Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fatos e curiosidades de nossa Academia

Waldemar Romano
Cadeira n° 11 - Patrono: Benedicto de Andrade


                   Em 1975, tendo como Editor e Coordenador Geral o Sr. Antônio da Costa Barros, contando como assessores de história os Professores Guilherme Vitti e Leandro Guerrini e mais duas dezenas de colaboradores, impresso pela Editora Aloisi, foi publicado com o título de “Piracicaba – Noiva da Colina” um interessante trabalho com trezentos e quarenta páginas, fartamente ilustrado, tudo em verde (não entendi até hoje a razão desta apresentação monocromática).
                   A Academia Piracicabana de Letras foi incluída nas páginas 186, 187 e 188, com quatro fotos e o seguinte texto, interessante e curioso:
                   “Foi elaborada no correr do ano de 1971. Instalada em 11 de março de 1972.
                   De Academia só tem o nome. É um Centro Internacional de Intercâmbio Cultural em todas as suas manifestações.
                   Participam da mesma ambos os sexos. Não há membros correspondentes. Todos titulares, tanto os brasileiros quanto os estrangeiros.
                   Os patronos podem ser homens e mulheres. Não precisam estar ligados às Letras. Porém, à Cultura em geral. Desse modo há patronos(as) vivos(as) mortos(as).
                   O titular pode ser patrono. Exemplos: Alceu Maynard Araújo tinha como patrono Cornélio Pires. E era ele patrono de José Alves de Figueiredo Filho, de Crato, no Ceará; José Rodrigues de Arruda (Anísio Ferraz Godinho) é patrono de Laudelina Cotrim de Castro; Sílvio Júlio de Albuquerque Lima, de Petrópolis, tem como patrona a sua esposa Lastênia Senno de Albuquerque Lima. E ele é patrono de Ramiro Frota Barcelos, Presidente da Academia Riograndense de Letras etc...
                   Não há compromissos financeiros por parte dos titulares nem dos patronos. Todas as despesas correm por conta do presidente.
                   As posses são coletivas quando se entrega aos Patronos o Certificado, que o reconhece como tal e, assim se procede, com os titulares que se fizerem presentes às Sessões Magnas, de que já se concretizaram cinco (5), desde a sua instalação.
                   Os patronos e os seus ocupantes não gozam de perpetuidade, isto é: com a morte de seu ocupante, automaticamente cessa o patronato. Exemplo em que o patrono permaneceu: Alceu Maynard de Araújo foi patrono de José Alves de Figueiredo Filho. Ambos morreram. A nova titular Neide Keiko Nakamura reescolheu Alceu Maynard Araújo.
                   Como se percebe, não há número fixo de cadeiras, não havendo, em consequência, a burguesa imortalidade.
                   Afora as Sessões Magnas – A Academia Piracicabana de Letras já lançou em noites de autógrafos dois (2) livros em São Paulo; sete (7) em Piracicaba.
                   A Academia jamais pleiteou auxílios ou subvenções oficiais, ou mesmo de particulares.
                   Não possui fardões, nem medalhas, apenas os Certificados para os patronos vivos, ou aos familiares dos falecidos e para os ocupantes.
                   Em suas Sessões Magnas recebeu as colaborações do Conjunto Coral “São Luiz”; da Banda da Guarda Mirim; da Banda da Guarda Municipal; do conjunto Musical “Os Vigilantes”, todos de Piracicaba.
                   O titular ao empossar-se é apresentado, em improviso, através de uma micro bibliografia e com destaque os dados de seu patrono. Não há agradecimentos de praxe.
                   O titular assina o Termo de Posse e, antes, já o fizera no Livro de Presenças, trabalhos de que se encarregam o Secretário e o Relações Públicas.
                   Os titulares são globalmente convocados para se porem em uma ala especial; os patronos vão à mesa dos trabalhos, que não é dirigida pelo presidente, que exerce as funções de coordenador e executivo.
                   Entre 120 membros há 40 mulheres; pertencem a 43 cidades e 12 Estados brasileiros. Quase todas as profissões estão, também, representadas na Academia Piracicabana de Letras, além das mais diversas posições políticas, credos, cultos, religiões, filosofias etc.”

                   João Chiarini, como um dos homenageados na citada Obra histórica, na página 7, ilustrada com uma foto em sua residência, recebe o seguinte texto: “É caipiracicabano de 17/11/1919. Confessa-o, sempre, que está na juventude. É professor e leciona Folclore Brasileiro na Faculdade “Auxilium” de Filosofia de Lins e na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Tatuí, SP. É catedrático do Conservatório Dramático e Musical de Piracicaba. Jornalista profissional desde 1941; conferencista; polemista; presidente do Centro de Folclore de Piracicaba desde 1945; da Academia Piracicabana de Letras (1972); da Colonia de Pescadores Z.20 (1952); advogado. É o maior “mala língua” de Piracicaba. Crítico violento. Não tem medo de rebuços nem de desafios. Sua paixão é sua “pequenina” biblioteca. É o caipiracicabano mais procurado pelos intelectuais, que aqui aportam. É o mais conhecido entre todos no Brasil e no exterior. Suas cartas são colecionadas pelos que as recebem”.
                   Reproduzir e divulgar este texto através da Revista da própria Academia representa, em meu entendimento, uma volta ao passado que é bem possível muitos dos piracicabanos, natos ou assim reconhecidos ou simplesmente de adoção, desconheçam.
                   Particularmente, não concordo com o método então implantado pelo saudoso e muito querido fundador, João Chiarini.
                   A atual estrutura da APL, com diretriz adequada, tem condições de continuar sua trajetória histórica, necessitando sempre, com toda a evidência, de adaptações e retoques para seu aperfeiçoamento.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz