Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Ivana Maria França de Negri
Segundo Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
Alexandre Neder
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Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

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Evaldo Vicente
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Ivana Maria França de Negri
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O PORTÂO

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior  

Um portão foi colocado como se fosse um vigia na entrada de uma mansão, num bairro residencial paulistano bem no centro da cidade. Era todo de ferro fundido com arabescos, onde se destacava em dourado o monograma do proprietário. O portão tinha muito orgulho do seu trabalho. Através dele podia-se ver um lindo jardim cheio de primaveras, prímulas, agapantos, alamandas, derramadas nos caramanchões e passeios circundados de amores-perfeitos.
Quando os donos, Carlota e Adriano se casaram, o portão se escancarou totalmente para dar passagem ao carro dos noivos apaixonados. Aquela mansão transbordava de felicidade, ainda mais quando nasceram os filhos Mauro e Gaby. Os pássaros no jardim cantavam mancomunados com aquele idílio, os arbustos e flores se abriam alegremente quando alguém passava, porque naquele lugar havia uma aura de felicidade.
O portão não tinha sossego, pois era um tal de abrir e fechar constante para os dois  jovens e seus amigos, que chegavam para nadar na linda piscina, jogar xadrez ou festejar seus  aniversários. Mas eis que num dia funesto o portão teve que se abrir para dar passagem a um carro fúnebre, pois Adriano, acometido por um infarto fulminante, apareceu morto na beira da piscina. Ninguém mais naquela mansão entrou ou saiu sorrindo como tantas vezes ele chegou a ver. Passavam taciturnos e Carlota quase nem saía mais, só ficava sentada num balanço, perdida em suas recordações do amor constante do casal. De como viviam um para o outro, se compreendiam apenas pelo olhar, prescindindo de palavras.
 Mas a tristeza dominou a tudo e a todos, pairando no ar e empanando a paisagem. As heras começaram a dominar as paredes externas da casa, entravam por todas as frestas,  como que procurando a família dentro da casa, pois elas não eram mais cuidadas. Até o portão já rangia, como num lamento e não havia mais possibilidade de ter empregados pela crise financeira que se abateu sobre aquela família. Os filhos foram estudar na Europa e por lá ficaram deixando sua mãe triste e solitária.
Os anos se passaram e Carlota se despede da vida e um outro carro fúnebre passa pelo portão levando sua patroa para sempre. Dos muitos amigos que tinham, poucos vieram se despedir dela. A mansão foi vendida pelos filhos, antes que ela se depreciasse ainda mais. O portão agora era obrigado a se abrir para pessoas que só entravam para negociar, pensando apenas em dinheiro,  a mansão se transformou num Banco Europeu.
O portão foi pintado, reformado e mudado o monograma com o nome do Banco e lá dentro tudo se transformou, tudo moderno e bonito, mas frio, impessoal, sem espiritualidade, sem flores, sem gritos de crianças, sem animais latindo, gatinhos subindo em árvore e amigos rindo e festejando. Só útil, sim... apenas útil. Assim o portão deve ter pensado: Vou continuar me abrindo e me fechando, mas até quando?
Vários anos se passaram e o Banco Europeu começou a passar por problemas que não se esperava, a guerra embora fosse fora do Brasil abalou as estruturas econômicas e comerciais e não havia lastro para honrar compromissos com os clientes do Banco. Antes que precisasse fechar, Mauro, filho de Adriano e Carlota, gerente do Banco na Europa é designado como Presidente do Banco Europeu no Brasil.

Mauro, ao chegar, se lembrou de todo seu passado naquela mansão e agarrando com mãos fortes o portão falou:- “O bom filho à casa torna.”

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)