Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

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Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


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domingo, 25 de janeiro de 2015

A liberdade de expressão deve ter limites?

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Um assunto bastante polêmico que veio à baila depois do episódio acontecido na França quando extremistas islâmicos mataram vários chargistas do Jornal Charlie Hebdo porque fizeram piada da sua crença.
Até que ponto vai a liberdade de expressão? Ela é ilimitada?
Tenho comigo que essa “liberdade” de exprimir o próprio pensamento e  ideologias, segue mais ou menos aquele adágio popular: “o seu direito termina onde começa o do outro”. Por isso a liberdade não pode ser irrestrita e absoluta. Respeito é fundamental.
A liberdade não pode jamais se apartar da responsabilidade. O discurso é livre, mas há que se ter cautela. Não se pode fugir do respeito e dos princípios básicos morais. Nada justifica as mortes acontecidas na França por ações terroristas. Mas acirrar ódios, debochar, ridicularizar, ironizar, desrespeitar crenças e raças, são formas de agressão.
Se a liberdade fosse irrestrita quem quisesse andar nu pelas ruas poderia fazê-lo sem restrições. Mas o que acontece se alguém sair pelado por aí? Certamente será preso por atentado ao pudor.
A democracia, num estado laico, consagra a liberdade de imprensa, condenando a censura. As pessoas se acham no direito de escrever qualquer ideia, acobertadas por essa tal liberdade de expressão. Só que as publicações, tipo jornais diários, não aceitam pornografia, obscenidades, apologias ao cigarro, às drogas, à prostituição e às aberrações – tudo o que não é natural e leva o ser humano a se degradar, afinal, essas leituras fáceis podem cair nas mãos de crianças e adolescentes com personalidades em formação, cujas mentes ainda não possuem discernimento para julgar o que é certo e o que é errado, e que acabam absorvendo ideias negativas que podem corromper para sempre o seu caráter.
Também não é lícito caluniar, difamar, insultar ou acusar sem provas.   Nem é sensato ofender outras crenças, raças, povos e nações, alegando o uso da livre expressão. As pessoas confundem criticar com ofender. Críticas, quando bem elaboradas, podem ser engraçadas e até construtivas, já a ofensa e a calúnia não tem graça alguma.
É claro que cada um tem o direito de escrever o que bem entender, mas os responsáveis pelos jornais e revistas de grande circulação, têm sob sua  responsabilidade o  publicar ou não, caso acharem conveniente ou prejudicial. Para isso existem publicações específicas e direcionadas a certas faixas de leitores. São espaços alternativos direcionados a um público restrito. Algumas revistas são devidamente embaladas e tarjadas como impróprias para menores pelo teor que encerram.
Hoje em dia o que se vê, são mordaças veladas, pois o capitalismo pode comprar as línguas e as penas, e abafar o que não achar conveniente. Os leitores engolem tudo o que a mídia apresenta sem investigar se é verídico ou não.
A liberdade de expressão e de imprensa têm de se pautar na ética, no bom senso e no respeito.
Será que os cartunistas do jornal Charlie Hebdo tinham noção de que estavam brincando com fogo?
Não se pode calar as bocas assim como não se pode deter as penas. Elas devem gritar, escrever e desenhar aos quatro cantos. Mas o bom senso e a prudência devem prevalecer sempre. Fanatismo tem limites e liberdade de expressão também.


Um comentário:

Dirce S. Almeida disse...

Concordo com suas palavras...
Liberdade tem limite sim, igualdade é respeitar e ser respeitado e fraternidade é estar na pele do outro para saber o que ele sente e ajudá-lo.

Dirce

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz