Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

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Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

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sábado, 25 de julho de 2015

Escrever por quê?


Ivana Maria França de Negri

            Por que e para quem os escritores e poetas escrevem? E por quais motivos? O que move suas mãos para a pena que, enlouquecida, não pára de deslizar no papel? Enquanto tentam coordenar os pensamentos que surtam como pipocas estourando uma após outra, os dedos percorrem os teclados procurando avidamente as letras que formarão as palavras que irão traduzir seus pensamentos.
É um momento mágico, sublime! Só os que já passaram madrugadas insones com as ideias latejando na cabeça sabem do que eu estou falando.  É uma espécie de febre gostosa , é sentir  o espírito verdejante e a alma florida. Aprende-se a ouvir o silêncio e a enxergar a verdadeira essência das coisas. E enquanto não se coloca a emoção para fora, fica uma espécie de dor, de sufocamento, de angústia, que só se afasta quando as palavras fluem, quando a obra vai tomando forma.
E o que dizer do poeta, que vê tudo com olhos de paixão, extasia-se com coisas frugais e coloca a alma na ponta da caneta para trazer à luz seus tesouros ocultos? Feliz dele que consegue acordar os sonhos, comungar as belezas da vida e traduzir a voz das plantas e dos animais. Às vezes enxerga o mar inteirinho dentro de uns certos olhos verdes.
Poetas não costumam passar sua obra pelos filtros da razão. E ainda conseguem a proeza de encaixar toda cadência do universo infinito no espaço restrito de um só verso.
Com o esboço pronto, vem a sensação de saciedade, de paz, de missão cumprida. Compara-se ao gesto de um famoso escultor italiano, que ao ver sua obra acabada, em êxtase exclamou: “parla!”.  Ou ao pintor quando dá a última pincelada no quadro e sente-se um deus diante da obra-prima. E o poeta, assim que termina o poema, se apaixona perdidamente pela musa.
Que coisa fascinante é trazer à luz um texto como se fosse um filho querido. E depois dividi-lo com o mundo, dar-lhe asas, e deixá-lo voar livremente, para que pouse nas mentes de quem os lê e frutifique. Escrever é como adejar asas sem tirar os pés do chão. O escritor possui nadas, mas ao mesmo tempo é dono do mundo.
Escrever é um ato fascinante. Desde tempos imemoriais, nossos antepassados já careciam dessa comunicação com outras cabeças pensantes e queriam dividir suas criações com amigos ou deixar de herança aos descendentes o que levavam em suas almas, suas experiências, suas sagas. De maneira rudimentar “escreviam” com tintas vegetais nas rochas, com gravetos na areia, e onde mais sua imaginação indicasse. Eram os primeiros e incipientes passos da literatura antes do surgimento dos papiros e da pena, precursores da era da informática, quando o mundo se tornou pequeno e globalizou-se.
Para se escrever bem é preciso ler muito. E para isso é necessário que haja bons escritores. As ideias vão se entrelaçando e cadeias de pensamento coletivo vão se formando
Depois da criação do alfabeto e da literatura, nunca mais a humanidade foi a mesma. 

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Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
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Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
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João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
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Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
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Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
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Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
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