Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
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Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

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Evaldo Vicente
Antonio Carlos Fusatto
Ivana Maria França de Negri
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sábado, 4 de outubro de 2014

Ahimsa

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda

Palavra que vem do sânscrito, o contrário de violência, ahimsa é a não-violência. Mahatma Gandhi tornou-se célebre por colocar na prática essa filosofia.
A base desse pensamento é não praticar nenhum ato que envolva violência contra qualquer criatura vivente, seja ela humana ou animal.
Muito já escrevi sobre maus-tratos aos bichos, histórias engraçadas envolvendo animais, outras tristes, já abordei assuntos polêmicos sobre a existência de alma neles, já polemizei sobre o vegetarianismo, que é uma opção salutar de quem se recusa a fazer uso da carne em sua alimentação, e também descrevi minhas experiências no trabalho voluntário  na Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais.
Já fui enaltecida e parabenizada, mas também muito criticada e contestada. Mas não pretendo abandonar as convicções que trago enraizadas fortemente comigo.
A todo momento a mídia nos mostra exemplos da incapacidade humana de praticar  ahimsa. Animais de circo são explorados e adestrados sob tortura, cobaias são vítimas, em nome da ciência, de experimentos dolorosos em laboratórios. Rodeios, touradas, rinhas de galos e de cães multiplicam-se para que alguns se enriqueçam com esses circos de horrores. Rituais macabros são realizados em certos cultos religiosos que usam sangue de animais e imolam inocentes criaturas. Caçadores e pescadores fazem da morte um esporte. Animais silvestres são capturados para prover o tráfico ilegal. Pássaros são aprisionados em minúsculas gaiolas, cavalos puxam carroças sem o mínimo conforto, muitas vezes levando peso muito além de sua capacidade, sendo chicoteados violentamente.
Para abastecer o mercado de peles e da vaidade humana, milhares de animais são mortos de maneira impiedosa. Filhotes de focas são abatidos a pauladas sob as vistas de suas desesperadas mães, outros são presos em armadilhas cruéis e depois afogados para não estragar a pelagem ou são executados por descarga elétrica que causa parada cardíaca. Alguns recobram a consciência enquanto ainda estão sendo esfolados. Por que o uso de peles é considerado chique? Como pode a violência ser elegante?
Outra morte cruel é reservada às baleias. Um poderoso arpão é cravado em sua carne, e em seguida, explosivos são acionados dentro dela. As baleias levam horas para morrer e ficam agonizando enquanto os barcos de pesca as arrastam deixando um rastro de sangue. Quando mães são arpoadas, os filhotes ficam perseguindo os barcos e ouve-se de longe seu grito de desespero ou o lamento choroso das mães ao verem os filhotes mortos.
Nos abatedouros o cenário de horrores é dantesco e indescritível. E o homem se diz um ser racional, inteligente e criado à imagem e semelhança de Deus. Também se auto-intitula um ser de paz. Quanta ironia!
A proteção aos animais não deve ser restrita apenas aos cães e gatos e sim se estender a todas as criaturas que dividem conosco o planeta Terra.
Encerro com a sábia citação de Pitágoras: “Enquanto os homens continuarem a ser destruidores impiedosos dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerão a saúde e nem a paz. Enquanto massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)