Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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domingo, 21 de novembro de 2010

Colaboração do Acadêmico Antonio Henrique Carvalho Cocenza - cadeira no 4 - Patrono: Haldumont Nobre Ferraz


Ufa!!!

Levantou-se bem cedinho tomou rapidamente um banho enfiou
com pressa uma roupa no corpo foi para a cozinha acendeu o
fogo fez café pegou a batedeira jogou nela uns ovos farinha de trigo
açúcar manteiga ligou o forno enquanto o forno esquentava ligou a
batedeira pegou a forma colocou o conteúdo da batedeira na forma
e a forma no forno enquanto assava abriu um pote de creme chantilly
tirou o bolo do forno cobriu-o com o creme pôs numa bandeja
colocou na mesa com as xícaras o bule com o café fresquinho as colherinhas
o açúcar, o adoçante, uma leiteira com leite quente e outra
com leite frio bolachas diversas geleias variadas pães e biscoitos de
polvilho pegou o aspirador percorreu a casa toda aspirando a poeira
que se acumulara no dia anterior e sempre com pressa passou um
pano com óleo de peroba nos móveis varreu o alpendre arrumou
as seis cadeiras que ali existiam limpou os cinzeiros que a turma
encheu de cinzas enquanto via televisão bateu os tapetes lavou os
copos de cerveja e refrigerantes consumidos na noite anterior depois
escolheu o arroz pôs o feijão de molho cortou os bifes preparou
o molho-madeira colocou-os na travessa com o molho pegou outra
travessa e encheu-a de macarrão jogou molho de tomate com carne
moída em cima colocou o feijão numa travessa funda colocou os
garfos as facas e as colheres no aparador pôs os pratos sobre a mesa
grande que cobrira com uma alegre e festiva toalha enquanto isso
cada um dos filhos genros e o marido iam-se aproximando da outra
mesa e serviram-se do café com os acompanhamentos que lhes interessavam
enquanto ela corria de um lado para outro atrás dos netos
que se recusavam a tomar café preferindo os brinquedos conseguiu
finalmente alimentar a todos que as noras continuavam dormindo
depois elas se levantaram e foram tomar seu café enquanto ela tirava
as xícaras e demais utensílios que estavam na mesa e de imediato
começou a pôr os pratos na mesa grande com a faca de pão guardanapos
os copos as garrafas de vinho e refrigerantes que o almoço se
avizinhava foi até a porta da casa recebeu os dois filhos as esposas e
os netos que não vieram no dia anterior enquanto os homens da casa
se entretinham num jogo de cartas ela serviu os pratos e convidou
a todos para o almoço e quanto este terminou ela sozinha limpou a
mesa serviu as sobremesas que foram pudim de coco, goiabada com
queijo doce de leite sonhos docinhos de chocolate, abóbora cidra e
laranja que ela havia feito na véspera esperou todos se servirem e
tirou a mesa de novo levando tudo para a cozinha o que podia ir direto
para a máquina de lavar e o que não podia ela colocou dentro da
pia e lavou tudo com água sabão e detergente pôs tudo no escorredor
para enxugar e quando o relógio bateu quatro horas ela começou
a se despedir dos pessoal que morava mais longe e iam mais cedo
para que a noite não os pegasse na estrada e perguntou se queriam
levar alguma coisa para comer na viagem e como a resposta foi afirmativa
ela foi até a cozinha cortou presunto e queijo colocando-os
no pão embrulhando-os para viagem preparou algumas garrafas de
refrigerante e pôs tudo em isopores pequenos dando a cada um que
queria levar quando saiu o último ela foi tomar um banho esse mais
demorado que os de sempre e preparou-se para deitar um pouco
pois precisava descansar...
Afinal, hoje não é o “Dia das Mães”??????

Corrupção ao alcance de todos

Não adianta! É só você ligar a tv, o rádio, abrir um jornal, ou
entrar na Internet, que só verá e ouvirá falar em corrupção! Aí vêm
os deputados, senadores, ministros, governadores, até membros do
Poder Judiciário, a eles se juntando altos e baixos funcionários, e
membros dos governos federal e estaduais. Estamos vivendo a gloriosa
época da corrupção, ativa ou passiva... Epa! Isso me lembra
ligeiramente qualquer coisa de sexo...
Mas, creio que tudo isso começou lá em Cristina, com um
Coletor Federal (hoje com o nome pomposo de Exator) chamado
Arcanjo.
A cidade acabara (isso por volta de 1900 e Tônia Carrero) de
receber a Coletoria Federal, o que veio quebrar um galho danado,
porque o povo, quando necessitava de declarar renda, ou qualquer
serviço que implicasse a Coletoria (Exatoria) Federal, tinha que se
deslocar para São Lourenço.
Foi então nomeado o Arcanjo, que, pela importância do cargo,
já era chamado de “autoridade”, ocupando lugar à mesa de formatura,
festas em geral, desfiles de Sete de Setembro, etc.
Bem, os anos foram-se passando e nada de o Coletor prestar
contas de suas atividades às autoridades superiores.
Para se ter uma ideia do que ele fazia na repartição, basta
dizer que naquela parte onde ficava o guichê, todo cercado de tela
de arame, com uma portinhola na frente, o Arcanjo mandou fechar
também a parte de cima, e começou a criar passarinhos e pombinhas...
Atendia a todos no balcão, vendendo selos (estampilhas,
como eram chamados na época), recebia as declarações de renda,
bem como os pagamentos dos que tinham algo a pagar ao hoje chamado
“Leão”. No entanto, nunca recolheu nada, nunca transferiu
nada para a chefia, em Belo Horizonte. Isso durou, pelo que me
recordo, cerca de cinco anos.
Um dia a coisa estourou.
Da “jardineira” que servia a cidade (hoje seria ônibus), desceu
um senhor de terno, colete, gravata, carregando na mão direita
a indefectível pasta de couro reluzente. Era o Genivaldo que se dirigiu
à coletoria e se apresentou como “Fiscal de Rendas”que viera
fazer uma inspeção na coletoria de Cristina.
Pediu a chave do cofre e, mal o abriu, começaram a cair papéis,
dinheiro, selos, documentos vários... Uma enxurrada de papéis
que forrou todo o assoalho da coletoria...
Ao deparar com tudo aquilo, o fiscal recolheu tudo de novo
no cofre, tirou da pasta uma fita gomada, e lacrou o cofre, amarrando-
o por todos os lados. Foi à rua e chamou o Prefeito, o Presidente
da Câmara, o Delegado de Polícia e pediu que eles rubricassem a
fita. Tomou o primeiro ônibus e partiu.
Três dias depois, vieram três fiscais que abriram o cofre e
conferiram documento por documento, centavo por centavo, papel
por papel.
Arcanjo andava de um lado para o outro, mostrando uma certa
inquietação.
Deve ficar bem claro que, quando lhe pediram a chave, Arcanjo
disse:
– Pode olhar, tá tudo aí, certinho. Não tirei nada, só o meu!
O “meu” era o seu salário que, todos os meses, era retirado
por ele.
Dois dias depois, terminada a inspeção, estava tudo realmente
certo. Não faltava nem sobrava um centavo ou documento. Estava
tudo nos conformes.
Ao fim de umas vinte voltas, em torno da mesa onde o pessoal
examinava, a papelada, Arcanjo não resistiu:
“Seu” Paulo, será que esse probleminha não vai atrapalhar a
minha promoção?

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz