, senhores. Todos já o encontramos. É pela palavra que digo bom dia, obrigada, por gentileza, com licença, por favor. É pela palavra que digo “eu gosto de você”, o profundo “eu te amo”, ou “eu espero o seu abraço”. Se você não pode vir me abraçar, e talvez me curar, ficarei à espera de uma palavra chamada “abraço”. Talvez baste apenas a concretude substantiva deste vocábulo que pulsa em toda parte.
         O sentido da vida está nas palavras. No bem que dizemos e que reverbera pelas montanhas. Ó, as bênçãos que proclamamos, as graças que desejamos, a fé que distribuímos!

         Nada disso teria sentido ou seria possível sem as letras do amor, sem o acento tônico da inteligência, sem a magia romântica da beleza, sem o brilho da crença na vida.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Eterno Natal

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade
 
     Houve uma vez um Natal e ele era um sonho. Todos os sonhos de Natal estavam dentro de mim e eu estava dentro deles, numa espécie de osmose espiritual, que revolucionou os elementos à minha volta e me levou ao êxtase sublime.
     Nada aconteceu. Foi uma vertigem de nadas. Contudo, era um Natal que eu esperara com todas as minhas forças e ele não veio. A data chegou, mas o Natal não. Eu procurei pelos quartos da casa e não havia mais o que eu buscava. Ainda que o cheiro dos frutos e guloseimas natalinos ardesse nas minhas narinas.
     Parando diante dos porta-retratos, das fotos dos meus lindos que já partiram, perdi-me entre as inúmeras recordações. Épocas em que o espírito natalino enchia nossa alma de alegrias. Meu pai e minha mãe no comando de tudo, pessoas amadas em volta de uma mesa maravilhosa. Vultos que hoje são lembranças de um passado tão belo e tão intenso!
Mas a festa singela que agora crescia dentro de mim possuía uma outra forma e era esta que eu buscava. Não mais o Natal das ceias e comidas fabulosas, dos doces e    sobremesas fantásticas. Brindes, presentes, barulho, ruídos. Não. Às vezes, desenhamos uma noite natalina silenciosa dentro do nosso coração.
Então, meu peito ansiava apenas por um presépio que me trouxesse a manjedoura de palhas, o Menino envolto em panos, Jesus, Maria e José. Desejava ver os pastores e as ovelhinhas. O ambiente da noite fria no estábulo, a estrela-guia completando a cena tão doce. Desejei ardentemente esta doçura que se perdeu ao longo do tempo. Eu queria o próprio tempo.
     Naquele momento tão íntimo, as lágrimas me trouxeram o que eu procurava. Meu pranto se transformou em pura fé. Caminhei pela estradinha até Belém, e o gramado que eu via era uma planície onde deitar a alma para repousar em verdes pastagens, como no Salmo 23.
     Havia algo na bruma do tempo, uma gruta, talvez. Algo para se olhar de longe, intocável e sagrado.
     Eterno Natal, não se perca mais de mim! Volte sempre, por favor. Seja para mim esta data em que me recolho para pensar em Deus e naqueles a quem amo de todo o meu coração.
Nos que já partiram, mas se tornam cada vez mais presentes.
     Neste Natal, quem tiver condições de sair distribuindo panetones e brinquedos, que o faça. Haverá mil mãozinhas à espera deles. Se for possível pedir perdão ou perdoar alguém de modo especial e, se houver a reconciliação, este será certamente um feliz Natal.
Quero lhe dizer: eu gosto de você, caro leitor. Mas não sei muito bem quem você é; não sei como vive; o que pensa da vida e do mundo. Se quiser me contar, estou aqui. Gosto de você e não quero amá-lo só porque é Natal. Que seu coração se encante em todos os dias do ano.
Eis que nos encontramos neste espaço e para mim é uma honra e um privilégio. Este Natal agora é eterno e ilumina meu caminho, minha estradinha até Belém. Eu o encontrei e não vou perdê-lo jamais! Feliz Natal!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

PAPAI NOEL

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
  
A chuva cai lá fora e
Sinto carência de amor,
Chora meu coração.
O Papai Noel na porta da loja
Acena para mim.
Seu lugar é nas lojas,
Não  dentro da minha alma.
Menino Jesus venha e preencha –nos,
Com seu amor.
Esse velho, evidentemente,
Tomou muitas mentes,
Com seu jeito sorridente. 


domingo, 22 de dezembro de 2013

Projeto Voluntários da Escrita

Acadêmicas Leda Coletti, Aracy Duarte Ferrari e Silvia Oliveira no terminal escrevendo cartões no projeto "Voluntários da Escrita"

sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal: Deus conosco!

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

            O  Natal leva-me a um anseio maior de suavidade e harmonia... Anseio de paz, de recolhimento, de identificação com a simplicidade do Presépio despojado, em que a mensagem da fé fala por si mesma. É uma voz de silêncio, quase uma advertência para que nos calemos para refletir na grandeza dessa Encarnação e desse Nascimento.
             Na fragilidade e no despojamento daquela família reunida no interior de uma gruta, erguia-se uma força obstinada de princípios alicerçados na verdade, na justiça, na união, na solidariedade e no amor.  Em Maria,a obediência à Palavra revelada, a colaboração com os planos de Deus, o  “Fiat” que tornou possível o impossível, instaurando no mundo a certeza de uma redenção vitoriosa que resgataria todas as indagações.  Em José, o justo, a concordância aos desígnios divinos e o exemplo do trabalho digno que, por pequeno que seja, pode ser grande nas mãos de quem o faz. Em Jesus, naqueles braços estendidos, toda a misericórdia, o acolhimento, o perdão e o amor.
            Em três personagens reais uma História fundamentada na presença de um Deus conosco, o Deus que veio para ser um de nós, o Deus que virá mais uma vez para exercer a Sua justiça e inaugurar uma civilização em que o amor será a única lei.
            O Natal de Jesus deveria significar para todo mundo o anúncio de uma vida nova, de um mundo novo a propor uma transformação radical para gerar o triunfo da paz sobre as guerras; a solidariedade e a fartura do pão contra as desigualdades da miséria e da fome;a vitória da justiça contra a prepotência  e a injustiça;a queda do pecado e o advento da graça divina que une e reconcilia, que perdoa, ama e defende a vida.
         Este 2013 --  tão conturbado pela violência cada vez mais ousada e cruel, pelos fenômenos naturais provocados pelos temporais, as enchentes e os desabamentos ( desastres anunciados e repetidos), a cada ano mais intensos, sem mencionar a frieza, a indiferença  e os desvios escabrosos de nossos homens públicos  e uma espantosa desagregação familiar e social - parece conter uma advertência que os humanos  parecem ignorar. Não seria o momento urgentíssimo de uma transformação?
            Há dois mil anos, a civilização pagã perdia, como hoje, a consciência de sua dignidade. Escravizada pelos erros e o pecado, debatia-se no aviltamento, na perda do respeito próprio e do equilíbrio construtivo.
           Nasceu Jesus. Devagar, os cultos pagãos e exteriores, as imolações de vidas humanas, a imoralidade e as aberrações sexuais, as sodomias e ritos orgíacos, totalmente libertinos, foram sendo substituídos por algo superior, colocando o ser humano em sua verdadeira dimensão, restituindo-lhe a noção de sua própria grandeza como filho de Deus, a sua imagem e semelhança. Operava-se a revolução branda do amor contra os conceitos transitórios do egoísmo, da ambição e do materialismo. Era o ideal cristão, regado com o sangue de grandes mártires e santos, espalhando-se, atingindo os diversos níveis sociais, as raças, os continentes, abrangendo vastos horizontes e modificando tradições.
            Dois mil anos depois esta chama continua viva, para não apagar-se, embora o materialismo feroz que assola o mundo numa situação bastante similar à civilização pagã, leve-nos a crer na iminência das realizações proféticas. As fileiras de um contingente humano fiel, porém, se engrossam, vigilantes e atuantes, a sustentar a evidência das “coisas que passam”, proclamando com suas próprias vidas que os caminhos do mal são bastante tortuosos para que não se estabeleça dentro do coração humano a opção libertadora.  O Deus que veio e que vem sempre, em todo Natal nos pede, com insistência e paciência, a opção da conversão e do amor. Do amor que é paz e força na caminhada, esperança e luz para todos os que O acolhem de boa vontade!...



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Confraternização de final de ano dos grupos literários de Piracicaba

(Fotos de Ivana Negri para a Academia Piracicabana de Letras)

 Madalena sempre inventando novidades
 Uma poesia declamada ao "pé do ouvido" do Cassio 
 Esther lendo um poema de Clarice Lispector para Ivana
 Silvia e Irineu, sempre "in love"
 Carmen lendo um poema para Madalena
 A mesa natalina com os deliciosos quitutes







 Leda, Raquel, Lidia, Madalena e Lurdinha no jogral


 Angela Reyes lendo um conto de Natal

 Brindando com Coca Cola!
Angela, Ruth, Raquel e Leda
 O aniversariante
 Lidia, Madalena, Elda, Aracy, Esther e Raquel
 Abraço dos amigos secretos já revelados: Aracy e Irineu
 Elda e Leda
 Leda e Ruth
 Lurdinha e Lidia
 Carmen e Madalena
 Raquel e Angela
Ivana e Lurdinha
 Surpresa da Aracy, os livros dos amigos e as diversas coletâneas

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

“Mudaram os Natais ou mudei eu?”


Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda


            Natal virou sinônimo de se empanturrar de comida, de beber além da conta e de consumir, consumir e consumir!
            Onde perdeu-se a essência do início? Onde ficou a magia da estrela, o deslumbramento com o presépio vivo, o Menino Sagrado, os reis do Oriente, a mensagem cristã?
Machado de Assis, numa de suas inspiradas elucubrações poéticas, criou a questão que empresta o titulo a minha crônica.
Muito se tem discutido sobre as mudanças que se operam com o passar dos anos. O Natal da infância é encantado, como encantados são todos os dias da aurora da nossa vida. O gosto das frutas colhidas no pé, o aroma dos bolos fofinhos da vovó, as histórias de bruxas e fadas das titias e madrinhas, o vai-e-vem na cozinha, o pinheiro feito de um galho de árvore e as cartinhas escritas com a ajuda  dos mais velhos, tudo tão maravilhoso...
Como era bom deixar a fantasia aflorar, e ver com olhos infantis toda a mágica atmosfera do Natal e enxergar as pessoas em sua essência e não pela sua posição social, pelo cargo que ocupam ou pelas cifras em suas contas bancárias.
Criança vibra com as novas descobertas, maravilha-se com as pequenas coisas e vive em estado permanente de encantamento. É o Natal inocente dos pequeninos, que esperam os presentes que o bom velhinho vai lhes trazer como prêmio pelo bom comportamento. Também tem a aura de sacralidade que envolve o presépio, o bebê rosado e sorridente entre os animaizinhos ao redor da manjedoura e os misteriosos reis magos com seus presentes esquisitos.
A gente cresce e o encanto se quebra, os sonhos viram pó, os problemas e as preocupações tomam conta da nossa vida, que perde a poesia. Entramos numa roda viva e não sabemos mais sair dela. Não se encontra mais a porta de saída. E chegam as neuroses, o esgotamento, o desânimo, a depressão, as doenças misteriosas que ninguém sabe como aparecem e muito menos o medicamento milagroso que vai curá-las. Mudaram os Natais? Ou mudamos nós?
É, meu caro Machado, certamente todos nós mudamos com o passar dos anos. Mas a celebração do Natal também vai ficando diferente ano a ano. Se nada é estático e tudo está em constante transformação, por que não mudaria o Natal?

 Alguns chamam a isso de progresso, outros de evolução. Só não sei precisar se as mudanças são para melhor ou para pior...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Sempre é Natal

Leda Coletti- Cadeira no 36
Cadeira n° 36 - Patrona: Olívia Bianco

                                             Os Natais de antigamente
nos trazem doces lembranças,
torna o passado presente
voltamos a ser crianças.

Os presentes eram: bola
bicicleta, anel,  peteca,
na sonhadora cachola
queríamos a boneca.

Dia de missa do galo
roupa nova bem passada,
e para nosso regalo
macarrão e carne assada.

Muitos Natais se passaram
tristes,  alegres marcaram,
mas os sonhos bons ficaram
 e esperanças renovaram.

A Jesus, o Deus Criança
para nós sempre um fanal,
 pedimos paz e bonança
dias de eterno Natal.



domingo, 15 de dezembro de 2013

sábado, 14 de dezembro de 2013

Evento em comemoração aos10 anos do Centro Cultural Martha Watts

Mais fotos no Facebook

(fotos de Ivana Negri para APL)
Joceli Cerqueira Lazier e o reitor da UNIMEP Gustavo Alvim na abertura  do evento
Rodrigo Bombach representando o Coral da UNIMEP
Carmen Pilotto declamando seu poema de Natal
Maria Helena Corazza interpretando uma poesia
Ivana Negri lendo "Os dois Natais"
Lurdinha e seu poema natalino
Isadora Sodero Pincelli interpretando Musette de Bach
A pianista Cecília Bellato que abrilhantou a noite
Cecília Bellato, Maria Helena CorazzaCarmen Pilotto,Ivana Negri, Gracia Nepomuceno Joceli Cerqueira Lazier,Rodrigo Bombach e Danielle Moura no evento comemorativo dos 10 anos do Centro Cultural Martha Watts. Música, Literatura, Artes Plásticas, Vídeo, Canto, todas as artes unidas.

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz