Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lançada em Piracicaba obra sobre Idade Média


Armando Alexandre dos Santos - Cadeira no 10
 Mais uma obra de autoria do acadêmico Armando Alexandre dos Santos, um livro histórico chamado “Dialética pró e contra as cruzadas em documentos do século XIII”,  pela editora Equilíbrio.

    


Armando Alexandre dos Santos, vice-presidente da Academia Piracicabana de Letras acaba de lançar mais um livro histórico. Em “Dialética pró e contra as Cruzadas em documentos do século XIII”, Armando analisa, com documentos da época, os debates que ocorreram na França, na segunda metade do século XIII, entre partidários e opositores da realização de Cruzadas.
“Contrariamente ao que muita gente pensa − diz o autor − havia na Idade Média uma grande margem de liberdade para debates dessa natureza. Estava-se muito longe do unanimismo e da monotonia que geralmente se costuma atribuir a essa época histórica.  A análise de dois documentos do século XIII, um memorial do Beato Humberto de Romans, geral da Ordem Domininicana, redigido para o Concílio de Lyon, em 1274, e um poema satírico de Rutebeauf, jogral muito popular no seu tempo, com argumentos contra as Cruzadas, mostra bem como se debatiam abertamente tais questões”.
Armando escolheu esses dois documentos, para sua análise, não só por manifestarem opiniões que divergiam de modo frontal quanto às Cruzadas, mas também por procederem dos dois extremos da sociedade medieval: “Humberto de Romans era, tipicamente, um homem bem integrado no stablishment político-religioso do tempo, como superior geral de uma importante Ordem religiosa, conselheiro e compadre do Rei da França, São Luís IX, e gozando de muita influência no Vaticano, a ponto de quase ter sido eleito Papa. Já Rutebeauf era um pobre trovador, desajustado e pobre, bordejando a marginalidade, mas foi um autor fecundo que teve grande influência na história da língua francesa e é considerado por Le Goff como o primeiro grande poeta lírico desse idioma”.
O livro, lançado pela Editora Equilíbrio, de Piracicaba, encontra-se à venda na Livraria Nobel, do Centro.
Para breve, será lançado pela editora da Universidad de Alicante, na Espanha, um outro trabalho em que Armando teve participação. Trata-se da tradução do catalão medieval para o português moderno do romance de cavalaria “Curial e Guelfa”, de autor anônimo do século XV, realizada pelo Prof. Ricardo da Costa, da Universidade Federal do Espírito Santo, que enriqueceu o trabalho com uma introdução metodológica e numerosas notas explicativas. Armando colaborou na revisão do texto em português e também redigiu um texto introdutório, intitulado “Típico retrato de uma época de transição”. O volume conta ainda com outro estudo sobre a obra, do Prof. Antoni Ferrando, da Universitat de València, na Espanha.
“Curial e Guelfa”, escrito cem anos antes de Cervantes ter publicado o Dom Quixote, traça um retrato da sociedade ibérico-italiana da passagem da Idade Média para a Renascença. Encontrado em manuscrito no final do século XIX, somente agora vem sendo estudado em profundidade, nos ambientes universitários europeus.
“No Brasil ainda é praticamente desconhecido, e graças à iniciativa pioneira do Prof. Ricardo da Costa poderá ser, aqui e em todo o mundo lusófono, divulgado e estudado” esclarece Armando, que também é membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Associação Brasileira de Estudos Medievais.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
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Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
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Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
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Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
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Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
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Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz