Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
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Conselho Fiscal
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Revolucionários paulistas


Cezário de Campos Ferrari
Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o maior movimento armado da história do Pais. Envolvendo algumas dezenas de milhares de homens, que durante três meses lutaram nas fronteiras do Estado de São Paulo, ela significa um marco importante na evolução política nacional e é com certeza um dos alicerces que consolidaram a atual democracia brasileira.
A simples narrativa da guerra, que teve mais de mil mortos, ou seja, na qual morreram mais brasileiros do que na campanha da Itália durante a 2ª. Guerra Mundial, seria suficiente para justificar este artigo.
De um lado, São Paulo e parte do Mato Grosso, e do outro, os demais Estados do Brasil. De um lado, tropas mal-armadas, sem munição e sem treinamento militar, de do outro, a elite do exército e das policias estaduais, equipada com material superior e com maior numero de soldados, engajados num combate desigual, que desde a segunda hora deixou evidente que as tropas constitucionais não tinham chance de vitória.
Mesmo assim, suportadas pela população do Estado e pela criatividade da sua indústria, as tropas paulistas lutaram por três meses, sob os rigores do inverno, num terreno que nem de longe lembra o interior de São Paulo hoje. Há 79 anos as estradas, quando existiam, eram de terra, sendo que, na maioria das vezes, eram construídas para serem utilizadas pelas carroças e carros de boi que transportavam o café dos terreiros das fazendas até as estações das estradas de ferro.
E é sob este prisma que o Movimento Constitucionalista de 32 precisa ser visto. Ele não foi um movimento paulista, terminou sendo uma guerra paulista – o são duas coisas completamente diversas. Em verdade, logo depois da vitória da Revolução de 30 e da tomada de poder por Getúlio Vargas, a ditadura por ele implantada começou a ser contestada, especialmente pelos Estados mais desenvolvidos, que viam sua autonomia ameaçada pela nova ordem, que dava ao ditador o direito de nomear discricionariamente os interventores estaduais.
Consequência desta insatisfação foi a criação de uma frente composta pelos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, engajada na redemocratização do País.
Mas não eram só eles que encampavam este ideal. Boa parte da população do Rio de Janeiro e mesmo algumas das mais importantes unidades militares aquarteladas na então capital federal.
Por um desses erros estratégicos fáceis de serem julgados depois, as tropas paulistas foram detidas em sua marcha em direção à Capital Federal, recebendo ordem de ficarem paradas, por cinco dias, no Vale do Paraíba. Aí foi jogada fora a única chance concreta de vitória de movimento.
Ao pararem, as forças paulistas fizeram com que as tropas quarteladas no Rio também não sublevassem, permitindo a Vargas as medidas necessárias para manter a ordem na capital e angariar o apoio dos outros Estados, que enviaram suas tropas em defesa da ordem estabelecida.
O grande argumento de propaganda utilizado pela ditadura na mobilização contra São Paulo foi o de que, dominado por estrangeiros e comunistas, o Estado mais rico da nação pretendia se emancipar, criando um novo Pais.
No entanto, nada estava mais longe dos ideais revolucionários paulistas do que uma cisão. A luta que mobilizou o Estado, do cidadão mais pobre ao mais rico, de todas as idades, raças, origens e sexo, engajando milhares de pessoas no esforço de guerra, pretendia, ao contrário, que a ordem democrática fosse restabelecida, por meio da outorga de uma constituição que balizasse o futuro da nação.
Dentro da história de uma nação, 79 anos não é nada. E é este o tempo transcorrido entre o inicio da revolução, a 9 de julho de 32, e hoje. Com a isenção que só o passar do tempo dá, 32 será revisto e, com certeza, se firrnará como uma das mais importantes manifestações democráticas da história do Brasil.

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)