Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

Antonio Henrique Carvalho Cocenza

http://www.teleresponde.com.br/COCENZA.HTM
PROGRAMA PIRACICABA HISTÓRIAS E MEMÓRIAS
DIA 21 DE AGOSTO DE 2004
ENTREVISTADO: ANTONIO HENRIQUE CARVALHO COCENZA

Ele possui um humor refinado, um trocadilho na hora certa, inteligência e raciocínio rápido.Usa as palavras com precisão cirúrgica. Suas crônicas são saborosas. Um verdadeiro mestre. Advogado, farmacêutico, professor universitário, Presidente da Academia Piracicabana de Letras, Membro do Clube dos Escritores, Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, Membro da OAB. Estamos recebendo nos Estúdios da Rádio Educadora de Piracicaba, 1060 khertz, AM, o Prof. Dr. Antonio Henrique Carvalho Cocenza.

Estamos recebendo este piracicabano de Minas Gerais aqui nos estúdios da Radio Educadora de Piracicaba.
Você acertou dizendo que é mineiro piracicabano, porque eu vim para cá com 32 anos de idade, estou aqui a 36.
Você nasceu aonde?
Meu pai conheceu a minha mãe em um casamento que foi realizado em Aparecida do Norte. Meu pai morava em Cristina e minha mãe em Paraisópolis. Dali começou o namoro, e minha mãe que era criada por uma tia mudou-se para Cristina. Ali continuaram o namoro e casaram. Quando a minha mãe ficou me esperando, precisou fazer cesárea, e em Cristina não tinha naquele tempo parteiro, hoje obstetra, teve que ir para a casa do pai dela, a mãe dela tinha morrido, em Paraisópolis. Então eu nasci em Paraisópolis, mas quando eu abri os olhos eu já estava em Cristina. Por isso me considero Cristinense.Tenho dupla nacionalidade!(risos). Meu pai começou a vida como barbeiro, depois começou a comprar milho, comprar fumo, depois comprou uma fazenda, começou a tirar leite, e viver da agricultura e do comércio.Tenho um irmão, é fazendeiro em Avaré.
Tenho dois filhos, um tem uma Lan House, ele é técnico em informática, outra é advogada, está prestando concurso para cargo público.
Quando você descobriu que gostava de escrever?
Nossa! Isso se perde na escuridão do tempo!
Você foi seminarista?
Por 24 horas! Eu ia ser padre. Minha mãe queria. Meu avô queria. Meu pai não queria. Me levaram para o Seminário do Verbo Divino em Passa Quatro. Chegamos lá umas duas horas da tarde, e o reitor do seminário falou: - Você passa ai o último dia com seu pai, passa ai em Passa Quatro, dá uma volta, toma um lanche, as cinco horas você volta porque o jantar é servido às seis horas. Eu fiquei com meu pai aquelas últimas horas, o seminário era retirado seis quilômetros da cidade. Às cinco e meia eu estava lá chegando, logo em seguida fomos jantar. A mesa tinha sete componentes. Três de cada lado e um na ponta que era chefe. Essa chefia ia alternando. Cada semana um ficava chefe. Esse chefe era encarregado de colocar água na mesa, de trazer remédios para aqueles que tomavam, pedir suplemento de comida. Foi servida mortadela. Colégio de padre colocam tudo que tem nitro. Nitro é para você esquecer de determinados problemas. Eu espetei com um garfo a fatia de mortadela, levantei, e através dela pude divisar a sombra do meu amigo que estava na frente. De tão fina que era. Eu coloquei no prato, fui cortar, isso no tempo que ainda havia aquela rebarba na mortadela, o garfo deslizou. Eram duas fatias!(risos) Ai eu falei:- Vou morrer de fome aqui. No outro dia às 10 horas da manhã pulei o muro do fundo e voltei para Cristina. Naquela época eu comia feito um boi bravo!
Você já se imaginou como um padre, buscando almas? Você acha que se daria bem nessa atividade?
Acho que não tenho a menor vocação para isso!
Quando você descobriu que gostava de ler e escrever?
Ler eu comecei a gostar quando uma tia me deu um livro do Monteiro Lobato, O Minotauro. Comecei a ler aquilo e me interessei. Tinha uns 8 anos mais ou menos. Comecei a ler, tudo que me caia nas mãos eu lia. Ai meu pai comprou o resto da coleção Monteiro Lobato. Monteiro Lobato foi o meu iniciador pelo gosto da literatura. A primeira coisa que escrevi na minha vida foi um discurso para a esposa do diretor do ginásio que eu estava estudando em Itanhandu. Ela era uma senhora muito boa, era uma senhora belga, ele também era belga, era aniversário dela, todo ano faziam uma festa e me escolheram porque eu era um bom aluno em português, me escolheram para fazer um discurso em homenagem a ela representando os alunos do segundo ano ginasial. Todo mundo gostou do discurso. Daí comecei a escrever, tirava sempre nota alta nas redações, o professor era muito exigente, praticamente não encontrava grandes erros nos meus textos e eu fui gostando de escrever.
Uma questão que se discute, às vezes a pessoa tem o dom de escrever, mas necessariamente ela não conhece gramática, aliás escritores famosos.
Jorge Amado é um deles. José Mauro de Vasconcellos. Ele veio aqui em Piracicaba, no escritório do João Chiarini, eu cobrei dele. Ele escreveu assim: Fui visitar a casa da minha tia que dá os fundos para o mar. Quem dá os fundos para o mar? A tia ou a casa? Ele riu e disse: Você também é? O que interessa na realidade é a transmissão do pensamento. A gramática é uma forma escorreita, é uma forma que todos devem buscar. Mas entre comunicar alguma coisa gramaticamente correta e só comunicar, a preferência é para comunicar. Por que se você capricha muito, usa um vocabulário bastante difícil, não atinge a comunidade que você pretende atingir. Guimarães Rosa é o autor mais rígido em termos de gramática. Inclusive ele inventa palavras, cria termos, cria verbos. O Grande Sertão Veredas ele começa com uma palavra nonada. Você reparou que quando a gente fala com alguém a primeira resposta do sujeito é não. Num sei o que...não. Então ele começou...Não é nada. E escreve seiscentas e tantas páginas sem um diálogo começando com nonada. Ai inventa uma série de situações.
Existe uma receita para se tornar escritor?
É a mesma coisa do indivíduo que quer ser agricultor. Ele tem que plantar. Ele tem que ler muito. Ler bons autores. Ler autores razoáveis. Sentir como é que se escreve. Ter idéias e conseguir transportá-las para o papel. Mas o principal é a leitura. Para você criar uma seqüência lógica no que você ta contando. E com isso ai também a parte gramatical vem junto. Mas se você não plantar, se você não tem leitura, se você não tem o hábito de ler, dificilmente você será um escritor, não vai passar de um escritorzinho razoável.
Tem aquele pessoal que gosta de buscar nomes no dicionário, referências importantes, filósofos, para citar no trabalho e na verdade conhece a obra superficialmente?
Exato. Eu até publiquei no jornal dois textos, chamado Excertos dos Grandes Mestres. Eu peguei um trecho de Santo Agostinho, um trecho de Goethe, um trecho de Weber, e coloquei um atrás do outro sem a menor ligação embaixo escrito: É ótimo para citar em conversas de bar, de fila de banco, fila de ônibus, em discussões nas esquinas e dá a impressão a seus amigos que você é um intelectual, que você leu tudo aquilo. Decore isso e use! (risos)
Fila de banco está substituindo bar?
Eu acho que está. Primeiro um pouco da falta de segurança nos bares. Aqui em Piracicaba até que nem tanto, mas quantas vezes a gente vê notícia de que em São Paulo, no Rio de Janeiro, a pessoa está no bar tomando um lanche ou qualquer coisa, vem o sujeito e assalta. Os bares estão cobrando muito caro. Chopps muito caro. Cerveja muito cara. Tira gosto muito caro. A fila do banco é de graça! Ar condicionado! Ainda não lembraram de taxar o ar condicionado! Nem limitar o número de respirações do cliente! É bem provável que até o fim do ano tenha novidade nesse setor!
Quantas obras você tem publicadas?
Eu tenho três obras publicadas. Fora apostilas que fiz para cursinhos, colégios. Livros mesmo escrevi três. Escrevi Antes Que Me Esqueça, que é um livro quase igual a este que estou lançando agora, contendo crônicas, contos, causos, em 1967 escrevi um livro didático chamado Deontologia e Legislação Farmacêutica para o curso de farmácia da Unimep, onde fui o primeiro professor de Deontologia e Legislação Farmacêutica. Sou farmacêutico formado em 1959. É difícil encontrar um farmacêutico que é advogado. Para dar Deontologia tinha que ser farmacêutico. E para dar legislação seria interessante que fosse um advogado. Essa combinação é difícil. Eu acho que fui escolhido porque eu era o único que reunia as duas qualidades.
Você está hoje fazendo aqui nos Estúdios da Rádio Educadora de Piracicaba o pré lançamento do livro BAÚ VELHO, UM RELICÁRIO DE SAUDADES, que tem uma capa muito bonita. O que você pode adiantar ao nosso ouvinte sobre esse lançamento?
A capa foi feita pelo Emilio Moretti, o editor foi o Clemente Nelson. O título Baú Velho não é um título original.Viriato Correia há muitos anos escreveu um livro com esse nome. Baú Velho Um Relicário de Saudades era um programa mantido por um compositor e jornalista de Belo Horizonte chamado Rômulo Paes autor de algumas músicas, umas até serviram naquele programa Romance Musical da Rádio Nacional, Sebastiana da Silva, história de uma mulher que foi porta estandarte e foi dançar, depois se perdeu na vida. Então ele tinha um programa na Rádio Inconfidência chamado Baú Velho Um Relicário de Saudades em que ele transmitia serestas, sambas antigos, valsas, maxixes, era um programa para recordar o passado. Ele era compadre do meu primo e ambos trabalhavam no mesmo jornal. Então às vezes saiamos nós três, à noite, eu passei a gostar muito dele, e depois ele faleceu, eu então quis prestar uma homenagem a ele. No livro até falo. Me assenhorei do título, recebi inclusive cartas de gente de Belo Horizonte, conhecido meu, uma poetisa de lá, dizendo que gostou muito da homenagem que eu tinha prestado ao Rômulo Paes, que infelizmente não é muito conhecido fora de Minas. Poucas pessoas o conhecem.
Você pode nos brindar com um dos causos que estão no lançamento Baú Velho Um Relicário de Saudades?
Em Cristina havia uma professora chamada Dona Ernestina, ela foi aposentada pela compulsória, tinha 70 anos quando se aposentou, nunca faltou a uma aula, aliás faltou a dois dias de aula, quando morreu o primeiro marido dela, e quando morreu o segundo, como o funcionário público tem 7 dias de gala quando casa e 7 dias de nojo quando morre alguém, olha que nome feio, dia de nojo, então ela não quis se aproveitar dos 14 dias, ela disse que os alunos não tinham nada a ver com os problemas pessoais dela, então ela faltou no primeiro por que tinha que ficar com o corpo, por que o velório lá ainda é na casa do falecido, não tem velório na Santa Casa, não tem velório no hospital, o velório é na casa da pessoa que morreu. Ela um dia morreu. A casa ficou cheia, todo mundo tinha sido aluno dela, o padre chegou para encomendar, os círios acesos, e o João Felpudo, que a turma lá chama de João Ferpudo, lá também troca o erre pelo ele, como aqui, Osvardo, então o João Ferpudo queria entrar, e a turma não queria deixar porque ele estava bêbado. Mas ficaram com dó, acharam que ele também tinha sido aluno dela, queria dar a última olhadinha nela, deixaram entrar. Quando ele olhou as quatro velas acesas ele começou a bater palma. Parabéns pra você...!!! Ai pegaram ele e levaram para fora. Ele caiu no meio da rua e disse:- Vocês podem não querer que eu fique ai, mas que essa véia não tinha só quatro anos não tinha!
A cidade de Cristina tem esse nome por que?
