Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

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domingo, 25 de maio de 2014

O poeta encontra a poesia

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade
    
     O que acontece quando o poeta encontra a poesia? Deve ser um evento de sublime natureza, creio eu. Penso que hoje deveria brindar os leitores com uma crônica de alta voltagem e trazer um pouco de reflexão a este nosso mundo caótico.
     Quem sabe, um texto poético, para este universo eclético? Teríamos tanto a dizer, a expressar, a escrever. Ficamos entre um tema e outro e, se não nos decidirmos logo, não sairemos do lugar.
     A vida urge. O tempo não para, já dizia Cazuza, que foi um destes poetas desgraçados que a vida acabou de desgraçar. Por uma escolha pessoal. Havia nele o perigoso amálgama de sonho, rebeldia, profecia e verdade. Soube misturar tudo isso, com segredos de liquidificador, assim como o fez Renato Russo, deixando à mostra o nervo exposto da sua dor e da sua angústia existencial.
     Existir não deveria ser angustiante. Viver deveria ser a mais bela das aventuras, mas nem sempre é assim. Se eu escrever aqui que a vida é feita de escolhas, estarei repetindo a frase mais repetida dos feicebuques da vida.
     No entanto, cada um escolhe o próprio caminho. Verdade que uns são empurrados para um tipo de vida e de atividade que nem sempre teriam escolhido, se lhes fosse dado escolher.
     Existe, e é notório, um contingente de sábios que consegue mudar o rumo a seguir e fugir do recurso comum, que a todos é apresentado como norma e ponto final. Mas, poucos escrevem para si mesmos uma história verídica, com todas as nuances autênticas, incluindo o som das palavras em sua nudez e em sua crueza.
     Quando a alma do poeta encontra a poesia em estado puro, algo acontece à sua volta. Num de seus versos, deixou claro que deveria ir fundo, onde tudo se revele. Na textura dos ossos, no limite da pele.
     Contudo, é preciso coragem para “ir fundo” e viver o que há de mais latente dentro da alma, nas profundezas do ser, no recôndito de cada desejo. Ao poeta é dado este discernimento quase sobrenatural. Não contrariar uma ordem divina, jamais.
     Segue o poeta uma vida de leis que ele não entende, mas obedece, não por comodismo ou falta de questionamento, mas porque assim é e assim lhe basta. Ele sabe que a paz não tem preço e que o sonho habita seu coração.
     O poeta pensa duas vezes, antes de qualquer coisa. Imagine só. O que estou afirmando? Duas é pouco. Mil vezes, um milhão de vezes. Passa noites insones à procura de uma solução, tanto para o verso como para a vida.
     A vida terá solução? É a pergunta que faz tremer sua poesia pequenina, sem pretensão alguma. Poeta humilde é assim: colhe a flor do caminho e agradece a Deus por esta dádiva. Afinal, o que mais poderia ele desejar?
     Só umas coisinhas, bem simples. Um banho quente depois de um dia cansativo; a cama aconchegante para dormir o sono dos anjos; um café da manhã onde não faltem fruta e pão com manteiga.  Depois, seja o que Deus quiser.
     O poeta começa o seu dia, igual a todos os mortais. Não escapará da dor, do sofrimento, da luta diária, porque a poesia jamais o salvará. Ele sabe disso.

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Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
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Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
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Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
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