Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

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domingo, 9 de janeiro de 2011

A cidade da Imperatriz

Antonio Henrique Cocenza (in memoriam)

Por que Cristina? Perguntam-me os meus escassos e fugazes leitores, quando lêem meus textos na imprensa. Agora vou explicar. Em 1774, o Pe. José Dutra da Luz, quando em viagem pelo chamado "Sertão da Pedra Branca", encantou-se com a paisagem que se apresentava ante seus olhos. Incontinenti, fez construir uma capelinha (não era padre?) e, no dia 13 de maio, celebrou ali a primeira missa.A igrejinha não fica propriamente no lugar onde atualmente fica a cidade de Cristina, mas num bairro distante, cerca de dez quilômetros, chamado Glória, que existe até hoje. Trata-se de uma região bastante montanhosa, fato que impedia o desenvolvimento de uma povoação. Um pouco mais para baixo, com um relevo mais favorável, surgiu um povoado que se chamou "Espírito Santos dos Cumquibus", palavra latina que significa ouro, riqueza. Torna-se, assim, evidente, que o Padre português ali viera à cata do cobiçadíssimo metal... O dia 13 de maio ficou, então, sendo considerado como o da fundação da cidade. Portanto, Cristina já é bi-centenária, com mais trinta e cinco aninhos de lambujem... O pequeno povoado desenvolveu-se rapidamente e ali nasceram figuras que se destacaram na política brasileira, ao tempo do Império, como o Dr. Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, advogado formado em 1824, pela "Faculdade de Direito de São Paulo", um dos líderes do Partido Conservador. Ocupou as pastas da Fazenda, da Justiça e, curiosamente, a Pasta da Guerra e da Marinha... Mais tarde, foi Presidente do Estado de Minas Gerais, então Província. Como Conselheiro do Império e amigo pessoal do Imperador D. Pedro II, fez com que ele mudasse o nome de Espírito Santo dos Cumquibus para "Vila Cristina", em homenagem à Imperatriz Tereza Cristina. Em 20 de janeiro de 1852, foi assinado o ato, recebido com grandes festas pela população. Mas o melhor ainda estava por vir. A convite do Conselheiro, em 1º de dezembro de 1868, a Princesa Izabel, filha do Imperador, acompanhada por seu marido, o Conde D'Eu, foi visitar Cristina para agradecer ao povo pela homenagem prestada à sua genitora.Coincidentemente, naquela data nascia na cidade Delfim Moreira da Costa Ribeiro, que viria a ser Presidente da República, cargo que ocupou de 15 de novembro de 1918 até 28 de julho de 1919. A chegada da Princesa Isabel a Cristina foi registrada em ata e a memória dessa visita está perpetuada em madeira, esculpida pelo artista cristinense, João Honorato (residente no Rio de Janeiro), num painel de mais de dois metros quadrados, quadro este que se encontra no prédio da Prefeitura Municipal. Maravilhoso!!!Pois é, vem daí o nome da mui amada e fidelíssima cidade de Cristina, que, pequenina, pequenina, desperta tanto amor e carinho não só daqueles que tiverama ventura de ter nascido lá, mas também de tantos quantos tenham a felicidade de conhecê-la. Daquele pequenino rincão saíram homens (além dos já citados) como Dom Marcos Barbosa - OFM, que pertenceu à Academia Brasileira de Letras, é o tradutor do "Pequeno Príncipe", de Exupèry, o Dr. José Francisco Rezeck, o mais jovem Ministro da história do Supremo Tribunal Federal, que também foi Presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Viram? Tamanho nunca foi (nem será) documento... E aqui fica uma promessa: quando eu substituir algum Presidente da República, prometo mandar um tremendo avião (dos que voam, claro!) para levar todos vocês a conhecerem Cristina, a cidade que me adotou com poucos meses de vida... Só que, primeiro, preciso construir um aeroporto...

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
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Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
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João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
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Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
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Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz