Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


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quarta-feira, 21 de março de 2012

Citar ou não citar, eis a questão!

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Nota-se, em alguns orientadores universitários, uma tendência para julgar as citações textuais como manifestações de preguiça, por parte dos alunos. Entende-se essa posição dos professores, pois, como os alunos, ano a ano, vão cada vez menos sabendo escrever, o recurso às citações entre aspas, costuradas por palavrinhas ou pequenas frases de ligação pode se revelar um recurso fácil para alunos pouco aplicados produzirem sem esforço textos volumosos. Existem trabalhos universitários tão "costurados" que, no final, o aluno não escreveu mais do que 10 ou 15 por cento do total...
Parece-me, entretanto, que alguns professores exageram nessa ojeriza por citações textuais. Não compreendem que um redator honesto se sinta meio "ladrão" de pensamento alheio quando reproduz, com palavras suas, longos textos alheios, limitando-se a pôr, no fim, uma referência à fonte. Quem lê, fica sem saber em que medida o pensamento exposto é original do estudante, em que medida ele apenas parafraseou pensamento alheio.
Julgo ser esse um problema que precisa ser considerado caso a caso. O professor ou orientador deve ter critério para permitir que um bom redator cite, entre aspas, o que julgue adequado, ou, pelo contrário, para exigir que um redator preguiçoso se esforce para evitar citações textuais e se empenhe em redigir textos de sua própria lavra.
Vou tentar expor, a seguir, quais as normas gerais que me parecem deverem ser seguidas, em matéria de citações:
1) Em princípio, não se deve citar aquilo que podemos convenientemente expor com nossas próprias palavras. A citação só deve ser feita quando enriquece nosso texto, ou pela autoridade do respectivo autor, ou pelo modo particularmente feliz com que ele exprimiu seu pensamento.
2) Em princípio, ainda, deve-se creditar a cada autor o que é seu, sem apropriar-se de pensamento ou formulação alheio. Assim, quando uma ideia original ou uma expressão particularmente feliz é colhida numa fonte, não é justo que a incorporemos a nosso texto sem referência, como se fôssemos os seus autores. É preciso dar a cada qual o que é seu (“suum cuique tribuere”, lia-se nas Instituta de Justiniano). Até mesmo na conversação oral, manda a boa educação que lembremos, quando usamos uma formulação ou uma ideia de outra pessoa, o respectivo autor.
3) Há, porém, casos de transliterações tão evidentes que se torna ocioso e até pedante fazer uma referência ao autor. Por exemplo, quando no título deste artigo escrevi “citar ou não citar, eis a questão”, é óbvio que estou usando a formulação clássica do famoso monólogo de Hamlet. Não será necessário, portanto, acrescentar “parafraseando Shakespeare”, menos ainda será necessário seguir as famigeradas regras da ABNT, colocando entre parênteses o nome do poeta em maiúsculas, seguido do ano da edição recente e barata que está sendo usada. Também certas informações correntes, de conhecimento geral por pessoas de cultura mediana, não precisam ser amparadas em fontes. Ninguém precisa citar uma enciclopédia para provar que Paris é a capital da França, ou que o nome civil do atual Papa é Joseph Ratzinger.
4) A citação direta, entre aspas, deve ser feita sempre que, parifraseando-a ou reescrevendo-a com nossas próprias palavras, algo de sua força se perde. E a citação indireta, perifrástica, deve ser adotada preferencialmente quando se trata de uma citação muito grande, ou quando no nosso texto são por demais abundantes as citações. Produz sempre, com efeito, péssima impressão um texto quase todo composto de citações alheias costuradas. Parece feito por um preguiçoso que não quer ter trabalho de escrever por si mesmo e prefere usar tesoura e cola (ou, mais modernamente, Control-C Control-V).
5) Quando se têm algum texto de extrema importância, para o tema que estamos desenvolvendo, pode ser conveniente destacá-lo de modo especial, colocando-o como epígrafe, no início do livro ou do capítulo. É esse um modo muito adequado de se destacar um autor que nos ajudou de modo assinalado na elaboração do trabalho, e que desejamos que seja tomado em consideração também de modo especial, pelos leitores.
6) Evidentemente, devem ser evitadas a todo custo as citações desnecessárias, feitas só para mostrar erudição ou engrossar bibliografia. Esse é um recurso de maus escritores, desprezado pelos leitores críticos que sabem distinguir joias verdadeiras de bijuterias e obras de arte autênticas de imitações grosseiras.
Parece-me que, em linhas gerais, essas são as normas que o bom senso e a prática corrente do jornalismo, nos ensinaram, em matéria de citações.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom dia. Por favor, preciso de uma gentileza. Um membro da academia falecido ha cerca de 5 anos será homenageado em nosso município no próximo dia 30/03. O sr. Leandro Filier Neto "Larry" dará o nome ao anfiteatro do município um equipamento público de extrema qualidade que irá ofertar bens culturais a todos os munícipes. Gostaria de obter informações sobre uma possível homenagem da academia a ele ou mesmo como posso proceder. Qualquer informação será de extrema valia para nossa equipe. Meu email é luiz.alfredo@r7.com ou pelos fones (19) 9707.0808 - (19) 3545.8000 - Luiz Alfredo. Agradecendo desde já despeço-me externando votos de continuo sucesso.

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz