Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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Ivana Maria França de Negri
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

AS ÁRVORES

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior  

Se pudéssemos ouvir as árvores o que será que elas falariam? No raiar da aurora as luzes do sol filtrando-se nos galhos, em variados tons de verde, marrom e outras nuances de prata e dourado, insistiam em se tornar presentes, e  iam vestindo os troncos  das árvores como se fossem bordados com miçangas e lantejoulas, matizando seus galhos desnudos para a chegada dos animaizinhos, que vinham se  aconchegar  no alto da sua copa, depois de uma noite de sono.
Com seu canto os pássaros recepcionavam a aurora que chegava de mansinho. Animais da mata roçavam seus corpos nos troncos das árvores fazendo carinho e recebendo toda energia contida na natureza.
As árvores ficavam estáticas, mas exalavam o perfume de suas flores e os frutos, adocicados e suculentos, e alimentavam a todos os animais.
Quando o sol, passeando pela mata, ficou a pino todos procuravam as sombras benfazejas do arvoredo. Se chovesse ou ventasse a copa servia de guarida contra as intempéries. Se apareciam predadores, de imediato, escalavam o tronco  e se escondiam na ramaria, olhando de soslaio o inimigo iminente. E o dia sempre presente foi passando até chegar a hora noturna para todos que nidificaram e saíram buscando alimentos para seus filhotes, e que voltavam,  à procura de seus ninhos, e também todos que vinham para descansar no regaço dos braços das árvores amigas.
A temperatura foi declinando e despertando em todos a necessidade de um abrigo. Nos galhos os passarinhos se encolhiam escondendo suas cabecinhas nas asas e os casais aos pares dormiam agarradinhos. A araponga com seu canto estridente emudeceu. A coruja vigiava tudo com seus olhos arregalados e tudo foi silenciando aos poucos, parecendo um lugar desabitado. O orvalho foi caindo e umedecendo as folhas e cada vez mais todo o ambiente esfriava. Ele também queria fazer parte daquela reunião e foi se estendendo por toda a mata aspergindo gota a gota ao salpicar sua garoa.
A lua foi penetrando nas árvores junto com a aragem murmurante, parecendo que embalava em uníssono a ramaria, clareando meigamente nesse lusco-fusco essa dormida. Naquele lugar só existia a paz! A paz que a natureza sabe ter e os homens não sabem. Somos permeados com a natureza, porque fazemos parte  dela, mas nossos atos deixam muito a desejar, quando o ego impera!
 Termino assimilando o exemplo que as árvores querem nos dizer: Fazer o bem, sem olhar a quem, e sentir essa paz.


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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz