Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Revolucionários paulistas


Cezário de Campos Ferrari
Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o maior movimento armado da história do Pais. Envolvendo algumas dezenas de milhares de homens, que durante três meses lutaram nas fronteiras do Estado de São Paulo, ela significa um marco importante na evolução política nacional e é com certeza um dos alicerces que consolidaram a atual democracia brasileira.
A simples narrativa da guerra, que teve mais de mil mortos, ou seja, na qual morreram mais brasileiros do que na campanha da Itália durante a 2ª. Guerra Mundial, seria suficiente para justificar este artigo.
De um lado, São Paulo e parte do Mato Grosso, e do outro, os demais Estados do Brasil. De um lado, tropas mal-armadas, sem munição e sem treinamento militar, de do outro, a elite do exército e das policias estaduais, equipada com material superior e com maior numero de soldados, engajados num combate desigual, que desde a segunda hora deixou evidente que as tropas constitucionais não tinham chance de vitória.
Mesmo assim, suportadas pela população do Estado e pela criatividade da sua indústria, as tropas paulistas lutaram por três meses, sob os rigores do inverno, num terreno que nem de longe lembra o interior de São Paulo hoje. Há 79 anos as estradas, quando existiam, eram de terra, sendo que, na maioria das vezes, eram construídas para serem utilizadas pelas carroças e carros de boi que transportavam o café dos terreiros das fazendas até as estações das estradas de ferro.
E é sob este prisma que o Movimento Constitucionalista de 32 precisa ser visto. Ele não foi um movimento paulista, terminou sendo uma guerra paulista – o são duas coisas completamente diversas. Em verdade, logo depois da vitória da Revolução de 30 e da tomada de poder por Getúlio Vargas, a ditadura por ele implantada começou a ser contestada, especialmente pelos Estados mais desenvolvidos, que viam sua autonomia ameaçada pela nova ordem, que dava ao ditador o direito de nomear discricionariamente os interventores estaduais.
Consequência desta insatisfação foi a criação de uma frente composta pelos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, engajada na redemocratização do País.
Mas não eram só eles que encampavam este ideal. Boa parte da população do Rio de Janeiro e mesmo algumas das mais importantes unidades militares aquarteladas na então capital federal.
Por um desses erros estratégicos fáceis de serem julgados depois, as tropas paulistas foram detidas em sua marcha em direção à Capital Federal, recebendo ordem de ficarem paradas, por cinco dias, no Vale do Paraíba. Aí foi jogada fora a única chance concreta de vitória de movimento.
Ao pararem, as forças paulistas fizeram com que as tropas quarteladas no Rio também não sublevassem, permitindo a Vargas as medidas necessárias para manter a ordem na capital e angariar o apoio dos outros Estados, que enviaram suas tropas em defesa da ordem estabelecida.
O grande argumento de propaganda utilizado pela ditadura na mobilização contra São Paulo foi o de que, dominado por estrangeiros e comunistas, o Estado mais rico da nação pretendia se emancipar, criando um novo Pais.
No entanto, nada estava mais longe dos ideais revolucionários paulistas do que uma cisão. A luta que mobilizou o Estado, do cidadão mais pobre ao mais rico, de todas as idades, raças, origens e sexo, engajando milhares de pessoas no esforço de guerra, pretendia, ao contrário, que a ordem democrática fosse restabelecida, por meio da outorga de uma constituição que balizasse o futuro da nação.
Dentro da história de uma nação, 79 anos não é nada. E é este o tempo transcorrido entre o inicio da revolução, a 9 de julho de 32, e hoje. Com a isenção que só o passar do tempo dá, 32 será revisto e, com certeza, se firrnará como uma das mais importantes manifestações democráticas da história do Brasil.

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Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
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Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
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Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz