Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Ivana Maria França de Negri
Segundo Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
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Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
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domingo, 30 de março de 2014

A Poeta Adélia Prado no “Roda Viva”

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella
  
            Não foi bem uma entrevista, mas uma conversa, como salientou  Augusto Nunes, o condutor do programa “Roda Viva”, nesta última segunda feira, dia 24, durante a apresentação da poeta  Adélia Prado, pela TV Cultura .No relativo pouco tempo que o competente  jornalista  vem comandando um dos mais interessantes programas da TV, trazendo  para o interior de nossos lares um pouco da vida, do conhecimento e da experiência  de nomes famosos no campo da cultura, da economia, das artes e da política (ou  alvos da contradição e do julgamento popular), esta programação se distingue, em meio à mediocridade  reinante de nossa Mídia, com raras exceções.
 Uma conversa, sim , saborosa, rica e imprevisível com a autora de tantos títulos em prosa e verso, foi o que assistimos, magnetizados espectadores, entre a autora e os entrevistadores(as), capazes e sensíveis, juntamente com o notável chargista   e cartunista Paulo Caruso, eles(as) próprios encantados com a simplicidade e a franqueza da grande mulher. Ela própria, a personagem central de uma obra que já está inscrita na verdadeira literatura brasileira. Sem modismos, sem retoques, num estilo claro e direto na forma e na sintaxe,  livre dos obscurantismos e dos hermetismos tão em moda  na poesia e na prosa de pseudos escritores atuais, os temas cotidianos, aparentemente corriqueiros, com os quais o leitor se identifica facilmente, destacam-se pelo talento e pela graça, aliados a um original ineditismo na arte da boa escrita, num enfoque em que esta simplicidade se transforma em profundidade.
Adélia diz e escreve o que gostaríamos de ouvir e de escrever.Com precisão e objetividade ela  contou um pouco de sua infância na cidade mineira de Divinópolis, da vida familiar, do pai, seu incentivador indireto que se apaixonava pelos textos de livros, ao ponto de  lê-los em alta voz andando pela casa; da escola e dos primeiros escritos, composições e quadrinhas que já delineavam seu futuro;  do encontro emblemático com Clarice Lispector e Drummond  com os quais se correspondia e que, de certa forma, definiriam sua vocação.Falou também de suas leituras e da profunda identidade que sente com os escritores russos, sem deixar contudo de mencionar o execrável Putin,  ora em foco com a anexação da Criméia.
A escritora, entre vários assuntos, como o momento crucial que vivemos na política, a vassalagem e o apoio aos regimes totalitários de Cuba e Venezuela, a Copa, a Petrobrás e os desmandos dos corruptos, a ausência de lideranças e de uma oposição pra valer e, mais lamentável, o silêncio e a passividade, uma quase anuência dos intelectuais brasileiros que não se manifestam contra uma situação quase insustentável.
A pedidos dos entrevistadores, ela declamou com expressão, dois belíssimos poemas de seu último livro, Miserere, de forte conotação mística.Uma observação suscitada por Augusto Nunes, a respeito de suas crônicas, muitas delas  quase poemas,  quando Adélia disse, com ~ênfase , que prosa é prosa, e poesia é poesia”,  levou-me a concordar com o apresentador. Meu professor de literatura  afirmava sempre  que a prosa , para ser bela, deve ser musical  para os ouvidos, o que, realmente se encontra nos textos da poeta.

Muito se poderia dizer de  Adélia Prado, cuja sensibilidade e talento , a situam entre os grandes escritores brasileiros e que, ao terminar sua prosa, bem mineira, deixou em todos aquela sensação  de bem estar e de fé no ser humano, como aquela música  que se lamenta quando termina...

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)