Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Um estranhável conselho

Lino Vitti Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz                                       

Carnaval vem, Carnaval vai. A vida passa, nascem e morrem novos seres humanos, sucedem-se governos, mudam-se os legislativos, as nações fazem guerras e assinam a Paz, os astros prosseguem em suas órbitas celestiais, casa-se e divorcia-se, as gerações de acendem e se apagam, tudo porque é razão do tempo, tudo porque está traçado pelos desígnios da vida. Só Deus não muda.
E se Deus é imutável, imutáveis são seus mandamentos. Imutável é a moral, imutável é o pecado, imutável é a recompensa do Céu, imutável o castigo do Inferno.
O pecado, isto é, a transgressão ou desobediência aos mandamentos divinos, tem o mesmo conceito estabelecido desde o Éden, refugado por nossos primeiros pais, até hoje. É sempre ofensa grave a Deus, repudiada pela Fé, pelas religiões, pelas Igrejas, pelos homens e mulheres de Bem. Nunca por qualquer coisa ou causa humanas, a coisa e a causa divinas poderão ser colocadas por baixo daquelas, poderão servir de justificativa para se ignorar a moral, ignorar o bom, ignorar a criatura as determinações eternas do Criador.
O Carnaval, embora não se insira como pecado, é, contudo, uma grande ocasião de pecado. Em seu nome e por seu motivo, praticam-se as maiores infrações à Lei de Deus, entre as quais pontificam as provenientes do sexo, da luxúria, da carne, como o próprio nome indica: Carne... val: exaltação da carne.
Ninguém ignora que durante os três dias de enaltecimento à parte carnal do ente homem, os instintos (de modo mais intenso e representativo, os sexuais) são acirrados, usados e abusados por qualquer dos sexos humanos, masculino ou feminino. Concorrem assim para o pecado do desvirginamento, da traição conjugal e, de modo especial, da gravidez precoce ou não desejada, resultados estes que, embora de consequências irrefutáveis, não são bem recebidos pela turbamulta que forma as legiões carnavalescas, quer disfilando pelas ruas, quer acoitadas no recesso dos salões ou na expansão das praias. E aí, como âncora salvadora, inventou-se o uso do condom, com a desculpa primeira de que é para evitar doenças venéreas, mas é fácil se acreditar que é para se resguardarem: a mulher, de uma gravidez extraconjugal; o homem, de uma paternidade fora de casa, denunciadora de um relacionamento pecaminoso e  condenável.
Dito isto, vamos ao que denuncia o título deste trabalho: “um estranhável conselho”. Provém ele de um de nossos poderes públicos – o legislativo – e foi publicado dias seguidos nos jornais da cidade, como informação e letras em destaque – negrito – dizendo: “Neste Carnaval, faça sexo seguro – Use camisinha”. Do fraseado se deduz indubitavelmente que o sexo é o principal do Carnaval.
Cordões, fantasias, máscaras, vestimentas, carros alegóricos, hinos e músicas, saracoteios, bailados, conjuntos, nada significa para aquele conselho, pois o que vale “neste Carnaval” é o “sexo seguro”, garantido por essa mundial inimiga da reprodução da espécie humana (e não doenças), a camisinha.
Achei infeliz e fora de propósito a recomendação ser feita por um poder legislativo, pois implica, como disse eu, em profundos conceitos de moral, de religião, de medicina, de socialismo, de consciência, todos envolvidos nessa angustiosa falência terrível para a qual caminha a humanidade, que não quer mais assumir o direito de nascer e de viver de novos seres humanos, num gesto de egoísmo infernal, pois o aumento da espécie humana apavora os observadores, as autoridades, os escritores, os poetas, os países ricos e pobres. E como medida salvadora oferecem o preservativo, processo diabólico que responde plenamente a esses propósitos de extinção da espécie humana.
Carnaval já divertiu muito, já foi bonito, já festejou deveras. Hoje, entretanto, graças aos errôneos conceitos que o modificaram, inseriu-se nele o pecado, a imoralidade, a irresponsabilidade social, religiosa e mexeu com a intangibilidade da consciência. Vale tudo, então, a ponto de provocar a manifestação acima referida, que nos dá a entender que o principal da festa é mesmo o sexo.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
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Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz