Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Antonio Carlos Fusatto
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto



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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Linguagem oral e linguagem escrita

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado

Tanto o texto oral quando o escrito são produções verbais e, pelo menos em princípio, devem ser organizados de modo coerente, fazendo sentido e exprimindo determinada ideia, transmitindo determinada mensagem.
Na linguagem oral, o emitente dispõe de maior liberdade, ajudado que é, na transmissão da sua mensagem, por numerosos fatores coadjuvantes: o timbre da voz, a maior ou menor ênfase com que fala, a línguagem corporal, a mímica, a entoação, o jogo dos olhares, tudo isso acrescenta, ao que está sendo dito, elementos significativos. Admitem-se, na linguagem oral, anacolutos, quebras sintáticas, aporias, hesitações, expletivos, interjeições, repetições etc. - recursos esses que, na linguagem escrita só podem figurar, quando podem, com parcimônia e “sense de mesure”.
Já na linguagem escrita, em que habitualmente se requer uma formalidade maior e uma correção gramatical e estilística mais estrita, não intervêm esses fatores coadjuvantes, cabendo unicamente a quem escreve, se for talentoso, suprir a falta deles. Como pode fazê-lo? Numerosos são os recursos estilísticos à disposição do bom redator para, de acordo com os gostos e costumes de sua época e da cultura em que se insere, conseguir atrair e prender a atenção de quem o lê.
Pessoalmente, gosto muito do estilo de linguagem escrita que vai se desenvolvendo dialogicamente, numa como que interlocução com um imaginário leitor. Esse estilo, largamente utilizado por eminentes escritores do passado, como por exemplo Machado de Assis e Eça de Queiroz (não em todas, mas em algumas de suas obras principais), e também, de modo maravilhoso, por Guimarães Rosa, é sempre atual e, pela experiência que possuo de 36 anos de prática jornalística, costuma ser bem sucedido.
Nesse estilo, quem escreve vai acompanhando passo a passo o leitor, como quem está junto dele e vai, também passo a passo, observando suas reações, suas dúvidas, suas objeções, seu maior ou menor interesse, suas distrações. Importantes, nesse estilo, são as prolepses, por meio das quais o emitente prevê e responde a imaginárias objeções ou dificuldades do hipotético leitor/interlocutor. Importante também é que, nos trechos mais difíceis ou mais áridos, o emitente saiba temperar o texto com alguma nota particularmente atraente, com algo de novidade, de inesperado, até mesmo, se necessário, de chocante, ou acrescente uma nota de ironia ou humor. Tudo para manter continuamente a empatia, a ligação quase umbilical que o bom escritor deve manter com quem o lê. Entremear as exposições mais teóricas e esquemáticas com a apresentação de exemplos concretos em linguagem narrativa é, também, um recurso muito útil.
Curiosamente, à medida que um bom escritor desenvolve um estilo desses, até mesmo no modo de falar ele conserva essas características. Ele saberá, ao expor oralmente uma tese, prender a atenção dos ouvintes de modo análogo à forma como prende a atenção dos leitores que leem seus textos. O resultado, que pode parecer paradoxal, é que, ao fim e ao cabo, tanto a linguagem oral quando a escrita se aproximam bastante, sendo o modus loquendi bem próximo do modus scribendi.
Nada mais natural. Afinal, tudo é comunicação humana, tudo é texto, tudo é linguagem...

2 comentários:

Beatriz Carolina Pimentel disse...

Olá,
Sou estudante da ESALQ e estou realizando um projeto sobre os aspectos históricos e culturais dos hábitos alimentares de Piracicaba.
Vocês poderiam me passar o contato de alguns membros que são e já foram da Academia?!
Grata.

Ivana Maria França de Negri disse...

Olá Beatriz

Entre em contato com a historiadora
Marly Therezinha Germano Perecin que é acadêmica da APL e poderá passar as informações que necessita.

abrs

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)