É uma história interessante. A cidade chamava Espírito Santo dos Cumquibus. Cumquibus é uma palavra latina que significa riqueza. Ouro. Tinha algumas minas de ouro lá. Lá havia um Conselheiro do Império chamado Joaquim Delfino, que estava lá, naquele tempo Conselheiro fazia o papel de Senador. Ele propôs na cidade uma mudança. De Espírito Santo dos Cumquibus que era um nome feio, Cumquibus, quase ninguém sabe, só quem sabia latim é que sabia, ele propôs a mudança para Cristina em homenagem a Thereza Cristina esposa de D.Pedro. Em primeiro de janeiro de 1867 a Princesa Isabel e o marido dela o Conde D´Eu foram a Cristina agradecer a homenagem e ficaram hospedados em um casarão que até pouco tempo existia lá, cuja foto está no livro, com a legenda, foto da casa onde pernoitou a Princesa Isabel, houve uma sessão na Câmara, ela falou agradecendo, o Conde D´Eu também falou.
A dona de casa depois de muito cozinhar acaba se tornando exímia cozinheira, com o escritor acontece a mesma coisa?
Acontece. Nos primeiros tempos em que fazia uma crônica, eu comecei aqui em 1974, no Jornal de Piracicaba, eu colocava uma folha na máquina, naquele tempo máquina de escrever, demorava para sair, mas demorava mesmo, ficava dois dias martelando alguma coisa, o canto ao lado da máquina ficava cheio de papel amassado que eu acabava não gostando. Eu sou muito rigoroso com aquilo que eu faço. E depois com o passar do tempo, hoje alguém pede para eu escrever qualquer coisa eu ponho o papel na máquina, 10 minutos,15 minutos depois, conforme a extensão do texto está pronto!
O Randhal Juliano que todos nós conhecemos do passado, foi um grande radialista, galã de novela, ele recentemente disse por telefone em uma conversa conosco que vai lançar três livros, ele vai fazer o lançamento de avião, porque se lançar em terra o pessoal o mata. Você tem um projeto seu para publicações não autorizadas?
Tenho. Mas só vai ser publicado depois que eu morrer. Tá quase pronto. São mais cobras do que lagartos.
O que leva o ser humano a escrever?
A vontade de transmitir para alguém aquilo que se ele não transmitisse ficaria restrito a ele. É aquela história da Bíblia que ninguém acende uma vela para colocar embaixo da cama. Acende a vela e coloca em um lugar bem alto que é para iluminar o ambiente. Os jornais só trazem notícias desagradáveis. É assalto. Estupro. Roubo. Violência. Aumento de coisas. Agora com essa história de criação de novos empregos. Eu nunca vi criar novo emprego. Quero ver criar emprego. Emprego velho ninguém cria. Então o novo ai está sobrando. Tem que ter uma espécie de oásis para a turma se divertir, se distrair, então eu escrevo esses textos mais ou menos humorísticos, leves, justamente para tentar equilibrar a violência, os textos sérios, os textos escritos em economês, que ninguém entende. A gente escreve para passar para os outros aquilo que morreria com a gente.
Qual é a hora do dia que você produz mais?
Parece incrível mas é a noite. Meia noite, uma hora da manhã. É a hora que eu termino de ouvir os noticiários da televisão. Eu posso dizer para você que vou para a cama sem o Jô(Jô Soares), eu acho o Jô insuportável, ele quer falar mais do que o entrevistado, quando o entrevistado esta sendo brilhante ele interrompe com perguntas idiotas, fala sobre sexo, ele não admite que ninguém apareça mais do que ele! Ele está se tornando irritante.Um dia eu mandei um e-mail para ele dizendo: Obrigado pela entrevista que você concedeu ao fulano de tal! O entrevistado é alguém que tem alguma coisa para dizer. Não é o entrevistador que tem alguma coisa para dizer.
Você pode nos adiantar mais um causo do livro Baú Velho Um Relicário de Saudades?
O texto chama-se Fé demais, Fé de menos. É um cacófato proposital. Dois sujeitos, em uma cidadezinha pequena que é Cristina, namoravam bastante, ficaram ricos, e um deles, conseguiu emprego em uma firma estrangeira, uma multinacional, e foi para os Estados Unidos, um dia voltou, e voltou para o Rio de Janeiro, mas deixou raízes na cidade, então ele foi para a cidade, queria casar, mas o pai da moça era muito religioso, e falou: -Você só casa se você se confessar! Tinha 30 anos que ele não confessava. Ele acabou tendo que confessar. Ajoelhou-se aos pés do padre, e seguiu as normas do catecismo: Padre, daí-me a vossa benção porque pequei! É a terceira vez que me confesso. Meus pecados são: começou a numerar os pecados, nos Estados Unidos eu andei com a Sharon Stone, com a Demy Moore,e mais umas 3 ou 4 artistas desse naipe, e aqui no Brasil eu andei com 3 ou 4 meninas da Globo, algumas modelos, manequins...O padre falou: - Eu ouço a sua confissão, mas não vou te absolver. Por que Deus não vai acreditar que você esta arrependido!
O que você pode dizer desses cursos de contador de histórias que estão surgindo?
Eu acho interessante. Contar história é uma arte. Toda mãe, toda tia, sempre contam histórias para as crianças. Só que eu acho que as histórias para crianças tem um pouco de violência. Branca de Neve e os Sete Anões, Bela Adormecida, negócio de fincar pente na cabeça, sujeito querer passar a faca no Pedrinho, são histórias violentas. Esses cursos acabam criando uma nova visão, um novo modo de contar história, de modo que toda criança que ouve história acaba gostando de ler e gostando de escrever. Eu por exemplo tive uma das historias deste livro representada num festival de histórias que foi realizado no SESC. Modestamente concorri com EL REY DOM SAPO, de Thales Castanho de Andrade, PEDRO MALAZARTES   do Monteiro Lobato, e essa história minha MATEUS PRIMEIRO OS TEUS. Eu estava presente e pude observar que consegui maiores aplausos e maiores risadas do que os outros dois. Para mim foi uma glória. Dr.José Ricardo e a Maristella de Rio das Pedras que teatralizaram o conto. Eu procuro escrever em uma linguagem bastante comum. Não uso palavras difíceis. Quando sou obrigado a usar uma palavra difícil eu digo: Viu! Cocenza também é cultura!
Você é da turma da Brasserie. Aonde essa turma esta se reunindo hoje?
Sou dessa turma com muita honra. Nós estamos nos reunindo na última quarta-feira de cada mês lá na Brasserie, tentando resgatar a Brasserie antiga. A idéia também é formar uma ONG (Organização Não Governamental), temos já o apoio de dois bancos da cidade para remodelar as fachadas dos prédios lá da praça. Se tem coisa feia na cidade é a frente do Coronel Barbosa, a frente daquelas lojas, teve um cidadão que colocou umas coisinhas lá que deixou aquilo horrível. Estamos tentando fazer com que haja uma remodelação.
Quais são as três coisas que você mais deseja atualmente?
As três coisas para mim se resume em uma só: saúde,saúde,saúde! Eu sou enfartado, artrítico, hipertenso e diabético! (risos). Tomo 14 comprimidos por dia!
O que você baniria da cidade de Piracicaba?
As fofocas. Você conversa com alguém na rua ele diz: Você lembra? Há cinco anos atrás..fez isso...! Há dez anos atrás fez aquilo...!!! Mas espera lá! Cinco anos, dez anos, quinze anos.. se fosse um crime já tinha cumprido a pena.
Isso não dá um livro muito interessante?
Dá ...!!! Por isso vai sair esse livro depois da minha morte! Eu estou escrevendo um sobre mim mesmo, chama-se AUTOBIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA. Eu estou falando não autorizada, porque geralmente uma pessoa que tem uma certa fama pede para alguém escrever a biografia dele. Quando ele lê e a pessoa que escreveu foi além do que ele disse ele fala: - Eu não autorizei! Então Autobiografia Não Autorizada é uma criação minha. Existe Biografia Não Autorizada da Lady Di, Biografia Não Autorizada do Kennedy,
A minha é Autobiografia Não Autorizada, eu mesmo não estou me autorizando a escrever aquilo.

Contato com João Nassif:  joao.nassif@ig.com.br

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz