Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Na longa estrada da vida

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

    Se me perguntarem qual mês é mais bonito, se abril ou maio, hesitarei na resposta. Abril é todo feito de luz, prenúncio e confirmação da beleza outonal. A Terra se recompõe para um novo movimento e pode-se ouvir o rumor de seu eixo em rotação.
     Maio me traz uma parte linda da infância e do grupo escolar. É o mês dos casamentos, o mês de Maria, o mês do rosário. Relembro meu pai e minha mãe, rezando o terço, de joelhos, diante do quadro dos Sagrados Corações. Não sei se rezo mais em maio do que nos outros meses; acho que não. Rezo igual.
     Nesta longa estrada da vida, vamos todos seguindo e não se pode parar. À medida que avançamos na idade, nosso trabalho parece aumentar, os compromissos e deveres se avolumam de forma curiosa. Da vida ninguém se aposenta. É uma grande bênção ser útil em qualquer tempo, todos os dias, para os outros, para nós mesmos e para Deus.
Quem julgou descansar em berço esplêndido na aposentadoria, pode tirar o cavalo da chuva. Claro, há aqueles que, por vontade e planejamento, desejam se enfurnar em algum sítio, deitar numa rede e ali ficar para sempre. Mas em geral, não é bem assim.
Podem acontecer coisas terríveis na sonhada mudança da cidade para o campo, quando se compra uma chacrinha graciosa e se tem de conviver com o vizinho e mais quatro cachorros de diferentes raças. Uma sinfonia de latidos para ninguém dormir.
Ou então, você compra a propriedade para morar e o seu vizinho tem a dele para as festas e farras dos finais de semana. Aí, você está perdido. Venda para o primeiro que aparecer. E vá se aposentar em outro lugar. Talvez numa casinha boa, num bairro sossegado, sem tanto barulho.
Assim é a vida e suas surpresas, seus golpes rasteiros, que nos pegam numa curva do caminho. Paciência.  Porém, existe um grupo privilegiado de pessoas que escapa meio ileso, envelhece com saúde, viaja o ano todo, curte praia, tem dinheiro para tudo isso e é feliz. Qual será o segredo?
Não existe segredo algum. Ninguém sabe como estas pessoas driblaram o derrame, o temido “alemão”, a diabete, as doenças degenerativas e chegaram tão inteiras e dispostas, trafegando pela longa estrada da vida sem bengala. Uns morrem de enfarte aos trinta anos, outros estão nos setenta, dançando nos bailes saudosistas e programando a próxima viagem.
Esta estrada é nossa velha conhecida e por ela nos conduzimos, dando um passo por vez. Ao longo do trajeto, encontramos os caminhantes ao nosso lado e dividimos um copo de água, um pedaço de pão, uma peça de roupa, um abraço, pois seguimos todos para o mesmo lugar.
Quem trabalha de sol a sol, quem já se aposentou ou já percorreu boa parte do caminho, enfim, cada um vai deixando sua presença, sua marca e seu rastro no solo abençoado que palmilhamos hoje e onde repousaremos amanhã.
Que a terra desta longa estrada da vida nos dê frutos benfazejos e faça brotar de nós a relevante solicitude do amor. Como diria o filósofo Mario Sergio Cortella: “Vivam bem e morram em paz!”.



         

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Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
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Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
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Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
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Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
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Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
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João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
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Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz